Gatoca

Educação, sensibilização e mobilização pelos animais

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9.10.26

Eleições 2026: Lula ou Flavio Bolsonaro pelos animais?

Há 19 anos, o Gatoca educa, sensibiliza e mobiliza corações pelos animais ─ se você é novo por aqui, dá uma olhada nos projetos que a gente já fez juntos. E eu não podia deixar de contribuir para o debate que tem tomado as redes, pré-segundo turno das eleições. Já abro o texto ressaltando que um candidato à presidência que enxergue todos os bichos como sencientes ainda não chegou lá. Mas isso não quer dizer que Lula e Flávio Bolsonaro sejam iguais.

Clique em todas referências, aliás ─ não confie em informação sem fonte, mesmo que ela venha de uma jornalista rodada, rs. E espalhe para quem mais esteja em dúvida sobre a melhor escolha para governar o Brasil de animais humanos e não humanos, nos próximos quatro anos. :)


:: Propostas de Lula

- Ampliar o ProPatinhas

Ele oferece apoio técnico e grana para que estados e municípios possam esterilizar cães e gatos, implantar microchips que permitam sua identificação, ensinar os tutores a cuidarem melhor dos peludos, controlar as zoonoses (doenças que passam de bicho para gente), combater o abandono e os maus-tratos.

Como algumas páginas do site no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima estão indisponíveis por causa do período eleitoral, usei a Lei de Acesso à Informação para pedir o número de beneficiados até agora ─ se responderem a tempo, acrescento. A meta é castrar mais de 675 mil animais até o fim do ano e fortalecer as caravanas no próximo mandato.


Para ampliar, clique nas imagens


- Dar continuidade ao SinPatinhas

O Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos reúne dados essenciais para o planejamento de políticas públicas de bem-estar para cães e gatos, como as que descrevi lá em cima. O responsável loga com a conta Gov.br, digita as informações do pet (mesmo que ele não tenha microchip) e, se quiser, pode imprimir a carteirinha para fixar na coleira.


Tem foto melhor de RG? 😂

Cerca de 1 milhão de bichos, em 97% dos municípios brasileiros, foram identificados até o momento.

- Realizar a Conferência Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Animais

Marina Silva, ministra do MMA, assinou a portaria em março (nº 1.641/2026) e anunciou a iniciativa em evento que reuniu especialistas, representantes do poder público e organizações da sociedade civil. O objetivo da conferência, prevista para 2028, é debater o futuro das políticas de proteção animal com quem põe a mão na massa.

- Fortalecer instrumentos e equipamentos de preservação da biodiversidade

Nesse trecho, o programa traz um adendo controverso: "sem abdicar de seu potencial para o desenvolvimento do país". Mas na sequência vem o incentivo à criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) e a busca por avançar em uma política de valorização dos 75 parques nacionais, integrando conservação ambiental, turismo sustentável, desenvolvimento regional e educação ambiental.

Para acessar o plano de governo completo do petista, clique aqui.


:: O que Lula já fez

Logo no dia da posse, em 2023, o presidente criou o Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais, hoje vinculado à Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais. E meteu um "revogaço" nas medidas do governo anterior:

- Suspendeu a concessão de novos registros para caçadores, atiradores e colecionadores (CACs), que também ficaram proibidos de registrar novas armas.
- Assinou o decreto que reestabeleceu o Plano Nacional de Combate ao Desmatamento.
- Determinou a retomada no formato original do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), órgão que garante a participação da população.
- Anulou a norma que facilitava o garimpo ilegal na Amazônia, inclusive em terras indígenas e áreas protegidas.

Depois do ProPatinhas, do SinPatinhas e da Conferência Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Animais, teve a sanção da Lei Amar (nº 15.355/2026), que instituiu a Política de Acolhimento e Manejo de Animais Resgatados, voltada situações de emergência, acidentes e desastres ambientais.


E a edição do Decreto Justiça por Orelha (nº 12.877/2026), que aumentou as penalidades por maus-tratos ─ as multas, antes de R$ 500 a R$ 3 mil, subiram para R$ 1.500 a R$ 50 mil, podendo chegar a R$ 1 milhão nos casos com agravantes.

:: Propostas de Flávio Bolsonaro

A única menção aos animais se refere à criação de gado ─ cheque você mesmo, no plano de governo registrado pelo PL no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).


