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19.7.19

Dia do Amigo e luto

É amanhã, pelo menos aqui, no Chile e na Argentina. Mas aperto nunca estoura a cota, né? Eu sempre faço piada usando as fotos dos bigodes — e eles se superam na falta de noção, como vocês podem constatar. Este ano, porém, observando a amizade que nasceu entre Pufosa e Clara, fiquei com vontade de escrever sobre luto.

As duas tinham no Simba seu porto seguro. E quando ele morreu, há quase três anos, ficaram meio sem lugar no grupo. Foi esse desajeitamento quem cuidou de aproximá-las. Pufosa precisa caber — na soneca da tarde, na caixa com vista para a primavera, no espacinho que sobra da cadeira. E Clara parece ter entendido que está na hora de acolher — na inconveniência, no descompasso de tempo, na ausência.


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17.7.19

Paraíso em Gatoca

Graças à tecnologia têxtil, os bigodes podem ir para o céu sem morrer — e vomitar em três pontos diferentes do edredom novo.


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12.7.19

O lado ruim de morar no interior

Há quase dois anos, eu compartilho neste blog os grilos e passarinhos da vida sorocabana. Mas fugir dos grandes centros urbanos é ficar mais distante da modernidade também. Isso significa que, para comprar pão, você passa pela avicultura, onde galinhas morrem de pouquinho sob o sol.

E percebe quando a cantoria do galo do vizinho emudece, para recomeçar com a próxima vítima. E sente vontade de jogar na lama a placa frequentemente renovada de “vende-se leitoa”. E ouve o casco dos cavalos no asfalto, puxando pessoas chucras, eletrodomésticos velhos, um mundo inteiro que tarda a se iluminar.

Isso quando não os vê inteiros no chão.


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11.7.19

O desafio de pagar contas à frente do seu tempo

Gatoca não levou o edital. O resultado saiu na segunda-feira, mas eu precisei de uns dias para lamber as feridas — deu um trabalho lascado preencher aquelas planilhas todas, rs. O fato é que, dos 100 projetos escolhidos, apenas um beneficiava os animais. E com o clássico resgate-doação, que não mexe na raiz do problema.

As iniciativas de educação se limitavam ao ser humano (como fim). E as de meio ambiente, às plantas. Em tempos de esgotamento do planeta, governos extremistas e compaixão escassa, os donos da grana e das regras ainda não se deram conta da importância (e urgência) de integrar as três áreas.

E a gente segue na luta dos boletos — obrigada, aliás, aos padrinhos e madrinhas, que nunca me deixam só! 💚


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5.7.19

Parceria para tempos difíceis

Lúcia Choi guardou na gaveta o diploma de direito e resolveu se entregar ao propósito de ajudar pessoas a se descobrirem, pensarem por si sós, tomarem decisões complexas. Levado a sério, o coaching é um processo profundamente transformador e vale cada centavo! Ainda mais quando alguns desses "centavos" vêm para o Gatoca. :)

A ideia é atender quem não pode arcar com o valor integral das sessões em troca de doações ao projeto, beneficiando bípedes e quadrúpedes numa boa ação só. Se vocês estiverem desestimulados como a Keka ou precisando apenas aparar umas arestas, conversem com ela.

Bora fazer a roda girar!

4.7.19

O texto que nunca escrevi

"Lúcia Já-Vou-Indo" era o calmante da turma. Se a gente não ficasse quieto durante a parte chata da aula, nunca saberia a continuação da história. Foi com a leitura de fundo da tia Rita que ilustrei meu primeiro e último livro de elefante. Acontece que os desenhos se intimidavam conforme a escrita seguia ganhando pernas. E dentes.

Os diários todos da adolescência ainda tenho — não, não há neles uma única linha sobre o primeiro beijo, porque ele também se atrasou. Já os cadernos de redação morreram com minha mãe. Vieram, então, as matérias. Centenas, em tela, papel brilhoso, folha suja. E umas edições e revisões em lombada quadrada.

Das crônicas não lembro o parto. Parece que só foram mudando de formato — do caderno para o e-mail dos amigos, descansando neste blog.

Respiro, logo escrevo.

Mas nunca aprendi. Quer dizer, fui alfabetizada, obviamente. E até tenho um diploma de jornalismo, vocês sabem. Só que ninguém me ensinou a escrita das estantes. Quando abracei Marcelino Freire, ao final dos três dias de curso no Sesc, a reparação estava feita.

Rufem os bigodes!


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28.6.19

Gramado da Fama com vibrações positivas

Todo mês, eu agradeço os apoiadores do Catarse aqui no blog. Mas este post vou começar com um pedido: mandem aquele amor que só a comunidade do Gatoca consegue juntar para a Andreia Lyrio? Ela é leitora das antigas e está se recuperando de um infarto aos 39 anos! Meu aperto a distância já foi entregue. 💚

Seguindo a tradição, neste Gramado da Fama de junho estrelam Keka (notem a iluminação providenciada por Pedrão!) e Ana Fukui, que confessou ter declarado guerra contra as gatas, porque comprou uma poltrona nova e não quer dividir com elas — para isso, não há vibração positiva. rs


Obrigada também a Adrina Barth, Alice Gap, Itacira Ociama, Regina Haagen, Renata Godoy, Leonardo Eichinger, Irene Icimoto, Tati Pagamisse, Roberta Herrera, Vanessa Araújo, Dani Cavalcanti, Eliane Bortolotto, Samanta Ebling, Bárbara Santos, Marina Kater, Sonia Oliveira, Danilo Régis, Marcelo Verdegay, Denise Perin, Patrícia Urbano, Fernanda Leite Barreto, Bárbara Toledo, Solimar Grande, Aline Silpe, Lucia Mesquita e Michele Strohschein!

