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14.8.08

Pane no sistema! – parte 8

1 mês

Para comemorar o primeiro mesersário das Gudinhas, comprei um pacote singelo de Babycat (Mercv atingira a maioridade há tempos e eu havia me esquecido como as empresas do ramo cobram caro para picar a ração em pedaços menores). Entrei no quartinho ansiosa, com o parabéns ensaiado e uma tigela nova na mão, e acabei virando alvo da surpresa ao assistir as pestinhas saírem em disparada de trás da esteira rumo ao paraíso. Àquela tarde, aliás, ninguém tocou na guloseima.

Semanas depois, refletindo a complexidade humana, se a gente colocava a comida de filhote no pote, os adultos é que vinham correndo de rabo levantado. Simba, provavelmente sem infância, demonstrava empolgação ímpar com as estrelinhas. As pequenas, por sua vez, viviam escalando a prateleira das toalhas na esperança de beliscar escondido a FIT 32 da mãe. Até que o bolso falou mais alto e a diferenciação do cardápio acabou.

Hmmmmmm!...

Pipoca foi a primeira bigodinha a testar o funcionamento completo do aparelho digestivo. E justo quando ocupava o topo do montinho felino, carimbando de marrom o cabelo da Keka, as costas da Pufosa, a orelha da Pimenta. Jujuba, azarada master, precisou até entrar na tesoura, porque a pasta fedida não desgrudava do pêlo de jeito nenhum!

A cagona também assinou a autoria do primeiro xixi. Só que, diferente da atividade em grupo anterior, teve de encarar sozinha o desespero de assistir a poça amarela crescendo descontrolada rumo aos pés. Tratei logo de apresentar-lhes a caixa de areia: um verdadeiro sucesso gastronômico! Não havia santo que conseguisse convencer as alucinadas a parar de devorar as pedrinhas. Demorou séculos, inclusive, para exumarmos algum microexcremento em suas profundezas.

Espírito de coletividade

Lembram da tigela nova? Pois em uma semana ela ficou pequena demais para cinco esfomeadas. E quem chegava primeiro no recipiente ainda fazia questão de ocupar espaço extra com os braços, inviabilizando definitivamente a partilha.

*continua*


Capítulo anterior: Pane no sistema! – parte 7

11 comentários:

Lina Gatolina disse...

Quanto maior a turma, maior a bagunça... mas também é maior a alegria.
Quanto maior é o cuidado, maior é a despesa... mas também tem suas recompensas.
Parecido com ter filhos.
Denise

Josi disse...

Obaa..tava com saudades das biografias.

Silvia disse...

Novelinhas!!!
adoooro os episódios das gudinhas!!
bjos

Juliana disse...

Essa coisa de comida a la carte é muito bonita, mas na vida real só dá mesmo pra bancar o bandejão. Ainda mais com essa super família que você tem aí... O lance é escolher uma ração boa, com pH controlado pra não dar pedra e entupir os pipis (principalmente os dos meninos) mas com preço pagável. Senão a falência é certa!
Beijo,
Ju.

Dani Flosi disse...

Filhote é tudo de bom né?
Fofas!

Michelle disse...

Eita turminha danada.. Mas é isso mesmo Bia..em épocas de vacas gordas a gente dá ração pra um para outro..depois é adulto pra todo mundo. Tenho dó do Francisquinho, porque ainda é um filhote, mas tenho o Lino renal..aí já viu..os mais velhos acabam tendo prioridade. Adorei o texto.

Bárbara Stracke disse...

Olá!!!
carumba!!! mas quanta confusão! gatinhos embostados huaahuhaah

adorei!

e que bom que vc pode dar toda essa comida boa pra eles. Merecem!!!

como não sei mexer muito ness blog ainda, vou reponder ao que vc perguntou aqui:

"Bárbara, você trabalha com quadrinhos? A idéia de adotar uma irmã para o seu gato parece ótima. Ainda mais se ele chegou a conviver com o Toddy. Gatária só funciona mesmo com adultos. A coleira da Clara circulava o pescoço, porque não encontramos uma de peitoral PPP."

Na verdade eu trabalho com algo muito chato, num esscritório chato, com um chefe horrível.

Mas como amo escrever, consegui, finalmente, publicar algo que foi impresso e vendido! hehehe
Fiz umroteiro para HQ, através de um conto meu, que postei em Junho [Amore Lupus]. Leia se puder. ^.~

Meleca não conviveu com o Toddy. Eles se viram uma vez e o toddy apanhou dele. =p

Não vou me desfazer da gatária, mas qdo disseram que a partir dos 6 meses funcionava, achei que serviria. Embora desconfie que o Meleca seja mais novo, apesar do que falou a vet.

Sobre a coleira, ainda é algo que não corri atrás. Mas não esqueci.
Será que aquelas de Ferret não servem? 0.o

A mentira realmente é uma porcaria. é como droga. o conceito é o mesmo.

Sobre a festa, eu sinto muitíssimo não poder ir. É muito longe pra mim e terei outro compromisso, já agendado desde Julho.

Tbm quero muito te conhecer e aos seus bigodes lindos [não tenho inveja, hein?! rsrsrs]

Sei que a nada é por acaso. Em breve uma oportunidade surgirá!
Só não suma. rs

bjz

Anônimo disse...

Oi Bia! Aqui em casa a ração dos miaus é cobiçada pelas auaus... E o danado do Tarô jamais perde a oportunidade de surrupiar a ração das irmãs caninas e degustar a água da tigela delas... É toma lá, dá cá!!! Excelente fds para vcs!
Celina.

Anônimo disse...

Que maravilha a história das gudinhas, tive que voltar no tempo e ler seu blog deste o começo. Adorei. Foi bom porque ontem chegou um novo bigode aqui em casa para ficar com o Maurício e eles estão se estranhando. Lendo seu blog deu para tirar umas conclusões boas. Um miau para seu bigodes e um bjo para você. Thereza-Goiânia -Goiàs

Guiga disse...

É verdade: um sempre quer a ração do outro!
Esses dias comprei a Royal Urinary pq meu gato tava com cistite...ele não queria saber da ração, já o resto da turma fazia fila no pratinho! Afe!!!

Ninhada dá uma trabalheira...mas é tããããão legal!!!! :D

Juro que se eu tivesse um dindin sobrando iria pra essa festinha de arromba com comida veggie! Pena que o bicharedo "limpa" a minha conta bancária! Hehehe!

Denise disse...

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tb ADORO as novelinhas...
tb fico tentando ler o gatoca todo!
tb queria 10 bigodes me matando de tanta felicidade dentro de casa, ihihih.

eu sou fãzoca!
=^.^=
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