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19.9.18

Segundo aniversário sem aniversariante

Clara tem o miado mais angustiante do universo felino. Você não sabe, exatamente, o que ela quer. Mas sente o bolo no estômago. E, do jeito que vem, a miação se vai ― aparentemente sem causa, motivo, razão ou circunstância. Não esta semana.

De tempos em tempos, a retalhinha parece retomar as homenagens ao amigo que completaria 12 anos em Gatoca (e 15, estimados, de mundo), se tivesse vencido a doença renal. Podem ser palavrões também. De pelos dourados, o barrigão do Simba* era seu lugar favorito da casa.

E meu lembrete de que basta um passo contrário para reescrever qualquer história.


*Novelinha: Conheça a história do Simba

Outros aniversários: 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008 | 2007

Diários de despedida: #1 | #2 | #3 | #4| #5 | #6 | #7 | #8 | #9 | #10 | #11 | #12 | #13 | #14 | #15 | #16 | #17 | #18 | #19 | #20 | #21 | #22 | FIM

14.9.18

Eleições 2018: advogando em causa (animal) própria

A situação do país está complicada, é preciso fazer algo para mudar e ajudar cães e gatos (e galinhas, vacas, porcos, ornitorrincos) também melhora a vida dos seres humanos. Gatoca juntou referências que todo mundo deveria consultar para votar com consciência no dia 7 de outubro. E coloca os bigodes no fogo por dois amigos queridos. :)

Esqueçam a polarização entre esquerda e direita, o mantra de que político nenhum presta, as evocações divinas e assistam ao vídeo de coração aberto ― os links para consulta estão todos na descrição. Não vou mais pedir curtidas e inscrições no canal porque contratei três estagiários!

12.9.18

Notícia boa x notícia triste

Smely e Jujuba, os gatinhos que não estavam cabendo na mudança, conseguiram um cantinho para esperar os tutores se ajeitarem na Itália e devem se juntar a eles em seis meses. Essa, logicamente, é a boa notícia. A triste é que o post dos bigodes alcançou mais de 15 mil pessoas no Facebook, só duas manifestaram interesse em adotá-los e ambas sumiram.




Quindim e Zula, aliás, passaram pelo feed de 26,7 mil seres humanos e, três meses depois, continuam sem família ― a criatura que topou tomar conta deles quando os tutores se mudaram para a Austrália, em 2016, avisou que não poderá mais a partir de dezembro.


Onde a razão enxerga aumento da conta no veterinário por eventuais doenças da velhice, o coração deveria ver dois animais que precisam de um lar justamente por causa da velhice. Simba não chegou aos 14 anos...

7.9.18

12 anos

Enquanto eu lia o pedido de ajuda encaminhado pela Fê, repetindo as palavras "desespero" e "choro", só conseguia pensar: "Esse casal vai para a Síria. Lutar na guerra". E o texto, de 45 linhas, ainda terminava com: "O coração está partido, mas nossa situação é mais difícil do que aparenta".

Só que, em vez da Síria, o avião pousaria na Itália. E, no lugar da guerra, rolaria um recomeço profissional, com direito a curso para alma. Sem os gatos, claro, adotados filhotes. Um deles, há 12 anos.

Essa é a história do Smely, um vovozinho que adora bolinhas de papel e não pode ver alguém sentado que já pede um colo. Foi acostumado, desde os 3 meses de idade, a passear de coleira peitoral e deixa muito cachorro com inveja.


Jujuba (Clara cover!) completou 6 anos e, apesar de ter sido resgatada morta de forme e sem o rabinho, segue dócil e ronronante.


Os irmãos moram em Bragança Paulista, mas a gente leva aonde precisar se a viagem valer a gasolina. Por favor, ajudem a divulgar: contato@gatoca.com.br. Esta é a imagem de um bicho que não faz ideia de que, em 23 dias, não terá mais família.


Difícil para quem?

6.9.18

Trolada pelo meu próprio blog

Em algum momento de maio, eu fiquei falando sozinha. Culpei o algoritmo do Facebook, que privilegia memes e conteúdo de qualidade duvidosa, senti mágoa das gerações mais novas, que preferem vídeos a textos, quebrei a cabeça pensando em estratégias para continuar espalhando a palavra de Gatoca.


Eis que, na semana passada, o Blogger (ferramenta que hospeda este blog) me perguntou, como quem não quer nada e com quase quatro meses de atraso, se eu gostaria de continuar recebendo o aviso dos comentários por e-mail. Lá estavam 56 pedidos de ajuda, mensagens de carinho, doações para castração, desabafos.


Para ampliar, cliquem na imagem

Desculpem se cheguei tarde ― foram horas respondendo uma a uma com carinho. E nunca mais me abandonem, ainda que involuntariamente, porque terapia custa caro.

