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7.6.08

A novela do Bactrim continua...

Quinta-feira, Simba finalmente mostrou ao veterinário que eu não sou uma debilóide incapaz de medicar um gatinho inofensivo por medo de quebrar as unhas. Ao contrário das outras vezes, já saiu da caixa de transporte se contorcendo, espumou litros quando colocaram o comprimido na boca e ainda fez questão de vomitar assim que o Dr. E. virou as costas, obrigando a equipe de apoio a retomar suas posições.

Ontem, com a ajuda do João (que estava milagrosamente de passagem), nem precisamos viajar à Utinga. Eu sei lambuzar a drágea na manteiga para escorregar mais fácil, sei segurar a criatura pelo cangote para imobilizar, sei evitar que o remédio entre em contato com a língua para não provocar salivação e também sei acertar o fundo da garganta para diminuir as chances de retorno. Mas vai fazer isso sozinho, com o bigode mais gordo da casa se debatendo!

Como recompensa pela tortura diária, aliás, tenho lhe dado patê da Whiskas escondido. Tomo um cuidado absurdo para não deixar o barulho da latinha vazar da cozinha, pois sustentar esse luxo vezes dez tornou-se inviável na atual maré baixa de frilas. Acontece que as pequenas aprenderam a identificar o som da língua do leãozinho passando na colher e não desistem do piquete do outro lado da porta até ganharem uma amostra grátis!

9 comentários:

Regina Bolico disse...

Beatriz!!!
Sou apaixonada pelo teu blog, está na lista dos blogs que eu recomendo. Também tenho um montão de gatos aqui em casa, uns quantos eram prá ser adotados e como ninguém adotou-os acabaram ficando.
Um beijo.

Juju disse...

Que gatão lindão!!!
Mas sou mais fã da Chocolate...no aguardo de novas aventuras da menina...rs...
Beijos!

Rita disse...

kkkkkkkkkkkkkkk
As aventuras de Bia no mundo do Simbá, rss.
Isso já tá virando uma novela.
Medicar esse bigodes por muitos dias é quase um sacerdócio.

anna disse...

Beatriz,

Adoro o seu blog, gosto de gatos, tenho duas, mas voce escreve de uma maneira que exprime de uma forma super ludica sua relacao com seus bigodes.
Estou imaginando seu sofrimento ao impor a medicacao ao Simba. Zapeando na net achei uma receita no site de Gatos Persas que parece bem saborosa e seria um opcional ao whiskas latinha. (link= http://www.ciadogatopersa.com.br/dicas/rece01.php)
(as vezes, tambem dou atum light em lata para minhas gatas.)
outra dica, eh salpicar sal grosso nas caixas de areia para evitar reinfecao. (o pior eh com a sua familia grande, eh outro bigode ficar infestado).
Bjos e boa sorte.
Anna.

Lyra disse...

Nossa, que leãozinho gordinho! e bravinho, pelo visto...
fico imaginando as Gudas do outro lado da porta, segurando faixas com os dizeres: "queremos patê! queremos patê! justiça em gatoca!"
essa foto dele tá tão linda... nem parece a ferinha q é...
beijos

Gatinhos de toda parte disse...

Que calúnia!
Simba é um docinho, até ofereceu a barriguinha pra mim :D

Guiga disse...

Realmente, fazer toda essa função sozinha é missão impossível! Hehehe!
Tomara que ele fique bonzinho logo!

Japa Girl disse...

Oi, Bia!
Sei como é dar remédio para o batalhão. E olha que só tenho 4! O bom é que o Simba pelo menos finge que é bonzinho no vet. Ricky, meu primogênito, nem se dá ao trabalho. Já´chega rosnando, mordendo e arranhando quem se aproximar da caixa de transporte... É duro...
Beijos e melhoras para o Simba.

Beatriz Levischi disse...

Obrigada, meninas! :)

Regina, a prática do lar temporário é mesmo perigosa... rs

As receitas de papinha parecem gostosas, Anna, mas aqui em casa a gente não compra carne.

Juju, quando acabar a novela das Gudinhas, prometo que publico mais textos sobre a Chocolate.

Adorei "justiça em Gatoca", Lyra!

Patrícia, Simba é uma fera, sim, mas muito grata por ter um lar.

Que legal, Denise! Brother lembra muito o Mercv. Espero as fotos para publicar um post sobre a adoção aqui no blog. :)

Silvia, não notei nada de diferente no comportamento do Simba devido à giárdia. Mas sei que em, casos extremos, os gatinhos chegam a morrer por causa da perda de peso e desidratação.
Dez anos, Zuba? Acho que eu morria no dia do vômito.