.
.

26.9.16

Diário do Rei #2

Quando a gente morava na casa com jardim, tia Mari comprava duas fatias de presunto na padaria para me dar escondido e a mamãe ficava furiosa. Como a Roda da Fortuna gira (ouvi ela esbravejando isso uma vez), sexta-feira eu comi 18 fatias de peito de peru. Dezoito! Mordia os dedos do papai na pressa, com medo que eles mudassem de ideia. À noite, não podia nem sentir o cheiro do pacote. A vida é mesmo esquisita.


Anotações anteriores do Rei: #1

23.9.16

Diário do Rei #1

Mamãe me disse que nós vamos ficar um tempão sem nos ver. Eu não entendi muito bem o motivo, só a parte em que agora posso fazer coisas que antes eram proibidas para ter um estoque de boas lembranças quando a saudade apertar. Na terça, comi um sachê inteirinho, sem dividir com meus irmãos. Foi incrível!


(Simba está no estágio terminal da doença renal. Não contei antes porque precisava de um tempo para chorar sozinha. Os dias têm sido dias difíceis por aqui. Decidi escrever o diário do leãozinho para encarar de um jeito mais leve essa despedida, para enxergar as pequenas coisas boas no meio do turbilhão, para lembrar que fiz tudo que podia quando bater a clássica culpa, para vocês relerem posts felizes se a gente sumir de repente.)

22.9.16

Milho de pipoca vira graminha para gato!

Realizar o sonho da casa própria com jardim está ficando cada vez mais difícil para quem mora nos grandes centros urbanos. Isso não quer dizer que os bichanos não possam mastigar um matinho de vez em quando. Além de servir como diversão, as fibras ajudam na digestão e na eliminação das bolas de pelo ao provocar vômitos.

Os pet shops vendem sementes e vasinhos prontos, de trigo, centeio, aveia ― aqui não funcionou muito bem, como vocês podem ver pela foto. Mas também dá para plantar o milho comprado no supermercado para fazer pipoca. Só não vale a versão de micro-ondas!

Usem um vaso furado para facilitar a drenagem da água, forrem o fundo com pedrinhas, encham de terra vegetal (não precisa adubar), deixando uns três dedos da borda livres, espalhem o milho sem grudar muito os caroços, cubram com mais um dedo de terra e reguem cuidadosamente.

O vasinho deve tomar sol todo dia e a terra, estar sempre úmida ― úmida é diferente de encharcada, hein! Em cerca de três semanas, a graminha alcançará um tamanho bacana, se vocês tiverem lembrado de protegê-la dos bigodes, claro.


* Texto escrito para o Yahoo!

21.9.16

Eu devia ganhar dinheiro com isso...

A instrução foi clara: "Quando ouvirem o sinal, vocês correm para a almofada, Simba e Clara se posicionam no meio, invertidos, Pufosa e Keka viram para o lado esquerdo, Guda e Mercv para o direito e todo mundo toma o cuidado de manter as orelhas como na figura 3, ok?".


Vejam outra performance dos figuras aqui e façam uma doação ao projeto. rs

16.9.16

Aniversariante do mês - setembro de 2016

Ainda faltam algumas horas. Mas eu sinto que não há tempo a perder. São 13 anos. A rua deixa marcas profundas ― nas orelhas mordidas de briga, nas almofadinhas rachadas pelo asfalto, na fechada receosa de olhos quando a mão se aproxima da cabeça. Entre sarna de ouvido, malassezia, alergia respiratória, infecção de pele (1 e 2), intolerância alimentar, desidratação, coluna podre e doença renal, ele foi se despedindo do apelido de Gordinho.

E, embora os 6,5 kg tenham virado 4 kg, segue me recebendo com festinha quando chego da rua, fazendo festinha para a ração nova, festejando tudo que se move fora da janela. Simba é um gato festeiro. O sol da casa. Aquele que todo mundo quer dormir em cima, mesmo com os ossinhos atrapalhando o conforto.

Enquanto ele brilhar, ainda que entre nuvens, eu festejarei também.


