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25.2.19

Cães de Piedade: entrevista com a Luisa Mell e adoção no UOL!

Vocês certamente viram as imagens dos 1,7 mil animais em espaços minúsculos, doentes, cegos, sem dentes. Acho que também ficaram sabendo que o Petz, um dos clientes do canil fechado por maus-tratos, anunciou que deixará de vender filhotes em suas 82 lojas. E devem ter lido que botaram fogo na ONG da Luisa Mell, que resgatou esses bichos todos, e agora está sofrendo ameaças de morte.

Mas nenhuma dessas notícias estaria no Gatoca se não fosse para transformar a realidade. Piedade não é um caso isolado no comércio de animais de raça, já que criadores enxergam cifras onde deveria haver compaixão ─ só no ano passado foram registradas mais de 4,6 mil denúncias de maus-tratos em canis do Estado de São Paulo, segundo a Polícia Ambiental.

Aproveitando a comoção nacional, então, eu conversei com a Luisa (+ Luli Sarraf, da Celebridade Vira-Lata, e Maria Eugênia Carretero, da Canto da Terra) e escrevi esta matéria para o Universa, recheada de argumentos a favor da adoção e números que mostram que é impossível cuidar decentemente de um cachorro ou gato e ter lucro ─ ela ficou mais de 15 horas na home do UOL, entre ontem e hoje!


Para ler a matéria, cliquem na imagem

Leiam com carinho. E espalhem para quem ainda acha bacana existir vida com pedigree. Compartilhem também a inciativa da Canto, que está colhendo relatos de gente que pagou pelo melhor amigo e enfrentou problemas (previsíveis).

Luisa contou que os cãezinhos de Piedade pareciam nunca ter tomado banho, porque reagiam de um jeito estranho à água. Muitos não sabiam nem andar direito já que ficavam presos. “Uma atrocidade você deixar um bicho a vida inteira dentro de uma gaiola, procriando. Isso é abuso, prostituição”, disse, resumindo bem o pensamento desta jornalista-ativista.

22.2.19

Deixar ir

Eu contei, no segundo aniversário de ausência do Simba, que tinha conseguido ressuscitar a simbalenta, comprada no estágio terminal da doença renal e lentamente destruída pelos bigodes. Ela começou pequenina, de uma única folha ─ o segundo protótipo não foi para frente. E eu ficava entrando e saindo com o vaso de casa, em busca do melhor sol e à prova de qualquer garoa.


Um semestre de cuidados intensos se passou. Até que a bichinha também se pôs a morrer, muito antes de alcançar o tamanho da original. E eu entendi: acabava o luto, estava pronta para desapegar ─ da planta e do sofrimento do que não dura para sempre.


A verdade é que nós, ocidentais, não sabemos lidar com despedidas vitalícias. Mesmo acumulando perdas, como no meu caso. E deixar ir esvazia. Mas do vazio nascem universos.

20.2.19

Aniversariante do mês – fevereiro de 2019

Quem foi criança nas décadas de 80 e 90 deve se lembrar de um chiclete chamado Azedinho-doce, que dava aquela repuxada na boca, mas a gente não conseguia parar de mastigar. Ontem, na comemoração atrasada de 12 anos da Chocolate* em Gatoca, regada a catnip, amor e ódio, eu me lembrei dele.

As fotos são autoexplicativas.




*Novelinha: Conheça a história da Chocolate

Outros aniversários: 2018 | 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008

15.2.19

Nossa aventura de transferência do vespeiro!

A prefeitura não quis fazer, o bombeiro não quis fazer, a gente não quis pagar R$ 180 pelo serviço particular. Toca, então, arriscar realocar sozinhos o ninho de arapuás que se instalou na primavera de Gatoca — e já tinha atacado o Leo, impedindo a poda mais do que necessária.

Se vocês estão lendo este post, um de nós ao menos sobreviveu. O resto está registrado, precariamente, em vídeo. Com participação especial do Mercv, sob protestos, no começo e no final.

Comentem se acharam bacana esse formato "a vida como ela é" (que deu o mesmo trabalho na edição, rs), para o canal ir ficando com a cara da nossa comunidade. Sugestões de outros temas, aliás, são sempre bem-vindas.

