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29.6.21

14ª quase-aniversário do Gatoca

É fato que neste 2021 o Gatoca quase acabou. Mas o quase-aniversário a gente comemora faz tempo, porque eu consegui criar um blog e demorar 42 dias para juntar coragem de escrever nele. Isso há 14 anos! Vocês têm noção de quantas iniciativas tombaram pelo caminho? Na minha vida mesmo acho que nada durou tanto.

E fica ainda mais engraçado quando lembro que não gostava de gatos nem de tecnologia. Aí, tropecei nos esqueletinhos da dona Lourdes e virei ativista da causa animal sem gostar de política também. Pensando agora, deveria me esforçar para não gostar de ganhar na loteria.

Juntos, a gente foi parar até no clube de leitura da ONU — para os novatos, aqui estão as principais ações do projeto.

No dia 10 de agosto, festejaremos virtualmente de novo. E os apoiadores, que acompanharam o estresse com a obra e nossa mudança para Araçoiaba da Serra, em 24 capítulos apócrifos, compartilhados no grupo do WhatsApp, finalmente conhecerão a casóca — ainda dá para se juntar aos despioradores de mundo!

Os bigodes mal podem esperar. rs


Festinhas anteriores: 2021 | 2020 | 2019 | 2018 | 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008

28.6.21

Orgulho LGBT: direitos se conquistam com luta

Eu acompanhei o movimento LGBTQIA+ crescer no Brasil, desde quando a parada na Paulista ostentava bem menos letras e os organizadores pediam no megafone para que ocupássemos apenas as duas pistas da direita — não precisa ser lésbica, gay, bissexual, transgênero, queer, intersexual ou assexual para defender o amor desencaixotado, né?

E, se tem uma coisa que aprendi, daquele distante 2000 para cá, principalmente militando pela causa animal, é que direitos não caem do céu. 28 de junho se eternizou pelo orgulho, as mãos dadas, o arco-íris. Mas nasceu de uma rebelião, porque os frequentadores do bar Stonewall Inn, em Nova Iorque, cansaram da humilhação e da violência praticadas pela polícia.

Gatoca também adora um colorido e já abrigou gatos de todas as pelagens. Mas a gente pode fazer mais!

25.6.21

Existe um canto do planeta sem gatos? | EG #1

Hoje finalmente começa a série nova do Gatoca, com dicas e curiosidades da bíblia O Encantador de Gatos, escrita pelos especialistas em comportamento Jackson Galaxy e Mikel Delgado, e divertidamente ilustrada pelos bigodes! Neste primeiro capítulo, voltamos 130 mil anos no tempo para contar como evoluiu o plano de dominação mundial dos felinos.

Naquela época, gatos-selvagens pertencentes ao gênero Felis perambulavam pela Europa, África Subsaariana, Ásia Central, Oriente Antigo e montanhas chinesas. E quem deu origem aos nossos bichanos, segundo estudo genético de 2009, feito com 979 peludos domésticos, ferais e selvagens, foram os moradores do Oriente Antigo, os Felis sylvestris lybica.

Mas demorou, viu? Só 12 mil anos atrás a humanidade passou a estocar grãos, atraindo roedores e, consequentemente, pequenos animais carnívoros. Se a ligação não ficou clara, arqueólogos encontraram evidências no Chipre de que, há 9,5 mil anos, um bichano compartilhou a cova com um humano — como eles não existiam originalmente na ilha, um protogateiro deu essa carona. rs


E pinturas e esculturas datadas de 4 mil anos atrás retratam felinos de coleira convivendo com os egípcios — lá eles também dividiam as tumbas.


Do Egito rumaram para a Índia, mesmo com sua "exportação" banida. E, há 2,5 mil anos, já habitavam a Grécia, o Extremo Oriente, a Eurásia e a África. Passaram, então, a acompanhar os romanos na expansão de seu império, 2 mil anos atrás.


Chegando no norte da Europa há 1,2 mil. E há 500 ancoraram aqui nas Américas e na Austrália, provavelmente viajando como tripulantes do famoso navio Mayflower para servir como controle de pestes. Atualmente, nossas maquininhas de ronrom ocupam todos os continentes, exceto a Antártida, com temperaturas inferiores a 80°C negativos, onde só 800 pesquisadores científicos resistem.


CAPÍTULO 2: A primeira gateira da história
CAPÍTULO 3: Como a humanidade se curvou aos bichanos

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O conteúdo do Gatoca é financiado por gente que acredita que o mundo pode ser melhor — aqui tem um resumo das principais ações do projeto. Quer fazer parte dos despioradores? Assine nosso clube no Catarse ou doe um cafezinho em forma de PIX: doacoes@gatoca.com.br ❤️

18.6.21

Larvas e bicheira em gatos: socorro!

Este é um post difícil de escrever. Primeiro porque soa incompetência ter um animal sob nossa guarda vítima de uma doença tão tosca. Depois porque, esteticamente, a miíase, nome pomposo da bicheira, também não ajuda — imaginem uma centena de larvas se requebrando dentro da cavidade ocular, com o Zé do Caixão ameaçando levar sua alma à meia-noite.