31.8.18

Por que toda criança deveria ter um bichinho

Cães e gatos ajudam no desenvolvimento emocional, cognitivo, físico e social da criançada ― e comem ração juntos, brincam com os cocôs na caixa de areia, se escondem para não tomar banho. Meninos e meninas que crescem com um animal de estimação também ficam menos doentes e sofrem menos de ansiedade.

O vídeo explica por quê. Tem também a Laurinha sendo apertável (obrigada pelo áudio, Bá!), imagens inéditas do Simba brigando contra a doença renal (dois anos depois, ainda morro um pouquinho) e o "gritado" da Chocolate dividindo a narrativa (quem descobre onde?).

Não esqueçam de curtir (e comentar/compartilhar/se inscrever) para o canal crescer mais rápido. Informação muda o mundo. :)

29.8.18

Guerra aos pombos: estratégia equivocada e cruel

Atualizado às 23h46

Vocês devem estar sabendo que São Paulo aprovou uma lei que multa quem alimentar e abrigar pombos na cidade, né? Além de antiética, trata-se de uma medida de controle populacional burra ineficaz.

A pedido da ONG Canto da Terra, eu escrevi um manifesto que explica por que, embasado em estudos científicos, desmistifica a espécie (Gatocaabrigou uma pomboca!), aponta os reais problemas de saúde pública e ainda sugere soluções.


A íntegra segue abaixo do vídeo do Jairo Mattos. Sim, tem um ator da Globo lendo um texto meu! E vocês nem precisam lembrar de "Barriga de Aluguel", porque ele integra o elenco da novela das seis. rs

Vai rolar uma ação de inconstitucionalidade, pedindo a retirada da tal da lei, e a gente carece de ajuda para pressionar. Compartilhem este post usando #salveospombos.

Porque eles não merecem levar a culpa do nosso lixo!


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Guerra aos pombos: estratégia equivocada e cruel

Por que proibir a população de alimentar e abrigar pombos tende a aumentar a proliferação de doenças, em vez de reduzir, como espera a nova lei paulistana

Em junho, São Paulo condenou uma espécie que já sofre preconceito a ser ainda mais maltratada aprovando a Lei nº 16.914, de autoria do vereador Gilberto Tanos Natalini (PV), que promete multar quem alimentar e abrigar pombos na cidade. Foram realizadas duas audiências na Comissão de Administração, em 18 de dezembro de 2017 e em 8 de março deste ano, sem votação em plenário.

Por considerar uma medida ineficaz e antiética de controle populacional, a ONG Canto da Terra e o Fórum de Defesa e Proteção dos Animais da Câmara de São Paulo entrarão com uma ação de inconstitucionalidade, pedindo sua retirada. E precisam de pressão popular para serem ouvidos. Compartilhem estas informações! #salveospombos

:: Mentiras e esclarecimentos ::

Pombos transmitem 70 doenças ao homem?
Em 2004, o biólogo suíço Daniel Haag-Wackernagel analisou literatura mundial para doenças possivelmente relacionadas aos pombos e encontrou apenas 176 casos relatados de 1941 a 2003.

Em artigo, ele cita que isolaram 60 patógenos em penas e patas da espécie e apenas sete poderiam causar enfermidade nos humanos, indicando que, mesmo convivendo com eles, o risco de adquirir doenças por esse contato é baixo.

Os fungos e bactérias ligados às respectivas doenças ainda são encontrados em cascas de árvores, madeira úmida, solo e materiais orgânicos em putrefação, além de fezes de outras aves que vivem em bandos, não se podendo culpar exclusivamente os pombos.

Alimentar as aves favorece sua reprodução?
Milho e migalhas de pão, comumente oferecidos pela população aos pombos, estão longe de uma dieta nutricionalmente balanceada, não proporcionando ganho energético significativo para aumentar sua procriação, segundo artigo de Wetswood, publicado em 1996.

:: Desdobramentos indesejados ::

Acúmulo de sujeira em locais já poluídos
Weber relata, em artigo de 1994, que os pombos são extremamente adaptáveis e a redução da alimentação em focos isolados acaba fazendo com que migrem para centros com excesso de lixo, multiplicando a quantidade de fezes passíveis de contaminação nessas regiões.

Aumento da violência contra a espécie
Já perseguidas, as aves sofrerão ainda mais maus-tratos com uma lei que as vilaniza, visto que o atendimento à espécie na Canto da Terra triplicou desde sua aprovação.

