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25.6.08

Decepção

Beatriz voltou para o abrigo de Santo André. E sem lacinho laranja enfeitando o pescoço. A tristeza parecia ainda maior do que quando sobrava sozinha nas feiras de adoção. Márcia, a adotante, culpou os repentinos ataques de irritação e disse que a cadelinha até mordeu uma prima. Esqueceu, porém, que na semana de adaptação a coitada teve de suportar banho, viagem de três horas, uma infinidade de desconhecidos barulhentos.

Acreditar que se devolveu o animal à "mãe escolhida", onde vivia mais feliz, pode tirar boa parte do peso da consciência, mas não convence. Sinto que faltou paciência para aceitar as diferenças. Um bichinho novo jamais substituirá o que partiu. E o ser humano é criatura de prazeres fáceis: desiste de trabalhos que dão trabalho, de casamentos que não lembram filmes, de amigos que questionam suas escolhas.

Enfim, preciso que vocês ajudem a divulgar minha xará de novo. E com urgência! Após três rejeições consecutivas, a pequena resolveu se mutilar. Se cada leitor do Gatoca encaminhar esse post a dez amigos, a rede alcançará o horizonte. Rosa até fez um cartaz! Para ampliar, basta clicar sobre a imagem:


Entenda o caso:
:: Fotos da Beatriz pele e osso aqui na rua de casa
:: Relato da protetora sobre a tristeza da pequena no abrigo
:: Falsa esperança de adoção

35 comentários:

marisa licursi disse...

Sem palavras...
muito chateada com o ocorrido :(

Beijo

Li disse...

Nossa Bia, que chato isso! Não tenho comentado mas visito Gatoca todos os dias, divulgarei sempre que for possível.

Anônimo disse...

Que decepcão!
Espero que a Beatriz receba o amor que merece.

Tati Mentzingen disse...

poxa....

naum acredito...

que gente ma....

pecisamos achar alguém!!!!

Josi disse...

Poxa....que tristeza :( .... mas vamos divulgar... com certeza ela vai achar uma familia muiiito especial.

Anônimo disse...

Que pessoa mais desequilibrada e infeliz. Deve estar morta por dentro. Dá pena! Não consegue amar uma criaturinha linda e doce como a Bia.

venuss disse...

ah, fiquei triste agora, mas não posso perder as esperanças de que ela vá conseguir um lar.

disse...

Eu tinha ficado tão feliz por ela... é incrível como as pessoas são imbecis!!!

Boa sorte para a Beatriz! Se eu morasse em uma casa já teria levado essa coisa fofa há muito tempo!

Daniella disse...

Vou tentar, mesmo daqui de Vitoria, arranjar um lar para Beatriz. Tenho primos aí em SP e Campinas e vou enviar o cartaz para eles divulgarem aos amigos...
:(
Enfim, a esperança é a última que morre!
Daniella

Dani Flosi disse...

Poxa...
Hoje mesmo estava pensando que só faltava arrumar um lar pro costelinha.
Estou divulgando novamente
: (

Cláudia disse...

vamos lá.... agora ela encontrará alguém que a ame de verdade!!!!
vou linkar novamente lá no beco.
bjs

Memyself disse...

Bem que meu enteado falou, quando mostrei a ele a foto da Beatriz com a nova dona: "sei não, a mulher parece meio psicopata."

Cachorreira militante, louca por gatos disse...

Para os que estejam pensando em adota um cão. Saibam que leva pelo menos 10 dias para o pobre saber onde está e quem são as pessoas que o rodeiam. Quem cuida dele, quem o ignora, de quem ele tem medo, com quem ele simpatiza. A partir daí é que ele vai - finalmente - começar a mostrar sua própria personalidade e interagir com as pessoas a sua volta. Aí vão mais umas duas semanas para que ele comece a sentir-se em casa. Uma de minhas cadelas, maltratadíssima nas ruas de Botucatú, só passou a deixar-se tocar depois de quase dois meses. Agora, já a 9 meses conosco, finalmente ela toma a iniciativa de vir pedir carinho. Paciência, paciência, amor, amor, amor, amor é o que os cães - e os gatos - precisam. É o que as pessoas também precisam. Mas elas não querem dar, só receber.

Srta.T disse...

