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30.3.16

If it fits, I sit

E, se não cabe, a gente dá um jeitinho. Ainda convida a família para compartilhar.




Gudas na caixa do modem (!), por Leo Eichinger

25.3.16

Páscoa sem sacanear os animais

Todo ano, a história se repete: criança chora porque quer um coelhinho na Páscoa, os pais compram sem saber que são bichos mais ariscos, que roem as coisas para frear o crescimento dos dentes e comem as próprias fezes (mas só as da madrugada), e toca ONG arrumar espaço, entre cães e gatos, para encaixar as novas vidas abandonadas.

O primeiro alerta deste texto, portanto, é: nunca tomem decisões assim por impulso. E, se vocês realmente sonham com um amigo diferente, ADOTEM. Além do Citronela e do Camomila, que ilustram o post, a Associação Natureza em Forma tem outros 18 dentuços esperando a chance de recomeçar em São Paulo. E o Santuário das Fadas, no Rio de Janeiro, mais alguns ― indiquem outras ONGs nos comentários. ;)

Para quem achou melhor investir nos coelhos de chocolate, vale conferir os ingredientes das embalagens (eles são listados em ordem decrescente de quantidade): quanto mais cacau, menos vacas e bezerros sofreram para produzir o leite usado na receita ― sim, o tratamento é extremamente cruel. Neste site, há opções nacionais e importadas, com e sem soja, e até à base de alfarroba, um substituto menos calórico do cacau.

Sobre a bacalhoada, nem preciso comentar, né?


Citronela e Camomila, 2 meses de mordidinhas de amor

* Texto escrito para o Yahoo!

23.3.16

Morte de vida nova!

Nós ficamos apaixonadas pela Catrina e queremos adotá-la mesmo se der positivo para FeLV no segundo exame! Percebemos que tudo que ela precisa para estar saudável é carinho e proteção. Ela traria brilho para nosso apartamento e nós lhe daríamos uma família. Eu trabalho em casa, Catrina ficaria o tempo todo comigo. Laís termina a faculdade no meio do ano e, provavelmente, emendará um mestrado.

Não pretendemos deixar de morar juntas, pelo menos não em um futuro próximo. Estamos aqui em São Paulo há seis anos, temos uma vida bem estável. E, se a gente se separasse, brigaríamos para ver quem continuaria com ela. Jamais a devolveríamos. Como dissemos a você, temos dois gatos na casa dos nossos pais, no interior, ambos pegos da rua. Sabemos das responsabilidades.

Quanto à dificuldade de escolher por outra vida, tudo o que posso dizer é que aqui ela seria tratada com muito amor e tudo de melhor!


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Eu sempre publico as cartinhas enviadas depois da adoção, mas este post não poderia começar de outra forma. Depois de três lares temporários, duas doações fracassadas e o resultado "fraco positivo" para leucemia felina, a maré de azar da vesgolina finalmente acabou. Ela foi morar com a Lara e a Laís Razza, para reinar exclusiva no apartamento de janelões privilegiados da Paulista ― as irmãs telaram só para recebê-la. :)


La Muerte tem passado boa parte do tempo enfurnada no armário, por causa do barulho das manifestações, e insiste nas brincadeiras joselitas. Mas as meninas esbanjam paciência (mesmo acordadas religiosamente às 5h30, por causa da rotina da família anterior) e já iniciaram o tratamento homeopático para estresse e medo.

Hoje é dia de festa no céu ― e na terra também!



Epopeia da Catrina, La Muerte na busca por um lar:

:: Como tudo começou
:: Notícias da Morte
:: Lar temporário do lar temporário
:: Morte quer vida nova!
:: Chuchuia
:: Onde Está Catrina?
:: A gata mais azarada de Gatoca

18.3.16

Vocabulário da riqueza

(Há que se começar de algum lugar, não é mesmo?)