Em minha defesa, o carcinoma da Clara está em estágio avançado, dois veterinários justificaram que o cheiro é extremamente sedutor para as moscas (até ataque de formigas a coitada sofreu!) e tentei de spray natural de óleo de neem no pelo a coleira fortunosa (e polêmica) da Bayer — tampar o machucado aumentaria a coceira, que já causa bastante desconforto.


Depois do trauma de remover mecanicamente larva por larva, com a pinça travando no osso (eu, que desmaio fazendo exame de sangue!), fiquei expert em caça aos ovos e não os deixo mais evoluir. Antes de compartilhar todas as infos da jornada, porém, preciso explicar que decidi não levar a retalhinha à clínica para evitar o estresse, em um quadro já delicado, mas fui orientada a distância pelo vet. E não publicarei fotos do carcinoma porque impressionam.

Comecemos, então, pelo básico: falei em ovos e moscas, sem deixar clara a conexão, né? Moscas botam ovos em tecidos em decomposição, se alimentam de fezes, escarros, secreções, produtos animais e vegetais estragados, sempre mais ativas durante o dia, e vivem até um mês — sim, há milhares de espécies, que depositam o raio do ovo em outras, impossibilitado identificar a meliante, portanto basta dizer que este texto não serve para a berne (miíase furunculoide), uma nojeira diferente da bicheira.

Retomando: a prevenção da nossa (infelizmente) miíase foca em manter o ambiente higienizado, incluindo os banheiros dos gatos, e a comida tampada — até porque você tem gatos, rs. Se o peludo possuir lesão na pele, limpe diariamente, proteja com gaze, caso a região permita, use coleira ou spray antimosca (existem versões naturais de ambos) e tome cuidado redobrado em áreas rurais.

Os ovos dessas moscas são pequenos, durinhos, colocados sobrepostos e bem-fincados na pele — não estranhem. Quando o tecido está morto, fica mais fácil remover o bloco — se sobrar unzinho, dançou.


E não quero tocar o terror, mas eles eclodem em 24 horas — depois viram larva, pupa e mosca adulta. Quanto maior a temperatura e a umidade, mais rápido ocorrerá esse ciclo, que pode durar de dez a 14 dias. As larvas costumam ficar escondidas, principalmente porque conseguem entrar na pele.


E, como são muitas, acabei usando um ectoparasiticida para facilitar a remoção — não vão comprar kombucha, hein? A embalagem improvisada foi empréstimo de uma amiga.


Elas se mexem bastante, aliás, o que provoca coceira, um dos sintomas. Inchaço subcutâneo é outro. No caso da Clara, o local também passou a sangrar mais. E ela ficou tão incomodada que deve ter virado a madrugada em claro porque dormia comendo no dia seguinte. Imagino que a dor deixe alguns pets amuados e sem apetite.

O que mais falta falar? Ah! Bicheira não tratada pode causar abscessos, necrose, hemorragia, toxemia (acúmulo de toxinas) e até matar. Desde que a gente se mudou para Araçoiaba, já tirei algumas centenas de ovos do carcinoma da Clara. Enquanto ela puder aproveitar o sol no gramado, o patê na colherinha e o carinho no colo, vale a pena.



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Agora em junho tem série nova! Todo mês, o Gatoca publicará dicas e curiosidades da bíblia "O Encantador de Gatos", escrita pelos especialistas em comportamento Jackson Galaxy e Mikel Delgado, com fotos e vídeos da gangue para ilustrar. Se quiser ser avisado, é só assinar nosso boletim ou entrar no canal do Telegram.

16.6.21

Gatos, tijolos e frases desmotivacionais

2021 em uma foto:


Trabalhe enquanto eles dormem.

Tudo começa com um sonho.

Juntos seremos muralha.

P.S.: Para quem não sabe, Gatoca se mudou para Araçoiaba da Serra e quase acabou — continuamos, inclusive, sem porta no banheiro. Este post faz parte da estratégia de transformar raiva em riso.

10.6.21

Uma semente do Gatoca na ONU!

Eu já contei nestes bytes que virei personagem de um livro da Rosana Rios, autora de mais de 180 obras infantojuvenis, sobre uma menina fluente em cachorrês e um menino hábil em gatês, que se unem para salvar o bosque do bairro ─ discutindo nossa relação com o diferente e o que estamos fazendo com o planeta.


Pois "Entre Cães e Gatos" acaba de ser selecionado para o clube de leitura da Organização das Nações Unidas, na categoria redução das desigualdades! Criado em 2019 e acreditando nos livros como ferramentas de transformação, o clube pretende dialogar com as crianças sobre temas relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).



Para ampliar, cliquem na imagem

Destaque para erradicação da pobreza, fome zero e agricultura sustentável, igualdade de gênero, água e saneamento, cidades e comunidades sustentáveis, consumo e produção sustentáveis, mudanças climáticas, trabalho decente e crescimento econômico. A lista das 175 publicações em português está no site da Câmara Brasileira do Livro, um dos responsáveis brazucas pela iniciativa.

