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31.12.07

2008

Colecionar felinos significa acabar com o estoque de bolinhas barulhentas do pet shop na véspera de Natal e ganhar, em retribuição, um gato com ferida na boca e outra com um caroço no lado direito do corpo. Tudo porque a clínica veterinária estaria fechada. Sorte que nossa avó desistiu de dar presentes duvidosos e, com o dinheiro do envelope, eu pude pagar as consultas dos bigodes na manhã seguinte. Mercvrivs tomou duas injeções para a dermatite (antibiótico + antiinflamatório) e nem gemeu. Já Pipoca babou três litros de saliva só de massagearem a região inflamada por uma possível unhada com gel. Em um mês, se o caroço não desaparecer, precisará operar. Espero que no dia 6 de janeiro, meu inferno astral dê uma loooooooooonga trégua. E que 2008 seja melhor para todos nós!

29.12.07

Outro milagre natalino!

Acabei de assistir Chocolate penteando o cabelo da Guda! Corri para pegar a câmera, mas as pilhas estavam misteriosamente descarregadas e o feito, como todo bom milagre, ficou sem registro para posteridade.

28.12.07

Cinco minutos de fama!

Essa madrugada, o rostinho da Smeagol ganhou projeção nacional no telão do Programa do Jô (6:26)! E eu fiquei acordada até a 1h30 para assistir a entrevista com as meninas do Adote um Gatinho numa TV que, por falta de antena externa, só exibe fantasmas. O gordo fez piada na hora errada, cortou respostas interessantes e perdeu um tempão mostrando vídeos do Youtube, ao invés de conversar sobre o trabalho que elas têm para transformar sapos em príncipes. Ozzy ainda deu um banho na platéia mal educada, que não parava de grunhir, como se o retardo mental fosse deles. Notar quão distante da memória estavam as primeiras fotos que tirei da ratinha no cortiço da dona Lourdes, porém, valeu cada minuto.



Conie: 72 horas depois!

No final de novembro, um infeliz teve a coragem de jogar outro gatinho no cortiço da dona Lourdes. Preto, filhote e menina! Meg entregou a ração semanal e saiu com a bolota de pêlo. Susan arrumou mais um canto em sua casa, também conhecida como "a bolsa mágica de Mary Poppins".

Conie era esperta, faladeira e carinhosa. Mas logo parou de comer. O hemograma acusou infecção. Trataram. Ela parou de comer de novo. Tomou medicação para o estômago, vitamina, soro... UTI! No raio x deu hérnia diafragmática, resultado de um belo pontapé. A coitadinha mal conseguia respirar. Operar seria a única saída, mas as chances de morrer, assim debilitada, passavam dos 50%.

Eis que ela sobreviveu! Drª. Angélica disse que dentro da sua barriga estava tudo fora do lugar. O corte não a deixa mentir. Contaram, ainda, que a pestinha fugiu da gaiola do hospital e deitou em cima de um Golden Retriever gigante. Demorei para publicar a história aqui no Gatoca porque só poderíamos considerá-la fora de perigo após 72 horas. :)

26.12.07

Ratatouille

Três meses depois que o Mercv chegou aqui em casa, choveu tão forte que até faltou luz. Eu acendi uma velinha no quarto, confiando na explicação do Eduardo de que nenhum animal se aproxima do fogo, e, antes mesmo de ele terminar a frase, nós ouvimos um barulho de plástico retorcido, seguido daquele cheiro enjoativo de fósforo queimado: o peludo acabava de tostar os bigodes na chama tremeluzente.

Essa teoria do instinto de sobrevivência é mesmo furada. No domingo passado, um ratinho sem noção apareceu no meio das plantas aqui do jardim, ignorando a existência de dez felinos! Pelo barulho, eu achei que fosse um passarinho machucado e quase botei a mão nele. Argh!

Claro que ninguém juntou coragem suficiente para matar o bicho. Ele não sabia cozinhar como o Remy, do "Ratatouille", mas tinha a mesma cara simpática e, quando encurralado, nos encarava com aqueles olhinhos pretos de piedade, falando pelos cotovelos.

A gente demorou quase uma hora para conseguir prender a criatura na caixa do sedex e dar-lhe uma nova chance de viver, desovando a embalagem no terreno baldio de um dos bairros vizinhos ― eu fiquei no carro, de pijama, e Eduardo saiu correndo feito um criminoso.


Obs: A foto é dos bigodes encaracolados do Mercv, tirada há dois anos, porque vocês não iam querer que eu clicasse o rato, né?

24.12.07

2007

Dezembro é época de retrospectiva, quando colocamos na balança as conquistas e incompetências dos últimos 12 meses para decidir o gosto das lágrimas da virada. Esse ano eu não casei, não tive quatro filhos de cabelos encaracolados, não voltei a tocar piano clássico, não arrumei o emprego ideal, não terminei de ler "Memórias, Sonhos, Reflexões" (Jung), não encontrei os amigos que prometi no final de 2006, não conheci os tablados de flamenco da Espanha, não engordei o suficiente para deixar de ser chamada de magrela, não experimentei o sorvete vegano da Soroko, não acertei na loteria sem jogar.

Ironicamente, pela primeira vez em 27 anos, sinto que fui uma pessoa melhor. Recebi Chocolate e seu rabinho quebrado aqui em casa, driblando os rosnados bélicos que persistem até hoje! Dei à Gudona a chance de parir cinco bolinhas de pêlo num edredom com cheiro de Comfort e, assim, as Gudinhas puderam crescer amigas, travando verdadeiros campeonatos de bolinha pela sala.

No dia em que descobri os 30 montinhos de ossos da dona Lourdes, não dormi. Nem no seguinte. Nem no outro. Até que duas malucas (Susan Yamamoto e Meg Miau) resolveram me ajudar a socorrê-los e um monte de gente colaborou doando ração, depositando dinheiro, comprando um número da rifa da Vicky Dolabella. Essa história está longe de terminar. E a cada perda me pego pensando se vale o esforço, enquanto o resto da humanidade entope os shoppings centers, dirige carros novos, curte as férias no exterior. Lembro, então, dos trapinhos que já resgatamos e me conforto na certeza de que, ao menos para eles, não ter virado as costas fez toda a diferença.

Não salvei o gatinho atropelado da rua ao lado, admito. Mas arrumei uma família para o filhote preto do cemitério que corria o risco de virar macumba. Deixei a MiniClara desaparecer, mas acolhi o Léo de colar elisabetano após a biópsia por causa de um possível câncer de pele. Encontrei Wally morta, mas não desisti de procurar um lar para que a Trufadinha viva muito feliz.

Graças às horas extras do Eduardo, outros 24 bichinhos fizeram exames clínicos essenciais, passaram por intervenções cirúrgicas complicadas ou simplesmente ganharam um saco de ração para abrandar a fome. As gateiras acham que eu dei sorte de namorar alguém que me apóia. Pois eu digo que se não fosse ele, nada disso existiria. Nem o Gatoca.

Por falar em Gatoca, compartilhar os rascunhos das peripécias dos bigodes foi bem menos doloroso do que eu imaginava. E ainda rendeu contatos muito legais nesse 2007 que se vai. Não tenho conseguido responder os comentários, mas juro que leio todos! :)

Se Papai Noel puder segurar o trenó para atender um pedido de última hora, aí vai:

Espero que em 2008 as crônicas publicadas nesse espaço alcancem visibilidade invejável para que muitas outras vidinhas recuperem suas cores.

