Gatoca

Educação, sensibilização e mobilização pelos animais

.
.

12.2.26

Descobri por que Intrú atacou meu rosto!

Quem olha para esta coisa apertável, que ao menor deslize do Leo com a porta aparece sereiúdo na cama, louco para fazer parte de uma família, não imagina a fera que me atacou dez vezes ― primeiro, porque não era castrado, depois porque os hormônios responsáveis pelos comportamentos sexual e territorial demoram para baixar e rolou ainda um episódio de agressividade redirecionada.


Mas, quando o frajola pulou no meu rosto com as garrinhas para fora, 521 dias haviam se passado da cirurgia e acabei culpando a frustração de estar sempre do lado errado das portas de vidro ― a FeLV me impede de juntá-lo com a Jujuba, uma senhorinha de quase 19 anos.

Eis que recentemente assisti ao veterinário Tiago Franco explicar que olhar fixo para um gato menos sociável, em constante estado de alerta, pode parecer uma ameaça, gerando ansiedade e estresse. E preciso confessar que, sim, tenho o costume de enfiar o carão na fuça deles, falando fininho e beijando o nariz. Agora sei que mereci.



Epopeia do Intruso

:: Como tudo começou
:: Serial killers sempre voltam à cena do crime!
:: Ronrom, ataques e caos
:: Amansando a fera
:: Intruso: 1 sucesso e 2 bombas
:: Um morto muito louco e perdão felino
:: Cartinha de um gato excêntrico ao Papai Noel
:: Nossos presentes de Natal, com penetra
:: O que acontece com gato que vai para a rua
:: Férias do Intrú
:: Procuram-se madrinhas
:: Intrú ganhou madrinhas e um chalé!
:: 59 dias sem acidentes!
:: O primeiro brinquedinho... que ele nem viu
:: Teste: o desaparecimento do frajola
:: Intrú ganhou um cobertor e me emocionou
:: O primeiro colo (sim!)
:: A primeira ioga
:: A primeira brincadeira de caçar (sem mortes!)
:: O desafio de aquecer um bicho que não entra em casa
:: 17º quase-aniversário do Gatoca e bastidores
:: A escova perfeita para aventureiros
:: Vigilantes do Peso Felino
:: Um ano do gato que eu não sabia que precisava
:: Dia de levar o pet ao trabalho
:: Ele não quer uma casa, quer uma família
:: Quando as Cataratas do Niágara visitaram Intrú
:: Um post mal-humorado fofo de Natal
:: O gato que só falta tocar a campainha!
:: Intrú adoeceu antes de ganhar uma casa
:: Ressurreição e mordidas literárias
:: Quase grudinho
:: Lado errado?
:: História de filme: a vida dupla de Intrú!
:: Agressividade por frustração?
:: Garoto propaganda do boletim +Gatoca
:: Um bicho que quebra expectativas (e outras coisas)
:: Intrú conseguiu morar dentro de casa ― parcialmente
:: Por que gato não deve ir para a rua, nem no interior
:: Intrú destruiu o estúdio e se jogou da janela
:: Dois anos do frajola que ninguém quis
:: Amores brutos
:: A gente veio aqui para beber ou se banhar?

6.2.26

Quando a unha do gato atravessa a almofadinha

Quanto mais velhinho seu amigo fica, menos tende a afiar as garras e mais rápido elas viram armas, investindo contra as próprias almofadinhas ― defeito grave de projeto. Eu sabia disso, até alertei aqui no blog. Mas juntou Natal, Ano-Novo, aniversário e, como Jujuba é pouco simpática à manipulação, acabei negligenciando a manicure.


Não deve ter passado um mês ― nós notamos, inclusive, que ela estava mais paradona e culpamos a idade, acompanhada pela doença renal e uma possível artrose. Só que o estrago já estava feito. Em alguns dedos, as garras dividiram as almofadinhas ao meio, como dá para ver pela foto que estraçalhou meu coração.


