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8.11.19

Virei personagem de livro infantil (com gatos, claro)!

Rosana Rios é figura queridíssima no universo da literatura infanto-juvenil, com 170 obras publicadas! E, se você se acha velho demais para ter lido alguma delas, provavelmente assistiu a um "Bambalalão" roteirizado por sua cachola criativa ─ eu gostava tanto desse programa que participei das gravações! Mas a gente só veio se conhecer três décadas mais grisalhas depois.

Rosana é prima do Leo e sempre nos recebe com causos divertidos e cafés da tarde veganos ─ o bolinho de fubá a gente levou, única receita fofinha que sai deste forno.


Na última visita, ela ainda nos presenteou com "Entre Cães e Gatos", história de uma menina que falava cachorrês e um menino fluente em gatês, que se unem para salvar o bosque do bairro ─ convite à reflexão sobre nossa relação com o diferente e o que estamos fazendo com o planeta. Já seria uma atitude apertável por si só.


Acontece que ela também transformou nós dois em personagens do livro!




E incluiu o Gatoca na dedicatória!


Obrigatório para quem ama gatos, cachorros e, claro, este projeto! ❤


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6.11.19

Veterinária com aventura (e papelão)

Idas ao veterinário geralmente têm um motivo triste ─ ainda mais quando você topa encarar 117 km de estrada, quatro horas de congestionamento e uma sensação térmica do capeta + 39ºC. Repetindo a estratégia dos Diários do Rei, porém, cá estou eu de novo exercitando o olhar para os momentos amorosos e engraçados com os bigodes, que envelhecem mais rápido do que meu egoísmo gostaria.


Na quarta-feira passada, Pimenta e Pipoca caprichavam nos vibratos, enquanto o pneu do Focus rodava furado pela Raposo Tavares. Eu não ia parar no posto de gasolina porque o tanque dava conta da viagem até Santana, em São Paulo. Chicão intercedeu e o frentista me avisou do prego. Logo ali, havia uma borracharia. Cléber ainda nos socorreu na hora, interrompendo o serviço anterior.


Com menos folga para o início do rodízio, mas em segurança, a gente atravessou a Castelo, a Marginal Tietê, as capivaras, a Voluntários da Pátria. E Maru mandou soltar as bestas, que me fizeram passar a vergonha de sempre ─ Pimenta medindo força para escapar do balcão (de onde rumou para baixo da cadeira) e Pipoca mimetizando com o climatizador.



A frajola recebeu tratamento para a alergia (eterna) e para a anemia, que descobrimos na consulta. E a sialata, que emagreceu meio quilo entre vômitos e diarreias, saiu com uma listinha de medicamentos para doença renal (sete anos já). Maru disse que os rins dela estão pequeninos, só que ainda não chegaram ao estágio do Simba.

A volta para Sorocaba foi mais tranquila. E silenciosa.


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1.11.19

Gordo, Listrado e carros que importam mais

Este gato bonachão da foto apareceu vagando em um condomínio de prédios no Campo Limpo, sempre perto na mesma torre, provavelmente deixado para trás na mudança da família. Um casal levou para vacinar (castrado ele já era) e há quatro meses outros moradores passaram a se revezar para alimentá-lo.

Até a semana passada, quando o síndico fixou um cartaz na área comum proibindo a prática e ameaçando com multa. O motivo? O gorducho estava riscando os carros da garagem. Sim, nós vivemos em um mundo de pessoas que descartam bichos feito sapatos velhos e que preferem máquinas a vidas.

Melissa Menegolo faz parte da resistência que continua cuidando escondido do peludo. E me pediu ajuda porque estão com medo de darem um sumiço nele. Para quem não reconheceu o nome, Melissa é a mãe do Kiwi. ❤ Ela aprendeu com o Gatoca que, quando a gente quer resolver algo, precisa colocar a mão na massa ─ e outros corações de pudim vão se juntando, certo?

Nós precisamos da ajuda de vocês, portanto, para que este post alcance a família nova do Gordo (SP). Ele tem 3 anos, adora conversar e segue pernas apressadas pedindo cafuné! Quem vai intermediar a adoção sou eu, com formulário, vistoria e acompanhamento para facilitar o processo de adaptação ─ podem escrever para: contato@gatoca.com.br.

O desafio não acaba aqui, infelizmente.


Listrado também entrou para o clube do amor clandestino e o caso dele demanda mais urgência, porque está com a pata machucada! Melissa conseguiu levá-lo ao hospital veterinário, mas o plantonista inexperiente aplicou uma injeção de anti-inflamatório, pediu para voltar mais três dias e é claro que o bicho evapora quando vê a caixa de transporte.


