
Não deve ter passado um mês ― nós notamos, inclusive, que ela estava mais paradona e culpamos a idade, acompanhada pela doença renal e uma possível artrose. Só que o estrago já estava feito. Em alguns dedos, as garras dividiram as almofadinhas ao meio, como dá para ver pela foto que estraçalhou meu coração.

Com muita paciência (e longos intervalos), consegui ir cortando e limpando as lesões ― usei Dakin, um antisséptico salvador que os bigodes podem lamber sem morrer, pois é usado por odontologistas. Há casos, porém, que precisam de intervenção veterinária para desencaixar o Lego do mal e tratar a inflamação.
Se vocês não querem enfrentar esse desgosto, compartilhei meus truques para cortar a unha de bichanos antissociais no ano passado, justamente com a cobaia em questão. E recentemente substituí a tesourinha de duas décadas por este alicate ergonômico, com trava de segurança ― a mão fica um pouco mais longe dos dentes, mas ainda resta a que segura a pata para tomar mordida. 😂

Importante! As garras ajudam no equilíbrio e na mobilidade do animal, incluindo os atos de pular e escalar, portanto, não podem ser extraídas (onicectomia) — sem contar que isso é proibido no Brasil, desde 2008, pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária. Quem não quer ter o sofá customizado deve investir em enriquecimento ambiental.