Quer ver seu nome aqui, ganhar recompensas e ainda ajudar a despiorar o mundo? É só clicar no link abaixo. Os R$ 5 do cafezinho fazem diferença! Até porque café tem gosto de tristeza. E nem dá para pagar no boleto.

27.6.19

Bafinho de gato nem sempre é saudável

A gente ama! (Essa sou eu incluindo vocês para parecer menos louca.) Mas mau hálito pode significar problema de saúde. Mercv, por exemplo, perdeu este canino por causa de uma tal de lesão de reabsorção odontoclástica, verdadeiro enigma da odontologia veterinária. Gatoca lista, então, os principais perrengues para vocês ficarem alertas. E, no fim do post, tem a clássica dica de prevenção. :)


Gengivite e outras doenças periodontais
Presentes em mais da metade dos gatos adultos, elas tendem a prejudicar a alimentação, provocando anorexia.

Infecções na boca
Irritações ou lesões na mucosa e nos lábios também comprometem a mastigação, subtraindo quilos.

Doenças gastrointestinais
Obstruções, infecções e carcinomas no intestino e no estômago atrapalham a absorção dos nutrientes. Se o câncer for detectado após produzir metástase, a morte do animal é inevitável.

Diabetes Mellitus
Relacionada à má alimentação, obesidade e sedentarismo, pode render hipertensão, insuficiência renal, doenças cardíacas, dificuldade de locomoção e até cegueira.

Doença renal
Disfunção que judia de 60% dos bichanos, porque os rins deixam de filtrar e eliminar as toxinas produzidas pelo organismo, costuma causar infecções do trato urinário, úlceras na boca e no estômago, pressão alta que leva à cegueira e, em muitos casos, morte — tem um dossiê sobre o assunto, infelizmente, aqui.

Doenças respiratórias
Além de ficarem suscetíveis a infecções bacterianas e micoplásmicas oportunistas, os bigodes não tratados tendem a desenvolver pneumonia.

Alimentação inapropriada
Enquanto a gente trabalha fora, não é raro os peludos ingerirem coisas duvidosas, como pedaços de brinquedo. Dependendo do objeto, o estrago aumenta.

Para prevenir, segundo a veterinária Márcia Fernandes, vale investir em uma alimentação balanceada, com ingredientes funcionais que ajudam no controle do tártaro ― eu sempre digo que quem economiza na ração gasta com remédio. E, em caso de sangramento, inchaço ou odor excessivo, procurem um especialista.


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21.6.19

Doem os remédios que seu bicho não usa mais!

Lorena Correia me pediu ajuda para encaminhar medicamentos (e outros itens) que sobraram do tratamento do Sushi e da Mel, resgatados em 2017. A mãe do Sushi pariu no quintal da sogra dela, em Aracajú (SE), e sumiu. Ele foi o único filhote que sobreviveu. Com verme, anemia, otite e rinotraqueíte.

No mês seguinte, Mel invadiu o apartamento da vizinha da Lorena, em Salvador (BA), que tocou rapidamente a campainha para "devolvê-la" (conheço essa história). Com pulga, verme, anemia e suspeita de FIV. O casal acolheu a frajola como lar temporário e de lá ela nunca mais saiu — os bigodes ficaram tão amigos que encaram o veterinário na mesma caixa!


Dois anos depois, recém-operada e mudada para o ABC, Lorena percebeu que os remédios venceriam, mas não podia dirigir para longe nem conhecia ONGs na região. Foi quando nossos caminhos se cruzaram no Instagram (sim, Gatoca tem Instagram!). Jubão topou receber a doação e entregou para a Tati Pagamisse, que levou na festa da Laurinha.

Comigo, a sacola viajou até Sorocaba e fez escala na Cobasi, onde rumaria para a Anjos e Protetores, da Eliane Consorte — que conheci em um evento com a Luli Sarraf. Vocês certamente conseguirão viabilizar isso de um jeito mais fácil, rs. E podem salvar uma vida. :)

Aqui tem uma lista de ONGs sérias pelo Brasil.


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20.6.19

Griloca: o único Airbnb para grilos!

"Por que se arriscar na natureza selvagem e desconfortável, se você pode se hospedar em uma casa com nove gatos acolhedores?", deve ter dito o publipassarinhal. E, em fevereiro retrasado, Griloca recebeu o primeiro visitante! Ignorando totalmente os costumes locais, a criatura ligou o som alto na sala de madrugada, o que mobilizou a Chocolate e uma força-tarefa de três pessoas para efetuar o check-out.

O segundo visitante chegou no último Dia dos Namorados, junto com os proprietários do espaço, que só queriam saber de dormir, depois de comemorar a 114 quilômetros de distância e em cinco lugares diferentes — para compensar os pedágios, gente. Uma câmera escondida no espelho registrou a interação e o grilo, que sobreviveu para avaliar o atendimento, virou filme!