Obrigada! E dê um beijo na Mamãe Noel, que deve estar doidinha organizando os carregamentos de presentes destinados às crianças mimadas da atualidade.

P.S.: Aproveitando a deixa, o senhor não acha um absurdo os restaurantes aí da Finlândia venderem carne de rena como iguaria!?


22.12.07

Tudo que você sempre quis saber sobre os esqueletinhos da dona Lourdes

Atualizado em 07.11.11

Gatoca é um blog de crônicas sobre os dez bigodes que se esparramam pelos cômodos ensolarados aqui de casa, enroscam-se em nossas pernas, atropelam objetos deixados nas mesas, choram por guloseimas em frente à geladeira. Mas como eu não pude fechar os olhos aos montinhos de ossos que cruzaram meu caminho em setembro de 2007, aproveitei o espaço também para ajudar a socorrê-los.

Alguns anjos abraçaram a idéia e nós conseguimos resgatar 26 esqueletinhos para adoção. Nos lares temporários, já despulgados, eles recebiam atenção especial para rebater a desnutrição e problemas variados. Em "Apelo-desabafo" a gente explicou como funcionava o processo. Marina Kater-Calabró, Cris e Yone, as primeiras candidatas, falaram sobre a experiência, almejando quebrar tabus. Se alguém ainda tinha dúvida, nós listamos dez motivos irresistíveis para colaborar na decisão.

Tratar os esqueletinhos no lugar em que viviam mostrou-se inviável porque, logo que a gente chegava, eles corriam para disputar espaço com as cascudas nos buracos dos móveis. Dona Lourdes era uma senhora de humor inconstante, velhinha e pobre, sem condições de cuidar de si própria. Parentes e vizinhança abominavam os felinos, que freqüentemente surgiam envenenados.

Para melhorar, o sobrinho interesseiro insistia em dizer que o imóvel estava praticamente vendido e que "se desfaria" da prole, caso demorássemos para resolver a situação. Nem vou comentar sobre o sobrinho maluco, que comia a ração que a gente entregava semanalmente.

Quando sobraram nove gatos na espelunca, nós colocamos em prática a "operação castração" e, mesmo superlotada, Susan (AUG) recolheu três machos. Mamãe e ninhada tricolor nascida no armário infestado de baratas rumaram para o banheiro de Mariana Bellegarde e, no feriado de Carnaval, buscamos o branco da mancha no nariz.

Eis que a velha desistiu de doar os quatro últimos sobreviventes! Não tardou para a Cinza adoecer e morrer, sem qualquer chance de atendimento especializado. A situação dos bichinhos era bastante crítica e, apesar de todo o esforço, cinco já haviam virado estrelinha. Magros, sujos e tristes. Nem assim a teimosa se convenceu.

Seis meses se passaram, até que recebemos a notícia de sua internação forçada, por causa de uma fratura na bacia e no fêmur. Em 25 de agosto de 2008, os três moicanos finalmente estavam livres. Não levou 45 dias, aliás, para encontrarem sua cara-família. E dona Lourdes, que já tinha tão pouco, perdera tudo.

Rifa

Como a quantidade de animais acumulados no cortiço excedia os padrões, nós organizamos uma rifa do quadro "Gatos Egípcios", cedido por Vicky Dolabella, artista conhecida pela simpatia à causa. O sorteio ocorreu no primeiro sábado de 2008 e a vencedora foi a Denise Pinheiro, moradora de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Ela contou que seu ateliê virou ponto turístico e, para fazer jus à obra, receberia retoques na decoração, incluindo a reforma do sofá e novos juramentos sobre melhorar a organização.

Adoções

Gianecchini foi o primeiro a ganhar uma amiga fiel, comida sem restrições e a sonhada cota de dois sofás macios para estragar à vontade na vigência da vida! Acontece que a gatinha da família não gostou da sua cara e ele quase voltou para o abrigo. Sorte que Aelita se arrependeu.

Sayuri enfrentou semelhante rejeição porque subia na mobília de um apartamento no Ipiranga e, em menos de um mês, estava morando no Morumbi! Thaís garantiu que Umaga teria um lar até o último suspiro e não pensou meia vez em desová-la quando se separou do marido. Agora, a pequena contempla a Paulista ao lado de uma professora de história e seu filho advogado.

Smeagol, a ratinha que virou princesa e brilhou no telão do Programa do Jô, saiu da clínica veterinária direto para a residência da Liliam, que nem se importou com o fato dela não possuir mais as orelhinhas. Satie, outra branquinha marcada pelo câncer de pele, ficou com a Letícia, garota de 17 anos que procurava por um peludo que as pessoas desprezassem.

Keiko trocou muitos fuzzzzzzzzzzz com a irmã postiça, mas Clara sabia que adaptação era assim mesmo. Chococat e Lourdes dormiam juntos embaixo da máquina de lavar roupa. Smoo passava o dia atrás de Mika, levando patadas. Pinta quase cruzou a divisa de Osasco com Carapicuíba para fazer companhia a uma Siamesa de oito meses.

Depois de parar na UTI por culpa de um pontapé, Conie não podia encontrar melhor mãe do que a Su. As meninas tricolores se separaram, mas ninguém sobrou sem cafuné. Brother tem até álbum de fotografias no Flickr. Piri Piri foi reinar num apartamentão da Vila Mariana.

Talita conquistou a simpatia de José Renato. Diz a lenda que Romeu montará o primeiro time de qualquer-coisa-com-bola felino. Leão esperou sua chance por quase dois anos. E Cartoon nem chegou a sair da casa da Taimi.

Quem vê os ex-queletinhos brincar não reconhece as criaturas assustadas do cortiço da dona Lourdes. Tanto que a Cristina Barreto também decidiu ficar com seus três hóspedes provisórios. E até o Menino, que a Su não conseguia pegar nem para vacinar, agora rola de barriga para cima pedindo carinho para a Vanessa. Case closed, quatro anos depois.

Números

* 26 esqueletinhos resgatados (incluindo 3 filhotes recém-nascidos).
* 25 adotados (Satie, Smeagol, os ex-provisórios da Cris, Keiko, Gianecchini, Chococat, Lourdes, Smoo, Conie, Pinta, família tricolor, Brother, Piri Piri, Talita, Romeu, Cartoon, Leão, Menino, Umaga e Sayuri – as duas últimas devolvidas e adotadas novamente).
* 6 adultos mortos (inclusive uma gravidinha desnutrida e toda a sua ninhada).
* Zero vida restante no cortiço!
* 100 bigodes famosos da rifa vendidos em 75 dias e o quadro da Vicky Dolabella sorteado para Denise Pinheiro, de Ribeirão Preto (SP).

