Gatoca

Educação, sensibilização e mobilização pelos animais

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24.7.26

A saga do comedouro automático para gatos

Uma semana pesquisando modelos de comedouro automático para gatos na internet e a conclusão era desanimadora: nenhum deles parecia prestar. Vários tinham o pratinho de plástico, enquanto os de inox deixavam a desejar no tamanho. Um vinha sem fonte, outro com cabo específico e curto. Muitos usavam o aplicativo da Tuya, que já nos tortura com as luzes do jardim.

E as avaliações também não ajudavam: porções imprecisas, programação zerada mesmo com pilha de backup, bichano que aprendeu a apertar o botão de emergência para soltar a ração ─ essa, ao menos, me fez rir. Lorena sugeriu no nosso grupo de apoiadores uma versão mais analógica, sem design burro, mas ela não funcionava com app e não dava para acionar a distância.

Acabei escolhendo o da Positivo, mais caro, com o reservatório mais transparente do que gostaria e um cliente revoltado por ter perdido dois comedouros após um ano de uso ─ espero contar com melhor sorte.



A reação do Intrú lembrou as cinco fases do luto: negação, se recusando a acreditar que aquele monte de comida permaneceria inacessível; raiva, alternando entre tentar puxar a ração pela saída com a pata e forçar a tampa do reservatório com o nariz; barganha, me encarando com as pupilas dilatadas do Gato de Botas; depressão, agachadinho ao lado do prato vazio; aceitação, quando finalmente entendeu que aquele não era o brinquedo interativo de chacoalhar.


E voltei a dormir de madrugada, depois de um ano e oito meses ─ mais por causa da Jujuba, que partiu no fim de maio, do que do frajola. Agora, programo a traquitana para liberar duas porções (12 g) à 1h30 e mais duas às 5h30, podendo soltar a ração pontualmente pelo app deles também, sem que a criatura se ponha a miar na porta do quarto quando levanto para fazer xixi.

Importante esclarecer que tenho alergia a gatos, por isso o gordinho fica do lado de fora, e que o apelido dá spoiler do motivo da compra do comedouro. A gente tentou puzzle toys de formatos diferentes (tabuleiro e joão-bobo), mas ele termina ambos muito rápido. Já, durante o dia, investimos na alimentação úmida para manter os rins felizes.

Ah! Os veterinários alertam para não usar o recurso de gravação de voz, porque ouvir o tutor chamar no vácuo deixa os coitados confusos ─ muitos se põem a procurar pela casa.

3 comentários:

Vanessa Araújo disse...

Eu ri ALTO aqui das fases do luto. E apóio o lance de não usar voz pq nas duas vezes que ativei o microfone da câmera pra falar com eles enquanto viajava partiu meu coração ver eles olhando pra porta e me esperando entrar. Nunca mais fiz.

Anônimo disse...

O póbi querendo mais comida da máquina de comida 😂😂😂🤗🤗

Anônimo disse...

Como madrinha, expresso minha revolta. Fica todo mundo rindo do pobrezinho. Isso é uma tortura. Porções minúsculas e ele com aquela carinha de "quero mais". Intrusinho, reage! Kkkk
Regina Haagen