Só que ele pesa uma tonelada e o material poroso não é lá muito fácil de higienizar. Em julho do ano passado, aproveitando a promoção, finalmente comprei um modelo de aço inox. Mais leve, mais silencioso, mais bonito (se ignorar as marcas de dedo), com indicador do nível de água.
Mas a limpeza continuou chata, por causa do sistema de filtragem, precisei usar o carregador do celular velho para ligar na tomada, pois não veio com adaptador, e a luz de led, originalmente forte, parece uma discoteca quando o líquido está acabando.

A parte da limpeza resolvi cortando com a faca quente o depósito do carvão ativado ― só coloco água filtrada e lavo todas as peças a cada três dias.

O led fica bem mais fraco se virar a bomba para o lado. E nunca, jamais, em hipótese alguma, deixo a fonte chegar perto de secar.

Faltava testar qual dos bebedouros performaria melhor no calor araçoiabano. Escolhi um dos raros dias com sensação térmica de 39ºC.

(29ºC no cômodo menos abafado da casa, a lavanderia, onde Intrú tenta fazer parte da família.)

E usei um termômetro infravermelho, que Leo pegou emprestado dos pais. Apontando para a água de dentro do recipiente de inox, ele marcava 25,2ºC, enquanto temperatura do pratinho era de 26ºC. Já o interior do recipiente de barro indicava 25,5ºC e o pratinho, 25,6ºC, praticamente a mesma coisa.

(Gatoca tem também dois potes tradicionais, um de plástico grandão, que alcançou 26,4ºC, só porque fica em um ponto onde nunca bate sol, e outro de inox, que me surpreendeu ao ostentar 24,9ºC.)
Para tirar a prova, meti o dedão no fluxo das duas torneirinhas e realmente não senti diferença ― o bebedouro de barro humano deve ganhar a competição porque a água fica parada dentro, sem contato com o ar. Independente do material, instale a fonte em um local fresco, turbine com gelo e mantenha a higienização em dia.
Lembrando que gato não tem o costume de se hidratar como a gente, porque a água de que precisavam na natureza vinha dos animais caçados ― 70% do organismo, contra apenas 30% de matéria sólida. E que, em algum momento, a maioria dos tutores se deparará com um diagnóstico de doença renal, portanto, vale o esforço.
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7 comentários:
Realmente , pra quê esse tanto de luz??? 😂
Comprei uma fonte ganhei a carreta furacão de brinde?
A preferência é beber o que eu estiver bebendo do copo que eu estiver usando... não importa se for quente ou frio...
AliceGap
Aqui a escolha vai ser a torneira do tanque. Já tive um de luzinhas, horrível de limpar.
O pote de cerâmica, mesmo sem fonte, pq foi a primeira a queimar, é a água preferida da galera da "casa-grande" ( todos a partir de 12 anos). No gatil restou uma fonte funcionando, de plástico, é o espaço aquático mais frequentado, rs. Todos tb a partir de uma dúzia de nivers.
Ótimo saber que, no final das contas, é tudo meio igual!
Posso comprar o bebedor que eu quiser, uma das criatura aqui so quer saber da agua da torneira mesmo 🤷🏻♀️
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