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9.11.18

AssassiGato: episódio 1

Quando uma jornalista-gateira (eu), um designer-fotógrafo (Leo Eichinger) e nove bigodes (Mercv, Clara, Chocolate, Guda, Pimenta, Pufosa, Pipoca, Keka e Jujuba) se juntam, só pode dar nisso: o primeiro suspense-drama-comédia felino da internet!

Nas próximas três semanas, sempre às sextas-feiras (mesmo que seja feriado, mesmo que os ETs invadam a Terra, mesmo que o apocalipse resolva se antecipar), vocês terão um crime para desvendar.

Tratem de providenciar cortiça, alfinetes e barbantes coloridos, se inscrevam no canal para não perder nenhum episódio e compartilhem o desenrolar das investigações nos comentários!

7.11.18

Aniversariante do mês passado - outubro de 2018

Essas eleições me tiraram amigos (e um pouquinho de fé na humanidade, confesso), atrasaram o lançamento da websérie dos bigodes (desta sexta não passa), quase me fizeram desistir do financiamento continuado (sim, Gatoca terá outra empreitada no Catarse!) e apagaram o aniversário do Mercv*, dia 24 de outubro.

Mas resultado político nenhum é capaz de apagar a transformação que aquele frajolinha sobrancelhudo causou na minha vida, há 13 anos. E que este projeto segue causando nas vidas de leitores e um mundaréu de outros animais. Mesmo que bata recordes de retrocesso, o Congresso jamais conseguirá me roubar o prazer bizarro de trabalhar com os braços doloridos e a roupa cheia de pelos. ❤️

Essa é minha resistência.


*Novelinha: Conheça a história do Mercv

Outros aniversários: 2017 (extra!) | 2016 | 2015 (extra!) | 2014 (extra!) | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008 | 2007

31.10.18

Como reverter azar de gato preto

Neste Dia das Bruxas, Pretinha compartilha, diretamente do além, seis passos infalíveis para acabar com nhaca de gato negro.

Passo 1
Navegue em sites de ONGs que doam bichanos.

Passo 2
Escolha aquele que combina melhor com as expectativas da sua família.

Passo 3
Preencha o formulário de adoção sem xingar a organização ou mentir sobre as telas.

Passo 4
Receba os voluntários que farão a vistoria da sua casa com respeito, evitando cárcere privado.

Passo 5
Providencie comedouros, bebedouro elétrico, banheiro, granulado higiênico, ração de boa qualidade, patê e brinquedinhos.

Passo 6
Ame incondicionalmente seu amigo, mesmo que ele afie a unha no sofá novo, rejeite manifestações esfuziantes de carinho e durma com a bunda na sua cara.

Pronto! Você reverteu o azar de um animal que apodreceria no abrigo só por ter nascido da cor "errada".

29.10.18

Abraço apertado pós-eleição!

Eu queria botar cada um de vocês no colo e dizer que vai passar. Mas vocês moram longe. E ia faltar colo. Fiz, então, esse videozinho para assistirem sempre que o desânimo resolver se demorar. Não se apequenem! Pelos animais, pelo meio ambiente, pelo direito de pensar e agir diferente.

Bolsonaro há de ser lembrado, ao longo dos próximos quatro anos, que 61% dos brasileiros não votaram em sua agenda odiosa e retrógrada ― 30,2% escolheram Haddad, 7,4% anularam, 2,1% votaram em branco e 21,3% simplesmente não deram as caras.

Hoje pode ser dia de luto. Mas amanhã tem luta!

26.10.18

Dois únicos desfechos possíveis para as eleições

1) Bolsonaristas ganharem e continuarem reclamando da vida, enquanto a gente arregaça as mangas para descagar o país.

2) A gente ganhar e continuar arregaçando as mangas para descagar o país, enquanto bolsonaristas reclamam da vida.

Foquem nisso e acalmem o coração. Medo paralisa, nós não podemos nos dar esse luxo. ;)

23.10.18

Dois anos sem Simba

Simba me fez aprender a cuidar de plantas. A simbalenta surgiu no estágio terminal da doença renal, para melhorar a energia da casa. Na tentativa de substituir o amigo que se foi, os gatos se esfregavam nela, deitavam nas folhas, mastigavam, derrubavam no chão. E, um ano depois, pouca coisa restou.


Carol Costa me ensinou a ressuscitar plantas. Durante semanas, eu reguei as folhas sobreviventes, repousadas destacadas em um vaso com areia, na esperança de que alguma criasse raiz ― Catarina chegou a enterrar todas e quase que junto minha crença na humanidade.

Eternidades de angústia depois, duas delas viraram, ganhando vasos exclusivos. E as microfolhas, mês a mês, vêm se igualando em tamanho à original.




Não, elas não trouxeram o Simba de volta. Mas me lembram, com as pontinhas rosadas de sol, que é preciso ressignificar a perda.


Foto do Leo Eichinger ♥

18.10.18

Brasil pode ter Secretaria Nacional de Políticas para Animais!

