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19.9.18

Segundo aniversário sem aniversariante

Clara tem o miado mais angustiante do universo felino. Você não sabe, exatamente, o que ela quer. Mas sente o bolo no estômago. E, do jeito que vem, a miação se vai ― aparentemente sem causa, motivo, razão ou circunstância. Não esta semana.

De tempos em tempos, a retalhinha parece retomar as homenagens ao amigo que completaria 12 anos em Gatoca (e 15, estimados, de mundo), se tivesse vencido a doença renal. Podem ser palavrões também. De pelos dourados, o barrigão do Simba* era seu lugar favorito da casa.

E meu lembrete de que basta um passo contrário para reescrever qualquer história.


*Novelinha: Conheça a história do Simba

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14.9.18

Eleições 2018: advogando em causa (animal) própria

A situação do país está complicada, é preciso fazer algo para mudar e ajudar cães e gatos (e galinhas, vacas, porcos, ornitorrincos) também melhora a vida dos seres humanos. Gatoca juntou referências que todo mundo deveria consultar para votar com consciência no dia 7 de outubro. E coloca os bigodes no fogo por dois amigos queridos. :)

Esqueçam a polarização entre esquerda e direita, o mantra de que político nenhum presta, as evocações divinas e assistam ao vídeo de coração aberto ― os links para consulta estão todos na descrição. Não vou mais pedir curtidas e inscrições no canal porque contratei três estagiários!

12.9.18

Notícia boa x notícia triste

Smely e Jujuba, os gatinhos que não estavam cabendo na mudança, conseguiram um cantinho para esperar os tutores se ajeitarem na Itália e devem se juntar a eles em seis meses. Essa, logicamente, é a boa notícia. A triste é que o post dos bigodes alcançou mais de 15 mil pessoas no Facebook, só duas manifestaram interesse em adotá-los e ambas sumiram.




Quindim e Zula, aliás, passaram pelo feed de 26,7 mil seres humanos e, três meses depois, continuam sem família ― a criatura que topou tomar conta deles quando os tutores se mudaram para a Austrália, em 2016, avisou que não poderá mais a partir de dezembro.


Onde a razão enxerga aumento da conta no veterinário por eventuais doenças da velhice, o coração deveria ver dois animais que precisam de um lar justamente por causa da velhice. Simba não chegou aos 14 anos...

7.9.18

12 anos

Enquanto eu lia o pedido de ajuda encaminhado pela Fê, repetindo as palavras "desespero" e "choro", só conseguia pensar: "Esse casal vai para a Síria. Lutar na guerra". E o texto, de 45 linhas, ainda terminava com: "O coração está partido, mas nossa situação é mais difícil do que aparenta".

Só que, em vez da Síria, o avião pousaria na Itália. E, no lugar da guerra, rolaria um recomeço profissional, com direito a curso para alma. Sem os gatos, claro, adotados filhotes. Um deles, há 12 anos.

Essa é a história do Smely, um vovozinho que adora bolinhas de papel e não pode ver alguém sentado que já pede um colo. Foi acostumado, desde os 3 meses de idade, a passear de coleira peitoral e deixa muito cachorro com inveja.


Jujuba (Clara cover!) completou 6 anos e, apesar de ter sido resgatada morta de forme e sem o rabinho, segue dócil e ronronante.


Os irmãos moram em Bragança Paulista, mas a gente leva aonde precisar se a viagem valer a gasolina. Por favor, ajudem a divulgar: contato@gatoca.com.br. Esta é a imagem de um bicho que não faz ideia de que, em 23 dias, não terá mais família.


Difícil para quem?

6.9.18

Trolada pelo meu próprio blog

Em algum momento de maio, eu fiquei falando sozinha. Culpei o algoritmo do Facebook, que privilegia memes e conteúdo de qualidade duvidosa, senti mágoa das gerações mais novas, que preferem vídeos a textos, quebrei a cabeça pensando em estratégias para continuar espalhando a palavra de Gatoca.


Eis que, na semana passada, o Blogger (ferramenta que hospeda este blog) me perguntou, como quem não quer nada e com quase quatro meses de atraso, se eu gostaria de continuar recebendo o aviso dos comentários por e-mail. Lá estavam 56 pedidos de ajuda, mensagens de carinho, doações para castração, desabafos.


Para ampliar, cliquem na imagem

Desculpem se cheguei tarde ― foram horas respondendo uma a uma com carinho. E nunca mais me abandonem, ainda que involuntariamente, porque terapia custa caro.