Para fazer o tratamento direito, nós precisamos de um lar temporário (e talvez de um laçador). O tigrinho tem 3 anos também, chegou superarisco e hoje vira de barriga para ganhar carinho ─ a foto deixa a desejar porque ele só aparece à noite. Os custos, incluindo o da castração, serão bancados pelos moradores do Campo Limpo, sob a supervisão e o selo de garantia do Gatoca. :)

Bora salvar duas vidas?


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31.10.19

Gramado da Fama com bruxaria!

Outubro chegou ao final da quarta semana como o primeiro mês sem apoiadores novos desde o lançamento da nossa campanha no Catarse. Eis que o calendário fez aparatar uma semana bônus e, respondendo minha provocação no Facebook, Regina Hein e Paula Melo marcam sua estreia no Gramado da Fama! ─ nos alicerces do Gatoca elas moram há tempos, Paula tem até o broche-recompensa do crowdfunding de 2014! E notem a pose de agradecimento da Guda. rs

Aos leitores novos, a ideia do financiamento continuado é permitir que eu abra cada vez mais espaço na agenda para o trabalho de educar, conscientizar e mobilizar corações pelos animais. Batendo a meta atual, vocês verão os bastidores do projeto em tempo real nos stories do Instagram ─ ontem rolou a epopeia da ida à vet em São Paulo, com direito à pneu furado.

E contribuições a partir de R$ 15 darão acesso ao "netflix" do Gatoca com vídeos exclusivos, ainda em fase de produção ─ não esqueçam de cadastrar o e-mail do Catarse (contato@catarse.me) e o meu (bialevischi@yahoo.com.br) no catálogo de endereços para as mensagens não caírem na caixa de spam! :)

Obrigada por seguirem juntinho também, Adrina Barth, Alice Gap, Itacira Ociama, Regina Haagen, Renata Godoy, Leonardo Eichinger, Irene Icimoto, Tati Pagamisse, Roberta Herrera, Vanessa Araújo, Dani Cavalcanti, Eliane Bortolotto, Samanta Ebling, Bárbara Santos, Marina Kater, Sonia Oliveira, Danilo Régis, Marcelo Verdegay, Denise Perin, Patrícia Urbano, Fernanda Leite Barreto, Bárbara Toledo, Solimar Grande, Aline Silpe, Lucia Mesquita, Michele Strohschein, Ana Fukui, Marilene Eichinger, Guiga Müller, Sérgio Amorim, Gatinhos da Família F., Luca Rischbieter, Roberta Roque Baradel, Rosana Rios, Andréa Pires de Castro e Lilian Gladys de Carvalho! ❤


24.10.19

Aniversariante do mês – outubro de 2019

Sem um dos caninos (e vários dentinhos), de olho sujo e pelo duro, Mercvrivs* chegou aos 14 anos! Contando assim não parece um feito muito comemorativo, eu sei. Mas a verdade é que, exceto pela banguelice, o figura continua igualzinho ─ remelência e seborreia vieram no pacote da adoção, e a gente nunca conseguiu curar (dá para acreditar que queriam que eu escolhesse outro gato?).

Esse aniversário tem importância especial, porque mostra que o aprendizado com a morte do Simba já garantiu um ano a mais de longevidade para minha metade frajola. 🖤 Claro que eu adoraria que esse ano se desdobrasse em outros seis. Ou sete. Oito fechou, Chicão! Sigo, porém, curtindo um colo de cada vez.

E treinando para a vida este olhar inabalável, com o mundo desabando em volta, que só Mercv é capaz de fazer.


*Novelinha: Conheça a história do Mercv

Outros aniversários: 2018 | 2017 (extra!) | 2016 | 2015 (extra!) | 2014 (extra!) | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008 | 2007

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22.10.19

Três anos sem Simba

Se me contassem que eu montaria guarda nos potinhos a cada refeição para a Jujuba deixar os outros gatos comerem, daria patê na colherzinha de joelhos aos enjoados, ganharia uma tendinite das seringadas de água (102.930 até agora!) e acordaria muitas horas antes de qualquer compromisso para encaixar também as medicações, eu debocharia.

E várias vezes, confesso, sinto a rotina pesar. Fico brava quando preciso ir ao banheiro e Jujuba vomita toda a ração que roubou dos irmãos. Mercvrivs passa cinco minutos cheirando a colherzinha suspensa no ar e sai andando. Ou Guda, com a seringa ainda na boca, cospe o líquido bem devagarzinho pelos lados.

Mas, aí, eu lembro do gordinho ─ da nossa despedida em salgadas 33 prestações, de todos os dias que seguem amanhecendo e escurecendo sem ele. E persisto.

Se me contassem que um animal pode virar buraco no peito, eu debocharia.


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18.10.19

Netflix do Gatoca!

