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29.5.20

Ração úmida mais barata para gato com doença renal!

Se você chegou aqui porque tem um gatinho renal, antes de qualquer coisa, sinta-se abraçado! Eu já perdi o Simba e quase todos os vovozinhos de Gatoca enfrentam esse problema atualmente. Não é uma doença fácil. Para quem ainda não pegou um hemograma com ureia e creatinina alteradas, fica o alerta: 60% dos gatos apresentarão um grau de disfunção dos rins ao morrer.

A culpa é da dieta baseada exclusivamente em ração seca, aliada à baixa ingestão de água. E sabe por que os felinos torcem o focinho para a mistura morna de poeira e pelos do potinho? Porque, na natureza, eles se hidratavam ingerindo animais menores, com 70% de líquido em seus corpos — vou deixar, no fim do texto, links que podem salvar a vida do seu amigo.

Devastada pela morte do gordinho, procurei uma vet nutróloga, só que não consegui fazer a gangue aceitar a alimentação natural — e meu coração vegano ficou aliviado de não precisar mais encarar a fila do açougue, confesso. Ela indicou, então, a Pet Delícia, acreditando que a umidade funcionaria melhor para a doença do que oferecer somente a ração renal seca — e os bigodes detestavam os sachês medicamentosos.

Há três anos, tempo da nossa parceria, eles comem comida com cara e cheiro de comida, sem corante nem conservantes. Pipoca, inclusive, entra e sai da alimentação forçada e são as latinhas batidas no processador que tenho dado na seringa. Mas agora existe uma opção mais adequada ao quadro dos peludos! Com carnes nobres e legumes frescos, a Control Cat aposta na redução de fósforo e sódio para poupar os combalidos rins.


E a gente identifica os pedacinhos de batata doce, chuchu, abobrinha, cenoura, abóbora:


Se a jornalista miçangueira acertou a conta, custa o mesmo valor da ração renal seca que eles desprezam, rs. Comparando com outras marcas de ração úmida, então, a latinha sai por quase um quarto do preço, já que é bem maior — 320 gramas contra 82/85 gramas. E, dos nove bigodes, só a Pimenta não se animou com a novidade — na verdade, acho que ela enjoou.

Seu bichano não curte o movimento? Aqui tem nove estratégias para ajudar. Os links abaixo vão te convencer que vale a pena. :)


Outras infos importantes:

:: Doença renal, pelo maior especialista em gatos do Brasil
:: 7 dicas que podem salvar seu amigo
:: Como fazer o bichano beber água
:: 13 macetes para dar líquidos na seringa
:: Soro subcutâneo: dicas e por que vale o esforço
:: Soro fisiológico, ringer ou ringer com lactato?
:: 9 sinais de doença que a gente não percebe
:: Seu pet não come ração úmida (patê, sachê, latinha)?
:: Alimentação de emergência para gato desidratado

O conteúdo do Gatoca é financiado por gente que acredita que o mundo pode ser melhor. Quer fazer parte da transformação? www.catarse.me/apoiegatoca

22.5.20

Primeiro ronrom, 13 anos depois!

Este já seria um post comemorativo: hoje as Gudinhas* completam 13 anos! Mas, quando estava fotografando Jujuba ganhando carinho parada, coisa impensada em sua primeira década de vida, aconteceu o milagre mais milagroso de Gatoca: ela começou a ronronar! Quatro mil, setecentos e quarenta e nove dias depois de ter saído da barriga da Guda, na nossa antiga casa. ❤


Fui correndo buscar o celular, fiz um ASMR para vocês ouvirem antes de dormir e aproveitei para testar o Spreaker, a ferramenta do momento para criar e distribuir podcasts — não prometo nada! O registro em vídeo vai entrar na superproducinha de maio, que os apoiadores do Catarse receberão até o fim do mês — isso eu prometo. rs

Mas, voltando ao aniversário das meninas, Pipoca também me emocionou deitada no montinho com os irmãos. Se você está chegando agora, não sabe que a pequena quase morreu em dezembro, quando passou a preferir o isolamento. Boa parte dos leitores provavelmente ignora, aliás, que ela e Clara, em quem ela que está encostada, viveram anos separadas até Mercv abrir a porta do armistício e a gente pegar as duas na mesma cama, inteiras.


Já Keka fez a alegria do Leo ao parar de tentar fugir dele, que vivia tentando não tropeçar nela, enquanto ambos seguiam desastradamente a mesma rota pelo quintal — e o nível de dificuldade do percurso aumentava de acordo com a quantidade e o peso das sacolas envolvidas.


Pufosa saiu cabisbaixa por causa da doença renal e nem tem se animado a comer o vômito quentinho dos outros gatos, em um serviço que a gente chama de micro-ondas felino — dr. Eduardo Carneiro já está cuidando dela. Mas meu colo ganhou outra perna formigando no café da manhã. :)


E Pimenta finalmente deu uma melhorada da alergia, por isso vocês não veem catarro pendurado nos bigodes — eternizei nosso amor em quatro etapas, nos destaques do Instagram (cliquem na bolinha "quarentena" e vão passando os stories até chegar na papagaia de pirata).




A vida é mesmo incompreensível: quanto menos tempo nos resta juntas, mais apertáveis as cinco arisquinhas ficam.

*Novelinha: conheça a história das Gudinhas

Outros aniversários: 2019 (especial Dia do Abraço) | 2018 | 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009


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15.5.20

Três notícias sensacionais na quarentena!

No mês passado, eu escrevi um desabafo sobre as três bombas que haviam atingido Gatoca em plena pandemia de coronavírus. Sabia que podia contar com a acolhida carinhosa de vocês. Mas não imaginava que, no meio da crise, teria gente reativando o cadastro em nosso financiamento coletivo, aumentando o valor de contribuição, fazendo assinatura nova!