Com muita paciência (e longos intervalos), consegui ir cortando e limpando as lesões ― usei Dakin, um antisséptico salvador que os bigodes podem lamber sem morrer, pois é usado por odontologistas. Há casos, porém, que precisam de intervenção veterinária para desencaixar o Lego do mal e tratar a inflamação.

Se vocês não querem enfrentar esse desgosto, compartilhei meus truques para cortar a unha de bichanos antissociais no ano passado, justamente com a cobaia em questão. E recentemente substituí a tesourinha de duas décadas por este alicate ergonômico, com trava de segurança ― a mão fica um pouco mais longe dos dentes, mas ainda resta a que segura a pata para tomar mordida. 😂



Importante! As garras ajudam no equilíbrio e na mobilidade do animal, incluindo os atos de pular e escalar, portanto, não podem ser extraídas (onicectomia) — sem contar que isso é proibido no Brasil, desde 2008, pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária. Quem não quer ter o sofá customizado deve investir em enriquecimento ambiental.

30.1.26

Sachê para gato irresistível e natural

Gatoca tem enfrentado dois desafios atualmente: Intrú come de tudo (ração, latinha, lagartinho) e Jujuba não come quase nada — o gordinho veio da rua e a magrela está perto dos 19 anos, com os rins pedindo arrego. Já escrevi sobre estratégias de emagrecimento (colher com balança e brinquedinhos interativos) e os beliscos antivômito na madrugada, que acabam em privação de sono, lembram?


Vocês devem imaginar, então, como eu estava ansiosa para testar os sachês novos da Pet Delícia, sem transgênicos, corantes, conservantes e sabores artificiais. Eles ajudam na hidratação dos gatos (bicho chato para beber água!) e a embalagem prometia alta palatabilidade, sem carne mecanicamente separada — já pararam para ler um rótulo de alimento pet tradicional?


Os bigodes ganharam três caixas de Natal, porque nossa parceria vai completar 9 anos! ❤️ E esperei vocês voltarem de férias para contar a reação. Jujuba, que só aceita sachê batido, dado de colherinha, arriscou lambidas inacreditáveis. E Intrú lustrou o pote — duas vezes! Para os tutores de peludos viciados nos saborizantes das rações secas, que rejeitam a latinha natural, é a transição perfeita.


Quem deixou a desejar foi a blogueira, fazendo o pior unboxing da história da internet.

23.1.26

Diário dos Gatos Yon & Mu: encontro 'Cluboca do Livro'

A moda do anime no Brasil já me pegou velha (de alma). Mas há tempos queria dar uma chance a um mangá e a combinação inusitada de Junji Ito, o mestre do terror japonês, com história fofa felina parecia perfeita, empolgando a galera do Cluboca a ler comigo Diário dos Gatos Yon & Mu (sinopse aqui).

O começo rolou meio atabalhoado, porque fui direto para a última página e perdi as instruções de que a ordem dos quadros também respeitava o sentido inverso, ou seja, da direita para a esquerda. Aí, veio um revival de revistinha Coquetel, interrompendo a narrativa gráfica com perguntas do público para o autor. E cheguei ao fim sem entender por que a Akko não tem pupilas.

A experiência, no entanto, me permitiu revisitar saudosa 20 anos de Gatoca ― Jota relutante com a adoção de Yon, peludo dos pais da noiva, e Mu, um norueguês da floresta, depois tentando conquistá-los sem muito jeito, até terminar blindando os pés da cadeira do escritório com rolos de fita crepe para não atropelar rabos inconsequentes.


Eu também chorei no veterinário por um frajola de quem achava não gostar. Mercv queimou os bigodes na vela, contrariando o instinto de sobrevivência. Lily adorava morder. Pufosa desfilava com cocô de Natal no pelo. Pimenta espirrava nas paredes. Intrú voltou semimorto da castração. Toda gangue ostenta um ladrão de ração. Jujuba anda me fazendo ver monstros por privação de sono.