Já faz tempo que eu sinto vontade de produzir um conteúdo exclusivo para os apoiadores do projeto. E nossa campanha no Catarse vai completar um ano no fim do mês que vem, o que torna este momento ainda mais perfeito! Podia ser post extra aqui no blog, mas continuo achando que o trabalho de educação, conscientização e mobilização precisa alcançar todo mundo ─ o poder público devia quebrar essa para a gente, né?

Pensei também no boletim, só que ele acabou virando estratégia para nos dar alguma liberdade dos algoritmos das redes sociais ─ embora ainda falte uns bons bits para chegar lá. E tem os vídeos! O Youtube não vai mesmo bombar um canal que nada contra a maré da tecnologia. E eu fico muito mais à vontade de falar e compartilhar os bastidores do Gatoca com amigos. :)

O primeiro vídeo mostrará um fim de semana sorocabano entre gatos, plantas e crianças ─ sim, as enteadas, que nunca aparecem por aqui. Estou falado dos 99 takes gravados para o curso do Sesc, que têm dado um trabalhão, rs. E vocês podem sugerir temas para os próximos, incluindo o especial de Natal/Ano-Novo.

O valor da assinatura é baixinho (R$ 15) para não deixar ninguém de fora. E apoiadores antigos ganharão acesso a todas as superproduções, independente do valor, como forma de agradecimento ❤ ─ não esqueçam de cadastrar o e-mail do Catarse (contato@catarse.me) e o meu (bialevischi@yahoo.com.br) no catálogo de endereços para as nossas mensagens não caírem na caixa de spam.

Luz, câmera, (transform)ação!


17.10.19

O último voo

Gatoca abrigou um Kiwi ─ os leitores antigos devem se lembrar. Não o pássaro raro da Nova Zelândia, que nasce com as asinhas atrofiadas, mas um gato de olhar tristonho, que não esboçava reação nenhuma quando ganhava cafuné, nem mesmo a de fugir. E na casa da Melissa Menegolo, há sete anos, ele aprendeu a voar.


Esta cartinha, de 2015, devia ter sido publicada aqui, mas acabou atropelada pela correria:

Oi, Bia! Tudo bem?

Kiwi evoluiu muito nesse tempo, é outro gato. Lembra quando eu te ligava todos os dias porque ele não parava de miar à noite? Foram uns 3 meses assim. Hoje, nem acredito como ele está bem. Nos mudamos de apartamento e fiquei com medo de recomeçarmos do zero, mas ele se adaptou no primeiro dia! E foi o único que não ligou para os fogos do réveillon. Nosso Kiwi... Nem do secador de cabelo ele se esconde mais. Quando vem visita, ainda pede carinho!

Dorme na cama comigo e só mia para eu dar meu braço para deitar em cima, rs. Ele é perfeito! Sexta, estava relendo a história dele no blog (faço isso sempre
) e parei nesta frase: "Um balde de amor e duas colheres de paciência devem ajudá-lo a desabrochar". Realmente, a mais pura verdade! Nosso menino desabrochou.

Te agradeço imensamente por ter me escolhido como mãe dele! Não sei como seria minha vida sem ele. Posso dizer que é o gato mais carinhoso que conheço ─ amassa pãozinho toda hora! E vê se arruma um tempinho para nos visitar.

Beijosssss



Em agosto do ano passado, nós nos reencontramos. Não contei porque foi um baque. Muitos quilos mais magro (e irreconhecível), Kiwi lutava contra a FIV e uma gengivite estomatite causada pela aids felina ─ babava, sangrava pela boca, não conseguia comer. Eu saí de Sorocaba para levá-lo à veterinária dos bigodes, na zona norte de São Paulo, e Melissa faltou no trabalho infaltável.


O pequeno ganhou um ano a mais de sachê, carne moída, sono de braço. E no sábado, pela primeira vez, não respondeu ao chamado da Melissa nem a acompanhou até a cozinha para o café. Angustiada, ela correu ao hospital 24 horas, a tempo de receber uma cadeira e um copo d’água.

E ficou junto do nosso passarinho até o último voo.


Epopeia do Kiwi:

:: O gato indecifrável
:: Três sinais
:: Quem avisa amigo é
:: Voo de liberdade

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11.10.19

Animal de estimação não é brinquedo!

Em 12 anos de blog, eu nunca escrevi este post porque ele me parecia óbvio. Considerando o terraplanismo, o globalismo, a ideologia de gênero e o marxismo cultural, entretanto, talvez seja melhor o Gatoca dar também esse passo atrás. No Dia das Crianças, comprem bola, carrinho, boneca, quebra-cabeça, não vidas.

E, se decidirem adotar um bichinho, certifiquem-se de que ele caberá em todas as mudanças — inclusive as de orçamento.