Gente, não acho justo descer a lenha assim na pessoa antes de saber mais detalhes. Uma amiga adotou um cachorro, super manso. Levou pra casa e descobriu que o bicho não gostava de crianças. O que ela iria fazer com o filho de 2anos? Impor a presença delel ao animal até ele "acostumar", mesmo correndo riscos? Depois ela pegou outro cachorrinho que tá lá até hoje, feliz da vida. E também há casos de pessoas que já tem bichos que não se adaptam a bichos novos... é justo que o bichinho que já estava lá viva infeliz o resto da vida? Animais não são como a gente, não se adaptam por convenção social ou obrigações. Eu nunca tive que devolver um bicho meu e não admitiria fazê-lo, mas conheço gente que já teve que fazer isso e sofreu muito. Não podemos julgar antes de conhecer. Afinal, se fosse tão fácil, qualquer um aqui poderia adotar e pronto. Tomara que a Beatriz ache um lugar onde ela seja e faça outros fellizes. Não me candidato, pois prefiro gatos. =)

Leiloca disse...

buáááá que m****... eu daqui só mando email e rezo. beijos para todos

cris disse...

Olá! Eu concordo com a Srta. T., acho desagradável comentários maldosos sem saber a fundo o que ocorreu e principalmente sem ouvir o outro lado. Por mais pena que dê do animal, existem casos e casos. Quem estiver muito tocado, pode muito bem dar um lar temporário para a Beatriz e se desmanchar de amores como acha que os outros devem fazer. Outra coisa irritante é ouvir (ou ler) "só falta o Costelinha". É interessante saber que só os cães resgatados pela Beatriz que importam, os outros 86 que mofem no abrigo :(

lu aith disse...

Arrasada :o(

Vou divulgar...

Amanda disse...

divulgado:

http://herreirices.wordpress.com/2008/06/26/um-lar-para-beatriz/

ei, domingo dia 6, será que a gente consegue?

Claudia Goulart disse...

Olá Beatriz. Tô visitando seu blog pela primeira vez hoje e como tem muitos posts não consegui ler todos, o que farei em breve. Me solidarizo com a sua causa. Tenho 3 gatos de rua, sendo que o último quando fiz os primeiros exames descobri que ele tem aids felina (não sei o nome científico) e ainda um cachorro que apesar de ser de raça Daschund Hound, a minha casa é o seu segundo lar, pois foi devolvido para a pet shop depois da separação do casal que tinha comprado ele.
Tudo de bom e até logo

Juliana disse...

Gente, calma! Mais importante que detonar quem devolveu é divulgar a Beatriz, o Costelinha, o Gatoca e todos os outros animais abandonados de que recebemos e-mails e pedidos todos os dias. Quem participa de muitas listas sabe a quantidade e a gravidade dos casos. O negócio é divulgar, divulgar, divulgar... e ter paciência.
Beijo,
Ju.

Anônimo disse...

Um dia, peguei um cachorro na rua, o enfiei no carro e o levei para casa. Ele era possessivo com a comida e rosnava e tentava morder quando eu aproximava a mão do prato que eu havia acabado de dar a ele. Ele cansou de fazer xixi onde não devia, até por que tinha uma necessidade muito grande de marcar território. Fez tantos buracos no jardim que a casa parecia pertencer à Faixa de Gaza. Ele botava as galinhas e os patos em polvorosa, e um dia, no auge do entusiasmo, matou um pato. Ele roubava comida da mesa, era hiperativo (mesmo castrado), subia nos móveis e na gente com as patas sujas de lama, arranhava o carro com a unhas, destruía as plantas, era o céu e era o inferno.

Com o tempo, passou a deixar que eu tirasse comida da sua boca, aprendeu a fazer xixi no lugar correto, continuou a fazer buracos mas já não subia nos móveis nem na gente sem licença, parou de arranhar o carro, parou de roubar comida, parou de destruir as plantas, acalmou-se e até as galinhas e patos ele deixou em paz (embora ainda olhasse para eles muito intensamente, para o desconforto dos mesmos…)

Bastou ter paciência, carinho e muito, muito amor. Muito abraço, muito beijo e muito cochicho na orelha (tentando botar juízo naquela cabeça dura).

Hoje, depois de muitos anos de amor incondicional, de ambas as partes, o amor da minha vida
tá no céu, onde certamente, um dia, eu irei reencontrá-lo.

