Gatoca

Educação, sensibilização e mobilização pelos animais

.
.
Mostrando postagens com marcador Coração de pudim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Coração de pudim. Mostrar todas as postagens

12.2.26

Descobri por que Intrú atacou meu rosto!

Quem olha para esta coisa apertável, que ao menor deslize do Leo com a porta aparece sereiúdo na cama, louco para fazer parte de uma família, não imagina a fera que me atacou dez vezes ― primeiro, porque não era castrado, depois porque os hormônios responsáveis pelos comportamentos sexual e territorial demoram para baixar e rolou ainda um episódio de agressividade redirecionada.


Mas, quando o frajola pulou no meu rosto com as garrinhas para fora, 521 dias haviam se passado da cirurgia e acabei culpando a frustração de estar sempre do lado errado das portas de vidro ― a FeLV me impede de juntá-lo com a Jujuba, uma senhorinha de quase 19 anos.

Eis que recentemente assisti ao veterinário Tiago Franco explicar que olhar fixo para um gato menos sociável, em constante estado de alerta, pode parecer uma ameaça, gerando ansiedade e estresse. E preciso confessar que, sim, tenho o costume de enfiar o carão na fuça deles, falando fininho e beijando o nariz. Agora sei que mereci.



Epopeia do Intruso

:: Como tudo começou
:: Serial killers sempre voltam à cena do crime!
:: Ronrom, ataques e caos
:: Amansando a fera
:: Intruso: 1 sucesso e 2 bombas
:: Um morto muito louco e perdão felino
:: Cartinha de um gato excêntrico ao Papai Noel
:: Nossos presentes de Natal, com penetra
:: O que acontece com gato que vai para a rua
:: Férias do Intrú
:: Procuram-se madrinhas
:: Intrú ganhou madrinhas e um chalé!
:: 59 dias sem acidentes!
:: O primeiro brinquedinho... que ele nem viu
:: Teste: o desaparecimento do frajola
:: Intrú ganhou um cobertor e me emocionou
:: O primeiro colo (sim!)
:: A primeira ioga
:: A primeira brincadeira de caçar (sem mortes!)
:: O desafio de aquecer um bicho que não entra em casa
:: 17º quase-aniversário do Gatoca e bastidores
:: A escova perfeita para aventureiros
:: Vigilantes do Peso Felino
:: Um ano do gato que eu não sabia que precisava
:: Dia de levar o pet ao trabalho
:: Ele não quer uma casa, quer uma família
:: Quando as Cataratas do Niágara visitaram Intrú
:: Um post mal-humorado fofo de Natal
:: O gato que só falta tocar a campainha!
:: Intrú adoeceu antes de ganhar uma casa
:: Ressurreição e mordidas literárias
:: Quase grudinho
:: Lado errado?
:: História de filme: a vida dupla de Intrú!
:: Agressividade por frustração?
:: Garoto propaganda do boletim +Gatoca
:: Um bicho que quebra expectativas (e outras coisas)
:: Intrú conseguiu morar dentro de casa ― parcialmente
:: Por que gato não deve ir para a rua, nem no interior
:: Intrú destruiu o estúdio e se jogou da janela
:: Dois anos do frajola que ninguém quis
:: Amores brutos
:: A gente veio aqui para beber ou se banhar?

16.1.26

A gente veio aqui para beber ou se banhar?

Depois de ler a coletânea inteira do Sherlock Holmes, fazer mestrado em Lie to Me, doutorado em Bull, pós-doc em Criminal Minds e curtir as férias entre Agatha Christie e Uma Mente Excepcional, eu sabia que Intrú não tinha lavado o pé no pote de vidro.


É verdade que ele já apareceu por aqui empanado no barro. Mas não precisaria derrubar a água toda para fora tentando contornar o estrago. Aquela terra no fundo da vasilha transbordada contava uma história bem mais improvável. Lembrei, então, do meliante rugoso rondando o terreno ― não entendia, inclusive, por que ele insistia em ficar perto do gato.

Cheguei a fazer uma enquete no Instagram, sem apresentar provas, mas com convicção da suspeita.


Até que dei de cara com o sapo relaxando no spa improvisado.



Gatoca, que já foi Pomboca, Cachorroca (essa e mais sete vezes), Passarinhoca e, quase, Vacoca, estreia a temporada Sapoca.

P.S.: Quer dar risada da minha luta contra a IA para fazer a graça do final do vídeo? Clique aqui!