A exposição de animais de raça, de onde saiu Mu, me agradaria mais como abrigo de ONG. Dava para abordar os perigos do acesso à rua em tom menos didático. E a arte não é espetacular, mas gostei bastante da versão polvo da Akko brincando com a dupla e do Goro, o arisquinho dos pais dela, representado por hachuras ― as Gudinhas me submetiam a esse constrangimento social.

Junji Ito, que trabalhava como técnico de prótese dentária, tirou a inspiração para seus contos dos artrópodes (insetos e aranhas) do banheiro da família, localizado ao fim de um túnel. E a encomenda para escrever sobre gatos veio do editor, duas décadas depois, ao notar a mudança no desenho de seus bichanos, antes assustadores, entregando a recente adoção.


A edição estadunidense ainda traz o relato da morte de Yon por insuficiência cardíaca, em fevereiro de 2011, chamado Yon Went to Heaven (Yon Foi para o Céu), e uma carta da esposa de Ito comentando o luto ― conteúdo produzido para uma coletânea japonesa que visava a ajudar os abrigos felinos afetados pelo Grande Terremoto de Tohoku, em 2011.

No nosso encontro de discussão, realizado no último domingo, conversamos sobre as raízes do mangá, lá no século 8, com os primeiros rolos de pintura japonesa, que associavam textos para contar uma história à medida que se desenrolavam. Os vários gêneros literários, de ação-aventura a negócios e comércio. E a polêmica da pedofilia.

Só em 1999 e 2004 o Japão aprovou leis que criminalizam a prostituição infantil e criação e venda de material pornográfico envolvendo menores. Mas a posse desses materiais segue permitida, dividindo opiniões ― há quem milite pela extensão da punição e quem argumente que personagens fictícios não podem ser vítimas de violência e isso feriria a liberdade de expressão.


Como mulher, exausta com a objetificação e alarmada pelo aumento de feminicídios no país, não posso concordar com conteúdos que normalizem a violência, mesmo que coloridos, com olhos grandões.

Por aqui, aliás, também tem gente produzindo mangá (ganhando prêmio e fazendo sucesso no exterior), graças à globalização. Segundo o PublishNews, entre os 100 quadrinhos mais vendidos no Brasil, de julho de 2023 a julho de 2024, 71% são mangás. E eles representam 46,7% do total de títulos comercializados no período.

Algumas participantes do grupo sentiram dificuldade de se conectar com o formato, porque perdiam informações nos desenhos, que não costumam contemplar. A comunicação truncada do casal, as camas separadas e os animais com nomes de números, que a gente já havia visto em Vou te Receitar um Gato, também chamaram a atenção.


Fernanda curtiu com a filha. Paula recomenda para quem está descobrindo o universo felino. Viviane amou as fotos reais dos peludos. Eliane achou tudo tão esquisito que acabou ficando ótimo. Lorena disse que gosta do clube justamente por desafiá-la a ler coisas que não leria normalmente. E mesmo Cris, que não se divertiu com nada, admitiu que concluiu em uma sentada.

Ainda pretendo comprar Os Gatos do Louvre, de Taiyo Matsumoto, sobre os peludos que moram no sótão do museu parisiense, dando vida às galerias que abrigam obras de arte mundialmente famosas. E Spy × Family, de Tatsuya Endo, que tem um espião disfarçado de pai de família, casado com uma assassina disfarçada de mãe de família e uma filha adotiva que sabe a verdadeira identidade de ambos, pois lê mentes ― em algum momento, Yor vai salvar um gatinho!

