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11.8.17

Décimo aniversário do Gatoca

Há uns três anos, eu idealizo a comemoração de uma década do projeto ― grandiosa, com leitores do Brasil inteiro e galeria de fotos em revista de fofoca. Pois em maio estava de bobeira e resolvi nos mudar para Sorocaba (surpresa!). Entre arrumar alguém para alugar o apertamento, encontrar a casóca perfeita para bigodes e enteadas, e aprender a limpar tinta de parede do cabelo, as folhinhas do calendário voaram e nem publicar este post na data certa (ontem) eu consegui.

Também tinha me programado para fazer uma lista de dois dígitos com depoimentos de transformação ao longo da jornada, mas o excesso de informação do Facebook parece que roubou o tempo de escrita do pessoal e a participação foi tímida ― obrigada, Mara, Vânia, Lyra Libero, Denise Pinheiros, Alexy e Fernanda Alessandra! Vocês serão eternizadas logo abaixo da foto. rs

Resta-me, então, pedir presente! Apoiem o projeto mensalmente: contato@gatoca.com.br. Educação muda o mundo ― e R$ 10 também. Nestes dez anos, a gente construiu números de responsa juntos:

- 1.236 posts
- 10.022 comentários (e trocas de experiência)
- 6.123 curtidas no Facebook, com fanpage verificada
- 122 bichos socorridos, sem discriminações
- 27 parceiros variados
- R$ 21.110 financiados coletivamente (R$ 3 mil do Wings For Change)
- 240 apoiadores na campanha
- 51 cães e gatos castrados em mutirão
- 1 e-book + entrevista para a Rádio Bandeirantes
- 1 projeto com crianças, outro com adolescentes
- 1 roda de conversa no Centro Cultural São Paulo
- 1 reunião na Promotoria do Meio Ambiente + repercussão na Vejinha
- 105 quilos de ração doados pela Farmina
- 162 latinhas doadas pela Pet Delícia
- R$ 2.141 de telas doados pela Redes 2000 (em breve)

E dá para fazer muito mais!

Ah! Os bigodes, mundanos, querem rede de balanço e mudas para o jardim. :)


Já ri, chorei, me emocionei e aproveitei muitas ideias do Gatoca.
Mara

Sou gateira assumida, voluntária na causa animal em minha cidade (Cubatão - SP), auxiliar em mutirões de castração, mãe de vários bigodes em casa e tantos outros na rua. Parte disso devo a você e seu blog, que plantaram no meu coração há alguns anos, o desejo de levantar do sofá e olhar além dos meus dois gatos gordos, saudáveis e confortáveis, como eu, e fazer alguma coisa pelos outros. Não foi nem está sendo fácil, mas desistir não é uma opção. Enquanto puder castrar alguns, alimentar, resgatar e doar outros, nosso sonho não terá fim. Não podemos fazer tudo, somos pequenos elos de uma grande corrente. Por várias vezes, a realidade me feriu como a você também. Mas sigamos firmes, fortes e esperançosos, por eles e somente por eles. Parabéns ao Gatoca, parabéns a você, obrigada por tudo!
Vânia

Eu adotei a Pan em 2008 e logo depois descobri o Gatoca. Era gateira de primeira viagem, não sabia nada sobre gatos, e me identifiquei muito com você. Mas de tudo que você publicou até hoje, o que mais doeu meu coração foi a história da dona Lourdes. Acompanhei post a post, sofrendo, imaginando e chorando. Até hoje, penso nos esqueletinhos que não tiveram sorte, aqueles que não suportaram os maus-tratos submetidos. Lembro de duas gatinhas brancas com câncer de pele, que tiveram que amputar as orelhinhas. Lembro de histórias pavorosas. E eu, acompanhando aquilo, pensava: essa Bia é maravilhosa mesmo. Já teria surtado, metido o louco nessa velha, chamado uma gangue de protetores e a Polícia. Mas seu coração enorme deu conta e você tirou todos eles de lá. Me emocionei muito, muito mesmo. Com cada episódio. Parabéns por sua trajetória, pelo blog, pelas tantas crônicas de bigodes que alimentaram amor e carinho pelos animais. Obrigada e parabéns!
Lyra Libero