Epopeia do Intruso

:: Como tudo começou
:: Serial killers sempre voltam à cena do crime!
:: Ronrom, ataques e caos
:: Amansando a fera
:: Intruso: 1 sucesso e 2 bombas
:: Um morto muito louco e perdão felino
:: Cartinha de um gato excêntrico ao Papai Noel
:: Nossos presentes de Natal, com penetra
:: O que acontece com gato que vai para a rua
:: Férias do Intrú
:: Procuram-se madrinhas
:: Intrú ganhou madrinhas e um chalé!
:: 59 dias sem acidentes!
:: O primeiro brinquedinho... que ele nem viu
:: Teste: o desaparecimento do frajola
:: Intrú ganhou um cobertor e me emocionou
:: O primeiro colo (sim!)
:: A primeira ioga
:: A primeira brincadeira de caçar (sem mortes!)
:: O desafio de aquecer um bicho que não entra em casa
:: 17º quase-aniversário do Gatoca e bastidores
:: A escova perfeita para aventureiros
:: Vigilantes do Peso Felino
:: Um ano do gato que eu não sabia que precisava
:: Dia de levar o pet ao trabalho
:: Ele não quer uma casa, quer uma família
:: Quando as Cataratas do Niágara visitaram Intrú
:: Um post mal-humorado fofo de Natal
:: O gato que só falta tocar a campainha!
:: Intrú adoeceu antes de ganhar uma casa
:: Ressurreição e mordidas literárias
:: Quase grudinho
:: Lado errado?
:: História de filme: a vida dupla de Intrú!
:: Agressividade por frustração?
:: Garoto propaganda do boletim +Gatoca
:: Um bicho que quebra expectativas (e outras coisas)
:: Intrú conseguiu morar dentro de casa ― parcialmente
:: Por que gato não deve ir para a rua, nem no interior
:: Intrú destruiu o estúdio e se jogou da janela
:: Dois anos do frajola que ninguém quis
:: Amores brutos

9.1.26

2025

Eu podia estar na piscina, lendo na rede ou sendo devorada por formigas em um piquenique, mas estou aqui, lutando contra a epopeia de asfaltamento da prefeitura para escrever esta retrospectiva ― em vez de oferecer o sossego das cidades rurais, Araçoiaba da Serra surpreende com dengue + dez meses de obra, sem conseguir concluir sete quarteirões.

2025, porém, foi o primeiro ano em que nenhum integrante de Gatoca morreu e, para quem teve as expectativas dos últimos quatro réveillons destroçadas, considero que saí no lucro ― se chegar a 22 de maio, Jujuba fará 19 anos! Os 18 ela completou inteiraça. Até pediu o primeiro colo!

Só não sei quais crimes a privação de sono me levará a cometer ― a caminha de tubarão contornou bem a miação de madrugada, mas ainda acordo entre 3h e 5h para dar o sachê, na esperança de evitar os vômitos ornamentais da doença renal.


Este blog também comemorou a maioridade, com esquenta ― quantos projetos vocês conhecem que resistem desde 2007? E gente que não gostava de gatos e passou duas décadas cuidando de uma centena deles? ― em junho visitei o Snow, doado em 2010!

Agora, a versão para celular permite encontrar as informações de um jeito muito mais fácil, graças ao menu sanduíche programado pelo Beto e à busca parida na força do ódio por quem só cursou técnico em processamento de dados porque as outras opções eram mecânica e eletrônica.

As amigas dessa época seguem amigas, aliás, e vieram festejar meu aniversário, pós-faxina descarrego para encerrar a repetição de um 2020 da marmota ― só não funcionou com o celular da Samsung, que estufou com um quarto do tempo que durou o iPhone anterior (nunca mais!).

Leo e eu também quebramos o ciclo de mudar de casa a cada quatro anos ― e finalmente instalamos a rede e a porta do banheiro! O que não podia ter quebrado era a validação da autoridade do Gatoca pelo Google, que mostrava nossos posts nas primeiras páginas, rendendo texto com mais de meio milhão de visualizações.


Para ampliar, cliquem na imagem

Só que a Hostinger tirou o blog do ar por injustificáveis 27 dias, desindexando-o do buscador, deixando milhares de tutores e seus animais sem ajuda e nos fazendo perder apoiadores essenciais para a gincana dos boletos ― a sentença do Juizado Especial Cível saiu nove meses depois, com uma indenização irrisória.

Mas vou continuar gastando canetinha neste planeta árido e botando vocês no Gramado da Fama ― com os programas de afiliados, dá para apoiar o trabalho sem tocar na carteira! O Focus, que compete em idade com a Jujuba, agradece. Assim como Chicão, que me salvou de ficar sem embreagem na estrada. rs

Nossa comunidade é maravilhosa, com direito a amigo secreto de talentos ― nesta edição, transformei a gangue da Paula em livro para colorir. ❤️ E passamos mais um Natal com quem importa. Os laços ainda se estreitaram com o Cluboca do Livro, projeto de que morro de orgulho.

A gente leu e discutiu O Mestre e Margarida, fantasia satírica do russo Mikhail Bulgakov, Um Homem Chamado Ove, comédia dramática do sueco Fredrik Backman, Um Gato Entre Pombos, mistério de detetive da inglesa Agatha Christie, Felinos e Macabros, coletânea de contos de suspense de autores como Edgar Allan Poe, H. P. Lovecraft e Bram Stoker.

Já está agendado, inclusive, o encontro de Diário dos Gatos Yon & Mu, mangá fofo do mestre do terror Junji Ito. Nosso diferencial são, claro, os gatos ― como personagens, no título da obra, ilustrando a capa ou na biografia do autor. E procuro sempre equilibrar escritores homens e mulheres, sem repetir os países nem os gêneros literários.

Nesta retrospectiva, não poderiam faltar os clássicos posts de serviço, sobre os perigos do tapinha na bunda, agressividade por frustração, miados de madrugada, brinquedinhos automáticos, colher com balança para ração, potinhos e hipertireoidismo, enriquecimento alimentar e comedouros interativos, como cortar unha de antissociais, quantas palavras um bichano entende, como usar a IA para cuidar melhor do seu amigo.