:: O real problema ::

Desinformação e cegueira seletiva são os principais desafios de saúde pública na cidade de São Paulo, que ignora a sujeira de praças, escolas, bibliotecas e outras áreas abertas, assim como a falta de moradia digna de parcela significativa da população, que (sobre)vive em casas de madeira e chão de terra batida.

:: A solução ideal ::

Investir em educação, limpeza e habitação
Haag-Wackernagel afirma, em artigo de 1995, que o simples ato de limpar as ruas, impedindo o acúmulo de lixo em locais públicos, já é suficiente para a redução da população de aves. É preciso, portanto, criar políticas públicas de manutenção do espaço público e educação ambiental, além de garantir condições decentes de moradia a todos os cidadãos.

Construir pombais ecológicos
Estratégia de países europeus como Espanha, Portugal e Itália, os espaços contam com comida de qualidade e ninhos onde os ovos botados são substituídos manualmente por imitações, permitindo que os pombos choquem normalmente, sem se multiplicarem.

24.8.18

Os bastidores da lojoca

Eu prometi, há 283 posts, publicar a foto que inspirou a caneca do Mercv ― organização até é meu forte, mas assuntos mais importantes acabaram passando na frente (menos o último post, que foi enrolação mesmo). Pois, acreditem, o figura dormia assim:


E Marina (MOKC) o eternizou nesta aquarela delicada:


Para quem está chegando agora, a lojoca nasceu no dia 10, em comemoração aos 11 anos de projeto. E a gente só tem mais oito canecas, sete chaveiros e três ecobags ― é uma coleção ultraexclusiva.

Obrigada, Juliana Ripoli, Eliane Bortolotto, Andrea Baroni, Michele Inocencio, Alice Azevedo e Marcelo Verdegay, por ajudarem o Gatoca a continuar despiorando o mundo! ♥

22.8.18

Amigo é...

Aquele que deixa seu sono mais macio.

17.8.18

Castração: mitos e benefícios

Lembram do Amarelo, o mijão de roupa no varal, que eu pedi ajuda para castrar em julho? A vaquinha foi um sucesso e a cirurgia também. Aproveitando o gancho, fiz um vídeo explicando as vantagens da operação e esclarecendo as clássicas mentiras. Spoiler: cachorros e gatos esterilizados vivem mais! :)))

Espalhem (e curtam, comentem, compartilhem, se inscrevam no canal, cliquem no sininho para receber notificação dos vídeos novos)! As ruas já estão cheias de bicho passando fome, morrendo de frio e sendo maltratado por seres (des)humanos.

15.8.18

Vida com mais verde!

E azul. 💙 E vermelho. ❤️ E amarelo. 💛

Um ano de Sorocaba.

10.8.18

11º aniversário do Gatoca: nasce a lojoca!

Em maio, eu publiquei um desabafo, pedindo sugestões de como continuar despiorando o mundo com o Gatoca. Referia-me ao alcance do projeto, mas a Denise Pinheiro achou que ele também deveria ser sustentável e propôs uma loja. Neguei de pronto. Só sei costurar botão, pintar cartela de bingo e fazer minhoca de massinha. E me anima ainda menos encarar fila de correio.

Aí, veio a Marina Kater-Calabró com a mesma ideia e a oferta de tocarem a lojoca colaborativamente, me deixando apenas com a parte boa: pensar nos produtos, escrever os textos, fornecer os modelos. Mercv estrela a edição comemorativa de 11 anos, porque foi o bigode que me adotou quando eu não gostava de bicho ― sim, vocês leram certo, eu não gostava de bicho.


A tiragem é ultraexclusiva para sentir o clima. Marina (MOKC) ilustrou as canecas em aquarela, inspirada numa foto real do Mercv (publico no próximo post).


E Denise (Lina Gatolina) pintou as ecobags e costurou os chaveiros de nariz-amor.




Nada com preço "made in China", mas também sem trabalho análogo à escravidão.




Nestes 11 anos, vocês ajudaram o Gatoca a...

- Disseminar informação (1.326 posts, e-book, projeto com crianças, roda de conversa no CCSP, Puxadinho no Yahoo!, entrevista na Rádio Bandeirantes e até canal no Youtube!).
- Virar espaço de compartilhamento de experiências (10.426 comentários, 6.285 curtidas no Facebook e mais um tanto no Twitter e no Instagram).
- Socorrer vidas (116 bigodes, sete focinhos e três bicos, sem contar o impacto indireto).
- Sensibilizar parceiros (27 ao longo da jornada, com destaque especial à Pet Delícia).
- Arrecadar quatro dígitos no financiamento coletivo do Catarse (com 240 apoiadores e o apadrinhamento do Wings For Change).
- Fazer mutirão de castração no DER.
- Brigar por quem não tem voz (com repercussão na Vejinha).

