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1.9.17

Bastidores da mudança

Eu namoro Sorocaba desde a doação da Pandora, a história mais incrível deste blog. A cada festinha de aniversário (e foram muitas), deixava a cidade de coração partido, rumo ao caos de São Bernardo, uma extensão de São Paulo sem a parte boa. Até que a parede da nossa sala desabou com a reforma do vizinho.

Primeiro, eu urrei todos os urros. Depois, chorei todas as lágrimas. E, então, decidi recomeçar. Em três meses e meio, virei do avesso os sites de imobiliárias, visitei uma dezena de casas com a ajuda imprescindível da Rose, aluguei o apertamento para a Maira, amiga querida, e nos mudamos ― quando a escolha é certa, as coisas fluem.


Maga pagou o almoço de comemoração, Casé e Rosa capricharam no jantar, Paula emprestou três transportes felinos, Tati e Mari embalaram, carregaram e descarregaram mil caixas. Maira ainda doou seus armários de cozinha, Miriam o sofá (agora a gente tem sofá!), a sogra parte do carreto, com aspirador de pó de brinde. E cá viemos nós, trazendo chuva e céu cinza (sorry, sorocabanos!).

Por uma semana, os bigodes ficaram presos no escritório, enquanto a gente dormia, comia, tomava banho entre caixas ― e tudo que podia dar errado seguia dando (fogão quebrado no caminhão, colchão torto e molhado, vazamento no box, água do filtro turva, guarda-roupas imontável, montador com a agenda cheia).

Mas só na primeira noite, acreditem, rolaram fuzzz coletivos ― Leo e eu, por outro lado, brigamos uns três dias consecutivos. Morar apertado favoreceu a socialização das Gudinhas. Maru também preparou o emocional dos peludos com homeopatia (recomendo muito!), as caixas de transporte ficaram no chão para eles acostumarem com o cheiro e só faltou passar essência de lavanda, não encontrada a tempo.

Em vez da escarificação de 2013, este foi o arranhãozico-lembrança de 2017.


Agora, está todo mundo solto, de pelo imundo, torrando no sol e vomitando matinho na sala. O pinheiro do jardim me lembra os Natais de infância, a primavera se tornou minha planta favorita de vida adulta e, para qualquer cantinho que eu olhe, imagino como o Simba gostaria de ter vivido um tico mais.

6 comentários:

Denise Pinheiro disse...

hihihi....
Mudança de casa é um borogodó! Mas aqui não rola briga, ainda bem. Já fizemos umas 135, o casamento não teria durado 31 anos se tivesse briga nas mudanças!!!
Desejo sorte na casa nova, Paz & Amor, saúde pra todos os felinos e humanos e um pouco de sossego, porque você merece.
Tia D está aqui para dicas de arrumação, receitas e presentes pros gatos feitos no ateliê.
Beijocas.

Anônimo disse...

Sei bem como é. Nessas horas até homeopatia pra gente é recomendado.
Tb recomendo muito homeopatia. (Maru e Eduardo são ótimos).
Cidade do interior, embora Sorocaba seja grande, tem suas vantagens e ainda tem muita coisa que precisa.
Mas a verdade é que desejo que sua presença continue reverberando consciência por onde passa.

Aninha disse...

A leitura desse post ia muito bem obrigada, até que veio a parte do Simba e abriu as torneiras...

Anônimo disse...

Tenho certeza que valeu tanto trabalho. Só o conforto dos gatuchos já justifica qualquer esforço.
Boa Sorte

Anônimo disse...

Vc conseguiu ir pra perto da Pandora!
Sejam muito felizes!

Beatriz Levischi disse...

Quero mimos da Lina Gatolina! E as dicas todas. E visita. :)

As torneiras por aqui vivem gotejando. rs

<3

Sim! Preciso apertar Pandora enquanto ela não vai encontrar o leãozinho, né?