Beatriz Levischi disse...

Concordo que cada caso é um caso. Mas nunca vi adaptação em seis dias. E olha que quem escreve estas linhas está até hoje tentando fazer Clara e Chocolate dividirem o mesmo cômodo, sem transformá-lo em cenário de filme de terror.

Ju disse tudo: continuemos a divulgação frenética! E obrigada. :)

Pessoas de bom coração são sempre bem-vindas ao Gatoca, Claudia!

Senhorita Anônima, seu cachorro, por acaso, era o Marley? rs

Cachorreira militante, louca por gatos disse...

Beatriz, se puder, faça chegar a quem está cuidando da Beatriz no momento a recomendaçào de dar a ela florais. Podem ajudar muito. Experiência própria. Minha recomendação é mandar fazer para ela a seguinte fórmula:
Leucantha - para a extrema carência, a sensação de desproteçào, a isnegurança a auto-mutilaçào
Sergipe - para amainar perturbaçòes de qualquer natureza
Goiaba - para dar coragem e força
Melissa - para combater a ansiedade e acalmar
Sorgo - para a carência afetiva, a sensaçào de não pertencer a ninguém e também para ajudá-la a integrar-se com os outos cães
Embaúba - para limpar as mágoas das rejeiçòes
Mangífera - para conflitos
Mandar fazer apenas com água (normalmente é com conhaque, os cães não gostam). É feito em vidros de 30 ml. Dar 8 gotas duas vezes ao dia ou 4 gotas 4 vezes ao dia. Se ela não tomar, colocar num spray (2 gotas para cada 30 ml de água mineral) e pulverizar nela e no local em que se encontra.
Deve custar menos de R$ 20,00 o vidro. Beatriz deveria tomar pelo menos uns 3 ou 4 vidros. Se o custo for alto, por favor, faça um post com o endereço da pessoa que cuida dela, ou do abrigo, eu mesma mando os vidros de floral via Sedex.

Nathália disse...

Revoltante como uma pessoa pode ser tão cruel a esse ponto!!!! Qd alguém se compromete a adotar um animalzinho deve estar disposto a lidar com alguns problemas q não acontecerão somente na fase de adaptação, e sim durante toda vida. Cão nenhum morde ninguém sem motivo, no mínimo, estava assustada, acuada... Talvez melhor essa devolução precoce do que um possível abandono mais tarde. Me entristece mt saber q ainda não foi dessa vez q a cadelinha Betriz ganhou um lar, se não morasse tão longe, poderia ajudar de maneira mais eficaz...
Parabéns à vc Beatriz por dedicar uma parte de seu tempo a um trabalho tão valioso como esse. São pessoas como vc q não permitem q eu perca a esperança no mundo...
Nathália / Brasília-DF

Beatriz Levischi disse...

Não sei se a protetora terá condições de dar floral para a Beatriz, cuidando de outros 83 animais. Mesmo que a gente compre os vidrinhos. O ideal seria arrumar um adotante primeiro e depois aconselhar o tratamento (se é que ela precisa). Mas vou perguntar.

Anônimo disse...

Pouca vergonha!
e se fosse um filho dela?
pessoas que não gostam de animais são pessoas que estão no atraso, não são evoluídas!
Mas aqui se faz, aqui se paga!
Desaforo!
coitada da bichana! não merecia!
Do jeito que andam as coisas, o abrigo deveria processar essa FULANA, pra não dizer outra coisa!
radical? talvez... mas não se maltrata qualquer ser vivo
e pessoas não evoluídas não merecem mta consideração.
Boa sorte na próxima. E não vai demorar, Deus é grande, Deus é pai!

Anônimo disse...

Não Beatriz, ele não era o Marley... Esqueci de mencionar a verdadeira paixão que ele tinha por bosta de vaca, de preferência depois de estar de banho tomado, seco e escovado. Ele sumia e quando voltava, feliz da vida, estava uma verdadeira escultura de merda.

Tudo isto foi para dizer que não importa o que aconteça, o amor esta acima de tudo. Não se abandona um animal simplesmente porque ele não age em conformidade com as suas vontades.

