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22.2.19

Deixar ir

Eu contei, no segundo aniversário de ausência do Simba, que tinha conseguido ressuscitar a simbalenta, comprada no estágio terminal da doença renal e lentamente destruída pelos bigodes. Ela começou pequenina, de uma única folha ─ o segundo protótipo não foi para frente. E eu ficava entrando e saindo com o vaso de casa, em busca do melhor sol e à prova de qualquer garoa.


Um semestre de cuidados intensos se passou. Até que a bichinha também se pôs a morrer, muito antes de alcançar o tamanho da original. E eu entendi: acabava o luto, estava pronta para desapegar ─ da planta e do sofrimento do que não dura para sempre.


A verdade é que nós, ocidentais, não sabemos lidar com despedidas vitalícias. Mesmo acumulando perdas, como no meu caso. E deixar ir esvazia. Mas do vazio nascem universos.

20.2.19

Aniversariante do mês – fevereiro de 2019

Quem foi criança nas décadas de 80 e 90 deve se lembrar de um chiclete chamado Azedinho-doce, que dava aquela repuxada na boca, mas a gente não conseguia parar de mastigar. Ontem, na comemoração atrasada de 12 anos da Chocolate* em Gatoca, regada a catnip, amor e ódio, eu me lembrei dele.

As fotos são autoexplicativas.




*Novelinha: Conheça a história da Chocolate

Outros aniversários: 2018 | 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008

15.2.19

Nossa aventura de transferência do vespeiro!

A prefeitura não quis fazer, o bombeiro não quis fazer, a gente não quis pagar R$ 180 pelo serviço particular. Toca, então, arriscar realocar sozinhos o ninho de arapuás que se instalou na primavera de Gatoca — e já tinha atacado o Leo, impedindo a poda mais do que necessária.

Se vocês estão lendo este post, um de nós ao menos sobreviveu. O resto está registrado, precariamente, em vídeo. Com participação especial do Mercv, sob protestos, no começo e no final.

Comentem se acharam bacana esse formato "a vida como ela é" (que deu o mesmo trabalho na edição, rs), para o canal ir ficando com a cara da nossa comunidade. Sugestões de outros temas, aliás, são sempre bem-vindas.

14.2.19

Gratidão e 3 formas de ajudar os animais

Neste fevereiro de notícias desanimadoras, o Gatoca continua tendo motivos para agradecer. E nosso gramado da fama eterniza outras três apoiadoras: Monica Costa, Andreia Lyrio e Fernanda Leite Barreto — mulheres dominando, hein? Obrigada, meninas, por acreditarem no projeto! ♥

(E Adrina Barth, Alice Gap, Itacira Ociama, Regina Haagen, Renata Godoy, Leonardo Eichinger, Irene Icimoto, Tati Pagamisse, Roberta Herrera, Vanessa Araújo, Dani Cavalcanti, Eliane Bortolotto, Samanta Ebling, Bárbara Santos, Marina Kater-Calabró, Sonia Oliveira, Danilo Régis, Marcelo Verdegay, Denise Perin e Patrícia Urbano, por mais um mês juntos!)

Dá para descagar o país, para animais e seres humanos, de muitas formas. Aqui vão três delas:

Colocando a mão na massa
Sugestão do último post, que parece não ter animado muita gente, rs. Minha dica é começar pequeno, porque deixar de reclamar para fazer parte da solução dá trabalho mesmo.

Interagindo no Facebook
O algoritmo define o alcance do nosso conteúdo com base na quantidade de comentários e compartilhamentos, e o esforço é praticamente zero. Vale até usar figurinhas, mas não se esqueçam do convite ao "slow reading". Compartilhar suas experiências pode ajudar mais gente.

Participando do nosso financiamento continuado
Ele permite que o Gatoca cresça, beneficiando cada vez mais bípedes e quadrúpedes. E que esta jornalista pague algumas contas. E vocês ainda ganham recompensas! Sabem aqueles R$ 5 em moedas, que pesam na bolsa? Aqui, eles fazem diferença! E o Catarse aceita boleto: www.catarse.me/apoiegatoca. :)

8.2.19

Pequenas ações que melhoram o mundo

Eu não sou uma pessoa que acorda às 7h da madrugada no sábado para caminhar. Mas acordei no último final de semana ― e resolvi aproveitar a temperatura pré-Saara. Logo na esquina, trombei com o vizinho que tinha adotado uma cachorrinha de dois fofícemos meses. Enquanto ela saltitava e arruinava minhas pernas recém-bronzeadas, conversamos sobre os benefícios da castração.

Na saída do mercado, vendo o motoqueiro equilibrar 200 sacolinhas estraga-planeta, ofereci ajuda e aproveitei para sugerir uma ecobag. Ele respondeu que costumava fazer as compras de carro, mas acabou concordando com o estrago que o plástico causava no meio ambiente.

O casal de idosos que parou o carro para perguntar um endereço desconhecido já estava indo embora quando lembrei da moça que nos salvou da mendicância, em Roma, e pesquisei o caminho para eles no Waze ― três direitas distante daqui.

Quarenta minutos de tratamento natural contra a osteoporose (não usem corticoide diariamente por uma década, leitores), cinco vidas diretamente impactadas. Fora a minha, que, num passado nem tão remoto, chegou a fazer piada com escoteiros.

7.2.19

Quando Gatoca apelou aos bombeiros

Pessoas normais comemoram seus aniversários com jantar, balada, viagem. Leo resolveu festejar o dele, no dia 22 de janeiro, podando a primavera que ameaçava transformar Gatoca na casa dos hobbits. E descobriu um vespeiro! Mas só depois de ter sido atacado no braço, nas costas, no peito e saído em todas as fotos comemorativas com a boca da Angelina Jolie.


Como o serviço de remoção particular custava dois cortes de cabelo, aqueles que estamos adiando há meses, liguei para a prefeitura ― em três dias diferentes. E preenchi o formulário de "vigilância epidemiológica" no site, para ver se rolava um atendimento nesta encarnação.

Me encaminharam, então, aos bombeiros. Que também não fazem esse serviço. Mas chegaram naquele caminhão para-vizinhança, explicaram que se tratava de uma arapoá não venenosa e nos ensinaram como realocar o ninho sozinhos.






Nossa aventura de amanhã certamente seria mais fácil se, como os médicos sugerem, eu não tivesse pesquisado infos sobre a espécie no Google:

"Conhecida também pelo nome de irapuã, é uma abelha social brasileira extremamente agressiva. Não possui ferrão, mas se enrosca nos pelos e nos cabelos das pessoas. Isso acontece porque seu corpo está normalmente coberto por resinas de árvores. Quando se sentem ameaçadas, procuram penetrar orifícios dos agressores, como as orelhas e narinas."

Aceitamos vibrações positivas.