*Novelinha: Conheça a história do Simba

Outros aniversários: 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008 | 2007

14.9.16

Yin e Yang

Pufosa é o princípio sialata feminino: a lua que precisa do aconchego para aquecer a escuridão. Simba é o princípio tigrado masculino: o sol que se refresca com o banho demorado de lambidas. Tudo em Gatoca recebe influência de duas forças fundamentais, opostas e complementares.

Isso quer dizer que nada existe no estado puro, mas em transformação contínua ― desfiando, quebrando ou sujando. E que qualquer vontade de despachar os bigodes para o Cazaquistão desaparece quando vista por este ângulo.

9.9.16

Paranapiacaba e nossa primeira visita à promotoria

Em julho, eu escrevi sobre a situação deprimente dos animais de Paranapiacaba e pedi ajuda para pressionar o Centro de Controle de Zoonoses de Santo André, a Vigilância Sanitária e a Secretaria de Gestão de Recursos Naturais de Paranapiacaba e Parque Andreense, já que a proposta de parceria do Gatoca foi solenemente ignorada, após semanas de e-mails e ligações.

Vocês enviaram outras dezenas de mensagens, de acordo com os comentários nas redes sociais, e eles continuaram se fingindo de mortos ― enquanto cães e gatos morriam de verdade na vila, de fome e frio. Nem os contatos na imprensa adiantaram, visto que matérias sobre o assunto se enfileiram no Google há anos e nada muda.

Aí, Claudia Kumahara e Eduardo Perez disseram que qualquer terráqueo pode protocolar uma denúncia no site do Ministério Público e eu fiz melhor: marquei uma reunião na Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, contato direto do MP com o cidadão. Tirei a camisa amassada do armário e levei a amiga-advogada Luana Gonçalves junto para não passar vergonha. rs


José Luiz Saikali nos informou que, em 2014, o Ministério da Saúde publicou uma portaria determinando que os recursos destinados aos CCZs só poderiam ser usados para prevenir e combater doenças transmissíveis a seres humanos e a prefeitura se isentou dos demais cuidados com os animais. O promotor tentou negociar, informalmente, a ampliação do canil municipal e o resgate dos bichos atropelados e machucados, mas, pasmem, também ficou falando sozinho.


E duas ONGs cansaram da palhaçada e entraram com uma ação civil pública contra o município. A gota d'água foi a remoção das famílias do Núcleo Espírito Santo de Cidade São Jorge, em outubro do ano passado, deixando para trás 200 cães de porte grande, proibidos nos novos conjuntos habitacionais. Equipe Singulariana de Proteção aos Animais (Espa) e União Andreense Protetora dos Animais (Uapa) juntaram 11 advogados para assinar a ação: 1022552-07.2015.8.26.0554.

Roseli Denaldi, vice-presidente da Espa e responsável pela articulação, me recebeu em seu escritório ontem para explicar o juridiquês do processo. O pedido inicial focava nos bichos do Núcleo Espírito Santo, mas a prefeitura enviou procuradores sem poder de decisão à audiência para tentativa de reconciliação e as protetoras acabaram fazendo o sujo trabalho sozinhas.


Em agosto agora, então, as ONGs protocolaram uma liminar ampliando as exigências para Santo André inteira ― liminar indica que existe urgência no caso, não dá para esperar anos pela sentença. E o juiz Marcelo Franzin determinou que o município tem três meses para recolher os animais em situação de risco (atropelados, doentes, idosos, prenhes e filhotes) de TODO o perímetro da cidade, incluindo Paranapiacaba. :)

Ao final do terceiro mês, devem apresentar um relatório das ações efetuadas e um protocolo para nortear ações futuras. O descumprimento da liminar, considerado crime de improbidade administrativa, renderá multa de R$ 10 mil por dia, limitada a R$ 1 milhão. Se eu fosse o prefeito, sentiria vergonha dos quatro primeiros parágrafos da decisão do Franzin (íntegra abaixo). Pena que a maioria dos políticos não vem com esse acessório de fábrica.