Agora, vocês podem levar um pedacinho do Gatoca para casa: loja.gatoca.com.br. 💚

E bora continuar educando, conscientizando e mobilizando corações de pudim!

8.8.18

Feliz Dia Internacional do Bicho Espaçoso!

Aquele que ocupa dois lugares onde deita, mastiga tudo que vê pela frente e ainda faz a gente se sentir culpado de ficar bravo.

3.8.18

Cuidado com os brinquedinhos do seu bicho!

Na pata de um animal de estimação (seja ele cachorro, gato, galinha), tudo pode virar arma: ossinho, cordinha, sacola plástica, ratinhos e bichinhos de pelúcia. Mas não é para ficar neurótico! Basta seguir as dicas simples do vídeo e curtir seu amigo sossegado. :)

Tem também imagens da Chocolate drogadita (um atentado à família tradicional felina) e da salsichinha da Fernanda Dias, que cultiva um passatempo macabro. Curtam, comentem, compartilhem, se inscrevam no canal, cliquem no sininho para receber notificação dos vídeos novos, encostem o dedão do pé no nariz!

1.8.18

Grama nova, vida nova?

Eu só queria que os bigodes tivessem um gramado para tomar sol deitadões, descarregar a nhaca e almoçar salada. Mas eles são criaturas ambiciosas e também almejam usá-lo como banheiro, o que arruína todas as opções anteriores, já que o excesso de ureia queima completamente as folhas.

Entre receber um salário para assumir a função de descarga do jardim em período integral e apelar à versão sintética, sem good vibes, a gente decidiu dar uma chance a cada tipo de grama existente no mercado. Lá no fundo, a preta, ou o que restou dos tufos que eles fizeram questão de arrancar um a um. E, aqui na frente, a São Carlos, recém-plantada.

Toda torcida é bem-vinda.

27.7.18

Quando tudo dá certo e, mesmo assim, dá errado

A batalha começou na quarta-feira, com a Nathália Vieira me ligando para pedir ajuda para um tigrinho atropelado no Ipiranga, bairro da amiga alérgica a gatos, que não conseguiu virar as costas. De Sorocaba, eu instruí as duas a colocá-lo na caixa de transporte, arisco por causa da dor, e escrevi para um monte de gente perguntando onde ele poderia ser socorrido àquela hora.


Ninguém soube dizer se os hospitais veterinários públicos atendem emergência sem senha e se funcionam 24h ― nem a assessoria de imprensa, cujo contato espero há dois dias. As meninas acabaram em um particular, na região. E os caras queriam cobrar R$ 1,9 mil pela consulta, uma noite de internação e meia dúzia de exames, que não eram a cirurgia ortopédica.

Pagamos a consulta e a internação (R$ 735), de puro desespero, e continuamos a correria no dia seguinte ― elas lá e eu cá. Nenhum dos hospitais públicos atendia o telefone. Só o da zona oeste caía na gravação, que também não esclarecia nossas dúvidas.

O hospital da riqueza deu início à pressão de que o animal tinha convulsionado, precisaria de transfusão de sangue por conta da anemia e só sairia de lá de ambulância. Mas negligenciou a alimentação, com a desculpa de que colocar a sonda seria agressivo.

Muitas mensagens e ligações depois, a Canto da Terra aceitou receber o peludo e a veterinária Maria Eugênia Carretero esperou-o com a ONG já fechada. Nati largou o trabalho no Itaim, voltou para o Ipiranga (tentaram nos arrancar mais R$ 200 de medicação) e seguiu de coração apertado até a zona norte. Guerreiro queria viver.


Ficou enroladinho na coberta, de soro e vitamina na veia, se sentindo amado por uma noite ― era um gatinho idoso.


Hoje de manhã, a lipidose hepática venceu.

Das lições amargas que ficam:

1) Lugar de bicho é dentro de casa! Ainda que vocês morem em uma vila, que o bairro cuide dele comunitariamente, que ele tenha vivido solto um tempão.

2) A gente sempre pode fazer algo. Mesmo sendo alérgico, morando longe, ganhando pouco (deem uma força na vaquinha, por favor: doacoes@gatoca.com.br).

3) Só levem animais a hospitais particulares se tiverem grana para pagar contas de quatro dígitos à vista ― ainda vou fazer um especial sobre o assunto.

4) Sim, o sistema está errado, privilegiando uma parcela minúscula da população. Mas a gente não pode desistir de lutar.

5) Ajudem as ONGs! Elas assumem a função do poder público, sem um centavo dos nossos impostos. E não barganham com vidas.