Assisti a um documentário muito interessante sobre um programa de treinamento de cães abandonados feito um presídio que guarda alguns dos piores criminosos dos Estados Unidos. Homens totalmente excluídos da sociedade por terem cometido crimes hediondos, homens sem nenhum sentimento, homens duros, egoístas e cruéis. Pois bem, não só os cães os aceitavam e amavam incondicionalmente, como conseguiram fazer com que estes homens, muitos deles pela primeira vez na vida, tivessem sentimentos de amor, carinho e desprendimento.

Ana Paula disse...

Escultura de merda foi boa :)

Eu só tive um piquenês quando era pequena e depois duas gatas. Então, não tenha experiência com cachorros, mas agora dois guaipecas (como se diz aqui no sul - sem raça definida) adotaram o meu local de trabalho e estou alimentando eles até encontrar um lar. Dá uma peninha deixá-los no frio, mas moro em apê e minha gata é muito possessiva. Vou continuar tentando.

Abraço para ti, Bia. Fazia tempo que eu não escrevia, mas continuo lendo todos os dias.

beijos, Ana

Anônimo disse...

Um período de adaptação pode, realmente, ser desgastante, mas saber que estamos fazendo o bem, tirando uma criaturinha indefesa de um abrigo ou das ruas compensa todo o esforço.

Vou torcer muito para que ela tenha uma família bem bacana.

Adorei seu blog.

bjs,
Denise

Claudia Goulart disse...

Coloquei o cartaz da Beatriz no meu blog. Apesar de ser no Rj é sempre mais uma possibilidade.
bjs

Guiga disse...

Triste que só!

Realmente, cada caso é um caso e não tem nada a ver a gente ficar julgando! Mas...
Alguém que tem dois filhos, por exemplo...se os dois resolvem não se bicar, o que acontece? Põe um fora ou tenta resolver o problema?
Acho que com bicho não pode ser diferente!

Talvez tenha sido melhor pra Beatriz...imagina se ela ficasse doente, ou velhinha, naquela casa? ia pro olho da rua, certo!

Divulgarei entre meus conhecidos de SP!

Beatriz Levischi disse...

Obrigada, meninas! :)

quem somos: disse...

~Talvez, se algumas regras tivessem sido seguidas, isso não tivesse acontecido.
Por exemplo,se você quer que um animal adotado seja feliz, siga os passos que se seguem:
• Prepare o animal. Ele deve estar saudável e ser vacinado, vermifugado e castrado.
• Tente encontrar um conhecido interessado em adotar o bicho. É sempre mais seguro encaminhar um animal para alguém de confiança.
• Se for doar para um desconhecido, peça telefone, endereço, cópia do RG e comprovante de residência de quem vai adotar. Visite o local antes de doar.
• Faça um termo de compromisso e posse responsável. Deixe claros os direitos e obrigações de ambas as partes e garanta que o adotante se prontifique a devolver o animal em caso de maus-tratos ou caso o mesmo não se adapte ao novo lar. Garanta com isso que o animal será bem tratado pelo adotante e que o doador assuma as responsabilidades caso haja algum problema pré-existente no animal.
• Se o interessado quiser buscar o animal, não fornecer o endereço e não permitir que você veja o local onde ele vai ficar, NÃO DOE.
• Certifique-se de que seu bicho não cairá nas mãos de criadores que confinam os animais em canis pequenos e sujos e os descartam quando não podem mais procriar.
• MAS PRINCIPALMENTE seja honesto: diga a verdade sobre a idade, procedência, histórico de saúde, características de comportamento e outras informações referentes ao animal.

Dani disse...

Acho que quando a gente tem filhos pequenos a situação se complica mesmo porque a gente não quer por a criança em risco e elas não sabem se defender nem evitar situações de risco.
Entre adultos não vejo porque não criar um cachorro 'complicado', mas precisa paciencia e saber lidar. Se não tem não devia nem pensar em adotar cães de rua.
A bia é uma fofa, vai achar um dono bacana.

Beatriz Levischi disse...

Garanto que todas as regras citadas foram seguidas à risca no processo de adoção da Beatriz. Lucia tem anos de experiência na proteção animal. A adotante, aliás, recebera indicação de um casal de amigos super de confiança. Não dava mesmo para adivinhar.

Dani, minha xará nem era uma cadelinha "complicada". Só estava tentando se adaptar. O relato da Cíntia não me deixa mentir: http://gatoca.blogspot.com/2008/07/nova-chance-beatriz.html.