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16.6.17

Pesadelo que não espera a gente dormir

Quando o interfone toca perto da meia-noite, a lista mental de tragédias cresce mais rápido do que as passadas para atendê-lo. E eu pensei até na irmã que vive na Suíça, porque ela poderia facilmente pegar um avião para morrer em casa. Mas como, raios, o pessoal da favela do nosso mutirão de castração descobre onde eu moro? Para completar o filme de terror, o pedido de ajuda era para este frajola, sem um pedaço da boca.


E a tutora, catadora de latinha, estava tratando o coitado com antibiótico neste barraco ― porque lógico que eu fui até lá de pijama.


Vou pular direto para o final feliz e poupar vocês de passar pela mesma agonia. O gatão foi operado pela Drª. Maria Eugênia Carretero, na Canto da Terra, que aproveitou a anestesia e já emendou a castração. Como ele perdeu parte do tecido da boca, uma carne esponjosa recobrirá a região, sem prejuízo da qualidade de vida.

O peludo também tinha uma fratura na pata direita dianteira, antiga e mal-consolidada, que só daria para consertar quebrando de novo, sofrimento desnecessário. Saiu medicado para a dor e para evitar contaminação. Ah! Como a ONG fica na zona norte e não consegui cancelar a reunião de trabalho esperada há duas semanas, mandei dona Maria José de Uber.

Agora, preciso pagar a conta (R$ 450) ― e colocar o sono em dia. Help: contato@gatoca.com.br? :)

5 comentários:

Anônimo disse...

Teria morrido não fosse a tua ajuda.

Marina Kater-Calabró disse...

#comofas?

Beatriz Levischi disse...

Teria morrido se não fosse a nossa ajuda. :)

Marina respondi pelo Facebook, né?

Daniela Barra Rocha disse...

tem notícias dele Bia? Como ele está hoje?

Beatriz Levischi disse...

O frajolão está ótimo, Daniela. Dona Maria José disse que na semana seguinte já tinha engordado. :)