14.2.19

Gratidão e 3 formas de ajudar os animais

Neste fevereiro de notícias desanimadoras, o Gatoca continua tendo motivos para agradecer. E nosso gramado da fama eterniza outras três apoiadoras: Monica Costa, Andreia Lyrio e Fernanda Leite Barreto — mulheres dominando, hein? Obrigada, meninas, por acreditarem no projeto! ♥

(E Adrina Barth, Alice Gap, Itacira Ociama, Regina Haagen, Renata Godoy, Leonardo Eichinger, Irene Icimoto, Tati Pagamisse, Roberta Herrera, Vanessa Araújo, Dani Cavalcanti, Eliane Bortolotto, Samanta Ebling, Bárbara Santos, Marina Kater-Calabró, Sonia Oliveira, Danilo Régis, Marcelo Verdegay, Denise Perin e Patrícia Urbano, por mais um mês juntos!)

Dá para descagar o país, para animais e seres humanos, de muitas formas. Aqui vão três delas:

Colocando a mão na massa
Sugestão do último post, que parece não ter animado muita gente, rs. Minha dica é começar pequeno, porque deixar de reclamar para fazer parte da solução dá trabalho mesmo.

Interagindo no Facebook
O algoritmo define o alcance do nosso conteúdo com base na quantidade de comentários e compartilhamentos, e o esforço é praticamente zero. Vale até usar figurinhas, mas não se esqueçam do convite ao "slow reading". Compartilhar suas experiências pode ajudar mais gente.

Participando do nosso financiamento continuado
Ele permite que o Gatoca cresça, beneficiando cada vez mais bípedes e quadrúpedes. E que esta jornalista pague algumas contas. E vocês ainda ganham recompensas! Sabem aqueles R$ 5 em moedas, que pesam na bolsa? Aqui, eles fazem diferença! E o Catarse aceita boleto: www.catarse.me/apoiegatoca. :)

8.2.19

Pequenas ações que melhoram o mundo

Eu não sou uma pessoa que acorda às 7h da madrugada no sábado para caminhar. Mas acordei no último final de semana ― e resolvi aproveitar a temperatura pré-Saara. Logo na esquina, trombei com o vizinho que tinha adotado uma cachorrinha de dois fofícemos meses. Enquanto ela saltitava e arruinava minhas pernas recém-bronzeadas, conversamos sobre os benefícios da castração.

Na saída do mercado, vendo o motoqueiro equilibrar 200 sacolinhas estraga-planeta, ofereci ajuda e aproveitei para sugerir uma ecobag. Ele respondeu que costumava fazer as compras de carro, mas acabou concordando com o estrago que o plástico causava no meio ambiente.

O casal de idosos que parou o carro para perguntar um endereço desconhecido já estava indo embora quando lembrei da moça que nos salvou da mendicância, em Roma, e pesquisei o caminho para eles no Waze ― três direitas distante daqui.

Quarenta minutos de tratamento natural contra a osteoporose (não usem corticoide diariamente por uma década, leitores), cinco vidas diretamente impactadas. Fora a minha, que, num passado nem tão remoto, chegou a fazer piada com escoteiros.

7.2.19

Quando Gatoca apelou aos bombeiros

Pessoas normais comemoram seus aniversários com jantar, balada, viagem. Leo resolveu festejar o dele, no dia 22 de janeiro, podando a primavera que ameaçava transformar Gatoca na casa dos hobbits. E descobriu um vespeiro! Mas só depois de ter sido atacado no braço, nas costas, no peito e saído em todas as fotos comemorativas com a boca da Angelina Jolie.


Como o serviço de remoção particular custava dois cortes de cabelo, aqueles que estamos adiando há meses, liguei para a prefeitura ― em três dias diferentes. E preenchi o formulário de "vigilância epidemiológica" no site, para ver se rolava um atendimento nesta encarnação.

Me encaminharam, então, aos bombeiros. Que também não fazem esse serviço. Mas chegaram naquele caminhão para-vizinhança, explicaram que se tratava de uma arapoá não venenosa e nos ensinaram como realocar o ninho sozinhos.






Nossa aventura de amanhã certamente seria mais fácil se, como os médicos sugerem, eu não tivesse pesquisado infos sobre a espécie no Google:

"Conhecida também pelo nome de irapuã, é uma abelha social brasileira extremamente agressiva. Não possui ferrão, mas se enrosca nos pelos e nos cabelos das pessoas. Isso acontece porque seu corpo está normalmente coberto por resinas de árvores. Quando se sentem ameaçadas, procuram penetrar orifícios dos agressores, como as orelhas e narinas."

Aceitamos vibrações positivas.

