Gatoca

Educação, sensibilização e mobilização pelos animais

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5.11.26

Três anos do gato que escolheu a própria família

Ele apareceu quando tudo estava desmoronando. Me deixou nervosa ao brigar com a gangue velhinha pelo alambrado do gatil, entristecida encarando o teste positivo para FeLV, sobrecarregada com os cuidados para além do lado de dentro, preocupada porque o inverno chegaria, depois os 5 anos, então os 6 e a véspera dos 7.

Mas também me fez interromper o choro para dar risada de uma patetice, emocionou ao mamar no primeiro cobertor (o mesmo gato que havia me atacado dez vezes), resgatou a Bia que adotou Mercv duas décadas atrás ─ vocês sabem que a aposentadoria felina estava programada, se Chicão não tivesse apelado de novo a um frajola de nariz rosado.


E, quando os 7 anos efetivamente chegaram, na terça da semana passada, Intrú não morava mais do lado de fora. Ele ainda sai, não vou mentir, mas raramente cruza os muros do nosso terreno. Precisa fazer a ronda para garantir que nenhum intruso repetirá a façanha ─ se a gente impede, fica transtornado, alternando as janelas em loop, sem comer.

Esse gênio encardido é metade carência ─ cedeu até ao carinho na barriga! Nas recaídas da gastrite, só lambe o sachê na colher. E passa boa parte do tempo tentando entrar no quarto. Às vezes, para o desespero da alergologista, o deixo deitar na cama. Ou quase. rs


Ele não levanta nem para fazer xixi.

Um gato que sempre soube quem seria sua família.

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