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5.3.21

O perigo das coleiras para gato!

Houve uma época em que eu não sabia que coleira felina deveria ser de elástico para evitar que os bigodes se enroscassem nas coisas e sufocassem. Aprendido isso, ainda acreditava que valia a pena mantê-los identificados dentro de casa, para o caso de uma eventual fuga. E as telas acabaram me fazendo desencanar.

Até o ano passado, quando Clara passou a usar o colar elisabetano de tecido, por causa do carcinoma. Escolhi um modelo que sustentasse o cone, mas com uma parte de elástico para garantir a segurança. E foi assim que, depois de meses de papinha na colher, escovação e fortunas gastas com tapete higiênico, quase perdi a retalhinha.

Leo tinha saído cedo e eu ainda juntava forças para começar o dia, quando ouvi um barulho estranho vindo da sala. Casada com uma criatura que sempre esquece algo, segui sonada para o banheiro, priorizando a água no rosto. E Chicão ligou o alerta do "corre que pode ser gatice".

Lá estava a coitada com o colar fora da cabeça, mas ainda preso pela coleira, se enforcando cada vez mais ao empurrá-lo com as patas traseiras, enganchadas no tecido — o barulho era do corpo em desespero se chocando contra o no chão. Sem tempo para pensar, juntei a gata-polvo, voei até o escritório arranhada e cortei o "enforcador" tremendo.

Os dez segundos mais eternos (e angustiantes) destes 41 anos. Tentei comprar outra coleira, mas confesso que faltou coragem. Prefiro assumir o risco de a pequena tirar o colar e coçar a lesão, já que trabalho em casa, do que encontrá-la morta.

25.2.21

Felinos modernos

Animal solitário, o gato selvagem se refugiava em buracos de árvores ou fendas nas rochas, alimentava-se de pequenos mamíferos, aves e até répteis, e gostava de descansar à beira de rios e lagos. Gregários mas só no inverno, nossos bichanos se escondem embaixo do edredom ou atrás do sofá, comem ração, barata e até mamão, e são obrigados a se refrescar em volta do pote de água.

18.2.21

Cuidados paliativos para gatos: delicadeza e paciência

Quando a gente recebe o diagnóstico de doença sem cura de um ser amado (bípede ou quadrúpede), antecipa os cinco estágios do luto: primeiro se recusa a acreditar, depois sente raiva, tenta barganhar com uma força organizadora do caos, cai em depressão e acaba aceitando. Mas ainda resta o desafio dos cuidados paliativos, que garantirão alguma qualidade nesse finzinho de vida.

Escrevi "desafio" porque não é fácil gastar tempo e dinheiro cuidando de alguém que não ficará bem — e, no caso dos gatos, que rosna, morde e arranha porque não entende os remédios, a alimentação forçada, os curativos. No começo, sob o impacto da notícia e o despreparo para lidar com a morte, a coisa até que flui bem. Após meses da mesma rotina, repetitiva, cansativa e inglória, é preciso exercitar a paciência.

Meu desafio atual se chama Clara. E confesso que às vezes dou umas tropeçadas. Na maior parte do tempo, porém, procuro prestar atenção nos detalhes que tornam os dias da retalhinha mais leves. O ponto ideal em que o patê processado se sustenta na parte de trás da colher, que ela consegue lamber com gosto. A coçadinha no pescoço depois de colocar o colar elisabetano detestado. Um colo não pedido, mesmo que esteja quente e voe pus no teclado.

São 26 anos de jornada nessa estrada, que começou na adolescência, com o câncer da minha mãe. E sigo odiando a impotência. Mas aprendi a chorar só no final.

12.2.21

Aniversariante do mês – fevereiro de 2021

Chocolate* nunca relaxa — ela tem a quem puxar e preciso confessar que também me identifico com a rabugice, rs. Mas, na semana dos seus 14 anos de adoção, me deu de presente este colo, 100% horizontal, daqueles que se sabem em porto seguro. Sim, o presente foi meu, devidamente retribuído com a respiração presa para não atrapalhar. 🧡


*Novelinha: Conheça a história da Chocolate

Outros aniversários: 2020 | 2019 | 2018 | 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008

5.2.21

6 coisas estúpidas que fiz quando adotei um gato

Não se nasce protetor, torna-se protetor. E vocês não têm noção de quanta cabeça eu bati nestes 15 anos! Comecei limpando as patas do Mercvrivs toda vez que ele saía da caixa de areia — vida de freelancer, oficina do diabo. Na semana seguinte, decidi levar o carro para lavar e voltar a pé com ele no colo, ganhando arranhões múltiplos no peito assim que passou o primeiro caminhão.

