Mas o brasileiro não entende muito bem o conceito de vida em sociedade, né? Precisa fazer a festa da chácara reverberar madrugada adentro, deixar gerações de gatos perambulando sem castrar, botar fogo para limpar o terreno e encher as casas vizinhas de fuligem ― a "síndrome do personagem principal" (ou protagonista), alimentada pelas redes sociais, tem sotaque verde e amarelo.
Até abril do ano passado, os saruês, as frutas colhidas do pé, nossa piscina inflável, o gatil dos bigodes emprestado para a ioga e as tardes de leitura na rede compensaram o estresse humano.

Eis que a prefeitura resolveu asfaltar sete quarteirões, com um elenco único de geringonças ― a favorita apelidei de trator do Tim Burton. E a obra nunca mais acabou.
7 comentários:
Jesus! Que tormento!
Nem um minuto de silêncio
Faz tanto tempo que não passo férias, Carnaval ou outro feriado no campo, que ainda guardo lembranças bucólicas! Pelo quase desuso da palavra dá para imaginar quanto tempo faz 🤭🤭🤭
Amigaaaa, que horror. Muda para São José dos Campos? É o universo te falando isso, hein? ;)
Gente, que abuso! Eu tb ia pirar, não consigo isolar o barulho. Ele cria uma barreira física em minha criatividade, até nas ações mais "automáticas" tipo escovar dentes, ele interfere.
O pior é que obra de prefeitura, muuuuitas vezes, se arrasta meses, anos, até toda a facção se locupletar nos rios do dinheiro público.
Zoada da peste👀
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