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14.6.19

Vaza-gato: as imagens secretas de Gatoca

Este é apenas um recorte do material levantado ao longo dos quase 12 anos de projeto. A comédia das revelações dispensa explicações. Trata-se de um mico generalizado, que envolve dez bigodes, embora um deles esteja "vazando" em outra dimensão agora — motivo pelo qual preferimos preservar sua memória.






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11.6.19

Especial: Dia dos Namorados 2019

Quando a gente está sozinho, enxerga que o mundo é par. Toda criatura tem companhia para o cinema, troca sorrisos no jantar, dorme de conchinha. E realmente dá um aconchego poder dividir os desafios de se pôr de pé mais um dia. Mas também afaga a alma assistir àquele filme que ninguém toparia ver junto, trocar gargalhadas com os amigos, dormir atravessado na cama.

Nesta data mais comercial do que emocional (lembrando que ela foi criada pelo pai do Doria para alavancar as vendas num mês ruim), o Gatoca deseja que cada um de vocês possa se sentir ímpar. E que não falte bicho para apertar — mesmo que eles pareçam deitar nos almofadões da sala em duplas.


Outros especiais: 2012 | 2011 | 2009 | 2008

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7.6.19

Encontro com as Secretarias de Educação e Meio Ambiente!

Gatoca tem um projeto desenhado para crianças, esperando financiador — eu falo dele há um tempo (está no vídeo do Catarse, inclusive). Este ano, abriu um edital para coletivos não formalizados e, graças ao toque da Renata Godoy 💙, nós estamos participando!

O resultado só sai no fim do mês, mas a gente já pode comemorar. É que, na sexta-feira passada, eu recebi o convite para apresentar a iniciativa a representantes das Secretarias de Educação e Meio Ambiente de Sorocaba!


Levantei às 6h, tomei um banho para acordar de verdade e tirei os sapatos mofados do armário — os de salto guardei para a reunião com o MEC, porque um dia nós viraremos política pública, escrevam aí. Guda providenciou seu saravá e lá fomos, Focus estica-horizontes e eu, para o Centro de Referência em Educação.


Pedrão ainda tratou de abrir os caminhos com sol e céu azul.


A conversa superou todas as expectativas! A cidade tem um programa de bem-estar animal nas escolas, mas falta contemplar justamente os meninos e meninas da faixa etária do nosso projeto — sem nos prender a pequenezas como dinheiro, já fomos logo pensando na logística dos encontros. rs

E quase morri de alegria silenciosa quando a gestora de desenvolvimento educacional mostrou um bichano tatuado no braço, entre os abraços de despedida, e comentou que conhecia este blog.

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5.6.19

Compartilhem calor neste inverno!

Não, ainda não chegou. Mas eu já estou trabalhando de pernas cruzadas na cadeira para dobrar a quantidade de bigodes por colo. E não tem um banho de espelho embaçado em que não pense nos animais (e pessoas) que vão passar mais um inverno na rua. Desde 2010, o Gatoca incentiva vocês a aquecerem outras vidas. Este ano, um tico mais distantes da compaixão, não seria diferente.

Comecem dentro de casa
Não precisa ser iogue para manter os bichos quentinhos. Vale improvisar cabanas com cobertores velhos para os gatos e abrigos protegidos do vento e da chuva para os cachorros de quintal. Comprar roupinhas para idosos, magrelos ou pelos-curtos. Evitar banhos para todo mundo (ou seguir estas dicas). Brincar junto. Caprichar na ração — o apetite aumenta para manter a temperatura do corpo. Só cuidado com a obesidade!

Esquentem um animal sem família
Dá para distribuir caixas de papelão com paninhos pela cidade, sem gastar um centavo. Organizar uma vaquinha no trabalho para transformar bacias em casinhas, como neste tutorial. Abrir a garagem (e o coração) nos dias mais congelantes. Apoiar o trabalho de uma organização não governamental que atue nessa área ― aqui há várias.

Estendam a ação aos seres humanos
Sabem aquela blusa que não sai do armário há séculos, esperando uma ocasião especial? Doem a quem precisa dela agora. Vocês podem participar da campanha do agasalho do shopping, da ONG, da igreja. Mas funciona melhor ainda entregar pessoalmente. Encarando outros olhos, a gente percebe que o mundo é muito maior do que nossos privilégios.


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31.5.19

Gramado da Fama quase sem glamour

Eu sempre divulgo os novos apoiadores do projeto (e agradeço os antigos) na metade do mês. Mas as semanas foram passando, neste maio, e nada de o Gatoca sensibilizar outro coraçãozinho de pudim. Fiquei pensando nos motivos que poderiam ter feito o financiamento continuado empacar, faltando tão pouco. Até que o nome da Michele Strohschein apareceu inbox.


Vocês não imaginam a felicidade que explode no peito ao receber esse reconhecimento por um trabalho tocado voluntariamente há mais de uma década. Nesta edição, fiz até um videozinho de bastidores desmascarando a Chocolate — preparem-se para nunca mais enxergar a pequena da mesma forma. rs


Agora, faltam 18% (R$ 150) para bater a meta! Não sintam vergonha de contribuir com "pouco". Cada centavo investido aqui carrega o mesmo poder de transformação.