Para impedir o acesso à rua (e economizar o dinheiro das telas), improvisava gambiarras com papelão e sacos de lixo. Mas, incentivado pela Clara, vira-lata pura recém-chegada, o sem-noção um dia conseguiu fugir, caiu na clínica médica e tomou um balde de cândida na cabeça — que me rendeu os óculos quebrados, porque depois ainda tentei dar banho nele de chuveiro ligado.


E achei que seria uma ideia incrível me redimir passeando com os dois de coleira pelo bairro.




Por fim, e com um oferecimento do namorado da época, acendi uma vela durante a queda de luz e deixei no gaveteiro ao lado da cama, acreditando no mito do instinto de sobrevivência animal. Os bigodes encaracolados falam por si:


Espero que o Gatoca tenha poupado vocês de boa parte desses micos.

29.1.21

A seringa perfeita para medicar gato!

Quem acompanha o Gatoca sabe que ele começou com um filhote, que eu achava que não gostava, e hoje abriga um senhor de 15 anos, que me deu um projeto de vida — mais nove irmãos. Envelhecer nunca é fácil, principalmente no atacado. Mas tenho o privilégio de trabalhar em casa e conseguir abraçar tarefas inglórias, que ajudam a retardar o avanço da doença renal coletiva e do carcinoma da Clara.

Vegana-ativista, me incomodava demais o descarte das seringas usadas com os remédios, que ficavam duras muito rápido por causa da borracha do êmbolo — isso quando as farmácias não empurravam o conjunto com a agulha, sugerindo jogar fora, sem peso na consciência.


E me pus a experimentar alternativas, apelando inclusive para a versão de pássaros — trambolhuda e desestruturada para usar com uma mão só.


Até que descobri que o nome certo dessa seringa é "dosador oral". Continuou impossível de encontrar em lojas físicas, mas a internet resolveu o problema. Da década. rs


E o dosador oral vem com outras vantagens, além de poupar o meio ambiente: é fácil de higienizar, o bico fininho incomoda menos o animal, evitando que ele engula ar junto com o medicamento, a tampinha não deixa entrar sujeira e o êmbolo de plástico desliza mais macio — sua tendinite agradecerá!


Funciona perfeitamente também para dar comida (processada, claro) e água. Lembrando que cabe confortavelmente no estômago de um gato 20 g ou 20 ml por vez. E a digestão deles demora cerca de 40 minutos.


Outras infos essenciais:

:: Doença renal, pelo maior especialista em gatos do Brasil
:: 7 dicas que podem salvar seu gato
:: Como fazer o bichano beber água
:: 13 macetes para dar líquidos na seringa
:: Soro subcutâneo: dicas e por que vale o esforço
:: Soro fisiológico, ringer ou ringer com lactato?
:: 9 sinais de doença que a gente não percebe
:: O desafio da alimentação natural
:: Quando a alimentação natural não dá certo
:: Ração úmida mais barata para gato renal
:: Seu pet não come ração úmida (patê, sachê, latinha)?
:: Alimentação de emergência para gato desidratado

21.1.21

2020

Eu comecei 2020 sem entender como as pessoas podiam reclamar de trabalhar em casa. Quinze anos de home office depois, a quarentena de coronavírus não fazia cócegas — exceto pelas finanças, já combalidas. E nunca produzi tanto! Leo e eu arriscamos nossa releitura de pinturas famosas, escrevi uma crônica para a antologia "Depois da Quarentena", da badalada Rosana Rios, dei uma oficina sobre financiamento coletivo no #EmCasaComSesc (1 e 2).