Maira Fischer, que compartilha o Gramado da Fama abriliano com a Keka, é freelancer como eu, gateira parida por este projeto e ainda tem uma filha humana. "Quem ajuda os fodidos além dos fodidos?", foi a pílula de sabedoria que compartilhou comigo pelo WhatsApp — e faz tanto sentido que, nos últimos 19 dias, comprei rifa para socorrer um café, pães artesanais de um amigo e meu próprio e-book, cuja grana irá para uma ONG. rs


Nesse dominó de boas ações, Rosana Rios, autora de mais de 180 livros infanto-juvenis e finalista do Prêmio Jabuti, doou um conto inédito para a superproducinha de abril, que os apoiadores do Catarse receberam por e-mail. "O gato folgado e a gata maga" era para divertir a criançada, mas Guda, como vocês podem ver, também curtiu.


E a terceira boa notícia é que o Gatoca voltou a ter sua missão de educar, sensibilizar e mobilizar corações pelos animais reconhecida! Eu já havia percebido um movimento de youtubers ressuscitarem blogs. Aí, o Blogger, ferramenta que gerencia este espaço, foi inteirinho reestruturado. E o Google parece que tornou a privilegiar nas buscas conteúdos aprofundados, sem prazo de validade.

Só na última semana foram quase 6 mil visualizações — e nos posts mais importantes desses 13 anos (gráfico abaixo). Nós passamos, aliás, dos 3,5 milhões de acessos! E eu só tenho a agradecer: obrigada pela parceria na jornada! ❤

(Especialmente Adrina Barth, Alice Gap, Itacira Ociama, Regina Haagen, Renata Godoy, Leonardo Eichinger, Irene Icimoto, Tati Pagamisse, Roberta Herrera, Vanessa Araújo, Dani Cavalcanti, Samanta Ebling, Bárbara Santos, Marina Kater, Sonia Oliveira, Danilo Régis, Marcelo Verdegay, Patrícia Urbano, Fernanda Leite Barreto, Bárbara Toledo, Solimar Grande, Aline Silpe, Lucia Mesquita, Michele Strohschein...

...Ana Fukui, Marilene Eichinger, Guiga Müller, Sérgio Amorim, Gatinhos da Família F., Luca Rischbieter, Roberta Roque Baradel, Rosana Rios, Lilian Gladys de Carvalho, Regina Hein, Paula Melo, Paulo André Munhoz, Marianna Ulbrik, Cristina Rebouças, Lorena da Fonseca, Amanda Midori, Karine de Cabedelo, Fabiana Ribeiro, Natalia e Lívia Pantarotto, e Michely Nishimura!)


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8.5.20

Gatoca em antologia na Amazon!

Quem cresceu na década de 80 certamente assistia ao Bambalalão, na TV Cultura. Eu gostava tanto das histórias que ainda lembro alguns trechos, como o da narradora perguntando, pausadamente, em tom de suspense: "Um homem... atrás de uma árvore... com uma faca na mão... o que fazia?". "Passava manteiga no pão e comia", era a resposta possível para um programa infantil.

Cheguei a participar da gravação, mas foi meu amigo Renato que passou vergonha na brincadeira da bola — eu me dei por satisfeita em abraçar Gigi, a encantadora de crianças. Mas por que este post de ombreiras e cabelo repicado? Porque Rosana Rios assinava a maioria dos roteiros do Bambalalão. E, três décadas depois, Rosana Rios se tornou minha prima — além de autora de mais de 180 livros infanto-juvenis.

No início da pandemia, ela sugeriu aos amigos que escrevessem contos ou crônicas sobre como imaginavam o mundo depois da quarentena. E o resultado ficou tão bacana que virou uma coletânea. Sim, neste exato momento, tem uma publicação minha na Amazon junto com a Rosana Rios! E nosso e-book já vendeu 74 exemplares, terceiro lugar na categoria "contos e antologias".


Para comprar, basta clicar aqui. Custa só R$ 4,99 e todo o dinheiro será doado a organizações que estão lutando para minimizar os impactos da crise nas populações vulneráveis do país — cada autor indicou uma ONG (a minha foi a Ação Comunitária Inhayba, aqui de Sorocaba) e rolará uma votação quando a grana cair na conta. Volto para prestar contas, claro.

"Enfim, Nós" conta o recomeço de Leo, Graça e Margarida, Sônia, Gil, Rochinha e Gina, César, Bri, Caco e Penélope. Tem o olhar do Gatoca para o planeta, a inspiração do curso do Marcelino Freire, boas horas de pesquisa e uma reviravolta no final. ❤

E vocês, o que esperam depois quarentena?


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7.5.20

Aniversariante do mês – maio de 2020

Há 13 anos, a vizinha temida de São Bernardo tocava nossa campainha com este pacote. Vocês devem ter pensado em pacote de felicidade, mas era de filhotes mesmo. Vale esclarecer também que a única trégua concedida por dona Jane à nossa família, em mais de duas décadas, foi para devolver a gata que não morava conosco — história completa no pé do post.


Esses dias, encarando o bigodão da Guda, me lembrei de quando ela saiu na Folha de S.Paulo e o Gatoca ganhou o mundo. O concurso era de fotografia, mas o que provavelmente sensibilizou os jornalistas foi a tradicional partida de ímã com as gudinhas — até porque as câmeras caseiras não esbanjavam toda essa tecnologia.


No intervalo das duas imagens, Guda parou de amamentar as caras de pau, engordou, aprendeu a brincar sozinha de bolinha, se mudou para um apartamento, emagreceu por causa da doença renal, alugou um gramadinho no interior. Mas os bigodes (e meus apertos) continuam iguais. ❤

*Novelinha: conheça a história da Guda

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