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6.11.14

O tempo do amor

A pergunta que mais me fazem aqui no blog é se vai demorar para o gato recém-adotado se acostumar com a nova família, a casa diferente ou o amigo peludo ― os comentários do post sobre adaptação não me deixam mentir. E muita gente se frustra quando eu respondo que pode levar três dias, uma semana, dois meses, dependendo do animal.

Eles não imaginam que a Pipoca só se deixou tocar aos 5 anos, quando chegou muito perto de morrer. E que eu esperei sete anos para ter a Chocolate enrodilhada assim no colo.


Uma dobradinha de Pipoca e Chocolate fora dos quiosques gourmet, então, era impensável.


E o que dizer das Gudinhas, que cresceram aqui e ainda se assustam quando nós caminhamos em sua direção? Jujuba, a mais arisca, está aprendendo agora a ganhar carinho-playcenter ― aquele em que a criatura passa correndo, com um misto de medo e prazer, e volta para o fim da fila.


O fato é que cada coração tem seu ponto de ebulição. Basta respeitar.

9 comentários:

Anônimo disse...

Ah, Bia... Vc sempre nos dando uma esperança!
A Nina foi resgatada com seus filhotes em uma obra condenada. Deveria ser devolvida após castrar mas um "imprevisto" durante a cirurgia me fez mudar de idéia. Então ela foi para LT, fugiu, foi para outra obra, seus filhotes foram doados e a Nina foi ficando cada vez mais desconfiada e arisca. Fiz plantão com armadilhas durante 15 dias até que, finalmente,com a ajuda de um vigilante noturno, consegui pegá-la numa "guaritoeira".
Veio para a minha casa e após quase 02 anos ela nunca deixou eu me aproximar.
Sonho com o dia em que eu possa fazer um carinho na sua orelhinha e pegá-la no colo mas este dia me parece tão, tão distante...
:0(
bjks para os bigodes arisquinhos que faz derreter diferente o coração de pudim
Ana Cláudia S.

Elisa Reiko disse...

Interessante é que as Gudinhas nasceram e foram criadas aí, então, em tese, não teriam que temer, né?

suzeli disse...

Que amor a Choco rs

Marilia Bavaresco disse...

Faz três anos que estou com o Luan em casa e ele continuar arisco. Ele tem alguma interação com os irmãos, mas com os humanos só se estiverem deitados. Ele pula e se aproxima. Se fizermos algum movimento brusco ou estivermos sentados ou em pé ele não vem. Sofreu maus tratos antes de ser resgatado e nunca mais confiou em humanos. =/

Gabi Rowlands disse...

A Pixie ama colo em qualquer canto da casa. O Linu, ama carinho, ama ser tocado, mas só aceita colo quando está sozinho comigo dentro do banheiro.....
Vai entender!

Anônimo disse...

Eu, então, estou felicíssima, porque a minha gata Jôse, com 16 anos feitos em Maio e vivendo comigo desde os 2 meses, há 2 anos que me considera confiável. Quando chegou, a paixão dela era o gato Manel. Com a gata Nina tinha uma relação de meninas bem-educadas. Eu para ela era um fantasma que andava por aqui, que limpava a liteira e abastecia as taças de comida e água. O Manel e a Nina, entretanto, partiram e ela, ao fim de ano e meio, vendo que eles não voltavam, lá deve ter pensado que, à falta de melhor companhia, eu devia servir para alguma coisa. E assim é, de há 2 anos para cá. Agora, dá-se ao luxo de me gritar, quando quer que eu a ponha na caminha, para dormir. Quem te viu e quem te vê!!!
Margarida - Portugal

Beatriz Levischi disse...

:)

A idade ajuda a amaciar, Ana Cláudia e Marilia.

Como eu era inexperiente quando as Gudinhas nasceram, ficava com medo de tocá-las e a mãe acabar rejeitando, Elisa. Acho que isso contribuiu para a arisquice.

No resto, Chocolate continua igual, Suzóca. rs

Gatos têm manias inexplicáveis, Gabi.

Adoro suas histórias em português de Portugal, Margarida! :)

Anônimo disse...


As filhas da Foca fizeram 3 aninhos e são igual bicho do mato.

Exceto pelo banho/veterinário/remédios, por mim todo bem.

Elas estão seguras e saudáveis, é o que vale.

E de vez em quando - bem de vez em quando - eu até ganho a permissão de um afago.

Se, no futuro, tiver contato com uma ninhada novamente, vou manter um esquema de separar os filhotes algumas horas por dia.

(deixá-lo em outro cômodo, com humanos ou outros animais)

Pode parecer malvado e estressante, mas acho que vale a pena.

Não é à toa que as crianças humanas passam por uma sociabilização na escolinha e cia, convivendo com outras crianças e adultos não familiares.

E se o gatinho irá para a adoção, é melhor ele ser independete dos irmãozinhos.

bjs
Rosamundo

Beatriz Levischi disse...

Difícil acertar a mão, né, Rosamundo?