E a continuação da série inspirada em O Encantador de Gatos, bíblia do Jackson Galaxy, com os capítulos sobre gatificação: mundo vertical e autoestradas, relógio solar e TV felina, necessidades especiais e mapa da gatice, ferramenta queridinha dos especialistas em comportamento para acabar com a destruição de móveis e disputas de território.

Como os algoritmos das redes sociais entregam conteúdo orgânico para cada vez menos gente, vocês garantem não perder nada assinando nosso boletim (gratuito), de casa nova no Substack. Por falar em casa nova, Intrú ainda não ganhou a ele.

Até descobrimos que tinha uma família bastarda, mas era inadequada como a nossa. Aí, ele ficou doente, seguiu brigando com os intrusos que o sucederam, fez mais inimizades pelo bairro, cavou um cantinho no estúdio do Leo, surtou preso com o temporal e veio para a lavanderia, completou dois anos me roubando sorrisos, sem sensibilizar ninguém.


Que 2026 seja onírico ― porque isso significará que consegui voltar a dormir e que a gata de dentro e o gato de fora estão bem.


Retrospectivas dos anos anteriores: 2024 | 2023 | 2022 | 2021 | 2020 | 2019 | 2018 | 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008 | 2007

2.1.26

Amores brutos

Eles se estranham direto. Intrú foge quando Leo aparece com o chapéu de jardineiro (não sem motivo), Leo fica puto quando ele sobe na mesa do estúdio e se planta na frente dos monitores (justo também).

Mas, no primeiro dia do Ano-Novo, depois de eu ter chacoalhado o gato três vezes para soltar o lagarto travado na boca e a peste conseguir pegá-lo de volta em todas elas, o frajola sai de baixo do contêiner, onde se enfiou para escapar de mim, e deixa a caça preciosa aos pés do amigo.

(Que a levou disfarçadamente para a liberdade, fora do nosso terreno ― e, na semana anterior, já havia resgatado o tapetinho de ioga novo que doei no lugar do velho, por exaustão. Quem precisa de cavalo branco?)



Epopeia do Intruso

:: Como tudo começou
:: Serial killers sempre voltam à cena do crime!
:: Ronrom, ataques e caos
:: Amansando a fera
:: Intruso: 1 sucesso e 2 bombas
:: Um morto muito louco e perdão felino
:: Cartinha de um gato excêntrico ao Papai Noel
:: Nossos presentes de Natal, com penetra
:: O que acontece com gato que vai para a rua
:: Férias do Intrú
:: Procuram-se madrinhas
:: Intrú ganhou madrinhas e um chalé!
:: 59 dias sem acidentes!
:: O primeiro brinquedinho... que ele nem viu
:: Teste: o desaparecimento do frajola
:: Intrú ganhou um cobertor e me emocionou
:: O primeiro colo (sim!)
:: A primeira ioga
:: A primeira brincadeira de caçar (sem mortes!)
:: O desafio de aquecer um bicho que não entra em casa
:: 17º quase-aniversário do Gatoca e bastidores
:: A escova perfeita para aventureiros
:: Vigilantes do Peso Felino
:: Um ano do gato que eu não sabia que precisava
:: Dia de levar o pet ao trabalho
:: Ele não quer uma casa, quer uma família
:: Quando as Cataratas do Niágara visitaram Intrú
:: Um post mal-humorado fofo de Natal
:: O gato que só falta tocar a campainha!
:: Intrú adoeceu antes de ganhar uma casa
:: Ressurreição e mordidas literárias
:: Quase grudinho
:: Lado errado?
:: História de filme: a vida dupla de Intrú!
:: Agressividade por frustração?
:: Garoto propaganda do boletim +Gatoca
:: Um bicho que quebra expectativas (e outras coisas)
:: Intrú conseguiu morar dentro de casa ― parcialmente
:: Por que gato não deve ir para a rua, nem no interior
:: Intrú destruiu o estúdio e se jogou da janela
:: Dois anos do frajola que ninguém quis

2.12.25

20 anos de gatos (para quem não gostava de gatos)

Há duas décadas, eu equilibrava nas mãos o filhote que ia desequilibrar minha vida ― aquela garota de 25 anos que não curtia animais se dobrou a um gato comum, de pelo caspento, com o olho esquerdo eternamente melecado. E colecionou uma gangue, desempoeirou um blog, tropeçou protetora, terminou vegana.

Mercvrivs virou saudade em 2022 e cá estou chorando outra prestação de um luto impossível de pagar à vista. Por trás de um bigode ordinariamente frajola, teve uma existência inteira ressignificada. E projetos. E amigos. E histórias de amor.

Obrigada, Edu, por insistir para a gente abrir a janela e deixar o sol entrar. Leo, por entender minhas ausências ― e por todos os soros, o gatil dos sonhos, oito covas. E a vocês, por continuarem aqui. ❤️


Mercv com 52 dias, Jujuba chegando aos 19 anos

14.11.25

Corpo fechado por Chicão: adeus embreagem do carro

O primeiro estalo Leo achou que fosse da bota no pedal. A gente estava na Rodovia Raposo Tavares, voltando de Sorocaba. O segundo e o terceiro me pegaram sozinha, descartando a bota masculina como fator causador. Aí, no fim de semana da Cláudia Lemes no Sesc, a embreagem travou a tempo de voltar o carro para a garagem e não deu para fugir do mecânico.