Para ampliar, cliquem nas imagens

7.9.16

Monstro de várias cabeças

Funciona assim: você adota o primeiro bicho e, sem feijões mágicos ou banho e jantar após a meia-noite, ele logo vira dois. Pisque mais demoradamente e terá três. Entre um frila e outro, quatro. Até o golpe da barriga, com ninhada extra de cinco, que pare também a Louca dos Gatos.

Pode parecer absurdo, mas a linha que separa quem ajuda e quem precisa de ajuda é mais fina do que um bigode felino.

2.9.16

Encontrou um gatinho na rua?

Não se omita. Você pode salvar uma vida sem ser rico, sem morar em uma casa grande, sem ter experiência com resgates. A gente ensina todos os passos! Não há recompensa maior do que o olhar de gratidão de um animal que ganhou a chance de recomeçar. São Francisco ainda não precisou dos seus serviços? Guarde este post. E compartilhe com os amigos que também sonham com um planeta mais humano. :)

Passo 1
Atraia o bichano para dentro da caixa de transporte com um petisco. Se ele parecer assustado, ganhe sua confiança primeiro: sente no chão, converse num tom de voz amigável, deixe-o cheirar suas mãos antes de arriscar um cafuné.

Passo 2
O bigode precisará de potes de comida e água (tupperwares servem), ração específica e uma bacia com granulado sanitário. Isso tudo pode ser instalado num banheirinho, caso você já possua outros animais ― não se mistura a bicharada sem ter certeza que está todo mundo saudável!

Passo 3
Para evitar empestear o recinto de pulgas, aplique o remédio no cangote assim que tirar o peludo da caixa. Existem antipulgas que também exterminam vermes intestinais e sarna de ouvido, embora eles custem mais caro.

Passo 4
Leve o bicho a um check-up veterinário e aproveite para vaciná-lo. A Arca Brasil tem uma lista de profissionais solidários, que cobram preços mais acessíveis. Se o tratamento ficar salgado, vale fazer uma Vakinha.

Passo 5
Quando o gatinho estiver gorducho, pode encarar a castração. A cirurgia é simples e indolor, evita marcação de território, problemas hormonais, tumores na próstata, testículos, mama e ovários, ainda deixa o peludo mais calmo e carinhoso. Veja onde operar de graça (ou quase).

Passo 6
Para encontrar a família de comercial de margarina, capriche nas fotos do bigode e no textinho sobre sua personalidade, incluindo passatempos favoritos e hábitos engraçados. Várias ONGs têm páginas de divulgação no Facebook, como o AUG Repassa, a Catland Divulga e a MundoGato Classificados, basta mandar mensagem.

Bônus!
Se a adoção demorar para sair e o coração começar a apertar de ver o pequeno dormindo na privada, siga estas dicas para adaptá-lo com os veteranos.

31.8.16

Derrubando mitos

Dizem que gato gosta da casa e não do tutor. Mentira! Gato gosta é de chinelo.

26.8.16

Nona festinha do Gatoca

Eu não vejo TV desde 1995, quando comecei a estudar em período integral e fui obrigada a me desintoxicar de "Chaves", "Cara & Coroa" e "Tiny Toon". Acompanho os assuntos que me interessam pela internet, assisto a filmes no cinema e seriados no Netflix, mas não faço ideia dos nomes dos artistas da temporada, das propagandas sexistas, dos campeonatos de futebol.

E consegui marcar a comemoração dos nove anos do Gatoca bem na final olímpica contra a Alemanha ― só me toquei nos pênaltis, quando metade da mesa virou a cabeça para o mesmo lado e parou de piscar. E o quorum no Tubaína Bar superou as reservas! Dá para ser mais querida? (E sem noção?)

