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30.10.14

Teoria que vira prática

Na quinta-feira passada, os idealizadores dos projetos apoiados pelo Wings For Change, em parceria com o Instituto Asas e a Fundação Telefônica, se reuniram para comer, beber e conversar sobre mudar o mundo. Eu senti vontade de ajudar a recuperar o bioma dos rios Pinheiros e Tietê com o Mil Orquídeas Marginais, cair na estrada com a S.A.S. Brasil para tratar as comunidades carentes do sertão e ensinar a molecada a comer direito com o quebra-cabeça do Meu Dia Alimentar. Há muita coisa incrível sendo feita por aí!


Triste foi chegar em casa de madrugada e ver que o Gatoca ainda tem um trabalhão pela frente para ensinar as pessoas a cuidarem melhor de seus animais de estimação e a arregaçar as mangas por um planeta mais bacana para bípedes e quadrúpedes. Esta tigradinha apertável se atirou no meu colo e me fez acionar um monte de gente até descobrir que tinha tutora ― quando os filhos estão presos, quem se preocupa com os riscos que o gato corre solto?


Superlotada, eu busquei ração e água no apertamento, coloquei a pequena na garagem da família e voltei no dia seguinte para bater um papo. Renata adotou outros dois bichanos das ruas do bairro, mas nenhum é castrado, por falta de grana. Nas próximas semanas, vai rolar uma excursão ao veterinário. Ainda que passe longe do ideal, a gente sempre pode fazer algo. Repitam em voz alta antes de dormir. E compartilhem histórias inspiradoras nos comentários. ;)

2 comentários:

Em busca de corpo e alma disse...

Há pessoas e pessoas. Conheci uma moça, uns 32 anos. Moradora da cidade Tiradentes.
A Rai. A história dela sempre me faz pensar que há causas que sempre podemos fazer mais.
A Rai trabalha com limpeza em um banco no centro da cidade. O horário para fazer o serviço é de madrugada. Na época que a conheci, ela cuidava de aproximadamente 200 gatos e uns 10 cães. E pasmem. Todos eram castrados, vermifugados e medicados.
Morava em uma casa do tamanho do apto. A vizinhança rasgava a tela da casa e enfiava os gatinhos. Eu ajudava com ração e dinheiro. Até com doação do que podia. Hoje apareceu a Thais, uma professora que também tem filhos para criar, além do trabalho. Ambas conseguiram doar 90% destes animais. Hoje além do resgate em um bairro carente. As duas vão de porta em porta do bairro pegar os animais levar no mutirão de castração e devolver.
Hoje com rifas, fazendo doces, chinelos e brinquedos para gatos vão administrando as contas no veterinário e ração pros peludos.
Eu vi essa história e até hoje penso e tenho a certeza absoluta que estamos com tantos problemas pq queremos.
E muitas vezes somos movidos por exemplos.

Beatriz Levischi disse...

Quem quer faz, né? :)