Também fiz curso de latim com o ex, de marketing digital para escritores, entrei num grupo de estudos de mídias lúdicas, criei o tão adiado perfil no LinkedIn (para nunca mais usar, rs) e o primeiro dominó de gatos do mundo. Ainda arrumei tempo para ler duas dezenas de livros — incluindo os clássicos de Dostoiévski, Saramago, Stevenson, Edgar Allan Poe, Júlio Verne, Virginia Woolf, Umberto Eco e Frances Hodgson Burnett.

Aí, a bad adiada bateu de um jeito, meus amigos, que passei dias repetindo o mantra: "Odeio minha vida", enquanto lutava com a papelada de um processo jurídico virtual e o estresse de um processo de mudança física, perdendo quilos como quem perde fivelas de cabelo. Acreditem: eu não queria passar as festas de fim de ano ao meu lado — mas Leo resistiu bravamente. rs

Esta retrospectiva fala, portanto, de limites. E como nunca é tarde para acolher nossas fragilidades. Por isso, inclusive, ela está saindo em 2021, não no pavoroso 2020. Não dei conta, admito — não tinha vontade de escrever, não conseguia olhar a história do Gatoca com o coração cheio e, pela primeira vez em 13 anos e meio, não me forcei.

Falta muita coisa para desenroscar ainda. Mas ganhei uma energia extra com a trégua do inferno astral, no dia 6 — continuo amando fazer aniversário! E nossa resistência precisa ser comemorada, né? Foram 76 posts, 25 a menos do que em 2019, só que com textos mais longos, focando esforços na missão de despiorar o mundo — que desceu mais um círculo de Dante com a pandemia.

Conscientizamos sobre a crueldade dos zoológicos e mostramos na prática como se faz um trabalho sério num santuário de animais. Criticamos os incêndios na Austrália e nos posicionamos politicamente aqui no Brasil — participando de uma live com o Raul Marcelo, candidato a prefeito de Sorocaba, para desenhar um plano de governo efetivo e factível para os animais, e sabatinando duas candidatas a vereadoras da causa, a Luli Sarraf e a Manu Barros.

Salvamos uma rolinha, ajudamos a Nina a voltar para casa, divulgamos para adoção um pretolino cego e FIV+ (1 e 2), e um tigrinho paraplégico — sem sucesso ainda, mas não desistimos! Incentivamos a aquecer os peludos que vivem nas ruas. Durante 12 meses, nos oferecemos como espaço de informação, entretenimento e, principalmente, acolhimento.

Teve post sobre síndrome de pica, bebedouro para gato que não toma água, tipos de soro, ração úmida barata para renal, alimentação de emergência, diarreia, coronavírus felino, como separar ração de dietas diferentes, recuperar bicho perdido, denunciar veterinários criminosos, estimar a idade do pet, fazê-lo amar a caixa de transporte, diminuir o desconforto do colar elisabetano — e se a versão de tecido vale a pena.

Também investi na descontração publicando a série Vida com Gatos, alguns relatos de quarentena, uma coletânea de vídeos queridos do Gatoca, o teste separa-famílias, um desafio musical, os bigodes Toy Story, a disputada cadeira à trois, uma enquete natalina usando frases dos peludos de vocês. E espalhei fofura com Mercv, o quadrúpede mais figura do universo, a visita ao primeiro cat café do Brasil, o primeiro ronrom da Jujuba (13 anos depois!), um coração felino de Dia dos Namorados, outra ressurreição da Pipoca.

Não faltou piripaque, aliás: o carnaval foi de cinzas, Dr. Eduardo Carneiro veio de São Paulo atender os bigodes no pacotão, Chocolate teve um fungo básico, o carcinoma da Clara entrou em estágio avançado, a morte do Simba por falência renal completou quatro anos. Depois de chorar no chuveiro (aquele choro do A-ha, sabem?) e xingar o além, eu transformava tudo em serviço para ajudar outros tutores.

E vocês retribuíram apoiando o projeto por mais um ano — teve Gramado da Fama em janeiro, fevereiro, março, maio e setembro, uma vitória em tempos de crise! Se algumas pessoas precisaram cancelar a assinatura do Catarse, outras reativaram ou aumentaram o valor de contribuição. E Gatoca foi parar até na Maratona Marketing de Gentileza.