Hoje rolou uma reviravolta no cenário político do país. Mas nossa justiça tem dificuldade com imparcialidade, eleitor fanático arruma justificativa para tudo e candidato escroque vai continuar sendo escroque. Vamos conversar, então, sobre o encontro do Haddad com representantes de 150 ONGs que atuam em defesa dos animais?

Iniciativa da vereadora de Salvador Ana Rita Tavares, o evento ocorreu hoje à tarde, em São Paulo. E o presidenciável se mostrou bastante sensível à causa, especialmente com relação à exportação de bichos vivos para abate no exterior. Contou que está aprendendo muito com a filha, que abraçou o veganismo este ano, e que a família já reduziu bastante o consumo de carne, ovos e laticínios.

E se comprometeu a realizar um sonho antigo de protetores e ativistas pelos animais: criar um órgão federal para cuidar do tema (vídeo na íntegra aqui). Luli Sarraf, amiga e fundadora da Celebridade-Vira-Lata, marcou presença e falou bonito, inclusive, honrando os 18 mil votos (recorde no partido!) para deputada federal.

Mais do que vencer as eleições, importa quem está ao nosso lado nas trincheiras. E Gatoca luta com os melhores corações ― sintam-se inclusos!


Chocolate não babou no catnip, é suor de batalha

11.10.18

Cotidianices como resistência

Tem sido cada vez mais difícil sair da cama. Como se emendar a manhã corrente com a da eleição pudesse me poupar de ter pessoas egoístas e preconceituosas nos círculos de afeto. E as notícias absurdas não lidas se tornassem menos absurdas. E o medo de tempos sombrios respeitasse os limites oníricos.

Mas eu levanto porque tenho nove gatos me ensinando que, independente do gramado inundado pela chuva, a vida segue. E alguns milhares de leitores esperando que este projeto também siga. Ainda não deu para voltar à programação normal e lançar a websérie. Cá estou, porém, praticando a resistência da Eliane Brum.

Na coluna do El País, ela sugere transformar luto em verbo: "É preciso resistir primeiro nas pequenas coisas do cotidiano. No amor, na amizade, no sexo, no prazer de ver um filme ou ouvir uma música, num café bem coado. E, principalmente, no prazer de estar junto".

Continuemos juntos. Não há tempestade que dure para sempre.

10.10.18

Vamos construir pontes!

Leitores que estão pensando em escolher o Bolsonaro no segundo turno, existe um jogo de manipulação de informação rolando nestas eleições e vocês têm todo o direito de sentir medo, raiva, frustração. Mas façam o esforço de abrir o coração para as linhas abaixo e, se elas não ressoarem aí, podem fechar de novo, combinado?

Em 28 anos de mandato na câmara, o deputado Jair Bolsonaro apresentou 171 projetos de lei e só conseguiu aprovar dois (isenção de Imposto sobre Produto Industrializado para bens de informática e autorização para o uso da fosfoetanolamina sintética, a "pílula do câncer"), o que significa que não tem muita influência entre seus pares.

E daria para fazer coisa para caramba nesse tempo, com um cargo político. Em duas décadas, por exemplo, esta jornalista trabalhou em uma ONG que pautou a criação de diversas políticas públicas na área da educação, escreveu matérias que deixaram um tico melhor a vida de milhares de leitoras das classe C e D (éramos recordistas de cartas e e-mails na editora), fundou o Gatoca, que reescreveu a história de centenas de animais e suas famílias.

Não, o Partido dos Trabalhadores também não era minha primeira opção. Justamente porque ficou 13 anos no poder e não teve coragem de realizar as reformas necessárias para diminuir a desigualdade social no país. Mas nós não estamos "comendo nossos cachorros", né? Nem na Venezuela estão, embora a situação lá seja realmente triste.

Essas mentiras, cuidadosamente arquitetadas, pretendem instaurar o pânico, desumanizar quem enxerga as coisas diferente, transformando em inimigo, e, sem que a gente se dê conta, eleger um cara que flerta com o fascismo italiano. E vocês não são fascistas. Eu também não sou bandida, feminazi, vagabunda. Vamos conversar. :)

Amigos que pretendem escolher o PT no segundo turno, dialoguem com seu entorno ― 20,3% da população se absteve de votar no primeiro turno. Haddad tem boas propostas de governo (neste especial da BBC, dá para comparar os candidatos) e uma delas é promover um amplo debate para a construção de políticas públicas nacionais de proteção e defesa dos animais, em especial na área de educação (página 58).

Não, eu não esqueci que ele vetou o projeto de lei que proibia o aluguel de cães para guarda, quando foi prefeito de São Paulo, justificando que cabia à União decidir a questão. Mas sua gestão também sancionou as leis que permitem animais no transporte público, autorizam moradores de rua a levar seus peludos para os abrigos e proíbem a produção e comercialização de foie gras na cidade ― essa a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes derrubou, infelizmente.