25.7.18

Santa Ceia

Não teve corpo e sangue de amigo, porque já basta a crueldade da ração. Nem Judas cagueta ou Pedro bundão ― gato é bicho de princípios. Muito menos morte na cruz. A gente fica só com o lance de amar uns aos outros mesmo. Nas ceias não-santas também.

20.7.18

Não compre, adote!

Hoje é Dia do Amigo e justo essa semana eu visitei Pandora, a história de resgate e doação mais emocionante deste blog. Quase dez anos depois, ela continua me recebendo de olhos brilhantes, pulinhos festivos e mordidas de amor. Mas, desta vez, eu resolvi compartilhar com vocês em vídeo.

E fiz logo um especial cheio de motivos irresistíveis para adotar um peludo, mesmo que ele seja um cão ou gato de raça ― quem compra financia crueldade! Curtam, comentem para amolecer outros corações, compartilhem com quem precisa de mais cor (e pelos) na vida.

18.7.18

5 situações em que os bigodes arruinaram minha autoestima

1) Quando eu estava limpando o banheiro, abaixada, e fui usada de escadinha.
2) No mutirão de castração em que batizaram minha blusa. E a calça. E a calcinha.
3) Na semana em que tomei uma patada na cara, com piercing na boca de brinde.
4) Toda vez que alguém deita no meu colo de bunda suja.
5) Quando chego da rua fazendo festa e sou solenemente ignorada.

13.7.18

A arte de negociar (e de unir pessoas por uma causa)

Eu passei algumas semanas pensando em como convencer a família a castrar o gato criado solto pelo bairro, que resolveu fazer serenatas de madrugada no telhado aqui de casa e acertar as roupas do varal com xixi ― já tinha conversado sobre as telas, mas sem sucesso.

Sim, pensei também em sequestrá-lo. A criatura chegou a cair na nossa garagem, única parte do terreno sem blindagem. E é um amarelão lindo e ronronante, fácil de doar. Mas fiquei com pena das crianças, que desfilam com ele para cima e para baixo, segurando daquele jeito desengonçadamente fofo.

Voltando... Ensaiei diálogos mentais, juntei links da internet, pesquisei o calendário lunar. Segunda-feira, mas precisamente às 2h17, o boêmio se pôs a brigar com outro, resistindo à mangueirada pacificadora ― isso porque eu já tinha resistido de abandonar o edredom quentinho por 50 minutos, respirando profundamente em vão.

Possuída pelo satã, de pijama e descabelada, bati então na casa dos vizinhos, mais descabelados ainda, e agendamos a bendita cirurgia. Agora, preciso de ajuda para pagar ― a família é simples (a gente mora na periferia de Sorocaba) e o marido estava desempregado até recentemente.

Se eu, tutora de nove gatos (estressadíssimos com o intruso, aliás) e dona de um projeto com animais perdi a compostura, imaginem quanto tempo esse bicho vai durar na rua, mijando na roupa alheia e deixando a vizinhança (que já ouvi atirar coisas para o alto) insone.

Quem topa trocar um almoço em fast food por um mundo melhor: doacoes@gatoca.com.br? :)

11.7.18

Viva o inconformado!

Toda família tem um indivíduo que questiona as regras, acredita que as coisas podem funcionar diferente, deita contra a maré. Eles provam que a terra é redonda (mesmo que 2.238 anos depois ainda exista gente insistindo no contrário), dão origem à luta por igualdade de gênero (mesmo que ainda não tenhamos chegado lá), levantam a voz pelos animais (mesmo que a humanidade siga surda).

Deixam o mundo mais perto de ser melhor.

5.7.18

Turnê São Francisco em Arezzo, Cortona e San Gimignano (Itália)

Gatoca visitou Assis, depois de 12 anos prestando serviços não remunerados para Chicão, e todas as imagens e curiosidades sobre a cidade italiana estão aqui, junto com a história que pouca gente conhece do protetor dos animais.

Na segunda parte da epopeia, os afrescos que representam a lenda da Verdadeira Cruz, em Arezzo, as relíquias de São Francisco que Frei Elias levou para Cortona, o eremitério onde ele rezava, a cinco quilômetros do centro, e um convite à reflexão, nas ruínas da igrejinha de San Gimignano.

Porque peregrino raiz não prega só no quintal de casa, né? Depois da musiquinha de encerramento, aliás, tem o rolê que ele fez por aqui. Curtam, comentem, compart... ah, vocês sabem.

4.7.18

Ritual da prosperidade

Certeza que os bigodes ouviram a gente comentar sobre a situação calamitosa do país e resolveram garantir o granulado higiênico (duas toneladas por mês) e a ração supermegablasterpremium. Notem que tem um lugar vazio nos almofadões. Gatoca informa que o fura-ritual será punido com apertos felícios e montinho coletivo na hora de dormir.