A boa notícia era que o pedal havia soltado da estrutura e eu não morri na estrada. A má notícia era que o pedal havia soltado e custaria quase R$ 1 mil para trocar a estrutura ― um veículo de 17 anos não oferece muitas opções de peças de reposição.


O Chicão gordinho foi presente da Rose e o magrelo, da Tati

A recepcionista, gateira e protetora nas horas vagas, se compadeceu do meu desalento e passou o dia escrevendo para lojas em São Paulo. Na manhã seguinte, o marido soldou, então, o pedal quebrado, lixou e pintou, sem cobrar nada pela recuperação da peça, só a mão de obra de desmontar e montar tudo de novo.


Ainda me deram desconto no pagamento à vista. E, como naquelas telecompras em que não param de anunciar brindes, Laís indicou uma veterinária especializada em gatos, que atende emergências no domicílio ― quem me indicara a oficina foi justamente a vizinha que alimenta os bichanos na outra ponta do bairro. ❤️

Na volta para casa, começou a chover e o limpador de para-brisa virou ao contrário. Mas persisti viva.

27.10.25

Dois anos do gato que ninguém quis

As pessoas enxergam um frajola comum, já com 6 anos, positivo para FeLV. Mas Intrú é o doce que se revela naquele sorvete azedinho, alívio cômico para os dias cinzas, buzina antissolidão. Chegou metendo o nariz rosado onde não era chamado, fez morada obstinado, ignorou dois humanos e quatro gatos.

Quando decidiu que merecia mais do que o chalé das madrinhas (❤️), obrigou Leo a improvisar um trono no estúdio, proibido para a gangue por causa dos equipamentos de fotografia, e chegamos até a tentar uma adaptação indoor. Só que a criatura surtou presa de madrugada, jogou no chão uma caixa de som pesada e fugiu pela janela impossível do banheiro.

Toca adaptar uma terceira residência para temporais, roubando a caminha de cachorro das doações e inutilizando a máquina de lavar, porque a lavanderia tem toldo na entrada e dá para isolar o elefante preto e branco da Jujuba ― a leucemia felina impede a convivência.

Ele ainda corre os riscos da rua e, de vez em quando, visita a família bastarda. Mas queria mesmo era trocar de lado da porta. A única exclusividade possível em Gatoca, no entanto, é a desta categoria no blog.



Epopeia do Intruso

:: Como tudo começou
:: Serial killers sempre voltam à cena do crime!
:: Ronrom, ataques e caos
:: Amansando a fera
:: Intruso: 1 sucesso e 2 bombas
:: Um morto muito louco e perdão felino
:: Cartinha de um gato excêntrico ao Papai Noel
:: Nossos presentes de Natal, com penetra
:: O que acontece com gato que vai para a rua
:: Férias do Intrú
:: Procuram-se madrinhas
:: Intrú ganhou madrinhas e um chalé!
:: 59 dias sem acidentes!
:: O primeiro brinquedinho... que ele nem viu
:: Teste: o desaparecimento do frajola
:: Intrú ganhou um cobertor e me emocionou
:: O primeiro colo (sim!)
:: A primeira ioga
:: A primeira brincadeira de caçar (sem mortes!)
:: O desafio de aquecer um bicho que não entra em casa
:: 17º quase-aniversário do Gatoca e bastidores
:: A escova perfeita para aventureiros
:: Vigilantes do Peso Felino
:: Um ano do gato que eu não sabia que precisava
:: Dia de levar o pet ao trabalho
:: Ele não quer uma casa, quer uma família
:: Quando as Cataratas do Niágara visitaram Intrú
:: Um post mal-humorado fofo de Natal
:: O gato que só falta tocar a campainha!
:: Intrú adoeceu antes de ganhar uma casa
:: Ressurreição e mordidas literárias
:: Quase grudinho
:: Lado errado?
:: História de filme: a vida dupla de Intrú!
:: Agressividade por frustração?
:: Garoto propaganda do boletim +Gatoca
:: Um bicho que quebra expectativas (e outras coisas)
:: Intrú conseguiu morar dentro de casa ― parcialmente
:: Por que gato não deve ir para a rua, nem no interior
:: Intrú destruiu o estúdio e se jogou da janela
:: Amores brutos
:: A gente veio aqui para beber ou se banhar?
:: Descobri por que Intrú atacou meu rosto!

2.10.25

Intrú destruiu o estúdio e se jogou da janela

Eu tinha duas opções: prender o gordinho no estúdio do Leo ou fechar a porta com ele para fora, no temporal. Escolhi o cárcere, porque a última tempestade, justamente quando o frajola chegou por aqui, arremessou nosso portão contra o depósito de jardim. E fui dormir tranquila pela primeira vez em dois anos, sabendo que ele estava em segurança.

Quando levantei de madrugada para cumprir o ritual sachezístico da Jujuba, porém, atravessei o gatil levando guloseimas para ele também e dei de cara com o contêiner vazio. Vazio de gato, pois boa parte das coisas do Leo jazia no chão, incluindo uma caixa de som pesada que fica na mesa de trabalho.