Animal não é brinquedo, mas quebra com o abandono.


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9.10.19

Altos e baixos

Eu já contei que estou empenhada no curso de vídeo do Sesc, né? Na quinta-feira passada, a professora sugeriu o exercício de captar imagens que resumissem um dia de nossas existências, para treinar enquadramento, narrativa, edição. E, nerd eterna, eu passei o fim de semana fazendo isso — o que rendeu 99 pequeninos takes!

Notei, então, como os altos e baixos que compõem a vida também se alternam nos períodos diminutos. E a sabedoria talvez esteja em dar a ambos a mesma acolhida. Domingo foi um momento de baixa para o carcinoma da Clara — ela coçou tanto a cabeça que acabou de colar. Mas também marcou mais 24 horas da vesgolina com a gente, numa batalha que pode ter começado há seis anos.

E cada minuto importa. 🧡


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3.10.19

Desafio para o Dia Mundial dos Animais!

Em 1209, São Francisco já enxergava os bichos como nossos iguais, pregando para eles, abençoando cabeças pequeninas, socorrendo-os quando necessário. Há 89 anos, a humanidade comemora o Dia Mundial dos Animais, aproveitando a data da morte do santo, em 4 de outubro de 1226. Mas só em 15 de outubro de 1978 a Declaração Universal dos Direitos dos Animais foi aprovada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

E a gente não cumpre nem o primeiro artigo.

Deixo aqui, então, algumas sugestões para quem realmente ama cachorro, gato, galinha, vaca, cavalo, passarinho, ornitorrinco colocar em prática nas próximas semanas. E vou adorar se vocês voltarem para contar quais conseguiram e quais ainda não rolaram — se explicarem por que ganham dicas extras! :)

1) Abracem a Segunda Sem Carne
Um dia por semana sem presunto no café da manhã, bife no almoço ou frango no jantar não mata ninguém. Pelo contrário: salva vidas, além de economizar água, desacelerar o desmatamento para pasto e diminuir as emissões de gases que causam o efeito estufa. Tem infos sobre a campanha, encabeçada pelo ex-Beatle Paul McCartney e apoiada por vários líderes internacionais, aqui.

2) Testem uma receita vegana
Descobrir novos sabores alarga nosso horizonte gastronômico. E não faltam canais maravilhosos, como o Presunto Vegetariano, da querida Paula Lumi, e o Viewganas, da Bia Barneschi e da Mari Malagutti.

3) Experimentem um restaurante "verde"
O site Happy Cow lista as opções (vegetarianas e veganas) por cidade, região ou CEP. E é grátis — o app para celular custa R$ 14,90, valor que também não leva ninguém à falência, né?

4) Apoiem uma ONG
Tem quem atue com resgate e doação, quem ofereça consulta clínica a preços populares, quem faça CED (captura, esterilização e devolução), quem ainda acredite na educação como ferramenta de mundo melhor — eu!, eu!, eu! E nosso trabalho depende de cada R$ 5 que vocês topam desviar do cafezinho.

5) Ponham a mão na massa
Vale dar comida para um bicho que cruzar seu caminho rua, colocar potes de água na calçada, conversar com os vizinhos sobre a importância de criar os peludos dentro de casa, fazer vaquinha para comprar casinha comunitária, levar aquele cachorro machucado para a consulta, castrar o gatinho que marca território no bairro inteiro.

6) Acolham em vez de apontar o dedo
Se vocês já bingaram a cartelinha da compaixão animal, tenham paciência com quem ainda não chegou lá. Lembrem de seus inícios de jornada. E escolham sempre a comunicação não violenta — ela aproxima em vez de afastar.

7) Sensibilizem outras pessoas
Compartilhem este post. Juntos nós somos transformação. ❤


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1.10.19

Fog sorocabano contra o clima seco

A gente está respirando cada vez pior. Não há negacionista climático que contra-argumente quando quatro dos seus bigodes aparecem "tossindo" — eu até publiquei uns stories no Instagram (arquivados em destaques) porque, em 14 anos de gatos, nunca tinha visto isso. Detalhe: nós moramos no interior e a umidade relativa do ar tem marcado 12%, bem abaixo do intervalo ideal, entre 40% e 80%.

Se vocês derem uma busca no Google, porém, verão que as dicas para amenizar os efeitos da secura só servem para cachorros. Quem consegue deixar toalha molhada no ambiente sem virar pano de chão? Ou besuntar o bichano de hidratante? Ou ligar o inalador (com soro fisiológico) perto da criatura e continuar vivo?

Gatoca solucionou o problema posicionando um umidificador em cima dos almofadões e a gangue foi se achegando sozinha — notem a desconfiança da Pipoca, rs. Tem opções no mercado por menos de R$ 100 e, se o aparelho não exceder quatro horas diárias de funcionamento, o consumo energético muda muito pouco — umidade demais facilita a proliferação de bactérias e fungos, e o aparecimento de mofo!