29.6.18

11º quase-aniversário do Gatoca

29 é dia de ficar rico comendo nhoque. Mas 29 de junho, para mim, tem gosto ainda melhor: o de recomeço. Foi quando eu decidi criar um blog para compartilhar as peripécias dos bigodes, que já eram dez fixos, mas nem perto de 114 temporários, sete cães e três aves. E vocês foram chegando. E a gente reescreveu um monte de histórias! 💚

No aniversário oficial do projeto, em 10 de agosto (porque esta criatura demorou 42 dias para juntar coragem de publicar o primeiro post, rs), vai ter surpresa! Não, não é o segundo e-book (ainda). Nem mais um mutirão de castração. Muito menos outro canal no Youtube ― que já não dou conta de atualizar decentemente um. Mas vocês vão gostar. :)

Começa a contagem regressiva!


Festinhas anteriores: 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008

28.6.18

Gatos são multitalentosos até dormindo

Vocês fazem ideia de quantas habilidades um bigode precisa colecionar para cochilar assim? Há que se ter hiperflexibilidade para encostar a cabeça nos pés. Noção espacial e de logística para se encaixar em um retângulo diminuto de papelão. Resistência a temperaturas altas para aguentar o sol torrando o casaquinho de pele. E zero claustrofobia.

21.6.18

Copa do Mundo e bicho que tem medo de fogos de artifício

Verdade seja escrita: este post/vídeo não existiria sem o puxão de orelha da Luciana Bugni, jornalista antenada e amiga querida. Futebol passa longe da minha lista de paixões, mesmo que o mundo inteiro se mobilize para xingar juiz, mas para ajudar cachorros e gatos eu abro exceção feliz.

Seu amigo entra em pânico com o barulho dos rojões? Clique na imagem abaixo! As nove dicas são simples e, depois da musiquinha de encerramento, tem um recado-amor para quem solta essas merdas ― está liberado compartilhar loucamente!

Ah! Os melhores homeopatas veterinários de São Paulo atendem na Canto da Terra, me antecipando aos pedidos. E a ONG ainda realiza um trabalho incrível de proteção animal, incluindo aí coelhos, hamsters, aves e até ovelhas. :)

20.6.18

16 comidas proibidas para cães e gatos

Não compartilhe seu almoço temperado com o animal de estimação e mantenha estes alimentos fora de alcance. Em caso de ingestão acidental, leve o bicho imediatamente ao veterinário

:: Cães

Abacate
Fruta tóxica para cachorros, provoca vômitos e diarreia.
Balas e chicletes
Podem conter xilitol, um adoçante artificial que estimula a liberação de insulina no organismo, causando hipoglicemia, além de atacar o fígado.
Chocolate
Feito com teobromina, substância química tóxica para os focinhos se ingerida em grande quantidade, mata em até 24 horas.
Macadâmia
Comum em doces, também é considerada tóxica para os peludos, causando depressão e dores articulares.

:: Gatos

Leite
Costuma provocar diarreia e outros problemas de estômago, porque, contrariando o que a gente assiste nos desenhos animados, o trato digestivo dos bichanos tende a se tornar intolerante à lactose na idade adulta.
Gordura
Pode causar distúrbios gastrointestinais e até pancreatite.
Ossos
Além de provocar fraturas dentárias, tendem a bloquear o intestino e, em muitos casos, perfurá-lo.
Papinha de bebê
Contém cebola que, apesar de cozida e em pequena quantidade, acaba provocando anemia nos bigodes.
Ovo cru
Podem expor o felino à salmonela e outros parasitas que causam inflamações no fígado.
Peixe cru
Deixa o organismo carente de vitamina B1, gerando convulsões e problemas neurológicos sérios.

:: Cães e gatos

Alho e cebola
Contêm substâncias químicas que danificam as células vermelhas do sangue, prejudicando a capacidade de transportar oxigênio dos pulmões para outras células do corpo.
Café
Possui cafeína, que acelera o coração, causando taquicardia e até infarto. Quanto menor for o animal, aliás, maior é o risco.
Uva e passas
Frutas tóxicas para ambos os bichos, tendem a provocar insuficiência renal aguda ― com fortes sintomas e evolução rápida.


Latinhas doadas pela Pet Delícia, a hora mais esperada do dia

* Texto escrito para a revista AnaMaria, agora da Editora Caras.

15.6.18

Filme com gatos

Tem gente que faz ioga para atingir a iluminação. Eu só quero caber no sofá.



8.6.18

Turnê São Francisco em Assis (Itália)

Protetor de animais que se preze não pode viajar para a Itália e deixar Assis, a cidade de São Francisco, de fora ― eu ia, confesso, até Mariana me dar esse puxão de orelha. E mesmo quem não curte o santo (ou bicho) deve aproveitar o passeio, porque o vilarejo medieval é uma graça.