Obrigada, aliás, Adrina Barth, Alice Gap, Itacira Ociama, Regina Haagen, Renata Godoy, Leonardo Eichinger, Irene Icimoto, Tati Pagamisse, Roberta Herrera, Vanessa Araújo, Dani Cavalcanti, Eliane Bortolotto, Samanta Ebling, Bárbara Santos, Marina Kater-Calabró, Sonia Oliveira, Danilo Régis, Marcelo Verdegay, Denise Perin, Patrícia Urbano, Andreia Lyrio, Fernanda Leite Barreto, Bárbara Toledo, Solimar Grande, Aline Silpe e Lucia Mesquita!

30.5.19

9 anos depois: fotos felinas para aquecer o coração

Da Pandora vocês me leem contar todo ano — sim, ela segue brigando contra o tempo! Pituca, a primeira resgatinha do projeto, já apareceu por aqui ganhando carinho do Darth Vader. Jacob e Chuvisco acolheram Feijão e Luigi, porque o Gatoca tem leitores mais moles do que a escritora. E este ano eu recebi notícias de cinco bigodes doados há quase uma década!

Lily chegou com o pescoço e uma parte da cabeça sem pelos. Dona de um gênio encardido, mordia doído e foi justamente isso que encantou o Agostinho. A foto da tigresa no colo do filho dele, cheia de mãos em volta, ficou eternizada no financiamento coletivo de 2014. E até hoje me emociona.


Lembra da Gatucha? Lá se vão 9 anos e ela tá aqui, firme e forte. Nós ainda moramos no mesmo lugar. Ela continua filha única. Fábio, meu filho naquela foto, já casou. Mora na Vila Madalena e, no momento, está em Londres com a esposa para estudar.


Lua foi abandonada em uma caixa de papelão com seus bebês ainda de cordão umbilical. Viviane topou dar lar temporário para a família e a branquela nunca mais saiu de lá.


Pois é! No dia 16 de maio fez 9 anos que a Marie está comigo. Linda como sempre, megacarinhosa, é meu dengo. Meu namorado, que nunca tinha convivido com gato, se apaixonou por ela e pelo Lenin, que resgatei na rua. Marie acha que é mãe dele. Tenho uma cachorrinha também. Ela se dá bem com todos. São meus tesouros.


Ziggy, Fandangos e Boo vieram juntos de um cemitério de Santos e cuidei deles na mamadeira! Regislaine e Samir adotaram os três, que ganharam nomes de cidades canadenses pomposas.


Indo para 10 anos! O trio um ano depois virou quarteto de bigodes com o Mike, um ano e meio mais novo! Infelizmente, a Hope nos deixou em 2018, por causa de uma lipidose, mas Banff e Whistler continuam juntos e aprontando! Banff com 7,8 kg e Whistler com 4,8 kg!


Hope era Boo, a pequenina do meio na foto do meu colo, dona de um berreiro respeitável, e que aparece na privada aí em cima. Uma parte de mim salgou com a mensagem, a outra sorriu.


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25.5.19

Toxoplasmose, gatos e a imprensa

Tem quase uma década que eu escrevi esta matéria para a AnaMaria, explicando que os gatos não são os vilões da toxoplasmose. No ano passado, produzi um vídeo sobre mitos felinos e fiz questão de incluir a doença — até lambisquei um dedo de cocô imaginário para ficar bem ilustradinho. Mas a imprensa (e alguns médicos) relutam.

Na semana passada, saiu o anúncio da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) de que a cidade de São Paulo havia registrado 45 casos desde março e um bar em Pinheiros estava sendo investigado porque clientes relataram ter contraído a toxo após comerem lá — atrasei o post por causa de um edital em que o Gatoca está participando, desculpem!

Claudia, Catraca Livre e Hypeness surpreenderam (positivamente) na cobertura. Estadão já começou a desanimar usando um “apenas” antes de “contato com gatos”. G1 meteu um bichano bem grande no infográfico. E a Folha falou das fezes felinas, mas esqueceu de detalhar como ocorre a transmissão. Pois colem este passo a passo na testa:

Para pegar toxoplasmose de um gato, é preciso...
1) Deixar de limpar a caixa de areia por três dias — tempo que os ovos do Toxoplasma Gondii demoram para eclodir.
2) Colocar a mão do cocô.
3) Lamber — quantas pessoas fazem isso?
4) O animal ainda tem de abrigar o parasita, somando menos de 1% dos casos no mundo — ele se reproduz dentro do bichano e os ovos saem junto com as fezes.

Corre-se muito mais risco de desenvolver a doença, portanto, ingerindo água e alimentos contaminados, principalmente verduras e carnes cruas — para saber sobre diagnóstico, riscos na gravidez, tratamento e prevenção, leiam a matéria da AnaMaria.


Fidel socializando com a Alice na barriga da Amanda

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22.5.19

Dia do Abraço (feat. aniversariantes do mês)

No Dia Nacional do Abraço, há 12 anos, eu ganhei cinco Gudinhas* para apertar — a mãe golpista veio duas semanas antes. Neste 2019 de aridez, o Gatoca deseja que vocês possam apertar criaturas amadas, sejam elas bípedes ou quadrúpedes.


Um estilo de vida que faça sentido, na cidade grande, na praia ou no interiorrr.


E a si próprios, com todos os significados possíveis.