Links abertos

* Prólogo do Gatoca:
http://gatoca.blogspot.com/2007_06_01_archive.html
* Como começou a epopéia dos esqueletinhos da dona Lourdes:
http://gatoca.blogspot.com/2007/10/eu-podia-estar-roubando-eu-podia-estar.html
* Anjos e doações:
http://gatoca.blogspot.com/2007/10/puxadinho.html
* Ajuda da Merial com os Frontlines:
http://gatoca.blogspot.com/2007/10/quem-ama-protege.html
* Site da ONG Adote um Gatinho (AUG), comandada por Susan Yamamoto e Juliana Bussab:
http://www.adoteumgatinho.org.br
* Explicações sobre lar temporário:
http://gatoca.blogspot.com/2007/10/apelo-desabafo.html
* Relatos da Marina Kater-Calabró, Cris e Yone, as primeiras adotantes temporárias:
http://gatoca.blogspot.com/2007/10/notcias-do-primeiro-lar-temporrio.html
http://gatoca.blogspot.com/2007/11/notcias-do-segundo-e-do-terceiro-lar.html
http://gatoca.blogspot.com/2007/11/sinais-de-fumaa-dos-trs-lares.html
* 10 motivos para abrigar um esqueletinho:
http://gatoca.blogspot.com/2007/11/10-motivos-irresistveis-para-abrigar-um.html
* Baratas versus sobrinho assassino:
http://gatoca.blogspot.com/2007/11/baratas-versus-sobrinho-assassino.html
* Por que dona Lourdes coleciona cascudas:
http://gatoca.blogspot.com/2008/02/esqueletinhos-tudinho-num-monto-no-fim.html#cucarachas
* Humor inconstante (ou "Um dia de fúria!"):
http://gatoca.blogspot.com/2008/01/carta-dona-lourdes.html
* Casa sem móveis, praticamente vendida:
http://gatoca.blogspot.com/2008/02/esqueletinhos-tudinho-num-monto-no-fim.html#pasárgada
* Operação castração:
http://gatoca.blogspot.com/2008/02/esqueletinhos-tudinho-num-monto-no-fim.html#castração
* Família tricolor nascida dentro do armário infestado de baratas:
http://gatoca.blogspot.com/2008/01/esqueletinhos-mar-de-azar.html
http://gatoca.blogspot.com/2008/02/esqueletinhos-tudinho-num-monto-no-fim.html#famíliatrica
* Penúltimos resgatados:
http://gatoca.blogspot.com/2008/02/esqueletinhos-tudinho-num-monto-no-fim.html#novosresgates
http://gatoca.blogspot.com/2008/02/end.html
* Cinza, gata que virou estrelinha porque dona Lourdes não quis doar os quatro sobreviventes do cortiço:
http://gatoca.blogspot.com/2008/03/esqueletinhos-mais-uma-baixa.html
* Tigrada recheada de bigodinhos surpresa, morta com toda a ninhada:
http://gatoca.blogspot.com/2007/11/histrias-que-se-renovam.html
http://gatoca.blogspot.com/2007/11/histrias-que-perdem-cor.html
* Os últimos moicanos:
http://gatoca.blogspot.com/2008/08/os-ltimos-moicanos.html
http://gatoca.blogspot.com/2008/10/os-ltimos-moicanos-adotados.html
* Blog da rifa do quadro "Gatos Egípcios":
http://gatoca.blogspot.com/2007/10/rifa-de-bigode.html
* Sorteio do bigode famoso vencedor:
http://gatoca.blogspot.com/2008/01/vencedora-da-rifa.html
* Site da artista plástica Vicky Dolabella:
http://www.vickydolabella.com.br
* Foto do ateliê da Denise, com o quadro pendurado na parede: http://linagatolina.blogspot.com/2008/02/o-prmio.html
* Conie, filhote que foi parar na UTI por causa de um pontapé:
http://gatoca.blogspot.com/2007/12/conie-72-horas-depois.html
* Fotos dos sapos que viraram príncipes:
http://gatoca.blogspot.com/2007/11/10-motivos-irresistveis-para-abrigar-um.html#smeagol
* Smeagol sem as orelhinhas:
http://gatoca.blogspot.com/2007/11/frio-na-barriga-ao-cubo.html#smeagol
* Cinco minutos de fama no Programa do Jô:
http://gatoca.blogspot.com/2007/12/cinco-minutos-de-fama.html
* Transformação das criaturas assustadas:
http://gatoca.blogspot.com/2008/01/sorriso-bobo-na-cara.html
* Ex-queletinhos doados:
http://gatoca.blogspot.com/2007/12/milagre-natalino.html
http://gatoca.blogspot.com/2008/01/adoo-em-dose-tripla.html
http://gatoca.blogspot.com/2008/02/mais-uma-ex-queletinha-encaminhada.html
http://gatoca.blogspot.com/2008/03/ex-queletinhos-adoes-no-atacado.html#chocolourdes
http://gatoca.blogspot.com/2008/03/ex-queletinhos-adoes-no-atacado.html#smoo
http://gatoca.blogspot.com/2008/03/ex-queletinhos-adoes-no-atacado.html#conie
http://gatoca.blogspot.com/2008/03/ex-queletinhos-mais-uma-alta.html
http://gatoca.blogspot.com/2008/05/famlia-tricolor-adotada-em-peso.html
http://gatoca.blogspot.com/2008/06/brother-ganha-sister.html
http://gatoca.blogspot.com/2008/10/os-ltimos-moicanos-adotados.html
http://gatoca.blogspot.com/2009/09/sobre-esperanca-e-desapego.html
(Gianecchini: adoção, devolução e arrependimento)
http://gatoca.blogspot.com/2007/11/adoo-relmpago.html
http://gatoca.blogspot.com/2008/01/esqueletinhos-mar-de-azar.html#gianesayuri
http://gatoca.blogspot.com/2008/01/antes-tarde-do-que-nunca.html
(Sayuri: rejeição e nova adoção)
http://gatoca.blogspot.com/2008/01/esqueletinhos-mar-de-azar.html#gianesayuri
http://gatoca.blogspot.com/2008/02/ascenso-social.html
(Umaga: palavras ao vento e nova adoção)
http://gatoca.blogspot.com/2008/02/chegou-vez-da-umaga.html
http://gatoca.blogspot.com/2008/05/esqueletinhos-palavras-ao-vento_08.html
(Menino: adoção quatro anos depois!)
http://blog.gatoca.com.br/2011/11/nunca-e-tarde.html

21.12.07

Mania de grandeza

Se a americana que vende peruca para gatos resolvesse fabricar também sapatos de salto alto, Chocolate seria sua cliente VIP. Inconformada com a estatura mínima, a encrenqueira vive procurando pedestais na casa para observar a brincadeira das Gudinhas de cima.

19.12.07

Milagre natalino

Lembram das ex-queletinhas brancas resgatadas do cortiço da dona Lourdes que perderam as orelhas por causa do câncer de pele? Pois graças ao site do Adote um Gatinho as duas passarão o Natal em família!

Smeagol ficou com a Liliam, estagiária da Drª. Angélica responsável pela transformação da ratinha em princesa.


E Satie ganhou o colo de Letícia, uma menina de 17 anos que conquistou nossos corações com a seguinte resposta no formulário de adoção:

Procuro por gatinhos que precisem de muito amor e carinho e que as pessoas rejeitem! Amo animais, mesmo que não sejam "perfeitos" fisicamente!


P.S.: Infelizmente, os filhotes da tigrada recheada de bigodinhos surpresa não sobreviveram.

18.12.07

Sete dias: contagem regressiva!

Essa gatinha trufada passa horas sentada na porta da casa do Eduardo. Mas como ele já coleciona quatro bigodes, um trabalho escravizante do outro lado do planeta, pais avessos à idéia de aumentar a família e duas tartarugas, tem se contentado em alimentá-la na calçada. Acontece que ela é super doce, mia fininho, cabe numa caixa de bombons e não deve durar muito na selva de pedras. Hoje de manhã, levamos a pequena para castrar. Dr. Ernanes se comprometeu a abrigá-la na clínica até tirar os pontos e aplicar as vacinas. Temos, portanto, sete dias para encontrar um chocólatra-gateiro!