31.1.19

O lado não glamouroso da vida de gateira

O pessoal vê os gatos fofos no Instagram, ouve relatos emocionantes de tutores, chora com livros. Mas ninguém comenta a alegria de carregar, por exemplo, 22 kg de ração no sol. Ou de arrastar 36 kg de areia, que não durarão duas semanas ― isso porque os bigodes usam o jardim de banheiro. Tem ainda o prazer supremo de descobrir que todas as suas calcinhas novas estão furadas.

28.1.19

Como ajudar os animais de Brumadinho

Eu li muitas reportagens sobre o rompimento da barragem da Vale, que deixou Brumadinho (MG) soterrada em lama e detritos de mina. Assisti a vídeos de biólogo, jornalista, ecossocialista. Vi fotos arrasadoras (e revoltantes) dos bichos ilhados e mortos. Mas compartilhar desgraça não é o propósito deste projeto, que precisa de pessoas inteiras para continuar na luta.

Luli Sarraf me deu, então, a oportunidade de engajar o Gatoca na solução de parte (ainda que pequena) do desastre: a Celebridade-Vira Lata está arrecadando ração, água e jornal para levar à equipe de veterinários que atuará no local assim que os policiais liberarem o acesso.

O posto de coleta para quem mora em São Paulo é a Nature Dog House, na Av Jamaris, 1092, em Moema. E eu me disponho a juntar as doações sorocabanas. Em breve, deve rolar também uma vaquinha para custear o transporte e a compra de insumos. Fiquem de olho na página da Celebridade no Facebook!

O Ministério Público de Minas havia cobrado o resgate imediato dos animais, a assessoria de imprensa da Vale informou que o trabalho já estava sendo feito por oito equipes, mas grupos de proteção reclamam da falta de apoio. E o Conselho Regional de Medicina Veterinária foi procurado por mais de 1 mil voluntários oferecendo ajuda!


Vale a pena, humanidade? (Foto de Márcia Foletto)

25.1.19

Um convite às gateiras do Gatoca!

Claro que meninos são bem-vindos neste projeto. E quem tem outros bichos também, de cachorro a galinha, contanto que não role exploração. Mas a verdade é que quem curte e compartilha o conteúdo do Gatoca são, esmagadoramente, mulheres. Eu quero propor a vocês, então, um outro jeito de interagir com este espaço virtual ― e com a vida.

Primeiro, vale contextualizar os fatos: no início do blog, há mais de uma década, os posts alcançavam bem menos gente. Mas essas pessoas vinham até aqui para acompanhar as peripécias dos bigodes e as aventuras do coração de pudim. E se demoravam. E levavam o Gatoca com elas, nas pequenas atitudes do cotidiano.

Hoje, nossa fanpage no Facebook tem 6,3 mil seguidores. Só que o algoritmo mostra o conteúdo para apenas 2%. E isso não quer dizer que esses 2% vão ler porque, na competição com memes e polêmicas políticas, a gente acaba perdendo.

Eu poderia ignorar que já coloco dinheiro do bolso (agora, com o apoio de vocês no Catarse 💙) para sensibilizar a população a uma convivência mais harmônica com os animais, função do poder público, e pagar também o Facebook. Mas curtidas aleatórias não se convertem em mundo melhor ― nem seguidores que só quererem ser seguidos de volta no Instagram.

É nossa comunidade fiel que ajuda o projeto a plantar as sementes de transformação. E nós podemos fazer isso de um jeito mais efetivo. Grátis! Quando aparecer um post do Gatoca na timeline de vocês, comentem, como antigamente. Além de enriquecer o debate (ou a piada, rs), essa interação define nossa relevância ― quanto mais relevante, mais gente vê.

Eu testei com o bumbum da Clara e vocês se divertiram compartilhando traseiros peludos, lembram? :)


Para rever o post original, cliquem na imagem

Claro que nem sempre a gente tem esse tempo. Mas uma figurinha já faz diferença para driblar um algoritmo que foca na quantidade, não na qualidade. E fica uma reflexão: que tal expandir o "slow reading" (leitura desfrutada, numa tradução livre) para a vida offline?

A gente não precisa estar por dentro de todos os assuntos, conhecer todos os lugares, vivenciar todas as experiências. Basta escolher um texto que te faça terminar melhor do que começou, uma exposição que tire seus pés da zona de conforto, um café com amigos não "escroláveis".

Produtividade é para robôs.

24.1.19

O primeiro unicórnio gatoqueiro

É uma mistura de startup analógica de produção de miado apelativo e animal mitológico de gênero não-binário, com valor de mercado puramente sentimental.