*Novelinha: conheça a história das Gudinhas

Outros aniversários: 2018 | 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009

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17.5.19

O primeiro ataque canino a gente nunca esquece

Num instante, eu estava fazendo carinho no bicho, com a cara bem na altura da boca dele, de língua animadamente para fora. No outro, o bairro apagou, o rosto inteiro começou a latejar e o braço parecia que ia cair do corpo. Mordida dupla, depois de 12 anos de Gatoca — para relembrar por que eu sentia medo de cachorro. rs


Só tive tempo de perguntar o tamanho do estrago que não conseguia ver e semidesmaiar no vizinho, com quem havia trocado apenas olás, boatardes e boanoites, pelo estrago que conseguia ver: um furo de bons milímetros de profundidade no antebraço esquerdo.


Tarde da mordida


Manhã seguinte

Pressão sanguínea reestabelecida (a dignidade demorou 24 horas mais e a dor no músculo parece que pode levar semanas), vim para casa confirmar, incrédula, o estado do rosto: a arcada canina de 200 dentes, que cobriu minha visão e me jogou para trás, só deixou esta marquinha na bochecha — e o lápis borrado. rs


Chicão deve estar precisando de uma plástica facial.

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16.5.19

Mobilização pela educação: a contribuição do Gatoca

Atualizado em 20 de maio de 2019, às 20h08, para incluir canais novos

Este é um projeto que se propõe a ensinar, conscientizar e engajar corações pelos animais — ao menos durante a maior parte de seus quase 12 anos. E esta é uma jornalista especializada justamente em educação, com duas décadas de carreira entre a grande imprensa e o terceiro setor. E imagino que vocês tenham acompanhado as manifestações contra os cortes de verba nas universidades públicas e o cancelamento de bolsas de pesquisa.

Às voltas com a papelada de um edital, para seguir na batalha de vozes desgastadas contra a ignorância, minha participação desta vez se dará por aqui, em forma de curadoria didática. Fiz questão de listar canais mais à esquerda e mais à direita, para ninguém se dispensar da reflexão sobre que país as medidas atuais gestarão. E agir.


Eduardo Moreira
Explica que o investimento em educação traz benefício dobrado, porque faz girar a economia (os professores compram comida, abastecem o carro, pagam o aluguel) e gera conhecimento. Já no pagamento dos juros da dívida pública, proposta do governo, as pessoas que recebem a grana compram mais títulos dessa dívida e a bola nunca para de crescer. Eduardo é engenheiro, estudou economia na Universidade da Califórnia e fundou um banco, além de ter sido sócio de outro.

Pirula
Lembra que a escola também ensina a conviver com ideias, pessoas e realidades diferentes das nossas, além de facilitar a descoberta de um objetivo de vida, para que o dinheiro não vire um fim em si – altos índices de suicídio na Suécia, saca? E, neste vídeo, ele esclarece para que serve a ciência de base e por que ela precisa de financiamento público, sem interesses mercadológicos. Paulo Miranda Nascimento é biólogo e paleontólogo, com mestrado e doutorado pela USP.

Leitura ObrigaHistória
Também aborda a importância da produção científica, mas usando a metáfora da piscina do conhecimento, em que cada pesquisador contribui com uma gota para enchê-la e o trabalho dos gênios, que adicionam copos ou baldes inteiros, não seria possível sem seus antecessores. Icles Rodrigues é historiador, com mestrado e doutorado em curso pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Cadê a Chave
Fala sobre a falta de investimento em divulgação científica, que distancia a academia da população, e o ódio ao estudo, pregado pelo desconhecimento de quem nunca pisou numa universidade, sendo que tudo à nossa volta funciona porque alguém ralou muito – incluindo o dispositivo em que vocês me leem. A mão de obra não intelectual acabará substituída por robôs, aliás. Nilce Moretto é jornalista e Leon Martins, formado em relações internacionais, com mestrado pela Universidade de Flensburg, na Alemanha.

Tese Onze
Mastiga a que grupos o desmonte do Brasil interessa. A reforma da previdência, por exemplo, beneficia as empresas de previdência privada, o mercado financeiro, porque diminui o ônus do governo, sobrando mais grana para os juros da dívida pública, e a imprensa, que investe em aplicações financeiras atreladas a esses juros.

O sucateamento da educação beneficia governantes incompetentes (sem população com pensamento crítico para questionar), falsificadores históricos, donos de escolas, o setor privado de pesquisa (que fica com a grana das patentes) e o mercado de novo, que pode seguir explorando uma mão de obra técnica, mas silenciada.

A destruição da natureza beneficia mineradoras, ruralistas, construtoras, a indústria automobilística e a megacorporação que faz tanto o agrotóxico quanto o remédio. E a flexibilização do armamento (incluindo a liberação da caça) beneficia a indústria bélica, que lucra independente de quem morre. Sabrina Fernandes é socióloga, com doutorado no Canadá.

Slow
Desvenda como políticos populistas usam o avanço tecnológico para engajar as massas em suas mentiras, tática chamada de firehose of falsehood. E faz um paralelo com a estratégia da propaganda Russa: 1) O povo não sabe diferenciar a veracidade da informação. 2) As primeiras versões geram maior impacto e tendemos a continuar com elas mesmo desmentidas. 3) Repetições fortalecem ainda mais a crença na mentira. 4) Quanto mais fontes propagarem, maior o poder de convencimento. Estevão é biólogo de formação e estudou no Reino Unido.