Teve ainda a inauguração do Hospital Veterinário Público no Tucuruvi e do novo Centro Municipal de Adoção de Cães e Gatos, em Santana, ambos na zona norte. Bolsonaro, por outro lado, quer acabar com o Ministério do Meio Ambiente, abrir a Amazônia para exploração desenfreada, liberar a caça e comemorar esse retrocesso todo com rodeios e vaquejadas (detalhes e vídeos do próprio candidato fazendo essas afirmações neste post).

Não leiam robôs, de bits ou de carne e osso, que compartilham os mesmos clichês, textos sem embasamento, vídeos grosseiramente editados. E toneladas de ódio. Leiam pessoas que vocês sabem que estão na luta de mangas arregaçadas, com respeito às diferenças.

O deputado disse no Jornal Nacional, aliás, que vai botar "um ponto final em todos os ativismos no Brasil" (vídeo aqui). E, em entrevista à Jovem Pan, insistiu que "ativismo não é benéfico" (vídeo aqui). Gatoca faz ativismo há 11 anos. E quer continuar fazendo.

Compartilhem este post-convite. Vamos construir pontes!

5.10.18

Nós continuaremos lutando

Ontem, eu publiquei um post com argumentos bem-fundamentados e uma dezena de matérias (dos veículos mais variados) para quem respeita os animais não votar no Bolsonaro. Fatos, não opiniões. Os comentários raivosos chegaram antes dos leitores (compassivos) que acompanham o projeto (pacífico) e sem qualquer contra-argumento.

Palavrões, gifs, ameaças, disco quebrado no PT e na Venezuela. Não se deram ao trabalho de ler nada, assistir nenhum vídeo, abrir nenhum link. Um ataque orquestrado de robôs, não pessoas de verdade, ainda que feitas de carne e osso. Entrei em uma espiral descendente de desânimo, sensação de impotência, medo do futuro.

De madrugada, tive um insight: é esse massacre psicológico que os bandidos usam nas ligações falsas de sequestro, feitas de dentro do presídio. A gente sabe que é mentira, já ouviu falar em outros 200 casos e se pega tremendo inteiro com a gritaria ― tem gente, inclusive, que transfere a grana.

Proponho aqui, então, um esforço-estratégico conjunto: paremos de ler esses comentários. Ignorem, deletem, vão fazer outra coisa. A nhaca passa e a gente consegue enxergar com mais clareza: o ser humano sempre teve esse lado trevas. Nós, protetores de animais, estamos em contato com ele diariamente.

E lutamos.

E vamos continuar lutando.

Porque ninguém derruba quem tem um ideal. #EleNão

*

Apesar do chorume, o post alcançou 6,6 mil pessoas no Facebook em menos de 24h, um record para o blog. E 1,1 mil clicaram para ler o texto. Somando quem veio de outras redes sociais, já são 4 mil visualizações. Continuem compartilhando! Nós temos até domingo. :)

A gente preferiu adiar o lançamento da websérie, aliás, para ela não ser ofuscada pelas eleições ― e esse lamaçal de ódio. Na semana que vem, voltamos à programação normal. E mais fortes.

4.10.18

Quem respeita os animais não vota no Bolsonaro

Quem respeita outros seres humanos também não, já que o deputado (que em 27 anos de mandato e 171 projetos de lei apresentados só conseguiu aprovar dois) é machista, racista, homofóbico e sádico. Mas foquemos nos bichos, assunto deste blog. Aí vão quatro motivos para vocês escolherem qualquer outro candidato nesta eleição:

1) Enfraquecimento do Ministério do Meio Ambiente
Bolsonaro pretende unificá-lo com o Ministério da Agricultura e nomear um ruralista para coordenar as duas pastas, promovendo um retrocesso sem precedentes nas políticas de preservação e utilização sustentável de ecossistemas, biodiversidade e florestas.

Se alguém tem dúvidas, vale assistir ao vídeo do Vista-se, em que ele afirma que "o meio ambiente consegue fazer um estrago no que não deveria ser feito". Isso mesmo: o meio ambiente prejudicando o ser humano, não o contrário. Ontem, aliás, a bancada do agronegócio oficializou seu apoio.

2) Exploração da Amazônia
Em mais de uma oportunidade, o deputado defendeu a exploração da Amazônia para extração de recursos minerais, condenando a criação de unidades de conservação na região. Ele também criticou em Rondônia o número de áreas florestais protegidas no país, alegando que isso "atrapalha o desenvolvimento".

3) Incentivo aos rodeios e vaquejadas
O candidato considera eventos que exploram e torturam os animais "uma festa, uma tradição, que deve ser comemorada em todo Brasil". Ainda tem a cara de pau de dizer que o bicho é mais do que bem-tratado, gerando emprego e renda. Está tudo aqui.

4) Liberação da caça
No rodeio de Rio Verde, em Goiás, ele declarou que, se for eleito, a caça no país "terá burocracia zero", chamando a prática cruel de "esporte saudável". Pesca em área proibida também aparece em seus discursos.