Para garantir o bem-estar dos peludos na quentura, não deixem de colocar em prática também estas dicas de refrescância.


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27.9.19

Gramado da Fama catarrento

Quando a gente se mudou para o apertamento com vista para a Anchieta, Pimenta desenvolveu uma alergia respiratória que não há ares sorocabanos que consigam curar. E seus espirros hoje estão da cor do cenário. Mas só faltava ela divar no Gramado da Fama, então, perdoem o mau jeito. Quem fica eternizado com a gorducha este mês é a Andréa Pires de Castro, de Palmas (TO!), e a Lilian Gladys de Carvalho, minha primeira e guerreira chefe. rs


Para os recém-chegados, o Gatoca tem uma campanha de financiamento continuado no Catarse e os apoiadores ainda ganham recompensas. A ideia é abrir cada vez mais espaço na agenda para o trabalho de educar, conscientizar e mobilizar corações pelos animais. E, batendo a meta atual, vocês verão os bastidores do projeto em tempo real. :)

(Ok, eu preciso confessar que já ando compartilhando uns stories no Instagram, porque não sou boa com esse negócio de capitalismo. Esta semana, teve os cisnes da prefeitura, onde fui aprender a preencher o edital do Condeca, o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, para desencantar aquela iniciativa dos livros infantis. E eles nadavam com filhotes!)

Obrigada por seguirem juntinho, Adrina Barth, Alice Gap, Itacira Ociama, Regina Haagen, Renata Godoy, Leonardo Eichinger, Irene Icimoto, Tati Pagamisse, Roberta Herrera, Vanessa Araújo, Dani Cavalcanti, Eliane Bortolotto, Samanta Ebling, Bárbara Santos, Marina Kater, Sonia Oliveira, Danilo Régis, Marcelo Verdegay, Denise Perin, Patrícia Urbano, Fernanda Leite Barreto, Bárbara Toledo, Solimar Grande, Aline Silpe, Lucia Mesquita, Michele Strohschein, Ana Fukui, Marilene Eichinger, Guiga Müller, Sérgio Amorim, Gatinhos da Família F., Luca Rischbieter, Roberta Roque Baradel e Rosana Rios!


25.9.19

Antipulgas caseiro, barato e natural!

Eu já contei que existem cerca de 1,9 mil espécies de pulgas no mundo, embora as mais comuns sejam as que parasitam cães, gatos e nós. Também aterrorizei vocês revelando que as pulgas que a gente enxerga nos animais são apenas 5% do total que está escondido pela casa. E que elas podem sobreviver em forma de ovo, larva ou pupa por um ano, comendo poeira e detritos até passarem a se alimentar de sangue — sim, as bichas vêm equipadas de fábrica para resistir a épocas difíceis.

Dei, ainda, uma listinha de opções caseiras para aplicar no ambiente, do clássico vinagre com água à cânfora derretida. Mas ficou faltando uma solução barata e sem efeitos colaterais para os bigodes e focinhos. Não mais! A receita abaixo é da veterinária Maria Eugênia Carretero e deve ser passada com um pano pelo corpo do animal, sem riscos em caso de ingestão — só tomem cuidado com tecidos e paredes, porque ela mancha.


Em um recipiente, adicione...

- 120 ml de água.
- 50 ml de álcool de cereais.
- 20 ml de chá de erva-de-santa-maria.
- 40 g de cravo-da-índia.
- 5 ml de óleo de neem.
- 5 ml de óleo de citronela.

O óleo de neem vocês encontram em lojas de jardinagem e a erva-de-santa-maria, em empórios naturais. Para os gateiros, uma dica de preservação da vida, reforçando a instrução do paninho: não borrifem a mistura direto nos peludos.

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18.9.19

Gatoca em forma de jogo ou no cinema?

Quando sua profissão definha e você, que está fora do sistema há 14 anos, tem menos ainda a perder, pode se matricular num curso de jogos de tabuleiro — com adolescentes e um senhorzinho. A iniciativa é do Sesc de Sorocaba e custou a enormidade de R$ 12, taxa única pelos três meses de aulas de três horas.


E já rendeu a primeira aventura: uma adaptação do Counter Strike, com granadas e motolovs, para a felicidade dos meninos do meu grupo. Se o objetivo de longo prazo deste projeto é sensibilizar crianças e jovens adultos para a causa animal (temos uma trilogia de livros engatilhada!), a gente precisa saber ouvi-los, né?