Fiz questão de agradecer criando um canal no Telegram e o Cluboca, nosso grupo de WhatsApp para estreitar laços, onde compartilho a epopeia da busca pela casóca nova e as superproducinhas em vídeo, exclusivas para apoiadores — em dezembro rolou até amigo secreto de talentos! Também disparei 52 boletins com infos de bastidores — para receber é só preencher o formulário vapt-vupt.

E continuamos celebrando a vida! Desta jornalista, da Chocolate, da Clara, da Guda, das Gudinhas, do Mercvrivs — e da adoção dele. Os 13 anos de projeto, com videoconferência. E as parcerias — Pet Delícia me salvou da falência mais uma vez com o patê das seringadas da Pipoca e da retalhinha. Este ano não teve aniversário de adoção da Pandora, mas ela apareceu em sonho exatamente no dia 17 de janeiro!

Nos próximos 12 meses, espero tirar do papel a série ilustrada pelos bigodes sobre o livro "O Encantador de Gatos", escrito pelos especialistas em comportamento felino Jackson Galaxy e Mikel Delgado — falta pouco para bater a meta! Mas também torço para que a gente consiga se permitir momentos de ócio. Aquele dos velhos tempos mesmo, com preguiça em vez de criatividade.


Retrospectivas dos anos anteriores: 2019 | 2018 | 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008 | 2007

15.1.21

Vida com gatos #8

Monólogos felinos:

— Vocês querem mesmo estragar minha cadeira? Pensem bem! Não trabalho mais e todo mundo vai comer lixo.

— Mecvrivs, se tem uma coisa que não faz o menor sentido é você botar a cara no cocô dos outros. De nenhuma perspectiva que a gente olhe.

— Como vocês sobreviviam na rua, hein?


Mais vida com gatos: #7 | #6 | #5 | #4 | #3 | #2 | #1

6.1.21

Presente invertido #2021

Eu faço aniversário e vocês me ajudam a dar um lar temporário de presente para a Leia: que tal? Ela está prenhe e improvisou um abrigo na garagem dos vizinhos da Sadie, amiga da minha enteada, que mora em Santo André (SP). Acontece que eles têm um papagaio e não gostarão nada da surpresa quando chegarem de viagem.

As meninas estão se revezando para alimentar a tigrinha duas vezes por dia, toparam organizar uma vaquinha para pagar as castrações de todo mundo e se encarregarão dos deliverys até as casas novas. Gatoca cuida das articulações, divulgação dos peludos, entrevistas com as famílias e acompanhamento pós-adoção.

Bora incentivar o protagonismo dessa molecada? 💚

31.12.20

Obrigada!

Hoje era dia da clássica retrospectiva do Gatoca, publicada desde 2007. Dá um trabalhão escrever, mas eu gosto de acompanhar a evolução do projeto depois — que foi se tornando mais educativo, ativista, coletivo (comparem com a de 2019!). Neste 2020 pandêmico, porém, não consegui. Faltou tempo, por causa de uma novidade que ainda não posso contar. E ânimo também, confesso.

Em outro momento, teria feito caber. Mesmo sabendo que ninguém lê nada entre o Natal e o Ano-Novo, rs. Neste, preferi respeitar meus limites — quando um capricorniano diz isso, um astrólogo morre de desgosto em São Thomé das Letras. E aproveitei para retribuir quem me acolheu ao longo dos últimos 12 meses.

No sábado, rolou o primeiro amigo secreto do Cluboca, nosso clube de apoiadores. A ideia era trocar talentos e paixões, sem gastar dinheiro nem sair de casa. E teve coletânea de tirinhas, músicas e textos favoritos, inspirações veganas — dei risada com o Carlos Ruas, chorei com a Mercedes Sosa e já comprei berinjela para o antepasto.


Gente querida se gravou lendo Salmo, habilidosa desenhou, tecnológica criou stickers, sensível cantou no coral, criativa customizou calendário. Minha amiga secreta ganhou o rascunho do primeiro livro do projeto para crianças. E eu recebi fotografias dos gatos que colorem as paredes baianas de uma das leitoras mais antigas destas linhas. Todo mundo saiu quentinho. 💕


Ontem, publiquei a última superproducinha do ano: "Sonhando 2021", uma junção de bigodes dormindo tremelicantemente com os desejos do Gatoca para os próximos 12 meses. A retrospectiva ainda vai ao ar, mas sem pressa. E com o carinho que nossa história merece. Obrigada por seguirem requebrando comigo nas adversidades!