Jana Viscardi
Questiona o clima de guerra gerado pelos discursos do Bolsonaro (contra especialistas e a educação em geral), as explicações simplistas e teorias da conspiração, a voz única que mata a liberdade de pensamento (a partir de diferentes informações coletadas) e a pluralidade na produção do conhecimento. Colocar os indivíduos uns contra os outros faz o país crescer? Jana Viscardi é linguista, com mestrado pela Unicamp e doutorado na Alemanha.

Greg News
Explica por que evangélicos, olavetes e militares disputam o controle do MEC, segundo maior orçamento do país (R$ 116 bilhões) e responsável por 100 mil escolas, dois milhões de professores e 40 milhões de alunos. Spoiler: a bancada evangélica espera que o aluno se torne um fiel, defende a escola sem partido, o combate à “ideologia de gênero” e o ensino domiciliar.

Os olavetes enxergam futuros militantes da guerra cultural e querem ressuscitar o método fônico, que não contextualiza o aprendizado na realidade cotidiana das crianças. E os militares as veem como soldados, brigando pela militarização das instituições.

Existe ainda a disputa entre os ricos, com formação privada livre, construtivista e flexível acompanhando os altos preços das mensalidades, e os pobres, com formação pública focada em repressão e moralismo, modelos ultrapassados e na falta total de espírito crítico. Gregório Duvivier é escritor e humorista, mas nada disso é piada.

Meteoro Brasil *novo*
Analisa as manifestações do dia 15 de maio, realizadas em quase 200 cidades do Brasil, a cobertura em massa da imprensa e a estratégia (fracassada) do governo de negar a realidade dos cortes de última hora.

Conversa com Pedro Rossi *novo*
Esclarece o erro do Ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni, que conseguiu comparar o orçamento familiar ao público e ainda citar a avó: 1) Família não determina a própria renda, enquanto o governo pode decidir arrecadar mais para fazer frente às circunstâncias. 2) A grana gasta por ele não desaparece — circula na sociedade e volta em forma de arrecadação. 3) Família não administra uma máquina de fazer dinheiro e títulos da dívida pública nem define a taxa de juros que a enforcará.

Não existe governo sem dinheiro, pois ele é soberano monetariamente — só quebrou na década de 80 porque estava endividado em moeda estrangeira (atualmente, inclusive, somos credores externos). Nos momentos de crise, portanto, o governo tem de fazer o inverso das famílias: dar ao setor privado as condições de retomar o circuito da renda. Falar em apertar o cinto também desperta a desconfiança dos investidores, que sobem ainda mais os juros. Pedro Rossi é economista, com mestrado e doutorado pela Unicamp.

Mais Greg News *novo*
Nesse vídeo, Duvivier concorda que o país está em crise, mas lista estratégias mais eficientes de gerar dinheiro do que cortar os R$ 2 bilhões das universidades. O governo poderia, por exemplo, desistir de perdoar a dívida do agronegócio, totalizando R$ 17 bilhões. Também dá para cobrar as multas ambientais, que Bolsonaro quer anistiar — só entre 2015 e 2017 o Ibama aplicou, em média, R$ 3,8 bilhões em multas por ano. E, mesmo sem a anistia, o órgão já deixa de arrecadar R$ 20 bilhões anuais pela demora na digitalização de processos.

É possível tributar também as igrejas, somando, por baixo, R$ 5 bilhões ao ano. E tem, ainda, a opção de cobrar os 134 deputados caloteiros, que devem R$ 487,5 milhões à Receita Federal ou ao INSS — isso sem falar nas pessoas físicas, do pai do Neymar ao dono da Havan, que seguem renegociando suas dívidas.

E-farsas
Desmistificador de fake news desde antes de a expressão cair em bocas e dedos brasileiros, para vocês consultarem quando receberem foto de gente pelada na universidade pelo WhatsApp.


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10.5.19

Quem pode e não pode ser mãe?

Na mesma tarde em que fotografei a gaternidade ronronante da Guda, cliquei a imagem deste post. A ideia era fazer uma brincadeira, aproveitando o Dia das Mães, com os desafios de se gerar e criar outra vida — e todo o cansaço e preocupação envolvidos no percurso. Mas a Hel Mother subiu uma live sobre a campanha da Anacapri e, este ano, eu resolvi encarar a eterna polêmica “mãe de bicho”.

Sim, eu me considero mãe dos meus gatos.

Pausa para vocês reorganizarem as emoções.

Sinto por eles um amor maior do que por vários integrantes da família, protegeria a existência deles com meu peito rasgado, estruturei a rotina da casa e a carreira pensando nas dez criaturas miantes (agora nove) que me acompanham, economizo com tudo menos com a ração, abri mão de um universo de coisas nessa jornada.

E fiz isso por cada um dos 115 bichanos, oito cachorros e três aves que resgatei. E criei um projeto para que os filhos humanos de outras mulheres existam em um planeta mais decente — em breve, atuarei com eles. Gatoca prefere acolher. E escolhe com muito cuidado suas batalhas.

Se vocês querem brigar, foquem no capitalismo, que esvazia causas para vender produtos. Ou no patriarcado, que nos joga umas contra as outras, enquanto mantém seus privilégios intocados. Ou, ainda, nos políticos, que vêm limpando os pés em pautas importantes (garantia de futuro para as próximas gerações) de educação e meio ambiente.