Mas, pelos quatro anos do Bolsonaro pai, dá para antever o repeteco:

- Incentivo à caça

A emissão de licenças para caçadores mais do que triplicou durante o mandato de Jair, graças à política de flexibilização de acesso a armas e munições. Usando o javali como janela legal, o número de municípios com registros para abate saltou de 700, em 2017, para mais de 2 mil, em 2022.

E o povo praticava mesmo é a caça esportiva ─ como vegana, não acho que a vida dos javalis valha menos, só que o Ibama considera a espécie invasora e autoriza o controle populacional pelo abate regulamentado (com regras específicas e cadastro técnico).

Estudos publicados posteriormente mostraram que essa facilidade na compra de armas, aliada à menor fiscalização, acabou levando ao crescimento do abate ilegal de animais nativos e ameaçados de extinção, principalmente em regiões de fronteira agrícola (onde se cria boi e se cultiva monocultura) e na Amazônia.

Parlamentares da base de apoio ainda tentaram liberar geral, mas seus projetos de lei não foram aprovados.

- Flexibilização de regras ambientais

Com a justificativa de priorizar o desenvolvimento econômico e a expansão do agronegócio, o ex-presidente desmantelou o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e o ICMbio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) ─ cortou verbas destinadas à fiscalização ambiental e ao combate de incêndios florestais, reduziu o quadro de funcionários, editou normas e despachos que dificultavam a aplicação de multas.

E nem vou falar da paralisação nas demarcações de terras indígenas, combinada ao incentivo do garimpo e da mineração em áreas protegidas, para o texto não ficar gigante.


- Apoio a rodeios e vaquejadas

Em setembro de 2019, Bolsonaro sancionou a Lei nº 13.873/2019, reconhecendo a vaquejada, o rodeio e o laço como manifestações culturais nacionais e patrimônio cultural imaterial do Brasil. Para quem não faz ideia, a vaquejada consiste em puxar o boi pelo rabo e derrubá-lo na areia, deixando-o com as quatro patas para cima.

A "diversão" pode provocar descolamento da pele, fratura das vértebras coccígeas, rompimento de ligamentos, arrancamento do rabo e danos à medula espinhal. A queda ainda causa contusões, fraturas nas costelas e nas patas, lesões viscerais e hematomas internos.

Já o rodeio é mais conhecido pela música sertaneja, mas talvez você não saiba que, para o animal pular daquele jeito, tem sua virilha esmagada por uma tira chamada de sedém e é constantemente golpeado com esporas. Eu não imaginava, inclusive, que se usam bezerros nas provas de laço. Pensa em um filhote recebendo aquele tranco na região do pescoço e da coluna. Estiramento muscular, fratura vertebral e traumas em órgãos internos acompanham o pacote.

- Falta de empatia até por bichos de estimação

Você deve se lembrar do pitbull Sansão, que em 2020 pulou o muro de sua casa em Confins (MG) para brigar com o cachorro de um vizinho e teve as duas patas traseiras decepadas com um facão. Pois o ex-presidente relutou em sancionar a Lei nº 14.064/2020, que elevava a punição por abuso, maus-tratos ou mutilação de cães e gatos para até cinco anos de reclusão.

Dias antes da assinatura, questionou a rigidez da pena, sugerindo que seria desproporcional, e só mudou de ideia com a pressão popular.

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Está liberado não gostar do Lula ─ eu mesma tenho muitas críticas aos governos do PT. Se a democracia continuar de pé, no entanto, em 2030 nós dois poderemos escolher candidatos mais alinhados ao nosso ideal de país. 💚💛

7 comentários:

Anônimo disse...

Intrú é treeeeze

Tati Pagamisse disse...

Informações que valem ouro! Obrigada 🙏

Vanessa disse...

Tem nem o que pensar. 13 sem a menor dúvida.

Anônimo disse...

Também tenho algumas críticas ao atual governo, mas nada que se compare ao estresse dos anos do Bolso pai, com seu desprezo pela democracia, pela ciência, pela cultura, pelas mulheres, por políticas sociais, ambientais, pela civilidade, educação, etc... Anos de trevas. O Bolso filho é ainda pior. Não quero voltar a isto. Voto 13!
Regina Haagen

Vivian disse...

Informações importantíssimas !

Aline S disse...

É 13 ou barbárie!

Anônimo disse...

Não é uma escolha muito difícil. É 13 !