Como bônus, Bolsonaro debocha de protetores e admitiu ter praticado zoofilia. Para vocês não dormirem com essa imagem mental perturbadora, deixo uma foto fofa da Guda ― e meu post engajado com duas indicações de amigos-candidatos e um monte de referências bacanas para votar com consciência no domingo. #EleNão

28.9.18

Abrir mão do controle: um exercício sofrido

Há semanas, eu acompanho a luta da passaroca que escolheu nossa primavera para fazer seu pequenino ninho. Os galhos, repletos de folhas e flores...


...encarecaram de repente. E, como se não bastasse ter virado presa fácil para os gatos que passeiam soltos no bairro, desandou a chover. Dias seguidos.


Sem drama, a bichinha abandonou o ovo solitário no ninho inseguro...


...e começou tudo de novo deste lado da árvore:


Eu me pus a correr na terça-feira para subir a campanha de financiamento recorrente do Gatoca hoje (nós voltaremos ao Catarse!). Acordei com o galo do vizinho, fui dormir depois do Leo, esqueci de almoçar. O nervoso era tanto que o cortisol liberado na corrente sanguínea acabou com as crises de alergia ― tudo tem seu lado bom. rs

Não deu. E doeu. Mas o mundo vai continuar girando no seu tempo.

26.9.18

A primeira websérie do Gatoca!

Porque eu cansei de reclamar que só bobeira viraliza. Porque o talento dos bigodes não podia continuar sendo desperdiçado. Porque o Leonardo Eichinger estava dando sopa na sala. No dia 5 de outubro (anotem na agenda!), vocês têm um crime para resolver. Suspense tragicômico (ou comédia suspensodramática) para gateiro nenhum torcer o focinho.


Petisco abaixo!

21.9.18

Hospitais veterinários gratuitos de São Paulo

Eu tenho guardadas as notícias do lançamento de cada hospital veterinário público em São Paulo, o primeiro deles há seis anos. Mas, quando a gente precisou socorrer o Guerreiro, nenhuma pesquisa de internet esclareceu nossas dúvidas ― nem as ligações telefônicas nem as mensagens para a amiga da Alemanha, com contato estratégico em uma das equipes.

O peludo seria atendido tarde da noite e sem senha? Valia a pena atravessar a cidade com um animal recém-atropelado? E se a gente não chegasse a tempo? Guerreiro acabou em um hospital fortunoso do Ipiranga, foi para a ONG Canto da Terra na noite seguinte e não resistiu ao terceiro dia de batalha contra a lipidose hepática.


Eu segui atormentando a Anclivepa, responsável pelas três unidades da cidade, para responder as questões levantadas, na esperança de ajudar outros bichos (compartilhem o post!). E eles acabaram me encaminhando para a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde.

As informações abaixo valem para os hospitais do Tatuapé, na zona leste, e da Parada Inglesa, na zona norte, porque o da Vila Sônia, na zona oeste, embora igualmente gratuito, não tem parceria com a prefeitura ― e, 46 dias depois, a Anclivepa não se dignou a retornar meu e-mail.

*

Os hospitais veterinários públicos funcionam 24h?
Não. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, exceto feriados. E as senhas são entregues entre 6h e 10h, com início do atendimento às 7h.

Emergências precisam de senha?
Os hospitais permanecem abertos para emergências até as 17h e, nesses casos, o atendimento é feito de forma imediata.

O que pode ser considerado emergência?
Casos em que o animal está em risco iminente de morte, como atropelamentos e outros acidentes graves.

Se precisar de cirurgia, ele já fica internado?
A internação ocorre de acordo com a avaliação do veterinário. Se não for um caso urgente, o animal fica apenas na internação do pós-cirúrgico.

Há previsão de uma unidade na zona sul?
Não.

Para usar o serviço, o tutor deve morar na cidade de São Paulo, certo?
Sim. E apresentar RG, CPF e comprovante de residência.

Estes endereços e telefones estão atualizados? (Não tive sucesso com os telefones.)
Os endereços e telefones, assim como outras informações, estão disponíveis neste link.

[Para facilitar, colei tudo abaixo. Se eles ficarem desatualizados de novo, consultem direto no site da Anclivepa.]

Hospital da zona leste
Av. Salim Farah Maluf, esquina com a Rua Ulisses Cruz, lado par, Tatuapé
(11) 2291-5159
Funciona até o último animal com senha ser atendido.

Hospital da zona norte
Av. Gen. Ataliba Leonel, 3194, Parada Inglesa
(11) 2478-5305
Também funciona até o último animal com senha ser atendido.

Hospital da zona oeste
Rua Manuel Jacinto, 249, bairro de Vila Sônia
Só atendem 30 bichos por dia, segundo o site. As senhas são distribuídas das 6h às 8h e o animal precisa estar junto.