18.1.19

O que move nossas escolhas

Toda vez que eu penso que as coisas seriam mais fáceis se tivesse doado a ninhada da Guda (relato do golpe da barriga: parte 1 e parte 2), me deparo com uma cena destas e lembro que a vida é, na verdade, sobre afetos.

15.1.19

Exclusivo: PLS 470, que aumenta a pena de crimes contra animais, é pior do que parecia!

O Vista-se noticiou em dezembro que o projeto de lei proposto pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pós-assassinato da cachorrinha do Carrefour, até tinha boas intenções. Mas, com as emendas posteriores, liberaria os maus-tratos praticados em esportes equestres e vaquejadas. Só que esse não me pareceu ser o único problema. E demorei para escrever a respeito porque preferi ouvir um especialista.

Mariana Levischi, a irmã-advogada, dissecou para o Gatoca as mudanças que ocorrerão na Lei de Crimes Ambientais caso o PLS 470/2018 passe como está ― e levantou uma questão importante, para a qual ninguém se atentou! Encaminhado à Câmara dos Deputados há quase um mês, ele aguarda os pareceres das comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, e Constituição, Justiça e Cidadania.

No site, dá para ver que ganhou outro número: PL 11210/2018 (mantendo o original indexado). E que pediram para juntar o PL-7199/2010, que há nove anos também propôs alterações no artigo 32 dessa lei e acabou engavetado. É impossível prever se a votação ocorrerá rápido ou na próxima década. Mas todo mundo deve clicar em "cadastrar para acompanhamento" (em verde, no final da página) para receber as atualizações por e-mail.

O texto precisa de uma redação decente, voltando a ser apreciado pelo Senado. E a gente não pode perder o timing da pressão!

O que diz a atual Lei de Crimes Ambientais
Sancionada em 12 de fevereiro de 1998, a Lei 9.605 pune quem maltrata animais com pena de detenção de três meses a um ano, podendo ser cumprida em regime semiaberto ou aberto, + multa (íntegra aqui). Como o crime é considerado de menor potencial ofensivo, o processo corre no Juizado Especial Criminal e o canalha pode trocar a soneca na cadeia por uma pena alternativa, como o pagamento das famosas cestas básicas.

A versão original do PLS 470/2018
O senador Randolfe Rodrigues propôs elevar a pena para quem sacaneia bicho de um a três anos, ainda podendo ser cumprida em regime semiaberto ou aberto, e punir financeiramente estabelecimentos comerciais (íntegra aqui). Com esse teto de três anos, o crime deixa de ser considerado de menor potencial ofensivo, vai para o Juízo Comum Ordinário e não permite mais pena alternativa. Teoricamente (vamos explicar mais para frente).

O que propunha a emenda do bem
Apresentada pelo próprio senador Randolfe Rodrigues, a primeira emenda a esse PLS subia ainda mais o limite máximo da pena de maus-tratos, de três para quatro anos, substituía a palavra "detenção" por "reclusão", permitindo o cumprimento em regime fechado, e acrescentava abandono nas práticas criminosas, porque tem gente, acreditem, que não entende assim (íntegra aqui).

O que propõe a emenda do mal
Apresentada pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), a segunda emenda tirou a palavra "abandono" recém-incluída pelo colega, tornou a substituir "reclusão" por "detenção", nos roubando o prazer de ver gente escrota 24h atrás das grades, e excluiu esportes equestres e vaquejadas da categoria de maus-tratos (íntegra aqui) ― porque é uma delícia ter o rabo arrancado, as patas fraturadas ou amputadas, os ligamentos e vasos sanguíneos rompidos e a coluna lesionada, certo?

Teve ainda uma terceira emenda, apresentada pelo senador Telmário Mota (PTB-RR), que também excluía de maus-tratos os "animais destinados à cadeia alimentar, ao desporto e ao trabalho" (íntegra aqui), mas essa nem chegou a ser aprovada.

Um detalhe essencial, que passou despercebido
Mesmo que a gente ignore a crueldade dos esportes equestres e das vaquejadas, não considere abandono maus-tratos e se contente com as penas de detenção em regime semiaberto e aberto (melhor do que o pagamento de cestas básicas), nem isso o PLS 470 garante. "Por quê?", vocês devem estar se perguntando incrédulos e exaustos pelo juridiquês.

