.
.

31.12.20

Obrigada!

Hoje era dia da clássica retrospectiva do Gatoca, publicada desde 2007. Dá um trabalhão escrever, mas eu gosto de acompanhar a evolução do projeto depois — que foi se tornando mais educativo, ativista, coletivo (comparem com a de 2019!). Neste 2020 pandêmico, porém, não consegui. Faltou tempo, por causa de uma novidade que ainda não posso contar. E ânimo também, confesso.

Em outro momento, teria feito caber. Mesmo sabendo que ninguém lê nada entre o Natal e o Ano-Novo, rs. Neste, preferi respeitar meus limites — quando um capricorniano diz isso, um astrólogo morre de desgosto em São Thomé das Letras. E aproveitei para retribuir quem me acolheu ao longo dos últimos 12 meses.

No sábado, rolou o primeiro amigo secreto do Cluboca, nosso clube de apoiadores. A ideia era trocar talentos e paixões, sem gastar dinheiro nem sair de casa. E teve coletânea de tirinhas, músicas e textos favoritos, inspirações veganas — dei risada com o Carlos Ruas, chorei com a Mercedes Sosa e já comprei berinjela para o antepasto.


Gente querida se gravou lendo Salmo, habilidosa desenhou, tecnológica criou stickers, sensível cantou no coral, criativa customizou calendário. Minha amiga secreta ganhou o rascunho do primeiro livro do projeto para crianças. E eu recebi fotografias dos gatos que colorem as paredes baianas de uma das leitoras mais antigas destas linhas. Todo mundo saiu quentinho. 💕


Ontem, publiquei a última superproducinha do ano: "Sonhando 2021", uma junção de bigodes dormindo tremelicantemente com os desejos do Gatoca para os próximos 12 meses. A retrospectiva ainda vai ao ar, mas sem pressa. E com o carinho que nossa história merece. Obrigada por seguirem requebrando comigo nas adversidades!

E não poderia encerrar este post sem apertar virtualmente os corações que ajudam a financiar nosso despioramento de mundo:

Adrina Barth, Alice Gap, Itacira Ociama, Regina Haagen, Renata Godoy, Leonardo Eichinger, Irene Icimoto, Tati Pagamisse, Roberta Herrera, Vanessa Araújo, Dani Cavalcanti, Samanta Ebling, Bárbara Santos, Marina Kater, Sonia Oliveira, Danilo Régis, Marcelo Verdegay, Patrícia Urbano, Fernanda Leite Barreto, Bárbara Toledo, Solimar Grande, Aline Silpe...

...Lucia Mesquita, Michele Strohschein, Ana Fukui, Marilene Eichinger, Guiga Müller, Sérgio Amorim, Gatinhos da Família F., Luca Rischbieter, Rosana Rios, Lilian Gladys de Carvalho, Regina Hein, Paula Melo, Paulo André Munhoz, Marianna Ulbrik, Cristina Rebouças, Lorena da Fonseca, Amanda Midori, Karine de Cabedelo, Natalia e Lívia Pantarotto, Michely Nishimura, Maira Fischer, Ana Paula de Vilas Boas, Danilo, Paolla Alberton, Aline Fagundes e Elaini da Silva! 🤗

Feliz recomeço para vocês!

24.12.20

Especial: se seu gato falasse, o que diria neste Natal?

Pela cara dos bigodes, eu não esperaria nada muito otimista. E, analisando as respostas que recebi nas redes sociais, parece que eles refletem o espírito dos tutores — 2020, para mim, foi o ano-que-não-existiu mais lento da história da humanidade: ao mesmo tempo em que parecia que nunca ia acabar, chego ao final com a sensação de não ter feito nada (além de passar raiva).


Teve bichano botando limite na família, cobrando bom senso da humanidade, sonhando com a adoção, agradecendo o gramado novo, fazendo ativismo, comemorando mais um ano de vida. Os leitores do Gatoca são diversos e isso me enche de orgulho! ❤

"Chega de mais gatos, tá?", Michele Strohschein.

"Fica em casa!", Roberta Herrera.

"Quanto tempo mais você vai passar as 24 horas do dia aqui?", Camila Ornelas.

"Pedi para não ter fogos. Papai Noel me atendeu?", Tatiana Pagamisse.

"Não aglomerem, humanos. Aproveitem o Natal com seus gatos", Lorena Correia.

"Põe e máscara!!!", Aline Silpe.

"Obrigado, covid, por deixar minha mãe 24 horas comigo", Guiga Müller.

"Quero sachê gourmet e uma casinha segura logo, ok?", Fernanda Barreto.

"Fique em casa", Márcia Aono.

"Querido Papai Noel, manda essa louca para o trabalho de novo, porque a gente não aguenta mais!!!", Daniela Gomes.

"Me dá comida/ração em sobro!", Samanta Ebling.

"Quase gastei minhas vidas neste ano. Mas em 2021 vou recuperar todas", Inês Ocanã.

