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17.7.20

Como separar a ração de gatos com dietas diferentes

Os leitores antigos sabem que doença renal é a maldição de Gatoca. E nós testamos muitas configurações alimentares até encontrar a ideal para um grupo de dez bigodes. Tudo começou com a Pipoca, em junho de 2012, que instalei no meu quarto para deixar a ração medicamentosa disponível em tempo integral — e a normal para o resto do grupo também.

Naquela época, a gente morava em uma casa grande, com jardim de inverno em frente à cama, e Pipoquinha ainda se livrou do bullying da Clara — vale dizer também que eu acreditava que só essa adaptação na dieta bastava para aliviar os rins, ledo engano. Em 2013, porém, nos mudamos para um apertamento e essa separação se tornou inviável.

Passei a prender a pequena, então, apenas nos horários das refeições (de manhã e à noite) e esperava uns 30 minutos para recolher os potes — ela até ia para o escritório sozinha quando ouvia o barulho do pacote. De madrugada, como a jornada de trabalho se encerrava, a magrela dormia lá e todo mundo podia comer à vontade sua respectiva ração. Até 2015, quando outros cinco gatos apresentaram creatinina alta.

Investi as economias da família em uma consulta com o Dr. Valdo Reche, porque já tinha assistido a uma palestra dele sobre o assunto — esse post está entre os mais acessados do blog. E a cara foi ótima quando entrei no consultório segurando um bloco de anotações e uma caneta, sem bicho algum. Ele explicou que só filhotes, gestantes e peludos com menos de 4 anos não deveriam compartilhar a ração renal. E quase fali até a morte do Simba, em 2016.

Alguma coisa estava errada. Foi quando descobri a alimentação natural (e a importância de restringir fósforo, não proteína), as seringadas diárias de água e todo um ritual para aumentar a umidade na dieta dos bigodes — cliquem nos links deste post para ler os detalhes.

Hoje, eles têm a ração renal disponível o dia inteiro, assim ninguém passa fome. De manhã e à noite, ofereço a alimentação natural da Pet Delícia para quebrar a secura, responsável justamente pela doença. E no fim da tarde libero a ração normal, só um fundo de pote, para não faltar proteína a quem enjoou da AN — felinos são carnívoros, né?

Uma veterinária nutróloga me ajudou a pensar esse esquema e os nove bigodes seguem na resistência, as mais novas com 13 anos e Mercv com quase 15 ❤ — faltou a Guda na foto por motivos de enquadramento. rs


O conteúdo do Gatoca é financiado por gente que acredita que o mundo pode ser melhor. Quer fazer parte da transformação? www.catarse.me/apoiegatoca

2 comentários:

Michele disse...

Complicado. Meu cenário aqui são 7 gatos, sendo 14, 12, 8, 5, 3 e os gêmeos de 1,5. Como o de 3 anos é o resgatado adulto (felv, poliartite e outras coisas) estava muito focada nele. Agora comecei ao preventivo da de 14. Todos comem ND e gostam muito. Mas pra mais velha estou dando uma Royal canin 12+. Qd ela quer comer, mia desesperadamente e vou lá e dou só para ela. Como nenhum tem indício físico ou clínico de renal, estou mantendo assim. Tentei entrar com NA, e olha, um fracasso total na primeira tentativa, dos 7 só o adulto resgatado comeu (mas ele nem conta porque ele come de tudo). Quero tentar novamente logo. Mas dividir ração é realmente difícil...

Beatriz Levischi disse...

A alimentação natural caseira não deu certo aqui também, Michele:

https://blog.gatoca.com.br/2017/03/o-desafio-da-alimentacao-natural.html

Acho a Pet Delícia um bom meio termo — os bigodes comem todo dia e a maioria adora.