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8.5.19

Aniversariante do mês - maio de 2019

A golpista mais ronronenta da internet completa 12 anos em Gatoca! Chegou barriuda, amamentou Pimenta, Pufosa, Pipoca, Keka e Jujuba por dois anos (tenho fotos vexatórias), alargou meu coração. Duzentos milhões de dias depois, a gente ainda pega a família juntinho. Guda só podia fazer aniversário no mês das mães — ela é o travesseiro, claro.


*Novelinha: conheça a história da Guda

Outros aniversários: 2018 | 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008

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3.5.19

4 causas mastigadas de vômito felino

Eles podem ser charutinhos (egagropilos), líquidos ou aglomerados de ração ― e, nas versões ornamentais, começam na janela, escorrem pela parede, caem na mesa de jantar e terminam no chão, rs. Mas o que a gente precisa prestar atenção é na causa dos vômitos. A veterinária Bárbara Benitez lista quatro clássicos e ensina como prevenir.

1) Bolas de pelos
Quando se lambem, os gatos engolem parte da cabeleira, que se acumula no estômago, provocando alterações de funcionamento e irritação gástrica. Para evitar, vale escová-los frequentemente e adotar uma dieta balanceada, rica em fibras.

2) Superalimentação
Na dúvida, consultem a quantidade recomendada pelo fabricante na embalagem. Além de vômitos, comida em excesso causa obesidade, que pode se desdobrar em diabetes, problemas nas articulações, doenças cardiovasculares e até alterações neurológicas.

3) Troca abrupta de ração
O ideal é misturar um terço da nova com dois da velha no primeiro dia, metade de cada uma no segundo e dois terços da nova com um da velha no terceiro.

4) Intolerância alimentar
Sim, há animais que têm sensibilidade a um determinado ingrediente da ração. O problema pode ser contornado experimentando outro tipo ou marca. Aqui em casa, nós curamos a intolerância do Simba com homeopatia. :)

Alerta! Ingestão de objetos estranhos, uso incorreto de medicamentos e doenças renais ou gastrintestinais também podem provocar vômitos. Se eles forem recorrentes e o bicho demonstrar perda de peso, falta de apetite, diarreia e prostração, procurem um veterinário.


Chocolate, campeã do Torneio de Vômitos Ornamentais 2019

* Texto escrito para o Yahoo!

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1.5.19

Amor de quatro rodas

— Por que você não dá banho no Mercv, Bia?
— Porque gato se limpa sozinho.
— Gato é seu próprio lava-carro!


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26.4.19

Mais gatos, informação e inspiração na sua vida!

Risadas também — algumas. Mas não cabia no título. Mentes brilhantes partem de um problema para propor soluções até então impensadas ou descabidas. Como eu não sou uma mente brilhante, parti da raiva mesmo. E minha invenção é uma releitura da roda, que vocês podem chamar de boletim, informativo ou newsletter.

A verdade é que cansei de ter algoritmos de redes sociais definindo o alcance do Gatoca. Se não escrever “gato” 200 vezes, por exemplo, não usar foto de gato (bonita, claro) e não implorar para vocês interagirem nos comentários, ninguém fica sabendo da existência do post. Aconteceu isso com o texto dos ídolos, que podia ter rendido personagens e histórias incríveis.


Cheguei a pensar que o projeto estava perdendo a relevância. E tomei um chacoalhão numérico. Tecido à prova de garra conseguiu 7,2 mil visualizações. Dá para telar casa, sim!, 11,5 mil. 6 mitos sobre alimentação animal, 18,4 mil. 7 perguntas e respostas sobre prisão de ventre, 26,9 mil. Perdeu um gatinho?, 27,3 mil. Cocô fora da caixa, 28 mil. Milho de pipoca vira graminha, 32,6 mil.

E o guia para novatos: como cuidar de filhotes (23,7 mil), como cuidar do seu gato (32,6 mil), dois é melhor do que um (34,5 mil), dicas de adaptação (72,6 mil). E o pacote-renal: soro subcutâneo (12 mil), 13 macetes para dar líquidos na seringa (30,6 mil), doença renal, pelo maior especialista do Brasil (138 mil).

Não, eu não digitei errado, é 138 mil mesmo. Doença renal: 7 dicas que podem salvar está quase com meio milhão (435 mil). As pessoas continuam buscando ajuda no Google e vindo parar aqui! Eis o objetivo principal, certo? E pouquíssimos canais brasileiros no YouTube (a nova moda) têm impacto semelhante.


Para ampliar, cliquem na imagem

Se vocês quiserem receber o conteúdo do Gatoca sem atravessadores (e sem perder nadica), portanto, basta preencher o formulário vapt-vupt — as perguntas são para produzir um conteúdo ainda mais afinado. Bora persistir juntos na missão de despiorar o mundo para bípedes e quadrúpedes? 🧡


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24.4.19

Sobre ídolos, jogar junto e Paula Lumi (Presunto Vegetariano)

No post de Páscoa, eu indiquei o Presunto Vegetariano como meu canal de receitas favorito. Paula Lumi tem o cuidado de dar os créditos aos inventores dos pratos e não perde público porque testa cada um deles várias vezes, sugere adaptações inteligentes, antecipa nossos erros e ainda faz uma edição dinâmica das imagens, sempre bem-filmadas, passando o recado em dois ou três minutos.