"Estou aqui com vocês", Thereza Schittini.

"No ano que vem, não quero te ver em casa o dia todo, falou?", Marina Kater.

"Fora, Bozonazi!", Rosana Rios.

"Por favor, não soltem fogos, não gritem nem batam tampas de panelas. Natal é época de gratidão, silêncio e orações. Em especial neste 2020", Regina Hein.

"Senhor, que em 2021 o home office seja pelo menos meio expediente!", Paula Guima.

"Estamos felizes com a casa nova. Agora podemos andar na grama e tomar sol!", Adrina Barth.

"Maria Isabella perguntaria a hora da ceia — só pensa em comer! Micefufe talvez não fizesse nada, ficaríamos nos curtindo um pouco mais, já que sabemos que nosso tempo é curto. Jack contaria uma piada para manter nosso bom humor. Tequila soltaria um 'aff' depois da piada do Jack, coisa de irmãos", Liliane Garcia.

"Gaia diria que é grata pois, apesar de 2020 ter sido um ano difícil, ela tem razões para comemorar seu sexto aniversário: Gaia é FIV+", Andreia Lionco.

Que todos nós encontremos motivos para comemorar! E energia para mudar o que não merece comemoração. :)

18.12.20

Vida com gatos #7

Pufosa toma água na seringa três vezes por dia, há quatro anos, e medicação para as crises agudas da doença renal.


No dia da escovação, resolve se rebelar.


Gatos.

Mais vida com gatos: #6 | #5 | #4 | #3 | #2 | #1

11.12.20

Como fazer seu gato amar a caixa de transporte

Há algumas semanas, Guda começou a fazer xixi de gotinha pela casa e demorar para usar o banheiro, em crises que se vão do mesmo jeito que vieram. Dr. Eduardo acabou pedindo um ultrassom e, completadas as oito horas de jejum, Leo manda mensagem perguntando se eu conseguiria colocá-la sozinha na caixa de transporte. Respondi com esta foto:


Desde a mudança do casarão para o apertamento, em que Jujuba quase me levou um braço, aprendi a fazer o negócio direito. A dica mais importante é colocar a caixa no chão com pelo menos um dia de antecedência para os gatos deixaram seu cheiro — e, obviamente, não limpar antes de ir ao veterinário (eles entenderão). Mas, se o bichano precisa de um estímulo extra, vale borrifar essência de lavanda ao inseri-la no ambiente.

Guda está bem e tenho aproveitado sua barriguinha raspada, confesso. O exame acusou cristais nos rins, que devem provocar irritação na bexiga quando descem pela urina. Já começamos o tratamento. :)

4.12.20

Colar elisabetano de tecido para gato: quando usar?

Eu já contei que a coceira que o carcinoma da Clara causa não permite mais que ela fique sem o colar elisabetano — sim, "elizabetano" está errado. Fiz até um post com dicas para diminuir o desconforto, sugerindo modelos leves e transparentes, que aumentassem o campo de visão. Mas, conforme a doença evolui, a retalhinha passa mais tempo deitada e várias leitoras indicaram as versões de tecido.

Duas delas, inclusive, recomendaram o Ateliê Pet Petri. Carla Petri é a pessoa perfeita para lidar com tutor fragilizado! Conversamos um tempão, porque eu tinha dúvidas de toda sorte. E ela ia vestindo os colares em suas gatas para a gente escolher o melhor tamanho. Costurados um a um, com a ajuda da mãe, eles ainda ajudam a encher a pança dos peludos (felinos e caninos) e de três galisés! 💛

Como ela se sensibilizou com a situação da Clara, fez questão de dar o colar de presente. Só que encontrei três modelos e uma cartinha querida quando abri a caixa do correio!




Para ampliar, cliquem na imagem

No primeiro teste com um dos cones, fechei só no velcro e a ninja conseguiu tirar. Reforcei com a coleira, que tinha uma parte de elástico, e a cena se repetiu. Apertei mais e a coitada vomitou. Na quarta vez, chegamos ao ajuste ideal — Carla aconselha o uso de cordinha.


O tecido é fácil de limpar com um pano úmido, se o machucado não vazar sangue e pus como no caso da Clara. Mas lavar também não cai a mão e seca rapidinho nos dias quentes. Coloco à noite, para ela dormir mais confortável e substituo pelo de plástico durante o dia — estou guardando o outro cone para quando a criatura conseguir rasgar esse de tanto coçar.

Já o disco amarelo apelidamos de utopia. Como ele impede o acesso das patas traseiras à cabeça, mas não evita que o animal esfregue a lesão nos móveis, só poderemos usar se a pequena melhorar. Torçam para ver essa foto aqui!

2.12.20

Amor em preto e branco

Há 15 anos, Mercv* chegava em casa só bigodes, não deixando um bibelô da prateleira da vida em pé — logo ele, o gato baiano! E tem sido a jornada PB mais colorida (e emocionante) da história. ❤️


*Novelinha: Conheça a história do Mercv