17.12.07

Amigo secreto felino

No mês de dezembro, a lista "Gatos" organiza um amigo oculto virtual divertidíssimo, que até pessoas de fora do Brasil participam. A coisa toda é muito bem sacada! O sorteio ocorre por meio de um programa, evitando que o último neguinho tire seu próprio nome no saco plástico improvisado e o processo tenha de ser refeito. O site também oferece ferramentas para enviar mensagens anônimas e o presente com temática felina vai pelo correio. Os mais experientes aproveitam para mandar lembrancinhas paralelas e confundir a galera. Num dia pré-determinado, todos entram no chat do UOL para contar o que ganharam.

Sábado rolou a abertura dos pacotes de 2007. Escolhi desembalar os meus pela manhã para relembrar os bons tempos de criança, quando papai e mamãe organizavam verdadeiras "caças ao tesouro" aqui em casa e o barbudão sempre deixava um rastro misterioso. No último ano em que acreditei, foi o pozinho mágico de seu trenó. Um quinto de século depois, Mariana sacou caixinha e cartinhas da gaveta das meias e me entregou sem o menor glamour. Coisas da vida adulta...

O envelope da Tyanne, que Chocolate havia mastigado no momento em que peguei do correio, continha um aviso gatal de pendurar na porta escrito "não perturbe". Gabby me emocionou com o recado de que acreditar faz toda a diferença. A medalhinha de São Francisco de Assis já está na bolsa para proteger as tentativas atrapalhadas de ajuda animal relatadas aqui no Gatoca.

Quem me sorteou foi André Luz, o único menino da lista (quase como ganhar na loteria!) e seu embrulho de Sedex humilhou todas as habilidades femininas que eu pensava possuir! É que o moço decorou a embalagem com adesivos, escreveu um texto fofo e ainda acrescentou fotos dos peludos famosos.

Cortei com o estilete para guardar de lembrança. Ao esticar a mantinha artesanal catarinense sobre a cama, fui obrigada a aceitar que era para os bigodes. Combinava com a cor dos dez, aliás. E com a sala. E com o tigrinho de pelúcia surrupiado do quarto. E com a caixinha de transporte... Mal consegui registrar o mimo de tão empolgados que eles ficaram.

Ah! Eu tirei a Giane Portal, dona das fotografias de gato mais arrasadoras do planeta e comprei um calendário do Bicho no Parque, torcendo para que as imagens apresentassem o mínimo de qualidade.

12.12.07

Visita adiantada do Papai Noel

Nesse mês de luzes piscantes e panetones superinflacionados, Gatoca recebeu as primeiras doações para os casos de "ajuda solo", realizados atabalhoadamente. Daniela depositou R$ 30 aos "bigodes, gudinhas e ossinhos" e Silvana nos deu uma caixinha de transporte extra para emergências como a da gatinha envenenada. Obrigada pela força, meninas! Gudoleta e eu ficamos muito felizes com os presentes (só que ela é mais fotogênica). Aproveito a deixa para agradecer também os cartões de Natal fofos. :)

11.12.07

O Rei Leão

Soube que Léo já está dominando a casa nova, superpopulacionada por quatro humanos (Isabel, Fábia, Ana e Toninho), três gatas (Bombom, Xany e Pitty), três cachorros (Chulie, Billy e Tuquinha) e três canários (Óclinhos, Patinha e Tico). Dorme enroscado na mãe e ainda reclama se ela decide mudar de posição na cama. Tem o maior xodó pela avó, que segue por toda parte, ronronando. Até deixa beijar a barriguinha. Quando duas das irmãzinhas felinas resolvem brigar, ele coloca as orelhas pra trás e fica parado, assistindo a discussão murchar instantaneamente. Patrícia contou que o leãozinho adorou a árvore decorada. Talvez, esse seja o primeiro Natal de sua vida.

8.12.07

Febem felina

Cinco indivíduos menores de idade e trajando bigodes foram surpreendidos essa manhã ao rolar uma cabeça de boneca pela sala. BarriGuda, a mãe, garantiu que a trupe receberá os corretivos necessários à ressocialização.

5.12.07

Seis meses e 13 dias de pura cara-de-pau!

Quando contei que, apesar de já estarem perdendo os dentes de leite, as Gudinhas continuavam mamando, alguém me pediu provas. Reparem na esmagação dos corpos gigantes abaixo. Pimenta, que de boba não tem nada, preferiu esperar a segunda leva.

3.12.07

Alergia a gente?

Sei que as pessoas têm crises de rinite alérgica ao inalar a proteína que sai da saliva, pele ou urina do gato e infesta a casa. Mas não imagino porque Guda sempre espirra quando passa do meu lado.

Gato preto no cemitério: mais clichê impossível!

Terça-feira fez quatro anos que minha mãe passou a tomar conta da gente do outro lado das nuvens. Deixei um punhado de flores baratas em seu túmulo (já que o vaso seria roubado antes mesmo deu atravessar a rua) e voltei para a casa com um bigodinho preto agitado. Dois meses no máximo, arremessado de um carrão! No pet shop do Sonda, a calorosa acolhida da Chocolate se repetiu: "Estamos lotados de filhotes para doação, infelizmente. Volta na semana que vem". Mas como eu conhecia de cor o final dessa história, sentei na porta da loja e choraminguei até que uma das vendedoras resolveu ficar com ele. A poeira no rosto é da ração de adulto, que o pequenino devorou em segundos, ronronando mais alto que o motor do Escort 98. Finalmente, um final feliz. :)

30.11.07

Onde estará Wally agora?

Há 19 dias, quando Eduardo decidiu voltar da padaria por uma viela arborizada e fugir do barulho da avenida, demos de cara com uma gatinha magrela, cinza e salmão. Lembrei logo do conselho da Denise de ficar trancada em casa, pedir delivery, ler um livro do Manoel de Barros, ouvir Loreena Mckennitt. Mas, àquela altura, eu já tinha visto a bichinha judiada e não adiantava correr.

Busquei um pouco da ração dos bigodes e deixei num cantinho. Com as nossas figuras ameaçadoras em seu campo de visão ela se recusava a margear a sacola. E se a gente tentava fazer um social, desaparecia entre os carros estacionados. Demorávamos, então, uma eternidade até perceber a cabecinha espiando do novo esconderijo, sempre metade do rosto visível.

Segunda-feira, toquei o interfone do predinho comercial, cuja garagem Wally parecia fazer de lar (e de banheiro, fato que deixava os funcionários furiosos), e prometi tirá-la o quanto antes. Lucia só precisaria me ligar quando ela aparecesse. Segundo os vizinhos, a anti-social se esquivava pela rua há cerca de 15 dias.

Retornei inúmeras tardes. Depositava a comida no mesmo lugar, preparava a máquina fotográfica, assistia seu rabinho sumir sob os entulhos da garagem, sondava outros moradores. Wally era incapturável! Principalmente sem caixinha de transporte (ainda com o Léo, em Santana)!

Terça-feira, na última visita ao predinho, a pessoa que me recebeu proibiu de alimentá-la. Não a queriam mais lá e mesmo com a creolina a "peste" insistia em ficar. Pelo cheiro insuportável, aposto que não tinha escolha. Acomodei o potinho na calçada (pública!) e parti aborrecida. O estômago dizia que o tempo chegava ao fim.