*

Para encerrar o textão, uma notícia triste e outra feliz:

A triste é que eu conversei com uma senhora que esperou seis horas para passar o gatinho em consulta no hospital da zona norte ― e parece que a fila quilométrica domina todas as unidades. A feliz é que a Anclivepa vai inaugurar também um hospital em São Bernardo do Campo, onde o Gatoca nasceu, totalmente free. :)

19.9.18

Segundo aniversário sem aniversariante

Clara tem o miado mais angustiante do universo felino. Você não sabe, exatamente, o que ela quer. Mas sente o bolo no estômago. E, do jeito que vem, a miação se vai ― aparentemente sem causa, motivo, razão ou circunstância. Não esta semana.

De tempos em tempos, a retalhinha parece retomar as homenagens ao amigo que completaria 12 anos em Gatoca (e 15, estimados, de mundo), se tivesse vencido a doença renal. Podem ser palavrões também. De pelos dourados, o barrigão do Simba* era seu lugar favorito da casa.

E meu lembrete de que basta um passo contrário para reescrever qualquer história.


*Novelinha: Conheça a história do Simba

Outros aniversários: 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008 | 2007

Diários de despedida: #1 | #2 | #3 | #4| #5 | #6 | #7 | #8 | #9 | #10 | #11 | #12 | #13 | #14 | #15 | #16 | #17 | #18 | #19 | #20 | #21 | #22 | FIM

14.9.18

Eleições 2018: advogando em causa (animal) própria

A situação do país está complicada, é preciso fazer algo para mudar e ajudar cães e gatos (e galinhas, vacas, porcos, ornitorrincos) também melhora a vida dos seres humanos. Gatoca juntou referências que todo mundo deveria consultar para votar com consciência no dia 7 de outubro. E coloca os bigodes no fogo por dois amigos queridos. :)

Esqueçam a polarização entre esquerda e direita, o mantra de que político nenhum presta, as evocações divinas e assistam ao vídeo de coração aberto ― os links para consulta estão todos na descrição. Não vou mais pedir curtidas e inscrições no canal porque contratei três estagiários!

12.9.18

Notícia boa x notícia triste

Smely e Jujuba, os gatinhos que não estavam cabendo na mudança, conseguiram um cantinho para esperar os tutores se ajeitarem na Itália e devem se juntar a eles em seis meses. Essa, logicamente, é a boa notícia. A triste é que o post dos bigodes alcançou mais de 15 mil pessoas no Facebook, só duas manifestaram interesse em adotá-los e ambas sumiram.




Quindim e Zula, aliás, passaram pelo feed de 26,7 mil seres humanos e, três meses depois, continuam sem família ― a criatura que topou tomar conta deles quando os tutores se mudaram para a Austrália, em 2016, avisou que não poderá mais a partir de dezembro.


Onde a razão enxerga aumento da conta no veterinário por eventuais doenças da velhice, o coração deveria ver dois animais que precisam de um lar justamente por causa da velhice. Simba não chegou aos 14 anos...

7.9.18

12 anos

Enquanto eu lia o pedido de ajuda encaminhado pela Fê, repetindo as palavras "desespero" e "choro", só conseguia pensar: "Esse casal vai para a Síria. Lutar na guerra". E o texto, de 45 linhas, ainda terminava com: "O coração está partido, mas nossa situação é mais difícil do que aparenta".

Só que, em vez da Síria, o avião pousaria na Itália. E, no lugar da guerra, rolaria um recomeço profissional, com direito a curso para alma. Sem os gatos, claro, adotados filhotes. Um deles, há 12 anos.

Essa é a história do Smely, um vovozinho que adora bolinhas de papel e não pode ver alguém sentado que já pede um colo. Foi acostumado, desde os 3 meses de idade, a passear de coleira peitoral e deixa muito cachorro com inveja.


Jujuba (Clara cover!) completou 6 anos e, apesar de ter sido resgatada morta de forme e sem o rabinho, segue dócil e ronronante.


Os irmãos moram em Bragança Paulista, mas a gente leva aonde precisar se a viagem valer a gasolina. Por favor, ajudem a divulgar: contato@gatoca.com.br. Esta é a imagem de um bicho que não faz ideia de que, em 23 dias, não terá mais família.


Difícil para quem?

6.9.18

Trolada pelo meu próprio blog

Em algum momento de maio, eu fiquei falando sozinha. Culpei o algoritmo do Facebook, que privilegia memes e conteúdo de qualidade duvidosa, senti mágoa das gerações mais novas, que preferem vídeos a textos, quebrei a cabeça pensando em estratégias para continuar espalhando a palavra de Gatoca.


Eis que, na semana passada, o Blogger (ferramenta que hospeda este blog) me perguntou, como quem não quer nada e com quase quatro meses de atraso, se eu gostaria de continuar recebendo o aviso dos comentários por e-mail. Lá estavam 56 pedidos de ajuda, mensagens de carinho, doações para castração, desabafos.


Para ampliar, cliquem na imagem

Desculpem se cheguei tarde ― foram horas respondendo uma a uma com carinho. E nunca mais me abandonem, ainda que involuntariamente, porque terapia custa caro.