Com os olhos ainda meio colados, demorei para perceber que a criatura em desespero tinha fugido pela janela do banheiro, a uns três metros de altura, depois de vencer a barreira do box ― e pisotear as toalhas. Voltou com cara de merda, no intervalo da chuva, me obrigando a tirar do monte de doações a caminha de cachorro dos meus sogros e interditar a lavanderia ― Intrú não pode conviver com Jujuba por causa da FeLV.


Não, não adotem o gordinho agora! No Dia Mundial dos Animais (sabadão), vocês levam também a caminha da vergonha! 😂



Epopeia do Intruso

:: Como tudo começou
:: Serial killers sempre voltam à cena do crime!
:: Ronrom, ataques e caos
:: Amansando a fera
:: Intruso: 1 sucesso e 2 bombas
:: Um morto muito louco e perdão felino
:: Cartinha de um gato excêntrico ao Papai Noel
:: Nossos presentes de Natal, com penetra
:: O que acontece com gato que vai para a rua
:: Férias do Intrú
:: Procuram-se madrinhas
:: Intrú ganhou madrinhas e um chalé!
:: 59 dias sem acidentes!
:: O primeiro brinquedinho... que ele nem viu
:: Teste: o desaparecimento do frajola
:: Intrú ganhou um cobertor e me emocionou
:: O primeiro colo (sim!)
:: A primeira ioga
:: A primeira brincadeira de caçar (sem mortes!)
:: O desafio de aquecer um bicho que não entra em casa
:: 17º quase-aniversário do Gatoca e bastidores
:: A escova perfeita para aventureiros
:: Vigilantes do Peso Felino
:: Um ano do gato que eu não sabia que precisava
:: Dia de levar o pet ao trabalho
:: Ele não quer uma casa, quer uma família
:: Quando as Cataratas do Niágara visitaram Intrú
:: Um post mal-humorado fofo de Natal
:: O gato que só falta tocar a campainha!
:: Intrú adoeceu antes de ganhar uma casa
:: Ressurreição e mordidas literárias
:: Quase grudinho
:: Lado errado?
:: História de filme: a vida dupla de Intrú!
:: Agressividade por frustração?
:: Garoto propaganda do boletim +Gatoca
:: Um bicho que quebra expectativas (e outras coisas)
:: Intrú conseguiu morar dentro de casa ― parcialmente
:: Por que gato não deve ir para a rua, nem no interior

5.9.25

Por que gato não deve ir para a rua, nem no interior

O mito do gato de vida livre dará seu último suspiro no interiorrr, porque as pessoas insistem em idealizar paisagens bucólicas, com moradores amorosos. Mas eu já compartilhei um vídeo do Intrú quase sendo atropelado em uma rua onde passa um carro por hora. E, quando descobri sua outra família, Seila relembrou que o jardineiro voltou de foice para revidar o ataque que ela havia sofrido pré-castração.


O frajola chegou aos 4 anos praticamente sem contato com humanos, se virando como dava pelas estradinhas de terra de Araçoiaba da Serra ― até vir parar na nossa casa. E, apesar de ter amolecido bastante nos últimos dois, ainda fica solto por causa da FeLV, que não me permite juntá-lo com a Jujuba, patrimônio histórico de Gatoca.

Pois, na segunda-feira, me contaram que a tia do pedreiro que presta serviço no bairro anda furiosa porque o gordinho entra na cozinha dela pela janela e rouba a comida da mesa. Eu divulgo para adoção, vocês acham que o meliante está mais feliz aqui e a real é que, um dia, ele pode não voltar mais.

A foto que abre o post, no entanto, foi tirada no nosso quintal mesmo, um imenso privilégio ― não entendia como a criatura não aproveitava, agora os passarinhos precisarão trocar de maternidade. rs


E temos uma nova intrusa!


O original não ataca porque é feministo ― privilégio não estendido aos machos, outro risco do acesso à rua e que lhe rendeu a leucemia felina. Mas fica agustiadíssimo.


E a história se repete...


Epopeia do Intruso

:: Como tudo começou
:: Serial killers sempre voltam à cena do crime!
:: Ronrom, ataques e caos
:: Amansando a fera
:: Intruso: 1 sucesso e 2 bombas
:: Um morto muito louco e perdão felino
:: Cartinha de um gato excêntrico ao Papai Noel
:: Nossos presentes de Natal, com penetra
:: O que acontece com gato que vai para a rua
:: Férias do Intrú
:: Procuram-se madrinhas
:: Intrú ganhou madrinhas e um chalé!
:: 59 dias sem acidentes!
:: O primeiro brinquedinho... que ele nem viu
:: Teste: o desaparecimento do frajola
:: Intrú ganhou um cobertor e me emocionou
:: O primeiro colo (sim!)
:: A primeira ioga
:: A primeira brincadeira de caçar (sem mortes!)
:: O desafio de aquecer um bicho que não entra em casa
:: 17º quase-aniversário do Gatoca e bastidores
:: A escova perfeita para aventureiros
:: Vigilantes do Peso Felino
:: Um ano do gato que eu não sabia que precisava
:: Dia de levar o pet ao trabalho
:: Ele não quer uma casa, quer uma família
:: Quando as Cataratas do Niágara visitaram Intrú
:: Um post mal-humorado fofo de Natal
:: O gato que só falta tocar a campainha!
:: Intrú adoeceu antes de ganhar uma casa
:: Ressurreição e mordidas literárias
:: Quase grudinho
:: Lado errado?
:: História de filme: a vida dupla de Intrú!
:: Agressividade por frustração?
:: Garoto propaganda do boletim +Gatoca
:: Um gato que quebra expectativas (e outras coisas)
:: Intrú conseguiu morar dentro de casa ― parcialmente

13.8.25

18º aniversário do Gatoca!