E não poderia encerrar este post sem apertar virtualmente os corações que ajudam a financiar nosso despioramento de mundo:

Adrina Barth, Alice Gap, Itacira Ociama, Regina Haagen, Renata Godoy, Leonardo Eichinger, Irene Icimoto, Tati Pagamisse, Roberta Herrera, Vanessa Araújo, Dani Cavalcanti, Samanta Ebling, Bárbara Santos, Marina Kater, Sonia Oliveira, Danilo Régis, Marcelo Verdegay, Patrícia Urbano, Fernanda Leite Barreto, Bárbara Toledo, Solimar Grande, Aline Silpe...

...Lucia Mesquita, Michele Strohschein, Ana Fukui, Marilene Eichinger, Guiga Müller, Sérgio Amorim, Gatinhos da Família F., Luca Rischbieter, Rosana Rios, Lilian Gladys de Carvalho, Regina Hein, Paula Melo, Paulo André Munhoz, Marianna Ulbrik, Cristina Rebouças, Lorena da Fonseca, Amanda Midori, Karine de Cabedelo, Natalia e Lívia Pantarotto, Michely Nishimura, Maira Fischer, Ana Paula de Vilas Boas, Danilo, Paolla Alberton, Aline Fagundes e Elaini da Silva! 🤗

Feliz recomeço para vocês!

24.12.20

Especial: se seu gato falasse, o que diria neste Natal?

Pela cara dos bigodes, eu não esperaria nada muito otimista. E, analisando as respostas que recebi nas redes sociais, parece que eles refletem o espírito dos tutores — 2020, para mim, foi o ano-que-não-existiu mais lento da história da humanidade: ao mesmo tempo em que parecia que nunca ia acabar, chego ao final com a sensação de não ter feito nada (além de passar raiva).


Teve bichano botando limite na família, cobrando bom senso da humanidade, sonhando com a adoção, agradecendo o gramado novo, fazendo ativismo, comemorando mais um ano de vida. Os leitores do Gatoca são diversos e isso me enche de orgulho! ❤

"Chega de mais gatos, tá?", Michele Strohschein.

"Fica em casa!", Roberta Herrera.

"Quanto tempo mais você vai passar as 24 horas do dia aqui?", Camila Ornelas.

"Pedi para não ter fogos. Papai Noel me atendeu?", Tatiana Pagamisse.

"Não aglomerem, humanos. Aproveitem o Natal com seus gatos", Lorena Correia.

"Põe e máscara!!!", Aline Silpe.

"Obrigado, covid, por deixar minha mãe 24 horas comigo", Guiga Müller.

"Quero sachê gourmet e uma casinha segura logo, ok?", Fernanda Barreto.

"Fique em casa", Márcia Aono.

"Querido Papai Noel, manda essa louca para o trabalho de novo, porque a gente não aguenta mais!!!", Daniela Gomes.

"Me dá comida/ração em sobro!", Samanta Ebling.

"Quase gastei minhas vidas neste ano. Mas em 2021 vou recuperar todas", Inês Ocanã.

"Estou aqui com vocês", Thereza Schittini.

"No ano que vem, não quero te ver em casa o dia todo, falou?", Marina Kater.

"Fora, Bozonazi!", Rosana Rios.

"Por favor, não soltem fogos, não gritem nem batam tampas de panelas. Natal é época de gratidão, silêncio e orações. Em especial neste 2020", Regina Hein.

"Senhor, que em 2021 o home office seja pelo menos meio expediente!", Paula Guima.

"Estamos felizes com a casa nova. Agora podemos andar na grama e tomar sol!", Adrina Barth.

"Maria Isabella perguntaria a hora da ceia — só pensa em comer! Micefufe talvez não fizesse nada, ficaríamos nos curtindo um pouco mais, já que sabemos que nosso tempo é curto. Jack contaria uma piada para manter nosso bom humor. Tequila soltaria um 'aff' depois da piada do Jack, coisa de irmãos", Liliane Garcia.