Teve história ronronenta de bigode resgatado pelo projeto, risadas envolvendo sexo de tartarugas, discussão filosófico-existencial sobre Pokémon GO, desabafo de jornalista-bocó que acredita na humanidade, coxinha vegana de feijão com cebola caramelizada. E apertos de todas as idades. Obrigada! Obrigada! Obrigada! ♥


Unhada de gato em vez de unha pintada


Bagunça em família


Loucas dos gatos


Amor


Na alegria e no voluntariado


Duas décadas de amizade


Mais amor

Festinhas anteriores: 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008

24.8.16

Bicho que não pode ser bicho fica doente

Cães e gatos tratados como gente acabam sofrendo de estresse, ansiedade e depressão. Aprenda a respeitar a natureza do seu melhor amigo

Você pode comprar petiscos e brinquedinhos, deixar o peludo dormir na cama e bater altos papos enquanto lhe acaricia as orelhas. O que se deve evitar é encher um animal que tem um olfato 200 vezes mais desenvolvido do que o nosso de perfume, prática comum nos banhos de pet shop. Ou colocar gargantilhas de strass sufocantes e sapatinhos de lycra que obrigam o coitado a caminhar como se estivesse patinando.

"Pouco se sabe sobre as causas de problemas psicológicos como estresse, ansiedade e depressão em cães e gatos, mas o principal causador chama-se ser humano", garante o veterinário Nivaldo Albolea. Ciúme de um recém-nascido na família, morte do companheiro de longa data ou viagens do dono até causam alterações comportamentais, mas elas são passageiras. Descubra se há algo errado com seu bichinho e reverta já a situação!

:: 4 sinais de alerta

1) Descuidar da higiene ou lamber as patas e a barriga até provocar ferimentos.
2) Fazer as necessidades fora do lugar habitual para chamar a atenção.
3) Ficar agressivo sem motivo aparente.
4) Parar de comer ou devorar tudo que vê pela frente, tornando-se obeso ou diabético.

:: Como cuidar

Converse com um profissional especializado
Juntos vocês podem decidir o melhor tratamento.
Incentive o animal a praticar exercícios físicos
Gatos adoram bolinhas de papel e cães raramente recusam um passeio.
Experimente tratamentos alternativos
Florais, remédios homeopáticos e sessões de acupuntura costumam dar bons resultados.
Jamais medique por conta própria
Antidepressivos só devem ser usados em casos extremos e com acompanhamento veterinário!

:: Prevenir é melhor do que remediar

- Passe mais tempo com seu animal de estimação.
- Permita que ele seja ele, não uma imitação sua.
- Evite submetê-lo a rotinas impróprias.
- Aprenda a decifrar as dicas comportamentais que ele deixar escapar.


* Texto escrito para a revista AnaMaria, agora da Editora Caras.

19.8.16

8 gatos salvos do cubículo imundo, 2 pedidos de ajuda

Carol Costa diz que o mundo se divide em dois tipos de pessoas: as terapeutizadas e as não-terapeutizadas. Sem o segundo grupo, a senhora que manteve os bigodes presos por dez anos num quarto de móveis velhos e teias de aranha não existira. Como eu faço parte do primeiro, porém, além de entender o descompasso, não tenho problema em reconhecer limites. E sabia que, apesar de gigante no meu coração, o Gatoca não conseguiria doar sozinho bichanos ariscos, pretos e idosos.


Pedi, então, ajuda com a divulgação do caso às ONGs parceiras do projeto e Tatis me deu oito vagas na Confraria dos Miados e Latidos. Para quem não é protetor, isso equivale a ganhar na loteria acumulada, depois de se endividar até as tampas com as compras de Natal. A viagem ao Campo Limpo durou meia hora a mais do que os 60 congestionados minutos previstos pelo Waze ― Jubão e Michele toparam me acompanhar para reduzir o risco de cárcere privado.


Na zona leste, outro extremo da cidade, os peludos foram cadastrados, despulgados e transferidos para gaiolões, onde seus xixis, cocos e apetite seriam monitorados. Fortunato, Fidelis e Vitória demandaram um verdadeiro esquema de guerra para sair das caixas de transporte, tamanho o desespero. E eu voltei para casa sete horas depois, quando o sábado já virava domingo.