Hoje, ao passar pela viela na saída do banco, resolvi checar se a tonelada de ração permanecia acessível. Encontrei Wally deitada e, pela primeira vez em semanas, consegui me aproximar sem que ela fugisse. Estava dura, os olhos abertos, saliva espumante na boca. Sentei ao seu lado inconformada. Todo mundo sabia que pretendia arrumar-lhe uma família. Por que não esperaram um tico mais?

Ainda tive de ouvir, nauseada, que, na faxina da manhã, haviam encontrado sua ninhada inteira apodrecendo sob os mesmos entulhos da garagem. Por isso que ela (ao contrário dos filhotes) resistia à creolina! Deviam faltar-lhe subsídios racionais para entender o motivo da inércia repentina daqueles pequenos corpos.

Sem achar o assassino, pedi um pano e um saco de lixo, embrulhei a estátua com o cuidado quase infantil de não quebrá-la e procurei um pet shop. Susan dissera que, por R$ 50, eles entregavam o bichinho à prefeitura para cremação. Era o mínimo que minha consciência culpada podia fazer. Mas o freezer estava lotado e o atendente não se solidarizara.

Continuei arrastado o saco pelo bairro, enquanto o vento gelado secava as lágrimas de ódio na blusa. Sorte que existem meninas como as da Clínica Veterinária Kennedy (4122-5675), que acolheram Wally junto com o meu desespero e não aceitaram um centavo sequer. Torço para que, nesse momento, ela esteja decorando uma nuvem de Natal bem rechonchuda com seus bebês serelepes. E se o Papai Noel permitir que o infeliz que a matou seja devorado pelo peru da ceia, agradeço.

P.S.: Esse post não tem foto porque eu prefiro lembrar dos olhinhos da Wally me fitado a distância, ansiosos para atacar a comida.

29.11.07

Era uma vez um leãozinho

Léo foi encontrado vagando pelas ruas de Santos com o nariz sangrando. Diziam que adorava outros animais, mas morria de medo de gente. Desde que Patrícia o resgatou, em agosto desse ano, até o almoço de quinta-feira passada, morou no Capão Redondo (uma adoção fracassada), mudou de lar temporário duas vezes, entrou e saiu de várias clínicas veterinárias. Nunca chegava a hora de descansar o coração no tapete macio de uma daquelas famílias dos comerciais de margarina. Culpa da saúde frágil e do gênio arisco. Após reviver tantas situações de abandono, seu olhar cobriu-se de resignação. Parecia que havia deixado de acreditar.

Quando me perguntaram se eu podia hospedá-lo aqui em casa durante três dias, pois no Ipiranga, onde fizera a biopsia devido a uma suspeita de câncer de pele, ele estava se recusando a comer, não tive como negar. Comprei uma bacia nova para a areia, três latinhas Sabor & Vida (as únicas que ele gosta) e dirigi duas horas sob o sol causticante de São Paulo. No final de semana, o leãozinho iria para sua morada definitiva, na Zona Norte, onde quatro bigodes e um casal de velhinhos aposentados andavam colecionando baldes de amor para despejar-lhe.

Soltei o peludo no meu quarto e fiquei surpresa em ver que, ao invés de se esconder embaixo da cama, como de costume, ele preferiu deitar no cobertor. Levantava apenas para mudar de posição e não era raro pegá-lo sentado com o focinho misteriosamente grudado na parede.

No primeiro dia, encaixei o pote de ração no colar elisabetano, mas o desastrado mexeu a cabeça bruscamente e voou bolinha para todo canto. Passei, então, a colocar uma a uma na base de plástico e fazer barreira com o dedo. Se elas rolavam para o fundo, ele entrava em pânico e gastava mais tempo tentando limpar o pescoço do que comendo. Aí, eu o enchia de carinho e o ronronar vinha acompanhado de massinha no colchão.

Ele não queria saber de colo, mas se arrastava sorrateiramente para perto do meu braço e tombava a cabeça encapada ao menor sinal de cafuné. Apesar de não miar, emitia um monte de sons engraçados pela boca.

No segundo dia, percebendo que o sofrimento desgastara também o comportamento feral, decidi oferecer a ração seca direto na mão. Se ele esquecia de mastigar e ficava vidrado, eu investia na latinha. Ao aborrecer-se com a dificuldade de engolir, reforçava a propaganda e o cheiro tratava logo de abrir o apetite. Só faltava beber água e usar a caixinha.

Tarde da noite, quando resolveu dar as caras, o cocô provocou uma verdadeira revolução: farejei o perfume da sala, deparei-me com o colar elisabetano completamente lambuzado, escancarei as janelas e corri para buscar o vidro de álcool. Na volta, Mercvrivs sorria do lado de dentro do recinto e o ser laranja passeava entre as folhagens do jardim de inverno. Revigorada, a criatura secou a tigela de água em cinco segundos e ainda deu dois tapas certeiros na minha perna.

O terceiro dia foi o da despedida. Tomei banho com o bichano tagarelando no tapete de toalha e aguardamos angustiados a Patrícia tocar a campainha. Como na clínica do Ipiranga ele adentrara a caixinha de transporte sozinho e viera o percurso inteiro quieto, imaginei que não criaria problemas. Acontece que do flat Levischi o gatão escaldado não pretendia ir embora. Debateu-se tanto contra as grades de ferro, que o rosto virou uma poça de sangue com orelhas. E ao aportar em Santana, tornou a se enfiar embaixo da cama. Fiquei me sentindo um monstro. Se eu morasse sozinha, se o jornalismo pagasse melhor, se a fazenda de bigodes saísse do mundo dos sonhos...

Eis que, ontem, Alexandre ligou para contar que, livre do colar elisabetano, o leãozinho está até brincando! Espero que, finalmente, possa curtir a aposentadoria merecida, com direito a muitos sachês de frango e ratinhos de catnip! *dedos cruzados*

27.11.07

Histórias que perdem a cor

A tigrada recheada de bigodinhos surpresa morreu ontem, na clínica da Drª. Angélica, após dar a luz a dois bebês fraquinhos e sequer conseguir cortar seus cordões umbilicais. Susan disse que ficou agonizando um tempão, mas não podia passar pela cesárea sem melhorar, pois sucumbiria à anestesia. Eis que uma convulsão a levou junto com outros dois filhotes, ainda na barriga. Culpa da desnutrição.

Essa notícia trágica me fez lembrar que tem mais duas fêmeas não-castradas no cortiço da dona Lourdes. Elas precisam de lar temporário urgente, já que todas as esqueletinhas operadas estavam em início de gravidez e a casa da Susan (superlotada) entrou em reforma por tempo indeterminado! Alguém se habilita a quebrar a maldição das ninhadas da fome?!

23.11.07

Adoção relâmpago!

Em um mês e nove dias, Gianecchini ganhou uma amiga fiel, comida sem restrições e a sonhada cota de dois sofás macios para estragar à vontade na vigência da vida! Essas são Aelita e sua nova casa. Espero que a adoção do primeiro ex-queletinho da dona Lourdes traga sorte para os outros 29. :)

Sinais de fumaça dos três lares temporários

Cris, Yone e Marina enviaram notícias atualizadas dos ex-queletinhos da dona Lourdes, resgatados em outubro. Cada vez mais gordinhos, eles continuam sonhando com uma família de verdade!

Cris

A peladinha (que já não parece mais peladinha) foi castrada e estava prenhe. Logo poderá ir para adoção. O frajola também castrou. Só sobrou o tigrado, porque brigou com o amigo e ganhou um novo abscesso na cara. Tem feito duas punções por dia no veterinário. Mas parece bem.