31.8.18

Por que toda criança deveria ter um bichinho

Cães e gatos ajudam no desenvolvimento emocional, cognitivo, físico e social da criançada ― e comem ração juntos, brincam com os cocôs na caixa de areia, se escondem para não tomar banho. Meninos e meninas que crescem com um animal de estimação também ficam menos doentes e sofrem menos de ansiedade.

O vídeo explica por quê. Tem também a Laurinha sendo apertável (obrigada pelo áudio, Bá!), imagens inéditas do Simba brigando contra a doença renal (dois anos depois, ainda morro um pouquinho) e o "gritado" da Chocolate dividindo a narrativa (quem descobre onde?).

Não esqueçam de curtir (e comentar/compartilhar/se inscrever) para o canal crescer mais rápido. Informação muda o mundo. :)

29.8.18

Guerra aos pombos: estratégia equivocada e cruel

Atualizado às 23h46

Vocês devem estar sabendo que São Paulo aprovou uma lei que multa quem alimentar e abrigar pombos na cidade, né? Além de antiética, trata-se de uma medida de controle populacional burra ineficaz.

A pedido da ONG Canto da Terra, eu escrevi um manifesto que explica por que, embasado em estudos científicos, desmistifica a espécie (Gatocaabrigou uma pomboca!), aponta os reais problemas de saúde pública e ainda sugere soluções.


A íntegra segue abaixo do vídeo do Jairo Mattos. Sim, tem um ator da Globo lendo um texto meu! E vocês nem precisam lembrar de "Barriga de Aluguel", porque ele integra o elenco da novela das seis. rs

Vai rolar uma ação de inconstitucionalidade, pedindo a retirada da tal da lei, e a gente carece de ajuda para pressionar. Compartilhem este post usando #salveospombos.

Porque eles não merecem levar a culpa do nosso lixo!


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Guerra aos pombos: estratégia equivocada e cruel

Por que proibir a população de alimentar e abrigar pombos tende a aumentar a proliferação de doenças, em vez de reduzir, como espera a nova lei paulistana

Em junho, São Paulo condenou uma espécie que já sofre preconceito a ser ainda mais maltratada aprovando a Lei nº 16.914, de autoria do vereador Gilberto Tanos Natalini (PV), que promete multar quem alimentar e abrigar pombos na cidade. Foram realizadas duas audiências na Comissão de Administração, em 18 de dezembro de 2017 e em 8 de março deste ano, sem votação em plenário.

Por considerar uma medida ineficaz e antiética de controle populacional, a ONG Canto da Terra e o Fórum de Defesa e Proteção dos Animais da Câmara de São Paulo entrarão com uma ação de inconstitucionalidade, pedindo sua retirada. E precisam de pressão popular para serem ouvidos. Compartilhem estas informações! #salveospombos

:: Mentiras e esclarecimentos ::

Pombos transmitem 70 doenças ao homem?
Em 2004, o biólogo suíço Daniel Haag-Wackernagel analisou literatura mundial para doenças possivelmente relacionadas aos pombos e encontrou apenas 176 casos relatados de 1941 a 2003.

Em artigo, ele cita que isolaram 60 patógenos em penas e patas da espécie e apenas sete poderiam causar enfermidade nos humanos, indicando que, mesmo convivendo com eles, o risco de adquirir doenças por esse contato é baixo.

Os fungos e bactérias ligados às respectivas doenças ainda são encontrados em cascas de árvores, madeira úmida, solo e materiais orgânicos em putrefação, além de fezes de outras aves que vivem em bandos, não se podendo culpar exclusivamente os pombos.

Alimentar as aves favorece sua reprodução?
Milho e migalhas de pão, comumente oferecidos pela população aos pombos, estão longe de uma dieta nutricionalmente balanceada, não proporcionando ganho energético significativo para aumentar sua procriação, segundo artigo de Wetswood, publicado em 1996.

:: Desdobramentos indesejados ::

Acúmulo de sujeira em locais já poluídos
Weber relata, em artigo de 1994, que os pombos são extremamente adaptáveis e a redução da alimentação em focos isolados acaba fazendo com que migrem para centros com excesso de lixo, multiplicando a quantidade de fezes passíveis de contaminação nessas regiões.

Aumento da violência contra a espécie
Já perseguidas, as aves sofrerão ainda mais maus-tratos com uma lei que as vilaniza, visto que o atendimento à espécie na Canto da Terra triplicou desde sua aprovação.

:: O real problema ::

Desinformação e cegueira seletiva são os principais desafios de saúde pública na cidade de São Paulo, que ignora a sujeira de praças, escolas, bibliotecas e outras áreas abertas, assim como a falta de moradia digna de parcela significativa da população, que (sobre)vive em casas de madeira e chão de terra batida.

:: A solução ideal ::

Investir em educação, limpeza e habitação
Haag-Wackernagel afirma, em artigo de 1995, que o simples ato de limpar as ruas, impedindo o acúmulo de lixo em locais públicos, já é suficiente para a redução da população de aves. É preciso, portanto, criar políticas públicas de manutenção do espaço público e educação ambiental, além de garantir condições decentes de moradia a todos os cidadãos.