"Gaia diria que é grata pois, apesar de 2020 ter sido um ano difícil, ela tem razões para comemorar seu sexto aniversário: Gaia é FIV+", Andreia Lionco.

Que todos nós encontremos motivos para comemorar! E energia para mudar o que não merece comemoração. :)

18.12.20

Vida com gatos #7

Pufosa toma água na seringa três vezes por dia, há quatro anos, e medicação para as crises agudas da doença renal.


No dia da escovação, resolve se rebelar.


Gatos.

Mais vida com gatos: #6 | #5 | #4 | #3 | #2 | #1

11.12.20

Como fazer seu gato amar a caixa de transporte

Há algumas semanas, Guda começou a fazer xixi de gotinha pela casa e demorar para usar o banheiro, em crises que se vão do mesmo jeito que vieram. Dr. Eduardo acabou pedindo um ultrassom e, completadas as oito horas de jejum, Leo manda mensagem perguntando se eu conseguiria colocá-la sozinha na caixa de transporte. Respondi com esta foto:


Desde a mudança do casarão para o apertamento, em que Jujuba quase me levou um braço, aprendi a fazer o negócio direito. A dica mais importante é colocar a caixa no chão com pelo menos um dia de antecedência para os gatos deixaram seu cheiro — e, obviamente, não limpar antes de ir ao veterinário (eles entenderão). Mas, se o bichano precisa de um estímulo extra, vale borrifar essência de lavanda ao inseri-la no ambiente.

Guda está bem e tenho aproveitado sua barriguinha raspada, confesso. O exame acusou cristais nos rins, que devem provocar irritação na bexiga quando descem pela urina. Já começamos o tratamento. :)

4.12.20

Colar elisabetano de tecido para gato: quando usar?

Eu já contei que a coceira que o carcinoma da Clara causa não permite mais que ela fique sem o colar elisabetano — sim, "elizabetano" está errado. Fiz até um post com dicas para diminuir o desconforto, sugerindo modelos leves e transparentes, que aumentassem o campo de visão. Mas, conforme a doença evolui, a retalhinha passa mais tempo deitada e várias leitoras indicaram as versões de tecido.

Duas delas, inclusive, recomendaram o Ateliê Pet Petri. Carla Petri é a pessoa perfeita para lidar com tutor fragilizado! Conversamos um tempão, porque eu tinha dúvidas de toda sorte. E ela ia vestindo os colares em suas gatas para a gente escolher o melhor tamanho. Costurados um a um, com a ajuda da mãe, eles ainda ajudam a encher a pança dos peludos (felinos e caninos) e de três galisés! 💛

Como ela se sensibilizou com a situação da Clara, fez questão de dar o colar de presente. Só que encontrei três modelos e uma cartinha querida quando abri a caixa do correio!




Para ampliar, cliquem na imagem

No primeiro teste com um dos cones, fechei só no velcro e a ninja conseguiu tirar. Reforcei com a coleira, que tinha uma parte de elástico, e a cena se repetiu. Apertei mais e a coitada vomitou. Na quarta vez, chegamos ao ajuste ideal — Carla aconselha o uso de cordinha.


O tecido é fácil de limpar com um pano úmido, se o machucado não vazar sangue e pus como no caso da Clara. Mas lavar também não cai a mão e seca rapidinho nos dias quentes. Coloco à noite, para ela dormir mais confortável e substituo pelo de plástico durante o dia — estou guardando o outro cone para quando a criatura conseguir rasgar esse de tanto coçar.

Já o disco amarelo apelidamos de utopia. Como ele impede o acesso das patas traseiras à cabeça, mas não evita que o animal esfregue a lesão nos móveis, só poderemos usar se a pequena melhorar. Torçam para ver essa foto aqui!

2.12.20

Amor em preto e branco

Há 15 anos, Mercv* chegava em casa só bigodes, não deixando um bibelô da prateleira da vida em pé — logo ele, o gato baiano! E tem sido a jornada PB mais colorida (e emocionante) da história. ❤️


*Novelinha: Conheça a história do Mercv