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18.12.11

Vida curta

Tati e eu sempre fomos diferentes. Mas nosso amor aconteceu quase que instantaneamente. E ela me conhece tão bem que abriu mão da vontade de me ter como madrinha de casamento para me fazer realmente feliz com o convite de amadrinhar a Bolota. Durante um ano e meio, a gorda foi duplamente estragada. Até que, na quarta-feira de manhã, eu recebi uma mensagem avisando que as duas rumavam para o veterinário.

De um dia para o outro, Tuska parou de caçar ratinhos e de comer, de beber água, de usar o banheiro. Os índices de creatinina estavam dez vezes acima do normal. Falência renal séria. Dr. N. prescreveu uma dieta especial e aplicações diárias de soro. Nós chegamos a comprar as coisas para tentar fazer em casa, mas na sexta a gorda já não sustentava a cabeça sobre o corpo. E eu perdi a chance de segurar sua mão durante a eutanásia porque acordei cinco minutos depois.

Ainda não acredito que não precisarei mais separar a ração dos bigodes no pote de sorvete para levar para ela. Nem serei recebida com aquele miadinho inconfundível quando a porta do apartamento 42 se abrir. Muito menos assistirei a pança branca peluda (que deu origem ao nome) balançar de um lado para o outro para ganhar carinho. No braço, levo o último arranhão, feito na sala de espera da clínica veterinária.


Os anos passam e meu coração de pudim continua sem entender por que eles insistem em morrer na melhor parte. Mas eu sei que Bolota protagonizou o curta metragem mais foda da história do universo felino. Obrigada, Richard, por se deixar conquistar...


...e, Tati, por dar a nossa menina 18 meses de sono tranquilo, comida gostosa e cafuné nas orelhas machucadas. Quando eu a resgatei, pedi para São Francisco uma velhinha aposentada que passasse a tarde assistindo televisão com ela no sofá. Hoje, tenho certeza que a gorda foi muito mais feliz trabalhando no seu colo.



Epopeia da Bolota na busca por um lar:

:: Como tudo começou
:: Vida nova
:: Garrinhas de fora!
:: Vinho
:: Vida longa!
:: Férias em Gatoca
:: Despedida

12 comentários:

Eliane disse...

Sinto muito, Beatriz. Sei que nunca é fácil.

Vânia disse...

Força, Bia, já passei por isso tb, não é fácil.
Ou melhor, força não...chore bastante, vai ajudar.
Um abraço
Vânia

Anônimo disse...

Muito triste, a dor é enorme, mas todos nós vamos nos encontrar na ponte do arco iris um dia.
Bjs
Ana Maria

Lizia disse...

Ahhh não... =(
Não consigo parar de chorar....... tão rápido... mas pelo menos ela teve momentos lindos no final da vida... Beijos!!!

bellaeosdiasdecao disse...

ah, que triste! :(

Anônimo disse...

Sinto muito Bia, Tati e Richard... nada se compara ao amor que esses anjos de quatro patas e pelo macio nos proporcionam... vai bom Deus Bolota!!! :(

Dani.

Anônimo disse...

As lágrimas correram em meu rosto.Não sei o que dizer...Acho que quem ama esse ser maravilhoso que é o gato em uníssono está em luto. Mas uma que alegrará o jardim do divino!

Isis disse...

Bravo, Bia! Muito mais luz nesse caminho que vc escolheu seguir é o que desejo sempre!
Isis

Isabelle Dresch disse...

imensamente triste e chorando.
Adeus, Bolotinha...

Repositório disse...

Sinto muito. Muito mesmo. Falência renal é cruel e esse ano perdi minha Alemoa. Ao ler o post lembrei de tudo que aconteceu com ela.
Um abraço forte.

Wladimir disse...

Ola boa tarde,

Sinto Muito!!


Eu gostaria de saber se vc tem algum post que fale sobre a inclusão de um gatinho filhote num ambiente onde ja tem um gato adulto. Estou tendo problemas com isso.


abraço

Beatriz Levischi disse...

Eu não fiquei sabendo da Alemoa, Marilia. Um abraço apertado para vocês também!

Wladimir, este é o post que você estava procurando: http://blog.gatoca.com.br/2009/11/dicas-de-adaptacao.html. Boa sorte na adaptação dos bigodes!