Construir pombais ecológicos
Estratégia de países europeus como Espanha, Portugal e Itália, os espaços contam com comida de qualidade e ninhos onde os ovos botados são substituídos manualmente por imitações, permitindo que os pombos choquem normalmente, sem se multiplicarem.

24.8.18

Os bastidores da lojoca

Eu prometi, há 283 posts, publicar a foto que inspirou a caneca do Mercv ― organização até é meu forte, mas assuntos mais importantes acabaram passando na frente (menos o último post, que foi enrolação mesmo). Pois, acreditem, o figura dormia assim:


E Marina (MOKC) o eternizou nesta aquarela delicada:


Para quem está chegando agora, a lojoca nasceu no dia 10, em comemoração aos 11 anos de projeto. E a gente só tem mais oito canecas, sete chaveiros e três ecobags ― é uma coleção ultraexclusiva.

Obrigada, Juliana Ripoli, Eliane Bortolotto, Andrea Baroni, Michele Inocencio, Alice Azevedo e Marcelo Verdegay, por ajudarem o Gatoca a continuar despiorando o mundo! ♥

22.8.18

Amigo é...

Aquele que deixa seu sono mais macio.

17.8.18

Castração: mitos e benefícios

Lembram do Amarelo, o mijão de roupa no varal, que eu pedi ajuda para castrar em julho? A vaquinha foi um sucesso e a cirurgia também. Aproveitando o gancho, fiz um vídeo explicando as vantagens da operação e esclarecendo as clássicas mentiras. Spoiler: cachorros e gatos esterilizados vivem mais! :)))

Espalhem (e curtam, comentem, compartilhem, se inscrevam no canal, cliquem no sininho para receber notificação dos vídeos novos)! As ruas já estão cheias de bicho passando fome, morrendo de frio e sendo maltratado por seres (des)humanos.

15.8.18

Vida com mais verde!

E azul. 💙 E vermelho. ❤️ E amarelo. 💛

Um ano de Sorocaba.

10.8.18

11º aniversário do Gatoca: nasce a lojoca!

Em maio, eu publiquei um desabafo, pedindo sugestões de como continuar despiorando o mundo com o Gatoca. Referia-me ao alcance do projeto, mas a Denise Pinheiro achou que ele também deveria ser sustentável e propôs uma loja. Neguei de pronto. Só sei costurar botão, pintar cartela de bingo e fazer minhoca de massinha. E me anima ainda menos encarar fila de correio.

Aí, veio a Marina Kater-Calabró com a mesma ideia e a oferta de tocarem a lojoca colaborativamente, me deixando apenas com a parte boa: pensar nos produtos, escrever os textos, fornecer os modelos. Mercv estrela a edição comemorativa de 11 anos, porque foi o bigode que me adotou quando eu não gostava de bicho ― sim, vocês leram certo, eu não gostava de bicho.


A tiragem é ultraexclusiva para sentir o clima. Marina (MOKC) ilustrou as canecas em aquarela, inspirada numa foto real do Mercv (publico no próximo post).


E Denise (Lina Gatolina) pintou as ecobags e costurou os chaveiros de nariz-amor.




Nada com preço "made in China", mas também sem trabalho análogo à escravidão.




Nestes 11 anos, vocês ajudaram o Gatoca a...

- Disseminar informação (1.326 posts, e-book, projeto com crianças, roda de conversa no CCSP, Puxadinho no Yahoo!, entrevista na Rádio Bandeirantes e até canal no Youtube!).
- Virar espaço de compartilhamento de experiências (10.426 comentários, 6.285 curtidas no Facebook e mais um tanto no Twitter e no Instagram).
- Socorrer vidas (116 bigodes, sete focinhos e três bicos, sem contar o impacto indireto).
- Sensibilizar parceiros (27 ao longo da jornada, com destaque especial à Pet Delícia).
- Arrecadar quatro dígitos no financiamento coletivo do Catarse (com 240 apoiadores e o apadrinhamento do Wings For Change).
- Fazer mutirão de castração no DER.
- Brigar por quem não tem voz (com repercussão na Vejinha).

Agora, vocês podem levar um pedacinho do Gatoca para casa: loja.gatoca.com.br. 💚

E bora continuar educando, conscientizando e mobilizando corações de pudim!

8.8.18

Feliz Dia Internacional do Bicho Espaçoso!

Aquele que ocupa dois lugares onde deita, mastiga tudo que vê pela frente e ainda faz a gente se sentir culpado de ficar bravo.

3.8.18

Cuidado com os brinquedinhos do seu bicho!

Na pata de um animal de estimação (seja ele cachorro, gato, galinha), tudo pode virar arma: ossinho, cordinha, sacola plástica, ratinhos e bichinhos de pelúcia. Mas não é para ficar neurótico! Basta seguir as dicas simples do vídeo e curtir seu amigo sossegado. :)

Tem também imagens da Chocolate drogadita (um atentado à família tradicional felina) e da salsichinha da Fernanda Dias, que cultiva um passatempo macabro. Curtam, comentem, compartilhem, se inscrevam no canal, cliquem no sininho para receber notificação dos vídeos novos, encostem o dedão do pé no nariz!