Eu sempre quis usar a palavra "folguista". Pois acabo de me tocar que aqui em casa temos uma escala de folguistas para cobrir a ausência do Mercvrivs no colo: Chocolate fica com os dias quentes, Pipoca com as madrugadas, Simba com a corridinha ao banheiro e Clara com as tardes de faxina ― o que torna o processo todo docemente complicado.

16.3.16

Sétima primavera

A festa de aniversário de doação da Pandora é o Natal de Gatoca. Eu começo a contagem regressiva dois meses antes, compro presente, capricho no prato que dividirá a mesa com quitutes da culinária alemã e este ano até arrisquei ir de vestido para ser carimbada pela cachorrada. De seus estimados 13 anos, Pan completou sete em uma família de filme, incluindo bípedes, quadrúpedes e o jardim com piscina, cada vez mais distante da história de terror que nos uniu.

E São Pedro, que frequenta o mesmo stand-up de arpa de Chicão, nos brindou com uma comemoração ensolarada até o último latido. Teve chacoalhada frenética de rabinho (não, ela não esquece), cavocada escondida no canto favorito do gramado (já careca), parabéns com bolo de três andares ― e nós herdamos um terço! A cama e o carrinho improvisado com toalha foram construídos pelo Detlev para a Pretinha, irmã canina que não consegue mais andar sozinha.

Alguém duvida que dias ainda mais incríveis aguardam a grisalhice da nossa pantera?



















Epopeia da Pandora na busca por um lar:

:: Caixa de esperança
:: Casa de esperança
:: Nascimento da ninhada
:: Morte da ninhada
:: Devolução
:: Boletim - 28 de novembro
:: Boletim - 1º de dezembro
:: Boletim - 8 de dezembro
:: Sítio temporário
:: Doação de conto de fadas
:: Primeira primavera
:: Segunda primavera
:: Festa em Sorocaba
:: Terceira primavera
:: Quarta primavera
:: Quinta primavera
:: Sexta primavera

10.3.16

O mundo que deixaremos para nossos filhos

Vizinho reclama dos bigodes. Neste exato momento, meu apartamento fede a frango frito ― vindo do vizinho, claro, porque sou vegetariana há quase uma década. Lição aprendida: bichos mortos cheiram melhor do que os vivos.


9.3.16

Sorte de principiante

A primeira resgatinha de Gatoca veio de brinde com um rolo de tela de aço galvanizado. Ficou três dias no banheiro da nossa antiga casa e, sem questionário de adoção nem vistoria, rumou para o novo lar. Francisco e Laura, amigos da Mari, começavam sua família e precisavam de uma imperatriz. Recém-batizada de Carlota, Pituquinha logo foi castrada, vacinada e passou a curtir a paisagem quadriculada da Pompeia pelas telas, que o casal instalou por iniciativa própria.


Quase oito anos depois, tendo aprendido a fazer o negócio direito, eu recebi o convite para visitá-los no apartamento de quartos extras. A família, que já era completa, ganhou mais duas meninas: Helena, com 2 anos e meio, e Teresa, de minúsculos 8 meses. E, enquanto eu tirava esta foto, fiquei pensando na capacidade da vida de transformar nossos limões em limonadas.





4.3.16

3.209 dias depois...

(Leiam ao som de "Hallelujah", do Jeff Buckley.)

A história de Gatoca ganhou um novo marco! Eu consegui dar remédio para a Jujuba! Na boca. Por 15 noites. Sem sair mutilada.

2.3.16

Coerência e pequenos prazeres da vida

Se você não quer que o bigode suba na mesa quando tem visita almoçando em casa, não deve deixá-lo subir nunca ― os animais não entendem regras mutantes. Para que Mercv sofra menos nos devezenquandários banhos por causa da seborreia, eu tenho permitido, então, que fique empoleirado no box enquanto tiro a nhaca matinal.

Durante a lavagem do cabelo, ele toma coragem. Conforme o sabonete desliza pelo corpo, vai descendo as patinhas pela lateral interna do que foi, um dia, uma banheira. E, quando alcanço os pés, assisto ao figura sentado no chão rústico, com a água batendo na bunda e recuando, como se estivesse na praia. Felizão.