Ando pensando em soltar o frajola aqui em casa, assim que se recuperar da cirurgia, e ver se ele arruma um local no quintal, pois fechado faz muito barulho (especialmente à noite, quando mia feito um condenado). Ele é bem selvagem.


Yone

Keiko (aproveitando que as outras duas também tinham nomes japoneses), já foi castrada e vacinada. Falta só o vermífugo, que vai ser administrado até o fim da semana. No mais, ela continua um doce. Só fica insegura quando há outros gatos ou pessoas ao redor. Para falar a verdade, ela parece não gostar muito de gatos!! Acho que, por ser pequena, deve ter passado maus bocados lá na dona Lourdes. Grunhe, faz fuzzzz e até sai no tapa!! Coitada... Passou o maior apuro na minha casa esse feriado, porque, além dos meus quatro, estava hospedando três da minha sobrinha!!! Mas no fim ela relaxou e até dormiu com um dos meus gatos!!!

Marina

Umaga ganhou um segundo nome (ou sobrenome): Kaladev. É um dos nomes de Krishna, na mitologia hindu, e significa "deidade negra". Achei que combinava com ela! Ela está ótima. Come bem, demonstra segurança no "calabouço" e tenta, a todo custo, fazer amizade com a Olívia, que persiste nos fuzzzzz. Sahara bem que anda se esforçando para ser uma boa anfitriã. Tenho deixado ela solta pela casa e parece que está começando a se sentir à vontade por aqui. Drª. Angélica disse que não tem vermes! Dia 6, foi castrada e fez limpeza de tártaro e de ouvido. No começo da semana, tomou as vacinas. Só esqueci de perguntar a idade.

16.11.07

Mutirão do vermífugo

Dar vermífugo para a Guda foi tão fácil que, esquecendo o fator "sorte de principiante", subestimei o desafio de medicar Mercvrivs por intermináveis 24 dias. Concluído o intensivão, porém, sentia-me apta a enfrentar os bigodes mais ferais. Ontem, chegou a vez das Gudinhas. Mariana segurou Pufosa e o comprimido desligou garganta abaixo. Com Kekinha, a mesma coisa. Pimenta e Jujuba nem precisaram de reforço. Mas Pipoca quase nos deixou malucas: retorcia, gritava, arranhava, mordia, chorava, cuspia, babava. Perdi a conta de quantas vezes juntei a drágea do chão. De quanto tempo corremos atrás dela pela casa. De quantos dedos despediram-se da sensibilidade a dentadas. Coisinha tão doce...

15.11.07

Ainda a seborréia seca!

Depois do quarto banho no pet shop, Mercvrivs continua com caspa e decidiu resolver a questão sozinho:


Eis o registro dos bastidores da tortura quinzenal:

Histórias que se renovam

Domingo, enquanto o resto da humanidade entupia as salas de cinema, discutia o relacionamento ou trabalhava por causa do Natal, Susan conseguiu doar dois gatinhos do AUG e pôde buscar mais esqueletinhos na casa da dona Lourdes. A tigrada maior lhe foi entregue com o diagnóstico de gravidez, mas a outra, que a velha jurava usar chuteiras, é que estava recheada de bigodinhos surpresa. Na clínica da Drª. Angélica, essa ninhada deve ter mais sorte que as anteriores, impiedosamente devoradas pelos felinos famintos do cortiço.

Sabem por que as baratas dominam o lugar, aliás? Porque "não-sei-quem possuía feridas pelo corpo, pisou numa asquerosa envenenada, o veneno entrou pela corrente sanguínea e acabou morrendo de infecção". Palavras de dona Lourdes.

Castrados e vacinados, Chococat, Umaga e Keiko acabam de se juntar à Smeagol, Satie, Sayuri e Gianecchini, na esperança de encontrar uma família de verdade. Candidatos dispostos a amar duas dessas vidinhas surradas (na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe) já apareceram, mas não posso contar ainda.

10.11.07

Careca, mas com dignidade

Já ouviram falar na história do homem que procura um sábio para reclamar da palhoça em que vive com duas crianças endiabradas, uma sogra amarga e a esposa a suspirar pelos cantos? Para quem não conhece, eis o desenrolar: após ouvir a queixa atentamente, o sábio instrui o homem a colocar um dos bodes que criava dentro de casa e voltar em uma semana. O animal come os poucos móveis, ameaça chifrar os pequenos, berra o tempo inteiro, deixa o lugar com um cheiro horrível. Incrédulo, o homem torna a visitar o sábio, que o aconselha a devolver a criatura no mato. Magicamente, a casa se transforma em um paraíso.

Ontem, acabou o remédio para a infecção de pele do Mercv. Depois de 24 dias, o pêlo ainda parece ralo e duro, mas nós dois nunca estivemos tão felizes. Nas primeiras tentativas, se o rebelde não cuspia o comprimido, eu errava o buraco da boca com as contorções. Aí, foi ficando mais fácil. Só que o espertinho pegou o esquema da coisa e passou a fugir quando o relógio marcava 9h. Recompensei o suplício com latinha, requeijão, leite, pão integral, caça-comida (brincadeira de arremessar a ração seca o mais longe possível e assistir o desastrado sair arrastando gatos e móveis para alcançá-la). Até que, no final, entramos num acordo: eu não segurava, ele não se debatia e na parte de abrir a boca ganhava o mais forte.


Obs.: Foto pós-terceiro banho quinzenal, por causa da caspa.

7.11.07

Gata x Florais de Bach

Depois de constatar que o comportamento repentinamente agressivo da Chocolate nada tinha a ver com a medicina tradicional e de gastar R$ 20 na benzedeira sem sucesso do padre Gusmão, Bruna aconselhou-me a experimentar os Florais de Bach: Vervain, Sweet Chestnut, Star of Bethlehem, Holly e Rescue Remedy. Paguei metade do valor entregue à igreja e despejei as primeiras quatro gotas num potinho de água exclusivo. A peste cheirou, fez que ia tomar, deu meia-volta. Tentei na colher. Nada. Na tigela coletiva. Só a família Guda Marley bebeu. Comprei uma seringa. Patas para todo lado, mas engoliu. Continuei investindo na tigela coletiva. Três dias depois, só de olhar o vidrinho, a birrenta passou a vomitar. Pensei em desistir. Mudei de idéia ao vê-la atirar-se contra o armário, mirando a Clara lá no alto, e cair de costas no chão, completamente irada. Misturei no leite, na ração úmida, no atum. Duas lambidas em cada, quando muito. Semana passada, soube da possibilidade de manipular sem o abominável vinagre (conservante para animais) e aplicar diretamente na têmpora, massageando com um algodão. A farmácia esqueceu de avisar que a fórmula ficara pronta e o conteúdo venceu antes de chegar às minhas mãos. :\

6.11.07

Frio na barriga ao cubo

Mês passado, Clara Luz fugiu de casa e apareceu dentro do telhado de um vizinho, na rua de trás. Como a curiosa entrou lá ninguém sabe, mas o fato é que ficou presa dois dias inteiros, até que consegui ouvir seus miados e (acompanhada da dona do lugar) indiquei-lhe um buraco no sótão onde poderia atravessar comprimindo a cabeça.