Vocês têm noção da felicidade desta ecossocialista-vegana-ativista pelos animais? ❤️





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O conteúdo do Gatoca é financiado por gente que acredita que o mundo pode ser melhor. Quer fazer parte dos despioradores? Assine nosso clube no Catarse ou doe o cafezinho em forma de PIX: doacoes@gatoca.com.br

9.6.21

Quando o X marca o tesouro

Guda é aquela gata que antecipa onde você vai sentar e se aboleta antes, impede a abertura da porta da geladeira em todas as refeições, pelo uma vez por dia faz alguém na casa tropeçar. Quando a vi centralizada nesta sombra, dei risada. Há 14 anos, Capitã Barriga confiou em Gatoca para esconder seus tesouros. E acabou virando o meu.

4.6.21

Primeiro Gramado da Fama araçoiabano!

Foram oito meses sem novos apoiadores por aqui. E não nosso reclamar, porque os corações de pudim que acompanham o Gatoca vêm resistindo bravamente aos solavancos financeiros (e emocionais) do país — nosso financiamento coletivo não só manteve as assinaturas como relevou dois meses sem atualizações no blog!

E, se antes esse dinheiro me permitia investir em projetos alternativos, como o livro infantil e o jogo de tabuleiro, agora ele tem garantido a manutenção da vida — se você aprende, dá risada e se diverte com estas linhas, veja nossa campanha no Catarse. R$ 5 fazem diferença, viu? E falta pouquinho para bater a meta de revelar os bastidores dos bigodes — coisa que já estou fazendo, porque não sei brincar de capitalismo. rs


A mais nova integrante da resistência, inaugurando o Gramado da Fama araçoiabano, é Kley Kopavnick, que nos descobriu procurando informações sobre doença renal. Pelo Instagram, ela desabafou que queria a conversar com alguém que a entendesse e perguntou se eu conhecia uma comunidade "para trocar experiências e diminuir o peso".


Melhor descrição para o Cluboca, nosso grupo no WhatsApp, não há! Foi lá, inclusive, que compartilhei a epopeia da casa nova, em 23 capítulos apócrifos, ganhando colo sempre que as coisas davam errado — e elas deram muito errado. Os apoiadores também recebem superproducinhas exclusivas (juro que elas voltarão!) e outros mimos, além do clássico mundo melhor. :)

Adrina Barth, Alice Gap, Itacira Ociama, Regina Haagen, Renata Godoy, Leonardo Eichinger, Irene Icimoto, Tati Pagamisse, Roberta Herrera, Vanessa Araújo, Dani Cavalcanti, Samanta Ebling, Bárbara Santos, Marina Kater, Sonia Oliveira, Danilo Régis, Marcelo Verdegay, Patrícia Urbano, Fernanda Leite Barreto, Bárbara Toledo, Solimar Grande, Aline Silpe...

...Lucia Mesquita, Michele Strohschein, Ana Fukui, Marilene Eichinger, Guiga Müller, Sérgio Amorim, Gatinhos da Família F., Luca Rischbieter, Rosana Rios, Lilian Gladys de Carvalho, Regina Hein, Paula Melo, Paulo André Munhoz, Marianna Ulbrik, Cristina Rebouças, Lorena da Fonseca, Amanda Midori, Karine de Cabedelo, Michely Nishimura, Ana Paula de Vilas Boas e Danilo, obrigada é pouco para vocês! ❤️

3.6.21

Esponja mágica para limpar sujeira pesada de gato

Quem fizer uma visita surpresa a Gatoca antes do dia da faxina encontrará nas paredes pus, sangue e catarro. Não, eu não estou trabalhando como serial killer para complementar a renda. É que o carcinoma da Clara vaza longe com os chacoalhos de cabeça e a alergia da Pimenta produz secreções aderentes.


Na casa de Sorocaba, alugada, a tinta áspera não ajudava e qualquer esfregada de bucha tradicional rendia um borrão azul. Eis que Leo lembrou da esponja de melamina, indicada pela Rosa Yukari para limpar tênis (coisa que a gente quase não usa no interiorrr), escondida no fundo da gaveta da lavanderia.

Naquela época, só se encontravam versões japonesas dela, em lojinhas de importados. Hoje, dá para comprar em redes grandes de material de construção e até supermercados — com embalagem em português, rs. Minhas sextas-feiras mudaram! Pensem em uma jornalista com lua em virgem, que chegou a fazer molho nos catarros!


Agora, é só umedecer a esponja com água e ir passando nas paredes (e portas, armários, cadeiras), sem precisar apelar à força-bruta.


Para potencializar o efeito e tirar o encardido deixado pelos gatos, como vocês veem no vídeo, uso esta receita de sabão líquido natural. Compartilhem suas dicas nos comentários!

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Agora em junho tem série nova! Todo mês, o Gatoca publicará dicas e curiosidades da bíblia "O Encantador de Gatos", escrita pelos especialistas em comportamento Jackson Galaxy e Mikel Delgado, com fotos e vídeos da gangue para ilustrar. Se quiser ser avisado, é só assinar nosso boletim ou entrar no canal do Telegram.