Infelizmente, não tenho muitos amigos. Talvez pela vida cigana que já vivi, talvez porque não esteja no meu DNA conviver com grupos. Sou reclusa, gosto de ficar sozinha e não faço mais nada por conveniência social. A internet foi ótima pra mim, porque comecei ler blogs e "conhecer" pessoas sem precisar tirar as pantufas. Conosco foi assim: você escrevia, eu lia e comentava, contava alguma coisa do meu gato. Conheci os dez bigodes e me apaixonei por eles. Ri muito dos nomes das Gudinhas, que pareciam meninos, mas não eram. Aprendi sobre comportamento felino, canino, "pombino". No Gatoca, finalmente diagnostiquei qual era a "doença" que eu tinha, sem nem precisar ir ao psicólogo! É coração de pudim! E depois de ter recusado alguns convites para comemorar o aniversário, decidi que iria e fui. Precisava apertar você num abraço e conhecer as pessoas que fazem parte desta toca onde sempre cabia mais um. Pena que nestas festas os gatos não estão presentes para serem cumprimentados e amassados, nossos personagens de tantas histórias divertidas. O Gatoca é um Serviço de Utilidade Pública, não só pelas informações e dicas, mas por juntar gente que nunca tinha se encontrado e amarrar em fitas de amizade que vão durando pelos anos... Trabalhos de resgate e adoção de gatos já existem vários (ainda bem!), mas o Gatoca tem uma diferença que é o especial da casa: você nos faz cúmplices de cada vitória, de cada vida salva e de cada humano conquistado pelos purrrss de um peludo carente. Vida longa!
Denise Pinheiros

Conheci o Gatoca em 2015, quando minha gatinha teve um problema e comecei a pesquisar na internet alternativas, soluções e mudanças que poderiam melhorar a qualidade de vida dos meus nove bichanos. Me identifiquei com sua multidão e com sua transformação: desde que virei gateira, virei também uma protetora: independente, fazendo trabalho de formiguinha, um pouquinho aqui e outro ali... Mas, como nem só de felicidade vive uma gateira, o post que mais me marcou no Gatoca, e que me fez chorar por dias toda vez que comentava a história com alguém, foi "V de tristeza". Bea, você usou toda sua inspiração para conseguir lidar com aquela tristeza e transformar em poesia... Depois daquela leitura, que mexeu tanto comigo, acho que fiquei mais ativa e me esforcei para fazer sempre um pouco mais e com mais frequência, na esperança de tentar reduzir, pelo menos um pouquinho, o número de derrotas que a gente precisa engolir pelo caminho.
Alexy

Conheci o Gatoca na época dos ex-queletinhos. Como chorei com aquela história e me apaixonei por seu blog! Nestes 10 anos, com toda sua criatividade e jeito com as palavras, já me peguei chorando e rindo muito com as peripécias de cada bigode. Sou apaixonada por bichanos, tenho uma família grande! PS: amo ler suas histórias para minha mãe, que também é uma mãe de gato assumida. Vida longa ao Gatoca!
Fernanda Alessandra

(Mais depoimentos aqui.)

4.8.17

Adote uma duplinha!

Neste post, eu usei argumentos racionais sobre as vantagens de se ter dois (ou mais) animais de estimação. Em tempos de economia de caracteres, apelo aos cliques de Gatoca para provar que a vida fica muito mais divertida (e quentinha) com um parceiro de jornada. ♥


Pufosa ultrapassou a mãe, mas continuou mamando até os 2 anos e 4 meses


Clara e Mercv se estapeiam durante o dia e dormem coladinhos à noite

Pimenta e Keka desbravaram os cantinhos de nossa antiga casa juntas, há dez anos