Durante as buscas da inconseqüente pelo bairro, meu sensor de bigodes em risco voltou a funcionar e dei de cara com um gatinho atropelado, bem mais magro, sujo e fedido que os esqueletinhos da dona Lourdes. Na verdade, eram dois. Mas o outro não resistiu e, após passar a madrugada sob os cuidados do sobrevivente, entregaram seu corpo ao lixeiro (!). Ele, que ainda se mexia, continuou jogado num canto: três dias arrastando-se em desespero, três dias sem comida, três dias urinando sobre si mesmo.

Tratei de pegar a caixa de transporte e uma latinha de Whiskas e, em meia hora, aportávamos na clínica utinguense. Dr. E. acolheu o pano de chão sem cobrar-me um centavo, disse que o entupiria de Royal Canin para a cirurgia de inserção dos pinos nos fêmures e dispensou-me.

Voltei na tarde seguinte, de máquina fotográfica em punho. O leãozinho se recusava a comer, iria para a sonda. Na sexta-feira, soube que a operação havia sido um sucesso e o apetite retornara, mas ele amanheceu morto. Culpa da desnutrição? De outro problema, desconhecido? Da demora no socorro? Não importava mais. Depois de uma eternidade estirado na calçada, sofrendo, assistiu a vida esvair-se entre as grades da gaiola veterinária, igualmente sozinho. E o máximo que consegui fazer foi dar-lhe umas colheradas de ração úmida.


No mesmo malfadado dia, encontrei também uma filhote parecida com a Clara, dois quarteirões para baixo de casa. Os moradores explicaram que se revezavam na tarefa de alimentá-la há cerca de 20 dias, quando chegara pele e osso, mas a cena da espevitada atravessando a rua na frente dos carros me fez pensar em arrumar-lhe uma família de comercial de margarina logo.

Levei comida para ajudar algumas vezes, acariciei outras tantas. Tirei fotos de ângulos variados, conversei com amigos, parentes, vizinhos. Lembrava dela sempre que chovia. Mas não podia trazer para cá, porque sabia que não doaria. Já aconteceu três vezes! Sequer um post de divulgação no Gatoca publiquei. Não adianta mais. Ela sumiu.


Smeagol, a ratinha que virou princesa, perdeu as orelhas na semana passada por causa do câncer de pele. Aos sete meses, tomou mais sol do que deveria, deu o azar de nascer num cortiço infestado de baratas e depender de uma senhora idosa, extremamente pobre. Na clínica da Drª. Angélica, sequer imagina como é ter um lar de verdade. Essa história ainda pode ganhar um desfecho de conto de fadas. Só depende de vocês.


P.S.: Satie, a outra gatinha branca resgatada, está passando pela mesma intervenção cirúrgica hoje. Assim meu coração não agüenta! :ó(

Notícias do segundo e do terceiro lar temporário

Depois da Marina, primeira voluntária a abrigar um dos esqueletinhos da dona Lourdes, Cris e Yone contam como estão os bigodes que acolheram, respectivamente, nos dias 13 e 28 de outubro:

A pequena (um dengo só!) já está com o pêlo crescendo e o ferimento no queixo do tigrado fechou. O Frajola come para caramba.

Se pudesse, pegava todos os esqueletinhos. Vou orar muito para que São Francisco ajude vocês encontrarem outros lares temporários. Se precisarem de mais ajuda, contem comigo. Susan sabe que tenho um carro próprio para missões impossíveis.

Espero poder mandar fotos de um depois muito melhor para estes 3 bbs. Mantenho vocês informadas de tudo.

Beijos
Cris


Estou te mandando algumas fotos da filhotona tricolor "careca", que chegou aqui em casa no domingo passado. A primeira foi tirada na terça-feira, quando ela ainda estava confusa e assustada! Ração?? Acho que nunca tinha visto antes [!?]. Cheirava sem saber muito o que fazer com ela!! Começou a comer misturada com um pouco de latinha, sob minha supervisão. A partir daí, o apetite tem crescido e os pêlos também, como você pode perceber.

Ontem, levei-a para a Angélica dar uma olhada geral. Ela está bem, só com uma leve sarna no ouvido. Até a diarréia, que tinha ameaçado na casa da Susan, desapareceu!! Angélica acredita que deve ter entre um e um ano e meio, apesar do tamanho de seis meses. Será castrada na terça-feira, para evitar que entre no cio. Vacina e vermífugo ficam para as próximas etapas.

Se no domingo passado andava super assustada e desconfiada, hoje é uma outra gatinha: ronrona sem parar, adora se esfregar, se joga no chão pra ganhar carinho!! E fica quietinha no banheirinho, super comportada!!! Quando eu apareço e começo a falar, ela responde!! Uma graça, toda conversadora, rs!!! Acho que também nunca tinha visto um brinquedo! Agora, se esbalda com as bolinhas que deixo lá. Até o arranhador já aprendeu a usar!!!

Mandei as fotos para você colocar no blog e estimular mais gente a pegar temporariamente esses "esqueletinhos", que tanto precisam de ajuda. Ter um cantinho limpo, com comida adequada, água e um pouco de carinho faz uma diferença incrível na vida deles!!

Vou te mandando notícias. Boa semana.

bj
Yone Sassa

1.11.07

10 motivos irresistíveis para abrigar um esqueletinho!

* O imóvel-cortiço está à venda!
* Dona Lourdes é uma senhora bastante idosa, sofre do coração e parece prestes a morrer a cada respirada.
* Seu sobrinho acredita que gatos trazem doenças e já avisou que "dará um fim neles", caso demoremos para resolver a situação.
* Vizinhos também sinalizaram desgostar dos felinos, envenenando-os freqüentemente.
* Quando a gente chega, todos correm para disputar espaço com as baratas nos buracos dos móveis, dificultando o tratamento.
* Se o adotante temporário não conseguir arcar com os gastos relativos à alimentação dos bigodes, nos comprometemos a passar o chapéu.
* Para atendimento veterinário, basta dirigir-se à clínica da Drª. Angélica, perto do Shopping Santa Cruz.
* Os esqueletinhos cabem em qualquer banheiro, lavanderia, corredor.
* Nascidos em berço de asfalto gelado, se entregam à primeira manifestação de carinho, comem sem frescuras, aprendem rápido.
* Com duas migalhas de atenção e três de ração, sapos feios, sujos e tristes se transformam em verdadeiros príncipes encantados (os intervalos das imagens variam de uma semana a um mês):

Smeagol - antes

Branca de Neve - depois


Pulgas e piolhos - antes

Sayuri e Satie - depois


Pânico - antes

Gianecchini - depois


Pênis exposto - antes

Nariz rosinha - depois


Obs.: Assim que as fotografias pós-resgate dos outros peludos chegarem, eu publico no aqui blog.

Baratas versus sobrinho assassino

Restam, ainda, cerca de 15 bigodes na casa da dona Lourdes. Eles estão desnutridos, cheios de vermes, pulgas e piolhos. Alguns foram diagnosticados com problemas hormonais, alergias às picadas, stress e intestino solto. Nada muito sério. Batalhei doação de Frontlines com a Merial, mas é impossível tratá-los no cortiço porque, assim que a gente chega, eles fogem em pânico.

No último sábado, sequer conseguimos resgatar os que iriam para os lares temporários: enquanto corríamos atrás das criaturas apavoradas pelo quarto, as carcaças de baratas estalavam no chão e terminavam todos (gatos e asquerosas) entocados num buraco do armário. Deixamos, então, as caixas de transporte com a velhinha e Susan voltou no domingo para buscar. Sorte que a mulher finalmente decidiu colaborar.