1.8.18

Grama nova, vida nova?

Eu só queria que os bigodes tivessem um gramado para tomar sol deitadões, descarregar a nhaca e almoçar salada. Mas eles são criaturas ambiciosas e também almejam usá-lo como banheiro, o que arruína todas as opções anteriores, já que o excesso de ureia queima completamente as folhas.

Entre receber um salário para assumir a função de descarga do jardim em período integral e apelar à versão sintética, sem good vibes, a gente decidiu dar uma chance a cada tipo de grama existente no mercado. Lá no fundo, a preta, ou o que restou dos tufos que eles fizeram questão de arrancar um a um. E, aqui na frente, a São Carlos, recém-plantada.

Toda torcida é bem-vinda.

27.7.18

Quando tudo dá certo e, mesmo assim, dá errado

A batalha começou na quarta-feira, com a Nathália Vieira me ligando para pedir ajuda para um tigrinho atropelado no Ipiranga, bairro da amiga alérgica a gatos, que não conseguiu virar as costas. De Sorocaba, eu instruí as duas a colocá-lo na caixa de transporte, arisco por causa da dor, e escrevi para um monte de gente perguntando onde ele poderia ser socorrido àquela hora.


Ninguém soube dizer se os hospitais veterinários públicos atendem emergência sem senha e se funcionam 24h ― nem a assessoria de imprensa, cujo contato espero há dois dias. As meninas acabaram em um particular, na região. E os caras queriam cobrar R$ 1,9 mil pela consulta, uma noite de internação e meia dúzia de exames, que não eram a cirurgia ortopédica.

Pagamos a consulta e a internação (R$ 735), de puro desespero, e continuamos a correria no dia seguinte ― elas lá e eu cá. Nenhum dos hospitais públicos atendia o telefone. Só o da zona oeste caía na gravação, que também não esclarecia nossas dúvidas.

O hospital da riqueza deu início à pressão de que o animal tinha convulsionado, precisaria de transfusão de sangue por conta da anemia e só sairia de lá de ambulância. Mas negligenciou a alimentação, com a desculpa de que colocar a sonda seria agressivo.

Muitas mensagens e ligações depois, a Canto da Terra aceitou receber o peludo e a veterinária Maria Eugênia Carretero esperou-o com a ONG já fechada. Nati largou o trabalho no Itaim, voltou para o Ipiranga (tentaram nos arrancar mais R$ 200 de medicação) e seguiu de coração apertado até a zona norte. Guerreiro queria viver.


Ficou enroladinho na coberta, de soro e vitamina na veia, se sentindo amado por uma noite ― era um gatinho idoso.


Hoje de manhã, a lipidose hepática venceu.

Das lições amargas que ficam:

1) Lugar de bicho é dentro de casa! Ainda que vocês morem em uma vila, que o bairro cuide dele comunitariamente, que ele tenha vivido solto um tempão.

2) A gente sempre pode fazer algo. Mesmo sendo alérgico, morando longe, ganhando pouco (deem uma força na vaquinha, por favor: doacoes@gatoca.com.br).

3) Só levem animais a hospitais particulares se tiverem grana para pagar contas de quatro dígitos à vista ― ainda vou fazer um especial sobre o assunto.

4) Sim, o sistema está errado, privilegiando uma parcela minúscula da população. Mas a gente não pode desistir de lutar.

5) Ajudem as ONGs! Elas assumem a função do poder público, sem um centavo dos nossos impostos. E não barganham com vidas.

25.7.18

Santa Ceia

Não teve corpo e sangue de amigo, porque já basta a crueldade da ração. Nem Judas cagueta ou Pedro bundão ― gato é bicho de princípios. Muito menos morte na cruz. A gente fica só com o lance de amar uns aos outros mesmo. Nas ceias não-santas também.

20.7.18

Não compre, adote!

Hoje é Dia do Amigo e justo essa semana eu visitei Pandora, a história de resgate e doação mais emocionante deste blog. Quase dez anos depois, ela continua me recebendo de olhos brilhantes, pulinhos festivos e mordidas de amor. Mas, desta vez, eu resolvi compartilhar com vocês em vídeo.

E fiz logo um especial cheio de motivos irresistíveis para adotar um peludo, mesmo que ele seja um cão ou gato de raça ― quem compra financia crueldade! Curtam, comentem para amolecer outros corações, compartilhem com quem precisa de mais cor (e pelos) na vida.

18.7.18

5 situações em que os bigodes arruinaram minha autoestima

1) Quando eu estava limpando o banheiro, abaixada, e fui usada de escadinha.
2) No mutirão de castração em que batizaram minha blusa. E a calça. E a calcinha.
3) Na semana em que tomei uma patada na cara, com piercing na boca de brinde.
4) Toda vez que alguém deita no meu colo de bunda suja.
5) Quando chego da rua fazendo festa e sou solenemente ignorada.