*

Quer viver outras histórias, cair na risada junto, se emocionar e culpar o clima seco, basta apoiar o Gatoca com qualquer valor a partir de R$ 15, escolher uma bebida e comprar sua edição favorita da obra ― usando nossos links, uma porcentagem vem para o projeto. :)


Discussões anteriores

:: Vou te Receitar um Gato, da japonesa Syou Ishida
:: O Mestre e Margarida, do russo Mikhail Bulgakov
:: Um Homem Chamado Ove, do sueco Fredrik Backman
:: Um Gato entre os Pombos, da inglesa Agatha Christie
:: Felinos e Macabros, coletânea de contos de autores como Edgar Allan Poe, H. P. Lovecraft e Bram Stoker

16.1.26

A gente veio aqui para beber ou se banhar?

Depois de ler a coletânea inteira do Sherlock Holmes, fazer mestrado em Lie to Me, doutorado em Bull, pós-doc em Criminal Minds e curtir as férias entre Agatha Christie e Uma Mente Excepcional, eu sabia que Intrú não tinha lavado o pé no pote de vidro.


É verdade que ele já apareceu por aqui empanado no barro. Mas não precisaria derrubar a água toda para fora tentando contornar o estrago. Aquela terra no fundo da vasilha transbordada contava uma história bem mais improvável. Lembrei, então, do meliante rugoso rondando o terreno ― não entendia, inclusive, por que ele insistia em ficar perto do gato.

Cheguei a fazer uma enquete no Instagram, sem apresentar provas, mas com convicção da suspeita.


Até que dei de cara com o sapo relaxando no spa improvisado.



Gatoca, que já foi Pomboca, Cachorroca (essa e mais sete vezes), Passarinhoca e, quase, Vacoca, estreia a temporada Sapoca.

P.S.: Quer dar risada da minha luta contra a IA para fazer a graça do final do vídeo? Clique aqui!


Epopeia do Intruso

:: Como tudo começou
:: Serial killers sempre voltam à cena do crime!
:: Ronrom, ataques e caos
:: Amansando a fera
:: Intruso: 1 sucesso e 2 bombas
:: Um morto muito louco e perdão felino
:: Cartinha de um gato excêntrico ao Papai Noel
:: Nossos presentes de Natal, com penetra
:: O que acontece com gato que vai para a rua
:: Férias do Intrú
:: Procuram-se madrinhas
:: Intrú ganhou madrinhas e um chalé!
:: 59 dias sem acidentes!
:: O primeiro brinquedinho... que ele nem viu
:: Teste: o desaparecimento do frajola
:: Intrú ganhou um cobertor e me emocionou
:: O primeiro colo (sim!)
:: A primeira ioga
:: A primeira brincadeira de caçar (sem mortes!)
:: O desafio de aquecer um bicho que não entra em casa
:: 17º quase-aniversário do Gatoca e bastidores
:: A escova perfeita para aventureiros
:: Vigilantes do Peso Felino
:: Um ano do gato que eu não sabia que precisava
:: Dia de levar o pet ao trabalho
:: Ele não quer uma casa, quer uma família
:: Quando as Cataratas do Niágara visitaram Intrú
:: Um post mal-humorado fofo de Natal
:: O gato que só falta tocar a campainha!
:: Intrú adoeceu antes de ganhar uma casa
:: Ressurreição e mordidas literárias
:: Quase grudinho
:: Lado errado?
:: História de filme: a vida dupla de Intrú!
:: Agressividade por frustração?
:: Garoto propaganda do boletim +Gatoca
:: Um bicho que quebra expectativas (e outras coisas)
:: Intrú conseguiu morar dentro de casa ― parcialmente
:: Por que gato não deve ir para a rua, nem no interior
:: Intrú destruiu o estúdio e se jogou da janela
:: Dois anos do frajola que ninguém quis
:: Amores brutos

9.1.26

2025

Eu podia estar na piscina, lendo na rede ou sendo devorada por formigas em um piquenique, mas estou aqui, lutando contra a epopeia de asfaltamento da prefeitura para escrever esta retrospectiva ― em vez de oferecer o sossego das cidades rurais, Araçoiaba da Serra surpreende com dengue + dez meses de obra, sem conseguir concluir sete quarteirões.