Sem voluntários para abrigar os esqueletinhos, temos de nos contentar em levar ração super premium semanalmente (tarefa assumida pela Meg) e torcer para que agüentem mais tempo. Duas, infelizmente, já morreram: a tigrada com suspeita de esporo e a idosa envenenada. A filhote frajola, cega de um olho, desapareceu há dias, fazendo-nos acreditar que se juntou a elas.

Dos 12 resgatados, três ficaram com a Cris, num sítio em São Roque. Precisam comer bem para enfrentar a esterilização e as vacinas. Um deles parece que desenvolveu um abscesso no queixo e vem sendo acompanhado pelo veterinário. Marina (da Vila Mariana) castrou e vacinou Umaga, negona super chameguenta. A branquinha com câncer de pele nem saiu da clínica da Drª. Angélica. Mas de rato passou à princesa. Agora, espera por um adotante que a aceite sem as orelhinhas. Satie, Sayuri e Gianecchini, sob os cuidados de Susan, também aguardam uma família de verdade. E outros três continuam na fase de engorda. A filhote tricolor rumou direto para o apartamento de uma amiga.

Semana passada, um sobrinho da dona Lourdes ligou cobrando que resolvêssemos logo a situação, pois felinos trazem doenças e pretendia "se desfazer deles a qualquer custo". Para melhorar, o imóvel foi colocado à venda. :\

31.10.07

“Quem ama protege”

Quando fui retirar os Frontlines doados pela Merial aos esqueletinhos da dona Lourdes e o moço apareceu segurando uma caixona de papelão, tive vontade de dar-lhe um abraço apertado e desejar feliz Natal. Hoje, chegou o banner animado que a Marta mandou fazer especialmente para o Gatoca. Não é um charme esse bigodinho piscante? :)

25.10.07

Açúcar e canela

Mercvrivs está com cheiro de Pretzel. Juro! E olha que tomou banho na semana passada...

Pós-operatório freak

Cada Gudinha desenvolveu um comportamento particularmente estranho após a cirurgia de castração: Kekinha anda cabisbaixa, Jujuba (ex-Vaquinho) deu para rosnar para as irmãs, Pimenta se põe a gritar e morder de hora em hora, Pipoca (ex-Pimpão) foge da gente e Pufosa finalmente resolveu aceitar carinho. Gudona, ao invés de cuidar das meninas, só quer saber que brincar de bolinha.

Equívocos que comprometem uma vida inteira!

- Trouxe os filhotes para castrar, Beatriz?
- Estão no carro, Dr. E.
- Pega primeiro os machos.

Como num conto de fadas, os dois me esperavam dentro da caixinha de transporte, outrora vazia.

- Pode colocar um deles sobre a mesa.
- Tá.

Vaquinho tomou a anestesia em silêncio e foi para a sessão de tosa, na sala ao lado, com a ajudante do veterinário.

- Bia, o E. não falou para começar pelos machos?
- Falou.
- Mas essa é fêmea.
- Ãhn?
- Me dá o outro.
- Aqui.
- É fêmea também.
- O Pimpão?!?!?

Como num pesadelo, lembrei do dia em que me contaram que Papai Noel não existia. Há cinco meses, quando os pequenos nasceram, olhamos os sexos diminutos e concluímos tratarem-se de dois meninos e duas meninas. Kekinha, a fugitiva não analisada, passou por gravata durante 45 dias (culpa do rosto com traços masculinos), até confirmarmos que era lacinho. Mas essa extrapolou os limites do ridículo!

- Os gatinhos ainda não têm cadastro aqui, né?
- Esses não, Dr.
- Então, fala os nomes.
- Pimenta, Pufosa, Keka... Pipoca e Jujuba.

24.10.07

Dia de fortes emoções

Quando eu marquei a castração dos Gudinhos, ignorei que ela coincidiria com o aniversário de dois anos do Mercv*. E também não imaginava que teria de ficar subindo e descendo do carro embaixo de chuva, com os gatos balançando na caixa de transporte. O dia já começou turbulento: enquanto o primogênito ganhava sachê escondido para comemorar (e compensar o remédio da infecção de pele), os pequenos protestavam contra o jejum de focinho colado na porta da cozinha.

Almejando minimizar a ausência veterinária, eu deixei o dono da festa sapateando no quintal molhado (gosto não se discute!) e rumei para a clínica do Dr. E. Cada poça d´água atravessada detonava o coral de miados. Pufosa, Pimenta e Kekinha ainda fizeram questão de guardar o vibrato para a hora da injeção. Já os meninos merecem uma crônica à parte.

Eu passei o resto da tarde dividindo a atenção entre os Alcoolizadinhos da Estrela e o aniversariante mimado, que queria colo a qualquer custo. Para completar o caos, antes de dormir Pimpão se pôs a pular e girar sobre o colchão da sala aos berros, atirando-se contra a parede no final da performance. E toca dormir com a Chocolate para evitar que ela batesse nos desfalecidos...

*Novelinha: Conheça a história do Mercvrivs

Calvície precoce

Mercvrivs filhote chegou aqui em casa anêmico, com pulgas, vermes, diarréia e quase morreu, porque a veterinária incompetente do bairro não viu nada disso. Sorte que meu espírito hipocondríaco desconfiou do seu narizinho sem cor e acabamos viajando até Utinga, onde Dr. E. (responsável pelos gatinhos do Eduardo há 13 anos) aplicou-lhe uma injeção, receitou Gatorade de limão e avisou que as chances de sobrevivência dependeriam do meu amor. Nascia uma flor de estufa de bigode.

Agora, qualquer coisinha que acontece com o peludo me faz colocá-lo no carro e correr para a clínica, do outro lado do mundo. Semana retrasada, quando percebi que ele estava ficando careca, pensei em todas as doenças que leio nas listas de discussão (FIV, FeLV, Hemobartonella), mesmo desconhecendo os sintomas. Mas era só infecção de pele. Recebi o diagnóstico no dia 16, junto com a missão de enfiar-lhe o remédio goela abaixo por 24 dias! O pior é que os banhos contra a caspa ainda não acabaram. Mercv só podia estar mesmo no seu inferno astral.

17.10.07

Rifa de bigode

A idéia inicial era replicar o layout do Gatoca, montar uma tabela com 100 números e divulgar o link da rifa o quanto antes. Mas as cores do quadro da Vicky destoavam do blog e como ensinaram-me, desde pequena, a evitar a combinação de calça rosa e blusa vermelha, gastei um tempão reestruturando tudo. Também achei frio o esquema dos números. Bem que podiam ser nomes de bigodes famosos... Opa! Frajola, Garfield, Félix. Só faltavam 97. Lá se foi outro dia. Pesquisando na Internet, descobri até Muezza, o peludo do Maomé. Para completar a lista, porém, tive de abrir exceções aos gatos mutantes do Thundercats e aos grandinhos de "O Rei Leão".

― Glomer [Punky Brewster] já é demais, Beatriz!
― Ué. Um felino alienígena, Divardo.
― Aquilo não é um felino.
― Quem não quiser, não compra.
― ...

Tirei o Glomer. E encontrei 20 opções extras na literatura! Quadrinhos, cinema, séries de TV, desenhos animados serviram de inspiração básica. Se deixei algum clássico de fora, escrevam nos comentários. Acabo de descobrir uma nova obsessão!