Quando recebi o aviso de um comentário dela aqui no blog, sorri com cara de bocó. A dona no maior canal vegano do país, com quase meio milhão de seguidores, se deu o trabalho de vir ser fofa num projeto bem menor.


Em tempos de celebridades que tomam café com xícaras vazias no Instagram, Paula Lumi é um convite à reflexão: quem vale nosso tempo, curtida, admiração? Que impacto tem essa pessoa no mundo? Com que lentes ela enxerga extra-umbigo? Fica também um puxão de orelha para o veganismo no Brasil, que deveria ser mais sobre união e menos sobre egos.


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19.4.19

Gramado da Fama #4

No episódio de abril, Pufosa derrubou 20 plaquinhas antes de encontrar um canto para tomar sol no jardim. Solimar Grande e Aline Silpe, leitoras antigas do Gatoca, e Lucia Mesquita, amiga de duas décadas, sobreviveram e acabam de se juntar ao clube dos despioradores de mundo que apoiam este projeto — a quantidade de corações de pudim pede um novo parágrafo. :)

Adrina Barth, Alice Gap, Itacira Ociama, Regina Haagen, Renata Godoy, Leonardo Eichinger, Irene Icimoto, Tati Pagamisse, Roberta Herrera, Vanessa Araújo, Dani Cavalcanti, Eliane Bortolotto, Samanta Ebling, Bárbara Santos, Marina Kater-Calabró, Sonia Oliveira, Danilo Régis, Marcelo Verdegay, Denise Perin, Patrícia Urbano, Andreia Lyrio, Fernanda Leite Barreto e Bárbara Toledo, obrigada por mais um mês de caminhada compartilhada!

Lu está morando na Irlanda, aliás, o que significa que o Catarse, nossa plataforma de financiamento continuado, aceita contribuições de todo o planeta — e um dinheiro gringo ainda vale quatro ou cinco dinheiros nossos! Nos últimos 12 anos, a gente fez coisa para caramba. Mas pode ir além! Com recompensas puro-amor.

Faltam só 22% para bater a meta de manter o blog no ar, atualizando todas as redes sociais, e passar a produzir vídeos quinzenais — informativos, sensibilizadores, engraçados, felinos ou tudo isso junto. Quem mais vem?



17.4.19

Páscoa vegana com ovo, coelho e comida maravilhosa

Este é um texto recorrente por aqui. Porque as pessoas continuam comprando bichos por impulso (e abandonando depois), porque muita gente não sabe que existe chocolate sem leite e porque a culinária vegana segue envolta em mitos. E quem melhor para explicar esses assuntos todos do que uma jornalista-ativista? :)

Primeiro, o drama dos coelhos. Se seu filho quer muito um amigo orelhudo, adotem. Como eles são animais mais ariscos, que roem as coisas para frear o crescimento dos dentes e comem o próprio cocô de madrugada, as ONGs costumam acolher vários depois do feriado. Só a Canto da Terra tem 20 peludos do ano passado esperando uma segunda chance ― indiquem outras organizações nos comentários!


O problema dos ovos se resolve com uma pesquisa rápida no Google. Tem opções de marcas grandes, versões artesanais feitas sob encomenda e até receitas para arriscar em casa. O único alerta é que "sem lactose" não significa vegano, pois dá para tirar a lactose do leite tradicional — leiam sempre os rótulos.

Aqui, cabe um parêntese sobre a indústria leiteira: toda criação para atender demandas estratosféricas é cruel. A ONG chilena "Elige Veganismo" produziu um documentário impactante sobre a inseminação invasiva das vacas, as mastites, a separação dos filhotes, a morte dos machos e a exploração das fêmeas, caso reste alguma dúvida. Fecha parêntese deprê.

E a bacalhoada? Bom, peixes sentem estresse e dor como qualquer animal. Mas sua Páscoa pode ter um banquete incrível com os outros mil ingredientes que o planeta oferece. Deem uma fuçada nos canais Presunto Vegetariano, da Paula Lumi, e Viewganas, da Bia Barneschi e da Mari Malagutti, meus favoritos.

E não se esqueçam do objetivo original da data, para além do forte apelo consumista, é celebrar a compaixão. 💕


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12.4.19

Bahia e como (não) tirar férias com gatos

Eu comentei, no post da ressurreição não-pascoal, que nós havíamos viajado para a Bahia. E que o falecimento do computador e o quase falecimento dos meus pulmões impediram o vídeo de ir ao ar. Um mês depois, ele finalmente ficou pronto!

Tem imagens aéreas (rs), gatos (novidade!), praias lindas (Guaiú, Arakakaí, Coroa Vermelha, Santo André), história (Igreja Nossa Senhora da Conceição, cemitério-puxadinho, Praça do Ciclista), comidas veganas (legumada, biribiri em conserva, moqueca de fruta-pão).

E nossa aventura (palavra cuidadosamente escolhida) para conseguir sair de Sorocaba e chegar inteiros a Santa Cruz de Cabrália.


Desdobramento pós-vídeo: minhas chaves foram parar em Pelotas, junto com o disco que Leo despachou pelo correio — não me perguntem como. E o moço, provavelmente depois de rir muito, fez a gentileza de mandar de volta.


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