Nós fizemos a parte mais difícil. Agora precisamos de ajuda para doar todo mundo ― Tatis contou que eles já estão desabrochando! E para pagar as despesas veterinárias: R$ 440 de vacinas e R$ 640 dos testes de FIV e FeLV (a ração foi doada pela Farmina). Mandem e-mail que passo os dados da conta. E compartilhem este post até chegar nas famílias de comercial de margarina. Aqui, tem as descrições dos pequenos, com fotos melhores. :)














17.8.16

Pequenas alegrias da vida

Aquele momento olímpico em que você grita no banheiro para o prédio inteiro ouvir:

Zeeeeeeeeeeeeeroooooooo diarreeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiaaaaaaaaaaa!

12.8.16

O primeiro projeto com crianças!

"Tenho uma notícia ruim e outra boa para vocês. A ruim é que o mundo é difícil e cruel". Eu queria dizer "uma merda", mas havia pais presentes. "A boa é que a gente sempre pode fazer alguma coisa para deixá-lo melhor". Mal acabei a frase e os dedinhos já estavam levantados. Suas donas integram o Bororos, grupo de escoteiros e bandeirantes de Santo Amaro. E, com mais 50 crianças e adolescentes, trocaram a diversão do fim de semana para apoiar o Ajudanimal, de Ribeirão Pires.


A ideia era ensiná-las a produzir conteúdo para as campanhas de adoção e apadrinhamento da cachorrada, garantindo a sustentabilidade da ONG até o fim do ano. Amanda Herrera me convidou para dar a oficina de texto, que acabei transformando em sensibilização de olhar, Taciane Ribeiro, amiga importada de Indaial, ficou com a de cuidados e Leo Eichinger, com a de fotografia ― não basta amar, tem de participar!








Aqui, vale abrir um parêntese para louvar a complexidade da vida: quando nós trabalhávamos juntas, uma pá de anos e transformações atrás, Amandica sonhava com o Greenpeace e eu queria mais era distância de bicho. Fecha parêntese com fotos para dar tempo de os leitores novatos se recuperarem.




Junto com o Gatoca, veio a vontade de abraçar o universo infantil para que o projeto por um mundo melhor não se limite a enxugar gelo, com o número de vidas descartadas superando eternamente as resgatadas. E este foi só o test-drive (aguardem!).


As frases das campanhas ficaram do jeitinho que eles falaram/escreveram porque não há chacoalhão maior do que criança ajudando a gente a relembrar o que realmente importa nesta existência. Curtam os posts e fotos no Facebook, espalhem para os amigos, mostrem aos pequenos que nós temos salvação. :)






"Quero apadrinhar um cachorro. Na verdade, é uma ela. Chamei de Sol porque lembra o sol. E até me deu a pata!", Kim, 9 anos.


"Escolhi esse aqui porque ele é fofo e ficou pulando em cima de mim", Manuela, 8 anos, mesmo depois de carimbada na calça pelo parceiro. rs


"Ele manja muito da voadora! Vou chamar de morcego", Richard, 8 anos.


"Eu adotaria a Clara porque fiquei com dó. Ela tem um machucadinho no olho. É bem preguiçosa e os cachorros preguiçosos não dão trabalho", Nicky, 9 anos.


"Também levaria ele para casa porque não é tão agitado. Vou chamar de... Pretinha. É uma menina! Amo todos os animais porque eles têm um bom coração", Nicky Felicia.


"O Carente está roubando a atenção de todo mundo, supercarente", Maya, 11 anos.


"Quero o Mano Preto! Ele subiu em mim milhões de vezes e me lambeu. É um cachorro muito legal", Aliyah, 11 anos.


"Tenho pena porque ninguém escolheu ela. E não entendi por que. Ela faz amizade com qualquer um. Vou chamar de Alegria", Catarina, 10 anos.


"Muitos cães como a Lyla estão precisando de um lar melhor. É um nome que significa muito para mim. Foi personagem da minha primeira peça de teatro. Eu era muito tímida", Luiza, 11 anos.