2025, porém, foi o primeiro ano em que nenhum integrante de Gatoca morreu e, para quem teve as expectativas dos últimos quatro réveillons destroçadas, considero que saí no lucro ― se chegar a 22 de maio, Jujuba fará 19 anos! Os 18 ela completou inteiraça. Até pediu o primeiro colo!

Só não sei quais crimes a privação de sono me levará a cometer ― a caminha de tubarão contornou bem a miação de madrugada, mas ainda acordo entre 3h e 5h para dar o sachê, na esperança de evitar os vômitos ornamentais da doença renal.


Este blog também comemorou a maioridade, com esquenta ― quantos projetos vocês conhecem que resistem desde 2007? E gente que não gostava de gatos e passou duas décadas cuidando de uma centena deles? ― em junho visitei o Snow, doado em 2010!

Agora, a versão para celular permite encontrar as informações de um jeito muito mais fácil, graças ao menu sanduíche programado pelo Beto e à busca parida na força do ódio por quem só cursou técnico em processamento de dados porque as outras opções eram mecânica e eletrônica.

As amigas dessa época seguem amigas, aliás, e vieram festejar meu aniversário, pós-faxina descarrego para encerrar a repetição de um 2020 da marmota ― só não funcionou com o celular da Samsung, que estufou com um quarto do tempo que durou o iPhone anterior (nunca mais!).

Leo e eu também quebramos o ciclo de mudar de casa a cada quatro anos ― e finalmente instalamos a rede e a porta do banheiro! O que não podia ter quebrado era a validação da autoridade do Gatoca pelo Google, que mostrava nossos posts nas primeiras páginas, rendendo texto com mais de meio milhão de visualizações.


Para ampliar, cliquem na imagem

Só que a Hostinger tirou o blog do ar por injustificáveis 27 dias, desindexando-o do buscador, deixando milhares de tutores e seus animais sem ajuda e nos fazendo perder apoiadores essenciais para a gincana dos boletos ― a sentença do Juizado Especial Cível saiu nove meses depois, com uma indenização irrisória.

Mas vou continuar gastando canetinha neste planeta árido e botando vocês no Gramado da Fama ― com os programas de afiliados, dá para apoiar o trabalho sem tocar na carteira! O Focus, que compete em idade com a Jujuba, agradece. Assim como Chicão, que me salvou de ficar sem embreagem na estrada. rs

Nossa comunidade é maravilhosa, com direito a amigo secreto de talentos ― nesta edição, transformei a gangue da Paula em livro para colorir. ❤️ E passamos mais um Natal com quem importa. Os laços ainda se estreitaram com o Cluboca do Livro, projeto de que morro de orgulho.

A gente leu e discutiu O Mestre e Margarida, fantasia satírica do russo Mikhail Bulgakov, Um Homem Chamado Ove, comédia dramática do sueco Fredrik Backman, Um Gato Entre Pombos, mistério de detetive da inglesa Agatha Christie, Felinos e Macabros, coletânea de contos de suspense de autores como Edgar Allan Poe, H. P. Lovecraft e Bram Stoker.

Já está agendado, inclusive, o encontro de Diário dos Gatos Yon & Mu, mangá fofo do mestre do terror Junji Ito. Nosso diferencial são, claro, os gatos ― como personagens, no título da obra, ilustrando a capa ou na biografia do autor. E procuro sempre equilibrar escritores homens e mulheres, sem repetir os países nem os gêneros literários.

Nesta retrospectiva, não poderiam faltar os clássicos posts de serviço, sobre os perigos do tapinha na bunda, agressividade por frustração, miados de madrugada, brinquedinhos automáticos, colher com balança para ração, potinhos e hipertireoidismo, enriquecimento alimentar e comedouros interativos, como cortar unha de antissociais, quantas palavras um bichano entende, como usar a IA para cuidar melhor do seu amigo.