Para ampliar, cliquem na imagem

Não bastasse passar a tarde estudando mecânicas, plataformas e narrativas gamezísticas, me inscrevi também para o curso de vídeo, à noite. Entender de montagem cinematográfica (sequência, cena, plano, tomada), fundamentos da edição e construção de narrativas audiovisuais talvez anime a jornalista de papel a investir no canal do Youtube — contra o algoritmo e as banheiras de Nutella.

Meu primeiro storyboard juntou um garçom-tibetano-iogue-assassino, com plot twist no final que nem a professora aguentou. E notem que usei plot twist em vez de "reviravolta" para começar a fazer amigos na área. Imaginação definitivamente não falta nesta cachola. Nem força de vontade, apesar da magrelice.

Em 2020, ninguém segura o Gatoca!


Essa também amplia!

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17.9.19

Terceiro aniversário sem aniversariante

Há exatos 13 anos, Simba corria atrás do nosso carro, como os cachorros das campanhas contra o abandono. Só que seu objetivo era protagonizar a primeira campanha de adoção de humanos. Claro que eu caí. 🧡 Durante uma década, ele foi o sol de Gatoca — mesmo quando perdeu o jardim ou quando já não conseguia alcançar a janela. E só escureceu para a doença renal.

Nas minhas lembranças, porém, o gordinho continua radiante.


*Novelinha: Conheça a história do Simba

Outros aniversários: 2018 | 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008 | 2007

Diários de despedida: #1 | #2 | #3 | #4| #5 | #6 | #7 | #8 | #9 | #10 | #11 | #12 | #13 | #14 | #15 | #16 | #17 | #18 | #19 | #20 | #21 | #22 | FIM


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13.9.19

Freud não explica

Em um esforço de tentar entender (e transcender) a configuração atual da humanidade, aproveitei a Book Friday 2019 e comprei três livros: "Sapiens", do Yuval Harari, "O Capital", de Karl Marx, e "Manifesto Comunista", do Marx com Friedrich Engels. No dia em que eles chegaram, sonhei que as gatas usavam chapéus da aristocracia. Me senti julgada.


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11.9.19

280 km por dois sialatinhas

Se tem uma coisa que eu não faço com convicção é planilha de gastos. Temo que, ao constatar que a conta de jornalista-freelancer-ativista não fecha, as coisas parem de fluir — e, sabe-se lá Chicão como, até agora elas deram certo. Tendo isso em mente, terminei a conversa com a Gabriela Miyake decidida a buscar os filhotes desejados no DER, a favela do mutirão de castração do Gatoca.


Aqui, vale um parêntese duplamente explicativo: Gabi é filha de uma amiga de tantos anos que já virou um mulherão — estou tropeçando nos quarenta, minha gente! E o DER tem a protetora mais guerreira que conheci nestes 12 anos de jornada entre bichos.

Cida cresceu na rua e ainda menina levava os cachorros que se machucavam para o hospital de gente, convencendo as enfermeiras a tratá-los. Com o dinheiro do trabalho como diarista, castrou boa parte dos animais que perambulam pela comunidade e segue incansável na batalha contra o abandono. Fecha parêntese.

Valia cada quilômetro da viagem de Sorocaba a São Bernardo! Gabi e Filipe nos encontraram na rua do meu antigo apartamento, levando latinhas para a Cida, ratinhos para os bebês e guloseimas veganas para este ser sem luz, que não dividiu com ninguém.


E, de lá, a gente subiu as vielas de barro a pé — eu compartilhei a aventura nos stories do Instagram, que estão arquivados nos destaques (a ideia é fazer isso mais vezes, se vocês acharem bacana e a gente bater a meta da campanha no Catarse). Morfeu e Catita agora moram na Vila Mariana, onde já acumulam brinquedinhos e deram início ao processo de transformação de dois humanos.


A adoção deles liberou espaço para que Cida pudesse acolher esta bigoduda prenhe, que logo mais também precisará de uma família — vezes cinco ou seis ou sete. O ciclo do amor é infinito e não se abate com o noticiário.


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6.9.19

Eutanásia: fazer ou não?

Lilian Rega doou o Snake para a irmã há seis anos. Recentemente, ele apareceu com um calombo no rosto, que foi diagnosticado como sarcoma, e a veterinária aconselhou a eutanásia, porque a doença tende a piorar em quatro meses. Só que o gatinho está comendo, dormindo e não-brincando normalmente, já que sempre foi uma criatura preguiçosa.

Arrasada, ela escreveu pedindo minha opinião e eu aproveito para levantar aqui algumas reflexões.

Veterinário não é vidente
Ninguém consegue dizer quanto tempo um animal ainda tem, porque cada organismo reage de um jeito — o que pode garantir uns meses (e até anos) extras ou roubar aqueles que já eram curtos.