Depois do dominó de mortes felinas (todos idosos), da sabotagem da Hostinger (que nos deixou fora do ar por um mês e arruinou a indexação dos posts no Google) e do aperto financeiro por causa do golpe na construção da casa, a maioridade do Gatoca me pegou encasulada ― demorei a admitir, mas vocês devem ter notado a falta de comemoração nos últimos anos.


No domingo passado, porém, além do nosso aniversário, era Dia dos Pais e acabamos encarando a estrada para levar os meninos do Leo à exposição interativa do Julio Verne no MIS. Aqui, os três projetos mais longevos da minha vida se encontram: o jornalismo, este blog e a família que me permitiu experenciar as múltiplas fases da maternidade, em fins de semana alternados.

Não foi fácil perder a batalha da abóbora, após horas de argumentação científica. E muitas vezes senti que plantava sementes em terra rachada. Mas a natureza é um bicho resiliente e encontra seu caminho ― quando a gente menos espera, lá está uma florzinha se espreguiçando.


Vocês não imaginam como eu precisava ― na foto, falta a enteada do meio, que tem deficiência e considerou que não valia trocar o porto seguro da mãe por um escritor que tomou dois tiros do próprio sobrinho. Voltei para o interiorrr com o estoque renovado de felicidades para usar nos dias nublados. E continuar facilitando desabrochares.

Jujuba, a gata que só aprendeu a ronronar aos 13 anos, não desgruda mais nem na ioga.


E Intrú, depois de dez ataques, agora dorme embrulhado como um burrito.


Nestes 18 anos, foram 1.891 textos informativos, engraçados, emocionantes, mobilizadores. Mais e-book, boletim (de cara nova!), tentativa de canal no Youtube. E surpresa em forma de jogo (Gatonó), coletânea literária (Depois da Quarentena), série (AssassiGato), Cluboca do Livro.

Uma comunidade engajada, com experiências trocadas em 13,9 mil comentários, grupo acolhedor no WhatsApp e 28 parceiros ao longo da jornada — destaque especial ao Wings For Change, à Pet Delícia e à prefeitura de Sorocaba, na gestão anterior.

Os braços offline do projeto ainda envolveram 116 gatos, oito cachorros e quatro aves, um mutirão de castração, oficina com escoteiros e bandeirantes, roda de conversa com adolescentes, curso no Sesc sobre o poder do coletivo, clube de leitura na ONU, sob a imaginação da Rosana Rios.

Tudo isso com o apoio de vocês, em forma de rifa, lojinha, financiamento coletivo, clube de assinaturas, programa de afiliados. ❤

Bora para a terceira idade? 😂


Festinhas anteriores: 2024 | 2023 | 2022 | 2021 | 2020 | 2019 | 2018 | 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008

23.7.25

Mágico contra menu sanduíche e um gato chamado Pó

Eu sabia que a versão para celular do Gatoca era pobre: uma linguiça de posts, que não dava a real dimensão do projeto ― empreitada de quase duas décadas, com ações offline também. Mas, quando Leo criou o design e meu irmão programou, em 2015, isso não importava, porque os smartphones ainda tinham de comer muita bateria para substituir os acessos por computador.

O tempo passou, a gente mudou de cidade duas vezes (de São Bernardo para Sorocaba e depois, Araçoiaba), enterrou nove gatos e agora a molecada não faz a menor ideia de por que alguns de nós insistem em digitar num trambolho com pouca mobilidade ― trambolho que considero parte da minha identidade, aliás. Junto com a pouca mobilidade.

Pois há mais de ano tento inserir no mobile um menu sanduíche (ou hambúrguer), aquele dos três tracinhos empilhados, para quem prefere o blog na palma da mão poder buscar os posts por data (desde 2007!), categoria, mais lidos ou séries. Ficar por dentro das iniciativas e dos parceiros do projeto. Consultar os links de ONGs bacanas para adoção e as formas de nos apoiar ― pelo Catarse ou sem gastar um centavo.

Cheguei a pensar que precisaria de um programador em Phyton, por causa de uns arquivos perdidos no servidor. Mas o que faltava era alguém que considerasse o Gatoca importante o suficiente para virar a madrugada lutando com as limitações do Blogger. Apesar de Beto (Spinelli) programar em Phyton também. E tirar da manga outras mágicas, como o isolamento térmico da casinha do Intrú.


(A mágica da foto é do Leo)

Beto é um amor de 25 anos que só trocou de prateleira. E precisou conhecer a Sil para vir para o lado peludo da força, já que eu não gostava de gatos. Juntos, eles adotaram o Pozinho, ao final de uma escalada com esse nome em Pindamonhangaba ― e a criatura nada desgastada consegue ter irmãs ainda mais espirituosas: a Gorfi e a Milho.