E a continuação da série inspirada em O Encantador de Gatos, bíblia do Jackson Galaxy, com os capítulos sobre gatificação: mundo vertical e autoestradas, relógio solar e TV felina, necessidades especiais e mapa da gatice, ferramenta queridinha dos especialistas em comportamento para acabar com a destruição de móveis e disputas de território.

Como os algoritmos das redes sociais entregam conteúdo orgânico para cada vez menos gente, vocês garantem não perder nada assinando nosso boletim (gratuito), de casa nova no Substack. Por falar em casa nova, Intrú ainda não ganhou a ele.

Até descobrimos que tinha uma família bastarda, mas era inadequada como a nossa. Aí, ele ficou doente, seguiu brigando com os intrusos que o sucederam, fez mais inimizades pelo bairro, cavou um cantinho no estúdio do Leo, surtou preso com o temporal e veio para a lavanderia, completou dois anos me roubando sorrisos, sem sensibilizar ninguém.


Que 2026 seja onírico ― porque isso significará que consegui voltar a dormir e que a gata de dentro e o gato de fora estão bem.


Retrospectivas dos anos anteriores: 2024 | 2023 | 2022 | 2021 | 2020 | 2019 | 2018 | 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008 | 2007

2.1.26

Amores brutos

Eles se estranham direto. Intrú foge quando Leo aparece com o chapéu de jardineiro (não sem motivo), Leo fica puto quando ele sobe na mesa do estúdio e se planta na frente dos monitores (justo também).

Mas, no primeiro dia do Ano-Novo, depois de eu ter chacoalhado o gato três vezes para soltar o lagarto travado na boca e a peste conseguir pegá-lo de volta em todas elas, o frajola sai de baixo do contêiner, onde se enfiou para escapar de mim, e deixa a caça preciosa aos pés do amigo.

(Que a levou disfarçadamente para a liberdade, fora do nosso terreno ― e, na semana anterior, já havia resgatado o tapetinho de ioga novo que doei no lugar do velho, por exaustão. Quem precisa de cavalo branco?)



Epopeia do Intruso

:: Como tudo começou
:: Serial killers sempre voltam à cena do crime!
:: Ronrom, ataques e caos
:: Amansando a fera
:: Intruso: 1 sucesso e 2 bombas
:: Um morto muito louco e perdão felino
:: Cartinha de um gato excêntrico ao Papai Noel
:: Nossos presentes de Natal, com penetra
:: O que acontece com gato que vai para a rua
:: Férias do Intrú
:: Procuram-se madrinhas
:: Intrú ganhou madrinhas e um chalé!
:: 59 dias sem acidentes!
:: O primeiro brinquedinho... que ele nem viu
:: Teste: o desaparecimento do frajola
:: Intrú ganhou um cobertor e me emocionou
:: O primeiro colo (sim!)
:: A primeira ioga
:: A primeira brincadeira de caçar (sem mortes!)
:: O desafio de aquecer um bicho que não entra em casa
:: 17º quase-aniversário do Gatoca e bastidores
:: A escova perfeita para aventureiros
:: Vigilantes do Peso Felino
:: Um ano do gato que eu não sabia que precisava
:: Dia de levar o pet ao trabalho
:: Ele não quer uma casa, quer uma família
:: Quando as Cataratas do Niágara visitaram Intrú
:: Um post mal-humorado fofo de Natal
:: O gato que só falta tocar a campainha!
:: Intrú adoeceu antes de ganhar uma casa
:: Ressurreição e mordidas literárias
:: Quase grudinho
:: Lado errado?
:: História de filme: a vida dupla de Intrú!
:: Agressividade por frustração?
:: Garoto propaganda do boletim +Gatoca
:: Um bicho que quebra expectativas (e outras coisas)
:: Intrú conseguiu morar dentro de casa ― parcialmente
:: Por que gato não deve ir para a rua, nem no interior
:: Intrú destruiu o estúdio e se jogou da janela
:: Dois anos do frajola que ninguém quis