No vídeo da semana (ou do mês, rs), o verdadeiro nome de Chicão e seu passado pregresso, a cripta com os restos mortais e quase tudo que ele possuía em vida, uma igreja mais linda do que a outra, esta jornalista interpretando Deus. E tudo isso fanha, porque minhas "ites" atacam no frio.

Curtam, comentem, compartilhem, aquela coisa toda, para que a palavra de Gatoca chegue a mais crentes ― e ateus.

7.6.18

13 anos

Há 12 anos e meio, eu olho para o Mercvrivs com o coração transbordando. Dou água na seringa para driblar a doença renal, patê na colher quando ele desanima de comer sozinho, colo de pijama no café da manhã, mesmo que isso me custe outra madrugada em crise ― sou alérgica a gatos, ironia divina.

Não consigo me imaginar tomando uma decisão em que ele e a gangue não caibam. Mas nem todo mundo enxerga bicho assim. Quindim e Zula perderam a família para a Austrália no final de 2016 e a pessoa que ficou responsável por ambos aqui no Brasil (SP) avisou que não poderá cuidar mais. Eles têm 13 anos! 💔


Quindim adora carinho, caça papel de bombom amassado profissionalmente e mia quando vê uma vassoura para ganhar varridinhas na barriga. Zula é tímida, daquelas que se esconde embaixo da cama com a campainha, mas baba de alegria ao receber cafunés depois que cria intimidade.

Os dois estão castrados e vacinados, sem problemas de saúde conhecidos. Só que têm 13 anos ― eu digito "13" e o peito rasga. Ah! Escrevi que são irmãos? Foram adotados pequeticos e nunca se separaram. Qual a chance de continuarem juntos?

Já são 13 anos...


P.S.: E-mails para contato@gatoca.com.br.

1.6.18

Blog falado personalizado: nós temos!

Há de se juntar 100 inscritos para convencer o Youtube que seu canal merece uma url com menos de 48 caracteres. E nós já somos 163. (Jujuba agradece!) O www.youtube.com/gatoca nasceu esta manhã, mas tem três vídeos publicados: os melhores momentos dos bigodes, 8 mitos felinos exterminados e nossa viagem à Itália e França.

Assistam, curtam, comentem, compartilhem, cliquem no sininho para receber o aviso sempre que uma epopeia for ao ar, sugiram temas. A ideia é deixar o processo mais fluído, mas a jornalista de papel precisa de ajuda, rs. E o mundo precisa de informação, olhares sensíveis, corações mobilizados pelos animais.

30.5.18

Tem uma curtidinha sobrando aí?

Atualização em 31 de maio de 2018

Conseguimos! Não só sete, mas 52 seguidores. As inscrições podem continuar aqui, porque ainda falta muito mundo para ser despiorado.

Aperto coletivo!
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Gatoca lançou uma versão falada no YouTube em março. Vocês talvez não tenham ficado sabendo porque o Facebook sabota o alcance de posts que levam para fora de sua rede social e porque o link provisório do canal exige uma memória prodigiosa:

www.youtube.com/channel/UCjI1WKrLhmTaDfx72v-TmQA

Não, nós não temos um www.youtube.com/gatoca (notem a tristeza da Jujuba). Mas podemos! Faltam apenas sete inscritos. É só clicar no endereço gigante aí em cima e no "inscrever-se", que aparecerá em vermelho, logo abaixo do logo chifrudinho ― ou no canto direito da tela, para quem estiver no computador.

Prometo aumentar a frequência dos vídeos conforme for diminuindo a vergonha. Sugestões de temas continuam sendo bem-vindas, aliás! :)

25.5.18

Animal doente pode receber nutrientes e calorias pelo soro

A batalha do Simba contra a insuficiência renal rendeu muitos posts (não deixem de ler os links no final deste aqui!). Mas eu nunca escrevi sobre a dieta parenteral. Introduzida pela veterinária Maria Eugênia Carretero no estágio final da doença, ela tinha o objetivo de melhorar a qualidade de vida do leãozinho, enquanto ele demonstrasse disposição para continuar.

Trata-se de uma fluidoterapia turbinada com lipídeos, proteínas, carboidratos e vitaminas essenciais, administrada diretamente na veia, para evitar inanição e aumentar o bem-estar de animais em estado grave. A ONG Canto da Terra, localizada em Santana (SP), oferece o tratamento a preços solidários para que nenhum bicho sofra além do inevitável.