O mínimo que eu podia fazer para agradecer era colocar o programador-físico-aventureiro no Gramado da Fama, né? Além de divulgar o trabalho incrível do Caramelo Biônico, em que ele mistura inteligência artificial, eletrônica e arte (apaixonem-se pelo Zoltron!).


Sigo com a batalha tecnológica para incluir o clássico campo de busca por palavra-chave. Mas só amanhã.

*

Tem um troco sobrando, gosta do nosso trabalho e quer participar do melhor grupo de WhatsApp ou de um clube do livro diferente? Dá uma fuçada na nossa campanha! ❤️

4.7.25

Intrú conseguiu morar dentro de casa ― parcialmente

Ele continua tendo FeLV, Jujuba continua tendo 18 anos, mas o frajola é obstinado e mudou seu destino quando botou na cabeça que merecia mais do que o chalé comprado pelas madrinhas: as temperaturas baixando e o chantagista dormindo no chão de terra sob o nosso contêiner ― Seila deve roncar! Até que Leo liberou o estúdio para tentar uma adaptação indoor.


Os primeiros dias Intrú passou com a cara colada na porta de vidro, olhando para a gente.


Depois, acostumou a ficar sozinho, só que se recusa a usar o banheiro para o seu objetivo original ― como não está com verme nem desnutrido, culpo o estresse.


Somos obrigados, então, a deixar a porta aberta. Com vento, na chuva, batendo 5ºC à noite ― a janela que dá para fora do gatil é alta. Leo improvisou uma cobertura de lona e eu fiz esta gambiarra com gancho de vaso e sacola de supermercado para manter o vão na menor largura em que o gorducho consiga passar.


Ainda sobra o dilema da comida. Toda madrugada, quando Jujuba me acorda à espera do sachê, atravesso o gramado congelando para levar a ração úmida dele. Mas no domingo, por exemplo, passarei o dia fora. E, qualquer coisa que coloco no pote, a criatura, praticamente de volta aos 6 kg, come de uma vez.

Um gato obeso dentro de casa já pode desenvolver diabetes, problemas nas articulações, doenças cardiovasculares e alterações neurológicas. Na rua, com carros desatentos, pessoas cruéis e animais briguentos, os riscos se acumulam.

Pensei em comprar um comedouro automático, daqueles que a gente programa o horário das refeições, sabem? Mas não custa barato e fico receosa de perder a batalha da alimentação úmida ― como já lidamos com a leucemia felina, tento evitar a insuficiência renal.

O que vocês fariam no meu lugar? Certeza mesmo que ninguém quer adotar um gato cheio de personalidade, com patinhas de elefante? rs


Epopeia do Intruso

:: Como tudo começou
:: Serial killers sempre voltam à cena do crime!
:: Ronrom, ataques e caos
:: Amansando a fera
:: Intruso: 1 sucesso e 2 bombas
:: Um morto muito louco e perdão felino
:: Cartinha de um gato excêntrico ao Papai Noel
:: Nossos presentes de Natal, com penetra
:: O que acontece com gato que vai para a rua
:: Férias do Intrú
:: Procuram-se madrinhas
:: Intrú ganhou madrinhas e um chalé!
:: 59 dias sem acidentes!
:: O primeiro brinquedinho... que ele nem viu
:: Teste: o desaparecimento do frajola
:: Intrú ganhou um cobertor e me emocionou
:: O primeiro colo (sim!)
:: A primeira ioga
:: A primeira brincadeira de caçar (sem mortes!)
:: O desafio de aquecer um bicho que não entra em casa
:: 17º quase-aniversário do Gatoca e bastidores
:: A escova perfeita para aventureiros
:: Vigilantes do Peso Felino
:: Um ano do gato que eu não sabia que precisava
:: Dia de levar o pet ao trabalho
:: Ele não quer uma casa, quer uma família
:: Quando as Cataratas do Niágara visitaram Intrú
:: Um post mal-humorado fofo de Natal
:: O gato que só falta tocar a campainha!
:: Intrú adoeceu antes de ganhar uma casa
:: Ressurreição e mordidas literárias
:: Quase grudinho
:: Lado errado?
:: História de filme: a vida dupla de Intrú!
:: Agressividade por frustração?
:: Garoto propaganda do boletim +Gatoca
:: Um gato que quebra expectativas (e outras coisas)

29.6.25

18º quase-aniversário do Gatoca e bastidores

Houve uma época em que eu passava janeiro inteiro comemorando meu aniversário ― almoço fora com o namorado, barzinho com os amigos para conversar, jogatina com a galera de espírito jovem. Gatoca mantém a tradição dos dois aniversários, porque é engraçado ter criado o blog e demorado seis semanas para juntar coragem de escrever o primeiro post, mas faz tempo que não rola uma festança.

Hoje, por exemplo, a vontade é de aproveitar o dia como a Jujuba: encolhida no sol.


Ou como o Intrú: esticado no sol.


Nossa jornada, porém, coleciona marcos importantes, que não podiam passar em branco: 1.884 posts, e-book, mutirão de castração, oficina com crianças, roda de conversa com adolescentes, canal no YouTube, websérie felina, loja colaborativa, boletim, Gatonó, edital do Condeca com a prefeitura de Sorocaba — os links estão neste post.