Porque os gênios dos nossos políticos não leem as leis inteiras. E esse projeto altera apenas o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, ignorando que o artigo 7, responsável por especificar a aplicação das penas, prevê, sim, versão alternativa para até quatro anos de condenação, se a substituição servir como reprovação e prevenção (íntegra aqui).

Fica, então, a cargo do juiz decidir. E por que ele decidiria dessa forma? Porque existe uma tendência mundial de desencarceramento (que é boa) para evitar devolver à sociedade pessoas piores do que antes de entrarem na prisão. E nem todos os juízes enxergam torturadores e assassinos de animais como psicopatas em potencial. Quem quiser saber mais sobre essas "medidas despenalizadoras" pode seguir até o final do post.

Aos que resolverem parar por aqui (e eu superentendo!), o resumo da ópera: nós sobraremos só com a parte ruim do projeto de lei, que blinda de processos judiciais abusadores de cavalos e vacas.

Bônus: como funcionam as medidas despenalizadoras
Em casos de penas mínimas menores ou iguais a um ano, o Ministério Público pode propor a suspensão do processo (antes do julgamento) por um período dois a quatro anos, tempo em que o acusado pelo crime será monitorado e deverá preencher as condições descritas no artigo 89, da Lei 9099/95. Não se discute a culpa e, andando na linha, o processo se encerra, seguindo o réu como primário.

Nas penas privativas de liberdade não superiores a dois anos, recebidas após o julgamento, o Ministério Público também pode propor essa suspensão para monitorar o comportamento, só que de acordo com os artigos 77 a 80, do Código Penal. E o réu deixa de ser primário, porque já existiu uma condenação. O que se extingue, portanto, é a execução da pena.

Deu para entender ou meus três dias de pesquisa, entrevista e tradução jornalística foram vãos? rs


Chocolate se escondendo das pequenas do Leo :)

11.1.19

Metas animais para 2019!

Eu rascunhei este post como "resoluções para 2019", mas "metas" parece mais forte (além de menos velho). E a gente vai precisar de motivação extra para tirar projetos do papel em tempos de crise, né? Nota mental: substituir "crise" por "oportunidade".

No vídeo, tem objetivo pessoal, coletivo (quem vem?), ambicioso, em parceria, de festa. E imagens inéditas da sala de Gatoca, porque eu ganhei um microfone de lapela e agora posso gravar dentro de casa sem eco! rs

Vocês devem estar se perguntando qual é a ligação entre os livros da foto e um país melhor para os animais ― gato, cachorro, bezerro, gente. Assistam oras!

10.1.19

Surpresa de aniversário: Alana Rox e meu veganismo

Atualizado em 15 de janeiro de 2019

O sábado amanheceu cinzento, a previsão era de chuva eterna, Pipoca passou mal. E eu quase desisti da comemoração antecipada dos 39. Mas não haveria outra oportunidade de conhecer o Purana tão cedo e Leo e eu pegamos a estrada para São Paulo assim mesmo ― depois de cuidar da gata, claro. O espaço da Alana Rox é uma graça, o atendimento de botar a gente no colo e a comida ótima.

Mas o que me conquistou mesmo foi o bombom de chocolate, pasta de amêndoas e framboesa, cortesia dupla de aniversário, porque comentei, envergonhando mamãe, que era pequeno. Melhor bombom do universo! Eu precisava dizer isso à Alana, dando sopa perto da entrada, em uma conversa que acabou se estendendo, inspiradora.

Vegana há 15 anos, ela contou que apanhou até os 12 por não querer comer carne. Ficou conhecida no Instagram com o desafio de cozinhar por uma semana sem sofrimento animal gastando apenas R$ 50, ganhou programa na GNT, virou embaixadora da Mercy For Animals Brasil.

E, no meio do papo, me lembrei que consegui fazer a tão sonhada transição para o veganismo, depois de nove anos e meio vegetariana, por causa deste vídeo dela:


O Fabio Chaves divulgou no Vista-se no dia 27 de maio de 2016, chamando de "sensível" em vez de "destruidor", e na parte das plaquinhas eu já estava ensopada. Quatro dias depois, rolaria uma reunião importante para o Gatoca na Padaria Brasileira, a mais sensacional do ABC, e resolvi testar a força de vontade capricorniana.

Folheei um cardápio inteiro de bolos, tortas e os famosos sonhos fritos, meus favoritos, pedi a salada de fruta desanimadora e assisti sem lacrimejar às meninas que me acompanhavam se acabando nos doces com recheio e cobertura.

Nunca mais voltei atrás. Nem pisei na Brasileira.