Consulte outro profissional
Todo diagnóstico sério deve ser confirmado por, pelo menos, dois especialistas, como acontece com a gente. Até para poder escolher o melhor tratamento.

Cada dia importa
Quatro meses ainda são quatro meses, oras. Que o peludo pode ser amado, comer porcarias reguladas a existência inteira, aproveitar o sol, as plantas, os amigos, um último colo.

Só não vale sentir dor!
Independentemente do prognóstico, o animal precisa estar medicado para amenizar o mal-estar. E nunca perca de vista a qualidade de vida.

Por nós ou por eles?
A eutanásia vai aliviar o sofrimento do bichinho ou o seu? Essa é uma questão delicada, em que vale se demorar. Lembrando que eu abreviei a jornada do pequenino Conan, há nove anos, e resolvi esperar o tempo do Simba, em 2016, ambas imagens muito, muito tristes.

Tire forças do além
Não tem jeito bonito de morrer — nem despedida fácil. A única certeza é de que a gente precisa estar juntinho deles.

Um último esforço por quem se deu tanto. ❤


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4.9.19

14 anos de gatos e sigo me surpreendendo!

Eu sou do tipo de pessoa que etiqueta os potinhos de tempero, todos com o mesmo formato — não, eles não combinam aqui em casa porque Leo é exatamente do tipo oposto. Tiro o pó de cima dos interruptores, anoto na agenda o dia de adubar as plantas, arquivo as fotos dos bigodes no computador por tema.

Mercv deve ter me olhado com cara de pena quando decidi que limparia as patinhas dele com álcool sempre que saísse da caixa de areia, há 14 anos. E continua me olhando do mesmo jeito quando, de casa suja, móveis combalidos e pelos na comida, a gangue consegue se superar destruindo algo aparentemente impossível.

(Quem acompanha a gente no Instagram viu o vídeo-spoiler no story, com a defesa da Chocolate. A ideia é compartilhar os bastidores de Gatoca em tempo real e faltam só 36% para bater essa meta!)

Gatos trazem o caos. Mas ele vem com borboletas.


O conteúdo do Gatoca é financiado por gente que acredita que o mundo pode ser melhor — e merece dar risada de vez em quando. Quer fazer parte da transformação? www.catarse.me/apoiegatoca

30.8.19

Gatoca bateu e ainda dobrou a meta!

Faltavam só R$ 5 para este blog continuar existindo. A Aline Silpe fofa, que já era apoiadora do projeto, fez uma segunda assinatura no Catarse e nós conseguimos bater a meta original de campanha! Junto com ela vieram alguns patrimônios históricos do Gatoca: Guiga Müller, Sérgio Amorim, Gatinhos da Família F.

Outros da vida: Luca Rischbieter e Roberta Roque Baradel. E a Rosana Rios, prima querida e autora de 150 livros infanto-juvenis nas horas vagas. Todo mundo devidamente eternizado no Gramado da Fama, com a Pipoca amanteigada.


Agosto foi um mês de fortes emoções.

Obrigada Adrina Barth, Alice Gap, Itacira Ociama, Regina Haagen, Renata Godoy, Leonardo Eichinger, Irene Icimoto, Tati Pagamisse, Roberta Herrera, Vanessa Araújo, Dani Cavalcanti, Eliane Bortolotto, Samanta Ebling, Bárbara Santos, Marina Kater, Sonia Oliveira, Danilo Régis, Marcelo Verdegay, Denise Perin, Patrícia Urbano, Fernanda Leite Barreto, Bárbara Toledo, Solimar Grande, Aline Silpe, Lucia Mesquita, Michele Strohschein, Ana Fukui e Marilene Eichinger por estarem sempre aqui! 💛

Nossa segunda meta é revelar os bastidores do Gatoca, que rendem stories praticamente diários. Tem vídeo-spoiler do próximo post lá no Instagram, aliás — vocês não vão acreditar no que os bigodes conseguiram quebrar! Para seguir na missão de despiorar o planeta e deixar a vida mais leve, todo coração de pudim conta:

28.8.19

Como resolver o problema dos animais nas cidades

Com 12 anos de atuação na causa animal, eu já testei várias frentes: voluntariado em ONG, resgate e doação independentes (115 gatos e oito cachorros, registrados neste blog), mutirão de castração, financiamento coletivo, educação e conscientização — boa parte dos 1,4 mil posts do arquivo, e-book, entrevista no rádio, textos na grande imprensa, projeto com criança, roda de conversa com adolescente, canal no Youtube.

Mas o impacto é pequeno quando a gente olha em escala.


Há uma indecência de bichos abandonados, se multiplicando, sofrendo maus-tratos pelo Brasil. E não tem forma mais efetiva de solucionar a questão do que juntar a sociedade civil, que bota a mão na massa, e o poder público, que faz as leis e administra (ou deveria) a grana dos nossos impostos. Sorocaba começou essa articulação e, no último sábado, eu pisei numa plenária pela primeira vez!