Espero voltar em 10 de agosto com menos blusas e mais animação. 😂

Festinhas anteriores: 2024 | 2023 | 2022 | 2021 | 2020 | 2019 | 2018 | 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008

25.6.25

Quando a nostalgia escapa do passado

Eu não queria estudar na ETE, do mesmo jeito que não pretendia trabalhar no Banco do Brasil. Só que era nerd demais para não passar entre os primeiros colocados do vestibulinho (viva a redação!) e, anos depois, no concurso público. O curso técnico, porém, diferente do colégio de bacana para onde haviam mudado as amigas de infância, foi a maior escola de vida que tive.

Não, não consegui estágio em processamento de dados, por isso o Banco do Brasil. E também não segui carreira lá, para desgosto da família, porque aos 9 anos já havia decidido pelo jornalismo. Mas guardo com carinho na lembrança os arco-íris de canudo cruzando a praça de alimentação do Metrópole, nossas peças em teatro de verdade, Rosinha se escondendo das fotografias na cortina, as viagens de troleibus para o Masp.

E até o dia em que chamei o Peruquinha, de geografia, para tirar uma dúvida e assisti mortificada à cola cair em câmera lenta do meio das folhas da prova ― odeio geografia. Para não parecer que chamávamos todos os professores no diminutivo, tinha o Valtão, de matemática, que fazia bolinhas de catota e o Renatão, de história, que partia giz na guilhotina em miniatura para jogar na gente. Como era o nome mesmo do professor que dormia no meio da explicação?

Além de material para décadas de crônicas, a ETE me deu amigas de recarga vitalícia ― quando estou triste, abro nosso grupinho no WhatsApp. Eli já havia vindo de São José dos Campos carregando no ônibus copos delicados de presente e tomate confit para o almoço. Na Páscoa, comprou ovo vegano. Ainda me incluiu no plano familiar do Duolingo.


Porto Seguro, 1997

Tentei agradecer convidando-a para o Cluboca do Livro e recebi um e-mail do Catarse com a assinatura dela. O mínimo que podia fazer era tirar Intrú do descanso pós-descanso para acompanhá-la no Gramado da Fama. 💚



A criatura mais engraçada (embora viva querendo me repassar esse troféu) se junta aos apoiadores mais maravilhosos, que garantem a sobrevida deste projeto. 🤗

Obrigada, Adrina Barth, Alice Gap, Itacira Ociama, Regina Haagen, Renata Godoy, Leonardo Eichinger, Irene Icimoto, Tati Pagamisse, Roberta Herrera, Vanessa Araújo, Dani Cavalcanti, Samanta Ebling, Bárbara Santos, Marina Kater, Sonia Oliveira, Marcelo Verdegay, Fernanda Leite Barreto, Bárbara Toledo, Solimar Grande...

...Aline Silpe, Lucia Mesquita, Michele Strohschein, Marilene Eichinger, Sérgio Amorim, Gatinhos da Família F., Luca Rischbieter, Rosana Rios, Regina Hein, Paula Melo, Paulo André Munhoz, Marianna Ulbrik, Cristina Rebouças, Lorena da Fonseca, Karine Eslabão, Michely Nishimura, Danilo, Klay Kopavnick, Glaucia Almeida, Ana Cris Rosa, Ana Hilda Costa, Elisângela Dias...

...Ivoneide Rodrigues, Melissa Menegolo, Vanessa Almeida, Vivian Vano, Maria Beatriz Ribeiro, Elaigne Rodrigues, Simone Castro, Viviane Silva, Regina Hansen, Arina Alba, July Grafe, Erika Urakawa, Vera e Gabriela Fromme, Lucia Trindade, Aline Silva, Caroline Rocha, Sara Gonçalves, Soraia Mancilha, Celina Matsuda e Paula Martinez!

Tem um troco sobrando, gosta do nosso trabalho e quer participar do melhor grupo de WhatsApp ou de um clube do livro diferente? Dá uma fuçada na nossa campanhaaqui fiz um resumo das principais ações, on e offline, destes 18 anos de Gatoca. ❤️

20.6.25

Reencontrei Snow, o gato do banheiro, com 16 anos!

Vocês não imaginam a angústia que é escolher a família ideal para um animal que não vai dizer se prefere mais espaço para brincar, um tutor que trabalhe em casa ou ração super premium. Em todo resgate a gente chora, porque não tem mais onde enfiar. E na hora de doar chora de novo, porque não queria se despedir.


Eu fazia questão de manter os gatos temporários em cômodos isolados, incluindo os banheiros (o casarão acumulava quatro!), só para sustentar a certeza de que mereciam um lugar melhor. Guebis morava em uma kitnet de Jaboticabal, inclusive. Que virou sobrado com jardim em Sorocaba, quando visitei Snow e Flea, já na lembrança, pela primeira vez.

Em 10 de maio, antes de quase morrer de dengue, recebi o convite para apertar o branquelo, agora com 16 anos. Vocês têm noção? O filhote que se escondia das pessoas atrás da privada cruzou 5.840 dias de vida! E mendiga carinho dos prestadores de serviço. Flea foi essencial nesse desabrochar, mas só porque Guebis aceitou ficar com a duplinha.

Nem sempre a gente acerta. Alguns acertos, porém, equivalem à loteria. ❤️