Câncer, lipidose hepática, caquexia (magreza) e doenças inflamatórias intestinais também estão na lista de atendimento, que rola de terça a domingo, das 10h às 19h, na Avenida Voluntários da Pátria, 3331. O telefone para contato é: (11) 2973-7988.

Simba morreu há um ano e meio. Mas teve uma vida plena e o final no meu colo, apertado bem apertadinho, privilégio que todo peludo merecia.

23.5.18

Mais aniversariantes do mês - maio de 2018

Onze anos de vida em família é um desafio. Ainda mais para os felinos, que na natureza preferem a solidão a ter de dividir comida ― com exceção dos leões, que aceitam a coletividade para dominar os pontos da savana com melhores emboscadas à caça (e também porque suas presas alimentam vários indivíduos).

Mas Gudinhas* seguem grudinhas. Ontem, antes de lembrar da data comemorativa, tirei esta foto da soneca da tarde, com Guda, a mãe-tibetana, ao centro. Sim, faltam Pufosa e Pimenta. É que elas estavam, respectivamente, fazendo a vigília e caçando Godofredo, o rato de pelúcia.


*Novelinha: conheça a história das Gudinhas

Outros aniversários: 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009

18.5.18

Bicho gorducho é fofo, mas nem sempre saudável

Eu costumava brincar que Jacob tinha a síndrome do pote vazio: comia a ração até enxergar o fundo azul da tigela, não importava quantas vezes a gente tornasse a encher. E bateu os 8 kg, gordura corporal generosa para um gato de estrutura pequena. Quando deixou de caprichar na higiene pessoal e de subir nos lugares mais altos, nós apelamos à dieta.

Quase metade dos animais de estimação no Brasil são obesos, ou seja, estão 15% acima do peso ideal, por causa do excesso de comida, dos hábitos sedentários e de distúrbios comportamentais como a ansiedade. E esse quadro pode provocar diabetes, problemas nas articulações, doenças cardiovasculares e até alterações neurológicas.

Para prevenir, vale seguir a recomendação de consumo indicada na embalagem de ração, não oferecer restos de refeições humanas (alimentação natural pode!), evitar que os petiscos superem 10% da quantidade calórica diária e estimular atividades físicas por meio de brincadeiras, para os bichanos, e passeios, para os cachorros.

Quem tem vovôs caninos, jovens felinos, fêmeas de ambas as espécies e animais com distúrbios hormonais ou predisposição genética à obesidade, como labrador, beagle, basset hound, dachshund e cocker, deve redobrar a atenção, segundo a veterinária Keila Regina de Godoy. Fofinho, sim. Doente, não!


Foto da Glaucia Regina Xavier, que adotou o pequeno tigre

* Texto escrito para o Yahoo!

16.5.18

Aniversariante do mês - maio de 2018

Quando Guda* saiu na Folha Online, este blog teve mais acessos do que nos seis meses anteriores. Isso já faz um década! Mas o bigodão continua espanando os móveis, sem sinal de calvície aparente. Completar 11 anos de adoção em uma caixa de papelão interiorana é um privilégio. Espero que não faltem grilos e passarinhos (vivos!) nos próximos 11.


*Novelinha: conheça a história da Guda

Outros aniversários: 2017 | 2016 | 2015 | 2014 | 2013 | 2012 | 2011 | 2010 | 2009 | 2008

11.5.18

Desabafo

Há (quase) 11 anos, eu reinvento o Gatoca. De blog de crônicas para espaço de informação e sensibilização. De vitrine de adoção para ferramenta de mobilização. De financiamento coletivo para mutirão de castração. De redes sociais (1, 2 e 3) para e-book. E agora vídeos. Só que a gente perdeu o costume de entrar nos sites que gosta, delegando ao Facebook o serviço de lembrete eletrônico. E de curador ele passou a mercenário, divulgando só conteúdo patrocinado e meia dúzia de posts virais.

Enquanto escrevo este texto no parque, tentando disfarçar desânimo com pôr de sol, me pergunto: qual a chance de um projeto sem memes nem polêmicas se tornar viral? (Dinheiro eu prefiro gastar com bicho, Zucka.) Mesmo o Youtube, considerado a alternativa da vez, mudou sua política de remuneração e esmagou os canais pequenos.

Eu podia diminuir a pilha de livros acumulados na cabeceira da cama, visitar amigos espalhados pelo Brasil sem gastar um centavo além da passagem de ônibus, dobrar as aulas de ioga, voltar para o flamenco. Mas tenho uma necessidade absurda de melhorar o mundo. Pelo Mercv, que melhorou meu mundo. E por todos os Mercvrivs, que ainda podem melhorar o mundo de alguém.

A humanidade há de se harmonizar com os animais. Mas estou sem ideias de como continuar fazendo isso...