O Fórum Sorocaba Unida pelos Animais, realizado na Câmara Municipal, trouxe o Secretário do Meio Ambiente Maurício Mota e o vereador João Donizeti Silvestre para ouvir as demandas de ativistas e da população em geral — e eles se mostraram bastante receptivos. Sentada na mesa do Vitão do Cachorrão, controlando a vontade de apertar os botões do "terminal parlamentar", eu anotei tudo para compartilhar com vocês. :)


Jussara Fernandes, advogada, presidente do Gamah (Grupo de Amparo ao Melhor Amigo do Homem) e membro do Conselho Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal, leu uma carta com propostas para melhorar o acolhimento e o tratamento de cães, gatos, cavalos e outros bichos que perambulam pelas ruas da cidade.


Para ler a íntegra da carta, cliquem nas imagens

Entre elas, estão a proibição de carroças e montarias, confinamentos e correntes, exposições e comércio, além da regulamentação, fiscalização e punição da soltura de fogos e rojões, de acordo com a lei municipal. O documento, assinado pelos presentes, e será protocolado nos setores públicos — executivo, legislativo e judiciário.

Honno Cahon, psicanalista, presidente do Instituto Cahon e membro também do Conselho Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal, questionou a prefeitura sobre a insistência de devolver o chimpanzé idoso Black ao estresse do zoológico, arruinando sua aposentadoria no GAP (Santuário dos Grandes Primatas).

Mostrou vídeos de igrejas atormentando a comunidade com fogos de artifício. E contou a história do cachorro Shoyu, comprado por R$ 4,5 mil, sequestrado e quase descartado pela própria família — porque atribuir preço a vidas incentiva a enxergá-las como objetos tanto pelos bandidos quanto pelos "mocinhos".


Da esquerda para a direita: Mônica Campiteli, Honno Cahon, Maurício Mota, João Donizeti Silvestre, Jussara Fernandes, Eduardo Abdalla e Karina Somaggio (cliquem para ampliar)

Eduardo Abdalla, advogado, presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB e membro do Conselho de Desenvolvimento do Meio Ambiente de Sorocaba, abordou abordou o ordenamento jurídico — desde a Constituição Federal, que diz no artigo 225 que todos têm direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, até a minúcia da legislação municipal (atenção, sorocabanos!):

Lei 11830/18
Define maus-tratos, que o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais não detalha. São 34 tópicos (!), com multas de até R$ 4 mil. Entre eles: IX - deixar de promover ou ministrar assistência veterinária por profissional habilitado quando necessário, XIX - utilizar em rituais religiosos, XXVII - fazer descansar atrelado ao veículo, em aclive ou declive, ou sob sol ou chuva.

Lei 11634/17
Dispõe sobre o controle e a fiscalização de atividades que geram poluição sonora, proibindo no artigo 26-B os tais fogos de artifício com estouro/estampido acima de 65 decibéis em áreas públicas.

Decreto 22450/16
Versa sobre a Política Municipal de Meio Ambiente de Sorocaba, reconhecendo no artigo 7 o animal comunitário (ou de vizinhança): cão ou gato que estabelece com a comunidade em que vive laços de dependência e manutenção, embora não possua responsável único e definido.

Alice Martins e Diogo Fernandes, da Mercy For Animals, explicaram o programa Alimentação Consciente Brasil, que serviu 8 milhões de refeições veganas no último ano, em parceria com escolas, universidades, hospitais e outras instituições municipais e estaduais brasileiras. A ONG oferece reformulação do planejamento alimentar, inclusão de novas opções no cardápio, conteúdo educativo e treinamentos presenciais para auxiliar na transição. ❤


Mônica Campiteli, bióloga, falou sobre senciência, a ignorância de quem maltrata e a importância de se investir em educação. "Não existe uma característica cognitiva, psicológica e emocional que a gente não compartilhe com os animais — até os insetos sentem dor e medo. Bichos têm capacidade de se reconhecer como indivíduos, em oposição a outros, ajudam sem ganhar nada em troca". Fica a dica, humanidade!

E Karina Somaggio, presidente do santuário Abraço Animal, emocionou com imagens de cavalos explorados igualmente por carroceiros pobres e empresários ricos: "Resgatar cavalo é lutar contra o machismo". E lembrou que o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de maior exportador de sémen e éguas prenhes, e o quarto de carne, fim dos equinos de aras e corridas.


Se vocês chegaram até aqui, considerem dar um passo a mais e participem das discussões políticas de suas cidades. Os animais precisam muito! E os seres humanos também.


Para achar o Wally, já sabem ;)

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